quarta-feira, 9 de março de 2016

Agressividade E Defesa

     Olá pessoal, tudo certinho? Aproveito a semana do dia internacional da mulher para cumprimentar a todas leitoras que me prestigiam com alguns preciosos minutinhos de suas vidas corridas. Afinal de contas a mulher tem sempre diante de si muitas tarefas. E o mais incrível é que dá conta de tudo com muita confiança, capricho e dedicação. Parabéns a todas vocês!

     Vou dar um tempinho da continuação do conto para publicar um texto que fala de situações muito comuns do cotidiano de todos nós.
     Vamos lá...
     O tema que vou abordar hoje é muito atual. Fala sobre vivermos numa sociedade extremamente agressiva, seja com as crianças, jovens ou adultos.
      Ouvimos falar muito de bullying, e vocês – minhas queridas leitoras - sabem que o bullying tinha outro nome e sempre existiu no mundo. Sabem ainda que as crianças sempre foram maltratadas pelas demais da mesma faixa etária, tanto faz se em outras épocas ou na atualidade. Pois é... Estamos numa sociedade agressiva, num tempo ainda mais agressivo do que estávamos habituados; as pessoas andam meio desorientadas devido à situação política, social e econômica do Brasil.
     Bom... Concordamos que o meio ambiente social é e sempre foi agressivo, e para maior parte das pessoas isso não é novidade. Agora, entendamos o seguinte: com essa sociedade agressiva precisamos ter uma agressividade de defesa – não só a criança precisa, mas o jovem e o adulto também. Sabem o que acontece quando a gente não ensina a criança a se defender ou ela não aprende depois de crescida essa autodefesa? Na maioria dos casos ela acaba apanhando de todas as outras crianças da escola ou da rua. E quando adulta, por não ter aprendido a autodefesa, se mostrará uma pessoa frágil diante dos desafios da vida - sem os meios corretos de defesa a pessoa sempre será agredida por todos ou terá uma atitude arredia com baixa autoestima.
    É claro que depois de adulto nem sempre é correto sair usando a mesma agressividade de volta. Às vezes é melhor ponderar sobre a melhor solução. Por exemplo: você vai andando pela rua e uma pessoa te provoca do nada. Você nunca viu aquela pessoa na vida e ela insiste em tentar te agredir ou perseguir. O que fazer? O melhor é pensar e agir de forma racional. Assim irá trazer o bom senso. Você pensa: “Não conheço essa pessoa. Não sei se é bandido. Não sei se está a mando de alguém para me prejudicar ou se está sob efeito de drogas. Não tenho a menor ideia do por quê ela está me provocando”. Numa situação como essa o melhor a fazer é sair de perto o mais rápido possível para se proteger. Seguir o caminho sem olhar para trás e procurar abrigo próximo de outras pessoas, conhecidas ou não.
     Notamos com essa atitude que a agressividade de defesa também pode ser via inteligência emocional;  assim vem o aprendizado para defender-se nas várias situações em que é atacado.
     Agora, numa situação de ambiente de trabalho, quando o chefe sempre quer se prevalecer através da aspereza verbal, é preciso usar a resposta adequada no momento adequado. Só assim poderá se defender e se fazer respeitar.
     É preciso sempre usar toda a inteligência emocional que puder para aprender a se defender, pois a pessoa que não se defende passa a vida inteira sendo agredida e atacada. A pessoa que não desenvolveu suas armas de defesas será continuamente vitima de abusos daqueles que se consideram mais fortes racional e emocionalmente, ou que, juntando a tudo isso, que puderem se prevalecer de algum tipo de hierarquia ou conhecimento.
     A sociedade em que vivemos é agressiva, - claro que não é legal generalizar e dizer que é sempre assim, concordo que ela tem alguns aspectos de sociabilidade bons - mas, está bem diante dos nossos olhos que sempre aparece no dia a dia alguma pessoa perturbada, desequilibrada, - ou autoritária ao extremo - para nos tirar do prumo e nos fazer de palhaços, o que torna muito complicado o convívio em qualquer tipo de ambiente.
     Você já aprendeu a se defender? Torço que sim. Pois, aquele que nunca aprendeu sempre será vitima de indivíduos com esse comportamento. E vai “apanhar” na vida; seja no sentido figurado, com agressões verbais e humilhações morais, ou no sentido literal, com tapas e empurrões, daquele mesmo jeitinho de quando era criança. A solução é aprender a se posicionar diante dos fatos de uma maneira mais digna e assertiva para prevenir que isso não aconteça em nenhum dos casos, certo?
     Vemos na sociedade em que vivemos que existem vários tipos de comportamento nessa questão de agressividade e bullying; levo a fundo o aspecto mais amplo desta expressão estrangeira. Há pessoas que têm prazer em maltratar os outros. E agridem gratuitamente para ver o semelhante sofrendo, o que, com toda certeza, traz a elas a sensação de prazer e poder. Freud chamou isso de sadismo. Têm muita gente sádica por aí, algumas até bem disfarçadas de pessoas normais em nosso meio de convívio. Esse tipo de gente adora deixar os outros em situação constrangedora, ou em posição de inferioridade moral. Agem de tal modo que o agredido nem sabe como ter uma reação imediata para se livrar do tormento.
     Acontece que esse tipo de pessoa não se dá conta que essa agressividade, ou falta de julgamento nas atitudes para o lado do respeito e bom-senso, acaba se voltando contra ela mesma.
     O excesso de agressividade é uma estratégia que pode ser vista como o traçado de um destino suicida, autodestrutivo. O mal que fazemos aos outros primeiro faz mal a nós mesmos – ainda que exista o tal prazer do sadismo pela ação. Então, se a pessoa pensa o mal, sente o mal e age com o mal, o que acontece? Creio eu que não existe nenhum proveito na situação para ela além daquele momento único e exclusivo, já que não é possível conviver por muito tempo com pensamentos ruins, sentimentos ruins e atitudes ruins voltadas para se prevalecer diante dos outros.
     Há um principio da espiritualidade chamada lei do retorno. Através deste principio aquele que faz o mal um dia percebe que o seu organismo anda fraquejando. Por cada ato ruim foram liberadas pouco a pouco substâncias venenosas que se espalharam por todas as veias e artérias do corpo. O tempo passa e a pessoa acaba se perguntando por anos a fio por que vive doente disso e daquilo e nunca consegue a cura. Olha... Vou contar... É bem complicada e fatal essa tal lei do retorno por caminhos que a pessoa nem imagina.
       Pois é... Têm gente por aí que acha que só ela nasceu esperta e o resto do planeta é de um bando de idiotas. É aquele tipo que pensa: “Eu faço o que eu quiser e falo o que me der na telha e nada me acontece! Eu vou fazer tudo do meu jeito e quem não gostar vai ter que aceitar! Não me enche o saco, eu trato as pessoas como eu quero! Vou atacar. Vou fazer uma serie de coisas contra tudo e contra todos, eu gosto de testar os limites dos outros. Só eu sou esperto e inteligente e ninguém terá coragem de reagir contra mim!”.
       Vocês não concordam comigo que é uma conduta totalmente sem-noção daquele que se julga tão poderoso? Afinal de contas existem pessoas inteligentes e espertas que agem de outra maneira e de um modo completamente oposto a essa sandice. Também é possível imaginar que um dia, mais cedo ou mais tarde, aparece alguém na vida dessa pessoa que acaba lhe devolvendo na mesma moeda - por que nem todo mundo tem aquele ideal bíblico do perdão de dar a outra face. Até Jesus Cristo quando perdoou a adúltera, em vias do apedrejamento, lhe disse: “Levante-se e não peque mais!”. Ele quis dizer em outras palavras: “Tome um jeito em sua vida e pare de agir assim!”. Mesmo o perdão tem a atitude de firmeza. E se o perdão não serve e a pessoa continua no mesmo erro, então ela terá de aguentar o famoso “troco” ou o apedrejamento sem reclamar.
      O defender-se é um ato de extrema inteligência. Mas não é feito de qualquer ação. Se você está diante de alguém fora de controle, tenha você o controle e use esse dom maravilhoso da inteligência emocional que está aí dentro. A assertividade nada mais é do que saber se posicionar para adquirir o respeito do outro sem ser desrespeitado e nem criar um inimigo. Afinal de contas, inimigos são para sempre quando não se muda o comportamento e a atitude ética. O certo é seguir o principio básico cristão de não fazer ao outro aquilo que não gostaria que fosse feito a si mesmo – em qualquer situação da vida – agir assim é um ato de nobreza, uma precaução.
       Os princípios da verdade na busca do bem sempre trarão bons resultados, mesmo com aqueles que um dia foram agressores e sabotares de relações; ou para com aqueles que foram amigos e se tornaram inimigos por algum comportamento infame. Afinal de contas, amigos e inimigos, presentes ou ausentes, nos trazem sentimentos que guardamos por muito tempo – seja por reconhecimento, desejo de vingança ou a fé num reencontro para pedir perdão – todos fazem parte do mesmo mundo de seres humanos falhos e em constante evolução. E se um dia, quando criança ou depois de adulto, você praticou ou foi vitima de bullying, por não saber controlar a agressividade, ou desconhecia os caminhos da própria inteligência emocional para defender-se, reflita e aja em favor de um posicionamento diferente e exemplar.
        Espero que cada qual que já passou ou passa por isso entenda esse significado.


           Grande abraço.      

       

4 comentários:

  1. Acredito que se não fosse esse sistema, que obriga o cidadão a competir sempre, não haveria tantas pessoas se achando as mais bonitas, as mais inteligentes, as mais poderosas, as mais mais. Se pais dessem o exemplo aos filhos, de cooperação, amor e respeito ao próximo, não teríamos necessidade de tantas leis, determinando que isso é certo e aquilo é errado, pois todos saberiam que o seu direito termina onde começa o do outro. Caminhamos para um abismo, onde todos os valores foram jogados fora e o que importa é o tal “levar vantagem” em cima do outro. Triste realidade! Tudo seria bem mais simples, se cada qual praticasse a lógica: não fazer ao outro, o que não quer pra si mesmo!

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  2. Patricia Ramos Sodero11 de março de 2016 17:32

    Olá,Sr.Autor!Mais um dos seus temas polêmicos,não é mesmo?O que tenho a comentar sobre o texto é que,todos nós temos nosso caráter,nosso jeito de ser e pensar.Nascemos assim.Agora,cabe aos pais de cada um,mostrar como se trata e vive com seres humanos desse mundo.Antigamente,os conceitos de educação eram outros.E sempre existiu o "bullying".Só não tinham "batizado"...rs.Acredito que se os pais ensinassem que todos nós somos iguais perante a lei "DELE",seria tudo bem diferente.Essa atitude de pessoas se acharem mais que as outras,por usarem roupas ou calçados de marca,por terem carros "assim ou assado",e outras coisas mais,faz a pessoa ser menor ainda.E o principal,SEM CARÁTER.E quem sofre qualquer tipo de "diferença",às vezes,o melhor a fazer é ficar em silêncio e não se igualar ao que "ataca".A verdade é que todos nós temos o mesmo final.E no meu conceito,os que fazem pouco caso e esnobam alguém,FEDEM muito mais embaixo da terra.Só isso!
    Agradeço por palavras que nos fazem refletir de como o mundo que vivemos seria bem melhor e diferente,se todos tivessem o "conteúdo"da educação de antigamente,como disse,mesmo existindo o tema há anos.
    Parabéns e até o próximo!Vídeo lindo também!Legal você intercalar esses temas entre os capítulos do conto.
    Bjosss e até....

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  3. Essa questão sobre o bullying é muito abrangente e difere a várias causas (comportamentais) as quem fazem e as são vítimas. Entra na parte não só psicológicas indo além casos de psicopatias, muitos precisam de tratamento psiquiátricos. Entro mais afundo quem não sabe se defender desses agressores (deficientes intelectuais, físicos) porque infelizmente não se tratam, achando q isso é 'normal'. Veja q sempre ocorrem tragédias pelos foram anos humilhados (escolas onde ocorrem muito esses delitos).. Viram uma vingança particular.. A Saúde Mental é fundamental na vida do ser humano, sem isto, não se pode viver harmoniosamente na vida social seja: no trabalho, escola e até âmbito familiar. Buscar ajuda não quer dizer q você seja 'louco', ao contrário, sinal q não está apto pra responder pelos seus atos. Nisso entra não só medicação como terapias também, ajuda a ter um apoio e equilíbrio.. A mente humana é q conduz o ato de fazer o bem ou o mal.. Andréa Cardoso.

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  4. Essa intolerância que cresce a cada dia vem nos tornando, mais sanados a termos medo, desconfiando de tudo e de todos. Acredito que nos tempos de hoje é muito difícil sair sem qualquer despreocupação, pode ocorrer fatos (rua, transportes públicos, shoppings). Mundo cruel. Autoridades incompetentes, onde a segurança não existe, estamos a merce de qualquer infrator, sendo nós presos dentro de casa, sem qualquer princípio de liberdade de ir e vir. Gabi.

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