segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O E-Mail-Carta Parte 10

     Olá pessoal. Agradeço novamente a profusão de comentários, incentivos e felicitações. Saibam que quando escrevo o meu pensamento também está em vocês. Depois de mais um tempinho elaborando essas tramas malucas, cá estou para dar sequência ao conto "O E-mail-Carta". Eis aqui mais um desabafo de Miss C endereçado ao Re. 
     Desejo a todos que tenham uma boa leitura e tirem suas próprias conclusões.

     Quando fecho os olhos me lembro de tudo e reconheço a verdade do que era para ser feito e não foi - parecem coisas bem distantes da realidade a qual eu queria e podia acreditar. Ou, dito de outra maneira, seria o modo mais consistente de conhecer a minha própria história. Hoje, ao imaginar assim com tantos detalhes - como feito no relato anterior - o calor intenso do seu corpo no meu, as mágoas desaparecem como se fossem lembranças distantes. 
     Ainda me pego acreditando em tudo que nunca deveria ter acreditado e recaio no mesmo erro por um segundo, mas logo passa e me recomponho. Sei que pessoas iguais a você existem aos montes e estão entre nós, basta piscar o olho e alguém aparece a fim de ferrar a vida da gente com calúnias. Então, quando de repente tomo consciência dessa realidade, sou amparada no mesmo instante pela ideia definitiva da autopreservação. É nela que me prevaleço para a autodefesa, mesmo que isso seja duro e injusto demais comigo mesma e com os outros.
        Sabe de uma coisa, Re? Eu sempre tive boa intuição e ela me indicava que tudo era um grande engano. Esse tipo de sensação de desconfiança precipitava em mim a desilusão com a convicção que o amor existe apenas como uma grande armadilha da natureza, essencialmente para dar garantia à continuidade da espécie humana. E ainda que achasse inseguro persistir com você, decidi ir adiante por puro instinto, mesmo pensando em não ter filhos como dita a lei da natureza. A minha esperança com o passar do tempo era de encontrar alguma doçura em seu comportamento meio indiferente e distante. Fui com a cara e coragem para o que desse e viesse - tão certa quanto aquelas pessoas que nascem com o destino já calculado. No entanto, sequer imaginei que tudo que viveríamos juntos se tornaria algo estranho e cruel. 
    Quando fecho os olhos para pensar melhor me lembro da poeira vermelha que grudava na minha pele, em meus cabelos, logo pela manhã, quando estávamos a bordo da sua velha caminhonete rumo a alguma cidadezinha interiorana. Por mais que eu tentasse não conseguia despregar os olhos daquele caminho inóspito com cheiro de folhagem queimada ou, mais adiante, no meio da viagem, o cheiro de mato verde depois da chuva de verão. Eu queria acreditar que não estava sozinha na viagem que me traria alguma tranquilidade, então, aos poucos, olhava furtivamente para o lado deixando transparecer toda admiração que eu podia ter por sua inteligência e perspicácia. Mas, ao mesmo tempo, eu me sentia culpada por aceitar aquela situação fadada ao fracasso. Eu sei que fui ingênua quando me expus, falhei em interceptar a fúria interior que ia se manifestando em palavras, sem qualquer censura, pois havia uma realidade maior a qual eu queria muito acreditar - era a sua forma de me ouvir sem julgamentos severos.
       Nesse novo momento de reflexão, relembrando mais uma viagem em que você me levava rumo ao desconhecido, eu posso afirmar que sentia você como uma sombra que jamais receberia um só movimento de compreensão da minha parte - exceto, nos momentos os quais eu sempre perseguia - um deles, depois de receber toda a atenção que eu desejasse, era o sexo com algum afeto, envolvimento e qualidade. Falo do desejo interior que faz qualquer mulher ter o reconhecimento que é uma pessoa desejável e atraente o suficiente para despertar o interesse masculino em prol de um vínculo. Parece que conosco não aconteceu a sequência lógica de atração, envolvimento e vínculo. Alguma coisa ficou faltando ou tudo aconteceu invertido. Em momentos, aparentemente sossegados, uma sintonia silenciosa prevalecia entre nós, como se a busca de um objetivo comum desse muito trabalho. Então parecia melhor deixar tudo assim mesmo, ao ritmo da maré. Mas, talvez por isso, sempre havia uma maliciosa disposição aos conflitos motivados em função das nossas personalidades dissonantes. Em alguns momentos tínhamos dois comportamentos distintos preenchidos por regras severas na atitude. Estava nas entrelinhas que cada qual tinha uma decisão muito séria a ser tomada. Dentro das nossas mentes erguiam-se escudos e armas empunhadas - estávamos prontos para o embate ao primeiro sinal de contrariedade e em nossos olhares as revelações sutis estremeciam nossas personalidades de posições definidas. Na verdade não tinha nenhuma gratuidade no observar um ao outro, era unicamente o olhar parado e indefectível para cada movimento. O reflexo desse olhar mostrava o resíduo terrível de uma vivência ruim do passado de ambos, que daquele momento em diante, poderia se manifestar em qualquer situação por pura defesa de lado a lado.
        Lamento que você jamais entendesse a noção de libido que me levava em busca de carinho, aconchego e compreensão. Você, com toda a inteligência que o privilegia e que o torna diferente das outras pessoas que conheci, não conseguia captar a minha mais pura essência. Na maior parte do tempo a sua postura era de fisionomia soturna e olhar altivo - demonstrando que manteria a mesma pose emocionalmente severa e irredutível diante de mim e da vida. Era como se fizesse um desligamento da realidade, e, de repente, em um pensamento mais demorado, tivesse de fazer uma pausa mansa para mergulhar nos infortúnios daquilo que se foi há longo tempo. E dessa raiz amarga ressurgia a dor que ia e vinha com o seu semblante mudando. Percebi que essas coisas tomavam conta do seu coração que um dia (quando jovem) acolheu o amor, o que depois - não sei porquê - se tornou envenenado com mentiras e um tipo de sentimento parecido com pena de si mesmo. De minha parte confesso que depois de você busquei outras alternativas para dirigir minha libido, procurei ser especial na atividade profissional em substituição a tantas frustrações - parei de me mobilizar em função exclusivamente de uma pessoa ou em busca de sexo como parte fundamental da vida.
     Quanto a nós, digo que chegamos ao fim e o ultrapassamos. Pensando um pouco mais sobre isso lhe digo que na verdade eu não sabia ao certo o que eu queria. Talvez eu esperasse muitas coisas da vida e nenhuma delas aconteceu como pretendido, mas de todo modo ainda tenho a esperança de encontrar o que realmente é primordial. Hoje consigo aceitar melhor que tudo na vida é mais ou menos assim, um tanto falso, meio verdade e meio ilusório. 
      Mas logo paro de pensar nisso e me lembro como você vinha à carga querendo saber várias coisas da minha vida e propunha, com jeitinho, uma abertura: "Vamos ser sinceros"? Por não querer vê-lo chateado, começava a pensar em admitir ser bem sincera, mas logo em seguida, ao meu primeiro pensamento de aceitação, eu recuava e começava a pensar que você podia desconfiar do tamanho da mentira que eu poderia contar, diante disso eu ficava num beco sem saída e me perguntava: e agora? Bem, eu tinha de dar um jeito, e dizia que eu não chegaria a ser uma pessoa sincera completamente, pois, com isso poderia ofender ou agredir alguém. Você não me pareceu feliz com a resposta, mas (pelo menos eu achei isso no dia) não ficou com a expressão de decepção como ficara outras vezes e balançou a cabeça como que aceitando o meu posicionamento e perguntou: “Tá certo, você é meio-sincera, meus parabéns, meus parabéns mesmo! Em qual lado da sua sinceridade eu me encaixo em sua vida? ”.
     Caramba! Eu juro que você me pegou desprevenida. Que diabo de pergunta foi aquela? Você me pegou de surpresa com toda sua agilidade de pensamento: porque é sempre assim que acontece. A gente se esforça o tempo todo em passar uma boa impressão, demonstrando ser uma pessoa de caráter, e passa a dizer que nada acontece por acaso e cada um carrega a cruz que escolheu e coisa e tal, mas quando alguém pede para apresentar uma virtude que encha os olhos nega-se fogo e não aparece praticamente nada para demonstrar. Foi o que respondi a você. Então você se calou e voltou os olhos ao chão, talvez, agora sim, mais decepcionado do que quando me sugeriu sermos sinceros. A minha lembrança desta cena termina assim e pulo para outra. Acho que devo estar ficando louca! 
    Bem... Continuando a lembrar dessas coisas reflito sobre outros assuntos que me perguntava – e só Deus sabe o quanto tento respirar fundo quando me lembro de tudo isso, e então eu sinto um imenso desespero.
     Contudo, volto a velha camionete e o seu silêncio a fim de testar a minha paciência, eu ali, continuando sozinha naquela viagem por longo tempo sem ouvir uma palavra sua. Eu comigo mesma, tinha a oportunidade de, meio fora da realidade, entrar numa exploração interior em busca da minha própria identidade. 
     Cada coisa que acontece com a gente, não é mesmo? Eu olhava para você eu não acreditava em sua atitude ou por que eu estava ali.
     Pois é... Era bem assim.
     Antes de completar esse relato dei uma pausa e me olhei um pouco no espelho, me vi no avesso com minhas têmporas tensas e o meu coração batendo acelerado no peito, mas aos poucos tudo foi se equilibrando, melhorando, e segui para finalizar escrevendo outros pensamentos que me ocorriam sobre nós dois. Olhei para o piso do meu quarto e me lembrei de imediato da noite em que estava deitada com febre lá no Guarujá, e você, ao meu lado, se debruçando sobre mim para sentir minha temperatura. Aquela noite parece tão distante e praticamente desaparecida no tempo. Aos poucos, novamente, tento me equilibrar para me focar nos detalhes. E me dou ao direito de imaginar como seria possível recuperar pelo menos uma parte da nossa história que se acabou de um jeito triste e enfadonho. 
     No nosso caso, seria ideal escolher um novo ponto de partida e começar de novo. Talvez um dia, não sei quando, se isso pudesse ser feito, por exemplo, se ambos abrissem mão da vaidade. Quem sabe fosse possível encontrar um jeito de que tudo não fosse apagado por amargura, como tem sido até agora, principalmente por você ter sido um grande canalha. Talvez houvesse um meio de redesenhar a vida com outro estilo, com um novo modo de expressão que a tudo transformasse, refazendo por inteiro um novo roteiro, de maneira que ele não resultasse em algo tão frágil e tão inconstante. Não creio que não possam existir métodos de reforço para uma relação deixar de ser indefesa como antes. Acredito de verdade que um novo desenho não repetiria os mesmos erros, restrito a um esboço de intenções. Numa rara ocasião em que a conversa entre nós ia e vinha notava-se a possibilidade mais nítida de algo ser construído com maior consistência. 
     Pensei nessa alternativa com muita esperança, mas estava ciente de que seria justo perguntar a mim mesma se faria sentido insistir naquilo que um dia já demonstrou ser perigoso e destrutivo. Que graça teria se tudo fosse do mesmo jeito? O mais provável é que nem sequer muita determinação ajudaria realizar esse sonho, pois quem sonha uma hora precisa de algo concreto. Acho melhor, portanto, buscar outro tipo de pensamento para prosseguir na vida, ou simplesmente continuar lembrando de você me olhando de cima, pondo a mão na minha testa, sentindo a minha febre e se preocupando comigo. Caracas! O mesmo pensamento não me larga! Teríamos de refazer tudo: movimentos e atitudes que nos levaram a uma infinita e complicadíssima situação de permanente oposição. Nossa nova ligação, com entremeios conturbados, talvez fosse semelhante e tão inaceitável como antes. A sua mão em minha testa para sentir a minha febre ainda parece viva. Mas me resta a dúvida de como eu teria de volta aqueles calores interiores, aqueles tremores involuntários e a camada de suor frio escorrendo por quase todo o corpo, principalmente no momento em que nos interligássemos para nos manter suspensos num tipo de realidade à parte e sem aquelas filigranas muito comuns em nossos debates? Realmente é um ponto muito difícil de se pensar. Além de todas as dificuldades já conhecidas, ainda seria necessário abrir mão das memórias que feriram a alma do nosso relacionamento. Se ao conseguir adquirir essa capacidade seria imprescindível não deixar mais nada gravado, escrito ou registrado de qualquer outra forma. Penso que seria uma cautela para que o nosso caso de amor e desamor não virasse um conto publicado num blog vagabundo, nojento e repugnante ou num livro de papel reciclado. Descrevendo, do modo mais vil possível, sem qualquer escrúpulo ou censura, as revelações íntimas e cenas comprometedoras dos nossos momentos de entrega e cumplicidade.
       Tenho certeza que começar de novo com uma visão diferente seria uma circunstância muitas vezes mais complicada que antes. E a questão seria não como recomeçar, mas por onde começar: em qual ponto nos deveríamos firmar, entre tantos tão incertos e já conhecidos, para que tudo funcionasse com harmonia e livre de ideias preconcebidas?
     Agora, sinto que você ainda me espera, tenho plena certeza disso. O tamanho da distância que nos separa é insignificante já que moramos na mesma cidade. Entretanto, não é o suficiente para diminuir o nosso orgulho ferido. Talvez por isso eu me sinta mais inibida, totalmente bloqueada e mais cautelosa diante da vida. Me vejo como se andasse para os seus braços contra a minha vontade, embora, lá no fundo, eu quisesse ir e estivesse ansiosa por isso. Tenho muita vergonha de expor os meus desejos, pensamentos e acontecimentos do passado para outras pessoas, por isso quando dou dois passos à frente dou três atrás. Paro com tudo tentando me convencer que sempre estive no caminho certo, ainda que você tenha um dia cruzado o meu destino para me ensinar um lado da natureza humana que eu relutava muito acreditar que pudesse existir.


                                    Miss C

6 comentários:

  1. Sobre o texto não tirei conclusão alguma. Já música é ótima.

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  2. Ela na esperança que algo mude, como uma reconciliação? Mas, o orgulho fala mais alto né! Os 2 ficam sofrendo a distância e esperando quem dá o primeiro passo. Curiosidade em saber se sua musa lê seu blog. Aguardo o próximo capítulo desse romance. Letícia.

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  3. Miss C pensando em um retorno?! É isso mesmo, ou eu estou ficando maluca também?! Que relacionamento cheio de surpresas! Eu sempre achei que o Re fosse a vítima de toda essa estória, ou seria história(rsrsrs)?Mas vejo que me enganei, não há vítimas, um é tão culpado quanto o outro, por tudo ter dado errado. E ambos buscam a mesma coisa, vingança ou um retorno, ao que eles acham que seja amor. Mas será que é, ou são egos em conflito, um maior que o outro? Orgulho de ambas as partes, casos mal resolvidos no passado de ambos. Loucura toda essa situação! Ela em minha opinião, como toda mulher, é levada pela necessidade de se auto afirmar como uma pessoa desejável. E pelo medo da solidão, ou talvez pela química que eles têm quando estão juntos, uma coisa muito difícil de encontrar com qualquer pessoa.Enfim, onde será que tudo isso os levará? Só você sabe não é mesmo Renato? Muito bom seu texto! A música nem se fala, maravilhosa! Bju.

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  4. Nossa protagonista delira entre as lembranças amargas do relaciona/o funesto com Rê e os momentos em q perdia a lucidez em seus braços num encontro insólito de corpos, numa dualidd de pensa/o q se alterna entre a mágoa e o desejo carnal. São pensa/os q nos remetem ao outro protagonista desta estória, mas não por se referirem a ele, mas por terem extrema semelhança c/ os dele no q se referem a Miss C, isto parece meio estranho, não é?!
    Mas é esta a impressão q eu tenho, meu caro Renato! Lendo as lamentações dela e relembrando os relatos dele, chego à conclusão de q ambos esperavam receber do outro td aquilo q negavam um ao outro, mas nenhum dos dois abriu mão do seu orgulho p/ dar o primeiro passo; e os dois ficam se martirizando pelo q o outro deixou de fazer!... Td isto regado ao furor sexual de ambas as partes! Difícil, heim?!!!
    Dentre tnts mágoas, delírios e incertezas, ainda surge a vontade mútua, quase repugnante e ao msm tempo quase fascinante, de tentar de novo, de começar do zero ou quem sabe fazer diferente partindo do ponto culminante da derrocada!
    O fato é q Rê e Miss C se julgam vítimas desta estória, enqto ambos são verdadeiros réus deste crime sem recompensas! E qual seria o melhor final pra td isto? Esta é uma resposta q só vc pode nos dar, meu querido Autor!!! BJSSS - Edneia

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  5. Sabe alguns anos atrás me fiz uma pergunta:
    - Mudo a direção do que estou vivendo ou continuou a persistir no erro?
    Depois de muito relutar com que estava acontecendo, resolvi mudar, falo que não fácil no início. Deu muito trabalho aceitar que precisava sair daquilo que me fazia sofrer, com tempo isso foi diluindo e agora quando lembro percebo que foi a melhor coisa que fiz. Voltei a viver, a ter minhas vontades, liberdade, conhecer pessoas a socializar coisa que não acontecia, pelo fato de estar amarrada alguém que nem sequer lembrava que eu existia, apenas vinha quando tinha vontade ou pior, não tinha outra alternativa, sabe aquela relação ( se pode chamar isso), quando o camarada aparece 2 ou 4 vezes ao ano, a tonta aqui esperando um sinal dele te convidar pra sair, imagina a sensação que foi isso, pessoas me dizendo: " Caí fora o cara está te enrolando!"
    Mas besta aqui não pensava dessa forma, de tão cega que ficou, precisou semanas, meses e até anos pra enxergar que ele não queria nada. E esse o caso do Re veja que as circunstâncias são bem parecidas. Só precisa aceitar que acabou e tomar uma atitude: permanecer ou sair dessa ilusão que só está causando dor e sofrimento. O dia que Você tomar essa atitude vai tirar o peso que anda carregando desse relacionamento que acabou faz tempo, mas que infelizmente não aceita. Quando começa cheia de erros não poderá dar certo, vai-se empurrando por não aceitar que nessa relação só um estava presente o tempo todo. Amar por 2 não vale a pena. Encontre seu eixo meu caro autor e seja feliz de verdade. Abraços.

    Fernanda

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  6. Patricia Ramos Sodero23 de fevereiro de 2016 23:57

    Olá,Sr.Autor.Concordo com minhas amigas leitoras de seu blog.É difícil ver que,duas pessoas que se gostam deixam o orgulho ferido tomar conta da situação.Na verdade,Re foi realmente um homem na vida de Miss C que a fez enxergar a vida diferente.Porém,ela também tem sua personalidade forte e nem sempre suas atitudes eram vistas por Re como realmente ela queria mostrar.Acho que nessas circunstâncias,o melhor a fazer é a conversa e o bom senso dos dois.Afinal de contas,percebe-se bem que é uma relação de algum tempo.E conturbada.Sempre.Acho que por falta de mais conhecimento no sentido Homem x Mulher.Não no sexo.Porque já se tem a certeza que,neste ponto,tudo é nuvens.Cabe agora a você,Sr.Autor,nos dar o final ou recomeço dessa estória.Sinto que algo não foi bem esclarecido ainda.
    Espero que agora volte com mais frequência novamente.
    A música é linda. Bjosss...

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