quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O E-mail-Carta Parte 9

          Era mais um entre tantos eventos em que fomos trabalhar juntos. Porém, eu me lembro bem por que foi no Guarujá - você sabe o quanto gosto de praia - e a minha memória é excelente para certos detalhes. Entusiasmada com o convite, e com a descrição do lugar próximo da praia do Tombo e Astúrias, aceitei logo de cara sem pensar duas vezes.
     A descida da serra pela rodovia dos Imigrantes foi tranquila. Quando chegamos encontramos Zé Louco, Nanda, Tom e toda a turma de motociclistas malucos montando as barracas.
     - Re, isto é o que você chama de festa pequena? - perguntei.
     - Diante de outras, ela parece pequena. Vamos dizer que seja do tipo média em termos de fluxo de pessoas - respondeu com tranquilidade.
     - Você não estava mesmo brincando quando disse que queria que todos nos vissem chegando - estou cansada de tanto esticar a mão para cumprimentar as pessoas que conhecem você. Ufa!!!
     - Acha bom ou ruim esse carinho das pessoas com você por estar comigo?
     - Bom ou ruim? Não sei... A pergunta parece capciosa.
     - Tá certo... Desculpe. Não foi essa a intenção.
     - Olha só, Re. Eu nem deveria estar aqui, por que não me sentia bem nos últimos dias. Vim por que me preocupo com você e gosto de estar ao seu lado nas viagens. Mesmo que no primeiro momento eu diga que não posso, acabo dando um jeito e venho, você sabe.
     - Obrigado - (Lembro muito bem que você sussurrou estranhamente).
     - Como assim obrigado? Você está debochando?
     - Não! Só estou tentando fazer com que você se entrose para que tenhamos uma boa convivência por aqui. É bom que faça novos amigos e que os meus amigos antigos também sejam seus amigos. Estamos na festa de um clube de motociclistas que recebe vários outros clubes para confraternização, a base disso é feita de amizade e respeito; assim devemos agir com as pessoas que chegam para nos cumprimentar.
     - Eu vou tentar ser mais tolerante, só espero que não fiquem apertando tão forte a minha mão com esses cumprimentos efusivos e demorados, ok?
     - Tá certo.
     - Acho que vou ter que descobrir um novo limite para a minha paciência. Você sabe como sou, não sabe?
     - Acho que sei, sim - e você sorriu ironicamente de canto.
     - O que está acontecendo lá no portão principal? Qual o motivo da agitação?
     - É a preparação do tubarão. Em toda festa anual existe a tradição do tubarão no rolete. Já provou alguma vez churrasco de tubarão? Também tem caldo de peixe com arroz que eles servem de noite; é uma delícia com farinha e pimenta. Você vai gostar... É um verdadeiro banquete e só falta o vinho para acompanhar.
     - Eu não estou me sentindo muito bem. Acho que não vou comer nada hoje. Preciso descansar um pouco dentro da barraca. Você pode ir à farmácia comprar um remédio?
     - Claro que sim - respondeu bem preocupado comigo, devido ao meu mal-estar repentino.
     - É esse remédio que está escrito no papel.
     - Tá certo. Vou chamar a Nanda para ir comigo.
     - Pode chamar, mas você sabe que não gostei dela desde a primeira vez no outro evento.
     - Esquece isso. Ela é legal.
     - Vou jogar o colchão no chão e deitar. Não demore, por favor.

      
 Tudo isso aconteceu numa quinta-feira, no dia seguinte eu já estava boa da enxaqueca e tudo prosseguiu normalmente.
      Durante a sexta-feira tivemos outros diálogos que aos ouvidos dos outros pareceriam estranhos.
     - Estamos mesmo juntos desta vez para recomeçar do zero? - a pergunta me irritou - parecia uma afronta aos meus posicionamentos.
     - Eu só gostaria que pudesse amá-lo se não tivesse de ser sempre tão difícil.
     - Que história é essa de me amar é difícil?
     - Talvez a culpa não seja sua. Acho que não sei o que quero.
     - Mas eu sei o que eu quero - os seus olhos estavam decididos e presos nos meus - Eu quero você!
     - Olha Re. Eu preciso mais do que ser apenas desejada por um homem. Preciso que esse homem esteja junto comigo, junto de verdade.
     - Eu sei, mas...
     - Você não pode me dar isso. E mesmo que pudesse a minha família não aprovaria - principalmente o meu pai.
     - Você mentiu pra mim quando me disse que estava apaixonada?
     - Não menti. Mas entenda que ainda estou sofrendo por essa coisa doida do meu passado que me persegue e parece uma maldição. Eu quero viver uma vida normal, coisas normais, desejos normais; não estar sempre envolvida em intrigas familiares e segredos sórdidos de um e de outro.
     - O que houve?
     - Sobre o quê exatamente?
     - Esses segredos sórdidos que se referiu...
     - Estou no escuro, Re. Não sei de nada. Não conheço as pessoas que me cercam. Estou cada vez mais solitária. Não estou preparada para contar qualquer coisa agora. Cada vez que nos encontramos acontece algo novo lá em casa, mas nunca consigo ultrapassar certas barreiras para me abrir totalmente com você. Fico admirada como você conseguiu me arrastar até aqui e a outros lugares... Você sabe muito bem que eu não abro mão de conforto e bem estar.
     - Você está bem?
     - Ótima! Por quê? Está me julgando agora?
     - Não, não. Apenas estou preocupado com você.
     - Eu tive uma discussão terrível com a Roberta antes de sair de casa. Ela está mentindo para o meu pai. Eu não suporto o fingimento dela. Ela é interesseira.
     - Não sei como ela é. Eu troquei apenas duas palavrinhas com ela.
     - Não queira descobrir como ela é!
     - Não pretendo...
     - Ela não é digna do amor do meu pai por ela. Ela pensa que somos palhaços... Tudo bem... Vamos deixar isso pra lá...
       Re, eu estava estranha nesse tempo. Eu fico nervosa em pensar como fui tomada por um demônio quando falava certas coisas da minha família, especialmente por que eu sempre amei todos eles. É bem verdade que o meu pai sempre seguiu o viés da doutrina autoritária de uma filosofia maçônica meio distorcida, mas isso não me incomodou tanto na fase adulta. Essa forma de encarar a vida talvez o tenha tornado um narcisista de mão cheia. Eu não diria que ele tenha virado um beócio fundamentalista, mas suas atitudes sempre foram muito estranhas em relação às pessoas de fora, - ele poderia ser sociável e benevolente ou rude ao extremo - parecia ter fases de oscilação de humor - ele sempre foi inconstante conosco também. Ele guarda com muito cuidado alguns livros em italiano e em português sobre Licio Gelli e Silvio Berlusconi. Olhando assim por cima, percebi que se trata de alguma coisa relacionada com a influência da P2 (Loja Maçônica Propaganda Due) em escândalos políticos e religiosos de repercussão mundial. São escritos que relatam muitos podres de gente poderosa do meio religioso, político e artístico em todos os continentes; com destaque para Itália, Inglaterra, França e Brasil. Retirei aleatoriamente um dos livros da estante e me veio à mão "Em nome de Deus - David Yallop". Dei uma passada de olho e achei o tema interessante. Puxei um banquinho e me acomodei para ler algumas páginas - acabei por mais de uma hora mergulhada naquela história sórdida de conspiração e assassinato do Papa João Paulo I. Depois fiquei pensando nas dezenas de viagens mal explicadas que o meu pai já fez à Europa, Estados Unidos e países da América do sul. Tenho medo que ele faça parte de alguma associação espúria envolvida em conspirações e assassinatos, e que esse envolvimento possa no futuro prejudicar nossa família. Melhor bater na madeira três vezes e nem pensar muito que ele tem uma vida secreta apenas do conhecimento da minha mãe.
     Quando, lá no evento do Guarujá, você citou o detalhe de faltar o vinho para acompanhar o churrasco de tubarão, imediatamente lembrei de uma passagem que o meu pai sempre nos falou à mesa; para assim justificar o seu apreço por vinhos. O pensamento completo era mais ou menos esse: " Dizem-se os filhos da Luz, e pretendem transformar homens bons em Homens melhores. Segundo o Rito Escocês Antigo e Aceito, que assenta em três pilares – Sabedoria, Beleza e Harmonia percorrem o caminho que os leva ao grande Arquiteto do Universo desde tempos imemoriáveis".

     Nunca entendi muito bem o que essa passagem tinha a ver comigo ou com vinho. Só depois de muito tempo compreendi que se tratava de um rito sobre banquete, valores sociais e familiares; e ter disciplina na vida para trilhar o caminho certo e alcançar objetivos. Por isso que em todo almoço em família, com todos nós à mesa, ele escolhia uma garrafa e olhava fixamente para ela por alguns instantes. Em seguida citava pausadamente as palavras: "...sabedoria, beleza e harmonia..." - e servia nossas taças - em primeiro lugar a da minha mãe, é claro!   
      Mas, o que me deixava irritada de verdade era o meu relacionamento com a Roberta. Ela me confundia. Nós sempre fomos rivais na maior parte do tempo, ou firmes aliadas no que interessava a ambas. Mas a união durava pouco e logo brigávamos outra vez. As comparações que meus pais faziam entre nós duas me incomodavam demais. Eu cheguei no meu limite. Só depois de muito tempo compreendi que os problemas pelos quais eu passava por causa dela, também eram resultado da minha própria atitude. Percebi que o meu comportamento colaborou para a difícil solução dos problemas que tivemos. Em vez de tratar as coisas de forma adulta desde o início, fui deixando que se complicassem cada vez mais. Como se ainda fosse adolescente, eu não conseguia admitir os meus próprios erros e me colocava num pedestal inatingível. Eu culpava os outros por minhas falhas e carências. Eu me tornei agressiva e sempre na defensiva, principalmente com uma autodefesa verbal exacerbada por motivos que eu sabia não ter razão. Mas, ainda assim, precisava culpar alguém para que eu não fosse malquista ou rotulada como fraca.  
     Eu acredito que esse meu jeito tem a ver com o tempo que passei ao lado do Le. No final do relacionamento a minha autoestima estava no chão. Com o passar dos meses, após o rompimento, fui me recuperando. Acabei usando o efeito contrário em excesso. Fui de um extremo a outro e demorei para encontrar o equilíbrio. A minha autocrítica era extremamente positiva na argumentação a meu favor e completamente negativa de quem discordava de mim. Isso atrapalhou a minha imagem perante as pessoas. Explica-se desta forma o motivo da falta de boa convivência em qualquer ambiente em que eu estivesse. Se no tempo em que namorei o Le, ele não fazia nenhum esforço para que eu me sentisse boa o suficiente, depois dele passei a me sentir importante demais para deixar alguém dominar novamente a minha vontade. Eu passei a pensar e agir com esse lema: "Jamais farei o que não quero fazer!". Por isso, lamento muito as coisas ruins que fiz a você. Você nunca seria capaz de saber verdadeiramente como eu me senti por causa disso. Acho que você nunca saberia nem se estivesse em meu lugar... E, muito menos saberia por que essas coisas aconteceram sem controle. Você está melhor sem mim, não está? Todos dizem que estamos melhor um sem o outro. Nem te conto os nomes que você recebeu aqui em casa por tudo o que aconteceu depois das cartas. Todos aqui te desprezam e acham que você não é pessoa digna nem de piedade. Fui chamada de louca várias vezes por todos eles. Justamente por ter me envolvido tão intensamente nessa furada e contado coisas da minha família que você não precisava saber. Eu deveria ter mantido a minha boca grande fechada!        
     Vou aliviar um pouco, porque pensar em todo esse passado me revira por dentro ou me faz chorar. Aproveito o único cigarro do maço e penso um pouco mais naquele final de semana no Guarujá. Abro a gaveta da escrivaninha e me deparo com o rascunho dos momentos que passamos juntos;  tudo daquela noite de sexta-feira em que eu já me sentia recuperada. Escrevi só a parte boa. Era isso que eu queria guardar para sempre na memória quando descrevia os nossos momentos juntos. Perceba a saudade que eu sentia nos dias subsequentes que demoravam a passar. Eu odiava brigar com você! No entanto, tinha que parar para refletir.
     Eu sei que deveria ter enviado esse relato naquele tempo e não agora. Acabei jogando no fundo da gaveta porque brigamos alguns dias depois da volta do Guarujá. O texto acabou esquecido. 
       Ainda dá tempo. Ei-lo aqui:
      "Difícil fazer a descrição daqueles dias (antes de irmos ao Guarujá) que começavam longos e no decorrer tornaram-se intermináveis - talvez fosse pela ansiedade que aquela ocasião me provocava. Toda vez era assim! Ficava imaginando, sonhando na verdade, querendo que as horas passassem rápido, e assim eu pudesse correr logo para os seus braços. Era uma eternidade a espera, um castigo!
    Só de pensar o meu corpo já começava sentir, antecipadamente, arrepios das sensações que só o seu sabia me proporcionar. E, naqueles dias, tudo era mais complicado e se arrastava, o tempo parecia passar em câmera lenta.
     Enfim, a hora tão esperada da viagem chegava e você parava o carro na porta da minha casa para me pegar. A vontade que eu tinha era de correr para você e me pendurar no seu pescoço, daquele jeitinho que a gente faz quando encontra uma pessoa querida. Mas, eu me continha na introspecção de manter os sentimentos restritos sem fazer alardes - sem revelações comprometedoras. E, meio sem saber por que, eu sentia que você - com sua peculiar ironia - fazia o mesmo.
     Os momentos ao seu lado eram mágicos! Parecia que o mundo todo desaparecia e só nós existíamos. Acontecia uma inexplicável reação química quando a nossa pele se tocava. A energia, vibração, ou seja lá o que for, percorria o meu corpo como a corrente elétrica pelo emaranhado de fios por trás das paredes das casas. E a inquietante sensação que me invadia logo depois do prazer, tenho certeza, era tal e qual um curto circuíto (acho que se encostassem uma lâmpada no meu corpo nessa hora, ela acenderia no máximo de sua luminosidade).
     Ah, Re, você atiçava em mim a síndrome das pernas agitadas, que já era bem frequente em minhas noites solitárias. E quando estávamos juntos essa sensação se transformava na síndrome do corpo agitado - uma agitação incontrolável invadia o meu corpo e eu não sabia como parar. Parece que esse tipo de fenômeno começava assim que os nossos olhos se achavam no momento do encontro no meu portão. Lembro que, assim que você chegava, minhas mãos e meu corpo eram atraídos pelo seu como imã. Era uma necessidade frenética de sentir o toque, a energia e o calor que vinham de você. Aí, a minha mão boba começava a procurar qualquer parte sua, na necessidade imediata de sentir pele com pele, e você resmungava sorrindo: "Lá vem você!" Eu achava graça e respondia: "...da próxima vez eu apareço com as mãos amarradas, aí você vai ver como o meu carinho faz falta..."
     Seguíamos horas de viagem pela estrada e loucos para chegarmos logo ao destino. E, quando finalmente a noite chegava, os nossos corpos se juntavam; a sensação que eu tinha era de que assim deveriam permanecer, pois a conexão era perfeita.
     Nesses momentos eu desejava que o tempo parasse, para vivermos entrelaçados e nos alimentando do êxtase emanado dos nossos corpos incendiados pela chama da paixão.
     A cada movimento, no toque de mãos, de lábios ou de língua, se materializavam gemidos (principalmente os meus) e quando os seus chegavam aos meus ouvidos, eu simplesmente delirava um pouco mais.
      Inúmeras vezes a exaustão nos arremessou para o lado - inertes e quase sem fôlego, e -, além disso, eu ainda tomada pelos choques involuntários, que aos poucos iam se acalmando, relaxava o corpo e caía no sono com um leve sorriso no rosto. Quando amanhecia, - ainda sonolenta e deitada de bruços - eu acordava sentindo o seu peso sobre o meu corpo e o seu membro duro praticamente todinho dentro de mim. Os seus movimentos começavam suaves e preguiçosos, com jeito de quem acabara de acordar, mas aos poucos iam se tornando precisos e profundos. Assim eu sentia a sua presença máscula e tinha a mais absoluta certeza de que tudo estava mesmo acontecendo. Você logo acelerava o ritmo e quando eu pedia que parasse você parava, e deixava "ele" lá no fundo me preenchendo toda. Nessa hora eu exercia uma leve pressão "nele" e fechava um pouco as pernas até que gozássemos juntos. Então, sem sair de dentro, você me abraçava apertado e sussurrava no meu ouvido: "Bom dia, amore mio".
     Nos dias seguintes, na volta do evento, apesar do corpo todo dolorido, eu me sentia como se andasse em nuvens. Estava livre, leve e solta, e, deveras, muito bem comigo mesma. Olhava no espelho e observava as marcas deixadas por você em pontos estratégicos, - propositalmente, é claro! - para que a todo instante eu sentisse a sua presença e desejasse que acontecesse logo um novo encontro tão prazeroso e intenso como esse.”                                 


                                    Bjs.  Miss C”.

6 comentários:

  1. Patricia Ramos Sodero13 de novembro de 2015 13:47

    Olá,Sr.Autor!Parece que agora Miss C abre-se totalmente ao Re,em um mundo de "porquês" em suas vidas.Muitas vezes,ou diria,a maioria das vezes,sonhos são desfeitos por falarmos coisas desnecessárias,quando estamos com um certo alguém.Esse texto mostra bem,talvez o mais vísível no momento,o quanto Miss C se arrepende de envolver sua família no relacionamento com o Re.Não que não pudesse apresentá-lo.Mas se tivesse que perceber algo de errado,que fosse por seu próprio instinto.Mas como já diz o ditado:"Falar é fácil,pois a língua não tem osso".Causa-se essas contradições.Continuo a afirmar que Miss C daria tudo para um novo recomeço.Com certeza de uma forma totalmente diferente,onde procuraria passar menos problemas e viver mais a intensidade do calor humano que há entre os amigos do Re.A química que há entre eles é incrível.É uma pena deixar algo que poderia ser tão intenso e bonito acabar assim.Essa música expressa direitinho a lamentação do fim.Perfeito vídeo!Bom,só me resta dizer que,fica difícil saber qual será o final dessa estória.Ficam imaginações e torcidas sempre.
    Parabéns,Renato!E continue a não nos deixar muito tempo sem suas palavras,ok?
    Bjosss e até...

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  2. Cd vez + percebemos q os traumas q tornaram Miss C uma pessoa "fria", não estão restritos apenas aos amores q não deram certo.  Há uma considerável carga de herança familiar q tbém deixaram nela feridas profundas.
    Sua família, pseudoestruturada, é formada por um pai autoritário e radical q impoe um padrão de comportamento q ele considera correto e q deve ser obedecido.  A mãe, alheia e submissa, segue as regras sem expressar opiniões.  As irmãs vivem numa constante disputa em busca do escasso carinho e atenção q furtivamente são oferecidos cm troféus à mais obediente e feliz merecedora...
    Em meio a tnts intempéries, Miss C procura refúgio nas lembranças dos momentos intensos vividos com Re q ficaram registrados nas cartas não enviadas e nas dores do arrependimento.
    Peço desculpas, meu caro Autor, mas me aproprio de sua estória p/ fazer uma breve reflexão sobre a fragilidd q vêm domindo as relações. Seja no âmbito amoroso, familiar, profissional ou social, há uma gde e crescente perda dos afetos nas pessoas. Os sentimentos egoístas de cd um estão sendo exaltados em detrimento do respeito e dos verdadeiros valores! Um acusa no outro suas falhas e defeitos, mas não percebe os próprios nem tão pouco tenta corrigi-los; a opinião, a verdd e a fé de cd um é melhor q as do outro...
    Estamos carentes da resiliência, assim cm os personagens desta intrigante estória, vc não acha Renato?
    BJSSS - Edneia

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  3. Não tenho q dizer sobre esse texto. Gostei da canção. Andréa Cardoso.

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  4. Deva ser por isso que Re. não consegue esquecer sua Miss C, foram tantas emoções, certo que entre tantas brigas e discussões. Mas no momento íntimo tinham uma sintonia que não podia negar. Entendo que apesar de separados, estão unidos pelos pensamentos e isso meu amigo, ninguém pode separar. Possa ser que cada um siga seu caminho diferente, mas a forte lembrança ficará guardada como momento único. Difícil será se Re. terá vontade de se entregar de novo como fez com Miss C. Lindo texto, adorei a passagem pela praia. Parabéns por ter uma sensibilidade em descrever cada episódio desse romance proibido.. E não ligue pro comentário da minha irmã, ultimamente não anda tão romântica assim, kkkkkk.. Adirana.

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  5. É interessante como Miss C permite que seus problemas familiares interfiram em seus relacionamentos. É até incoerente, pois ela parece ser uma pessoa um tanto quanto egoísta e egocêntrica. Mas na realidade, assim como as irmãs que ela tanto critica, ela só quer mesmo é agradar a seu pai e ser aceita por toda família.
    Ela e Re poderiam ter sido felizes, eles tinham muita química e isso em minha opinião é o primeiro passo para o amor. Só que é preciso dar tempo ao tempo para aproveitar cada minuto de cumplicidade, deixando de lado as diferenças e focando no melhor da pessoa; apostando em um futuro juntos. Infelizmente, ela não deu essa oportunidade a si mesma, pesou muito na balança o fato do pai e a família não aceitarem esse relacionamento. Talvez esse também tenha sido o principal motivo no fracasso de seu relacionamento com Le.
    Musica perfeita e texto muito esclarecedor! Parabéns mais uma vez!

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  6. Sensações boas essa, viagem, amigos e principalmente estar ao lado da pessoa amada. Mesmo que não continuaram, marcou e está aí a prova. Re reescrevendo o que sua Miss C o enviou. Imagino que quando pára pra pensar revive aqueles dias de muita cumplicidade, sensações que agora ficaram na mente e no coração. Sinto que para ele, ainda ama essa mulher, pode até dizer que não. Mas, só o fato de dar continuidade dessa história, o pensamento está nela, imagino que até tem a esperança de viver isso de novo, mesmo que esteja magoado e tals. Mas, uma ligação ou e-mail dela faria o coração desse homem vibrar de alegria e teria o prazer de curtir esse momento tão importante. Quando se ama de verdade a gente não esquece, pode conhecer outras, mas ficará o vazio de não ser ela. Vem a mente o rosto, jeito, cheiro, o modo como falava. Nada nessa vida é por acaso ou coincidência. O tempo dirá. Lindo texto, parabéns! Letícia.

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