quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O E-Mail-Carta Parte 8

    Olá pessoal. Eis aqui mais um e-mail-carta de Miss C para Re, num momento em que talvez ela se sentisse um pouco aflita e melancólica.

 Oi Re, tudo bem? Será que estou indo longe demais com esses pensamentos que me sufocam aos poucos? Eu me sinto como se estivesse recebendo chicotadas, através dos olhares daqueles que me acusam com pensamentos vingativos. Entendo que tudo isso seja por conta de uma série de mudanças que ocorreram em meu destino depois de você. Fico momentaneamente deslocada com tudo que vem me afligindo a vida. Uma vida que nunca foi exatamente ordenada como a minha família gostaria.
     Hoje em dia já não me importo se a mente está entregue à raiva ou à preocupação. Sei que muita coisa mudou dentro de mim, principalmente depois da sua versão da nossa triste história de amor.
     Olha só... Durante muito tempo a minha natureza interior gritou pedindo socorro e parecia completamente morta na raiz. Mesmo que a cada instante eu ainda ouvisse uma leve melodia tocando ao longe, eu não conseguia me erguer. Depois de você, tudo se sucedeu de um jeito indefinido, demorado e triste. O meu mundo misterioso, no qual eu estava imersa em sonhos, tornou-se cada vez mais sombrio. Era como se algo tivesse acontecido por dentro ou bloqueado sensações boas. Eu me sentia como se eu nunca mais pudesse voltar a ser a mesma de antes - antes de você, quero dizer. Embora, confesso, jamais tenha verdadeiramente entendido se o meu antes era melhor ou pior que o agora, percebo que quando escolhi você, tive como resultado um fardo para carregar pelo resto da minha vida – e no dia que me dei conta disso todas as minhas esperanças já haviam desaparecido.    
     Continuo tentando me enganar com a ideia que tudo não passou de um ensinamento fatalista divino que recaiu sobre mim, para que assim eu aprendesse o bem através do sofrimento.
    Enquanto escrevo essas palavras, sombras se curvam sobre mim. Elas pairam imóveis no ar e percebo a minha respiração cada vez mais ofegante. Pouco a pouco, não sei se para o bem ou para o mal, elas penetram em meu corpo como se eu fosse apenas mais um espectro. Violam meus ossos e reviram tudo enquanto eu permaneço com sentimento de paz serena por alguns instantes. Estremeço quando olho na parede do meu quarto e percebo outros vultos me observando - acabo gelando por dentro. Tremo e soluço com a presença dessas sensações que não consigo definir. Em seguida vem um efeito esquisito de choque térmico que explode sem causar ferimento; a pele enruga e envelheço mais um pouco. Toques indolores da imaginação me guiam a algum lugar em que nunca estive. Sinto cheiro ruim e odores de frutas e flores. O cheiro vem dos vermes que rastejam em meus ossos enquanto apodreço um pouco mais depois da velhice. Mas, graças a Deus, o meu tesouro maior ainda está intacto. Ele está na alma que vive e flutua, mesmo que você tenha incansavelmente tentado despedaça-la com calúnias. 
        Estou tão cansada dessa vida e dessas cicatrizes que nunca desaparecem...
       Ultimamente ando tão indignada comigo mesma que o meu corpo parece não mais me pertencer. A minha mente vagueia repetindo sempre as mesmas palavras: “Envergonhada, envergonhada, envergonhada...”
      Quando entro no labirinto de memórias daqueles - que assim como você - já se foram da minha vida, relembro que o espetáculo da vida pode estar em seu apogeu com o clímax da vitória ou com o abatimento da derrota. Contudo, o que está escrito aqui é o que me fascina de uma forma contraria ao que realmente deveria ter sido para nós dois. Por mais que eu evite essas palavras, elas vão se repetindo na cabeça. Quero que simplesmente entenda que são palavras honestas, como reminiscências de um tempo em que vivemos juntos ou separados.
      Dentre tantas coisas distantes que me lembro é que nasci e cresci azeda por fora e por dentro, - assim diziam os meus pais - talvez eu fosse mesmo a Miss C que você sempre descreveu, até antes de me conhecer por gente. Lembro, assim do nada, de um namoradinho que tive aos 15 anos. Ele tinha a mesma idade que eu. Éramos parecidos no comportamento. Ele tinha muito em comum com o meu jeito de ser. Hoje me pergunto o que ele pensaria a meu respeito se lesse tudo o que você escreveu de mim... Ainda sinto o jeito dele ao sussurrar palavras doces no meu ouvido naquele abraço apertado, sob o calor de 40 graus de Campo Grande /MS. Ele era másculo e tinha voz forte. Uma personalidade de impressionar qualquer um, principalmente por ter apenas 15 anos de idade. Quando eu estava com ele, não tinha a menor pressa, a minha satisfação era de estar ali e de preferência em silencio. Era o suficiente para me sentir querida e protegida. No entanto, ele era como um cão em busca de uma cadela no cio e que atraí atrás de si todos os outros cães da vizinhança. Ele tinha orgulho em exaltar que o seu signo era Libra com ascendente em Escorpião, e se apegava ao misticismo da astrologia para explicar algumas ações. Certa vez me emprestou um livro que pegou escondido da mãe, chamava-se: “Astrologia: O cosmo e você de Alan Oken”. Disse que eu estudasse em detalhes, pois, com isso, aprenderia muito sobre o comportamento das pessoas. Eu nunca devolvi o livro e, tampouco, na época, ele me pedira que devolvesse. Eu o estudei, sim. Aprendi coisas legais sobre características de comportamento e outras experiências humanas baseadas na data do nascimento. Talvez tenha vindo daí a minha curiosidade pelo convívio entre as pessoas. Ou da iniciativa para escolhas de acordo com os astros. O meu senso de observação em relação às pessoas se apurou a partir dessa leitura. Depois de muito tempo é que consegui entender o por quê eu era tão chamativa para pessoas de ambos os sexos. Os homens, eu os deixava malucos quando passava pela rua. Com 15 anos eu cheirava a sexo e tinha um ar de pura inocência e sedução, ainda que tivesse uma aparência um pouco tímida e com a mesma melancolia que persiste mais forte hoje em meu olhar. A popularidade era algo involuntário e natural para mim. Isso fazia de mim um imã direcionado aos homens loucos por sexo. Os caras mais velhos sempre me assediavam, principalmente quando eu ia em direção à escola – quando eu via aqueles caras na porta dos botecos jogando dominó, eu apressava o passo e balançava a saia curta - o que mostrava com muita clareza a beleza das minhas pernas branquinhas. Na volta eu contava mentiras absurdas em casa para as minhas irmãs, principalmente a Roberta, exagerando bastante os elogios e cantadas que recebia.
      Bem... Eu sempre tive mania de grandeza e superioridade intelectual, mesmo quando cursava o colegial tinha de ser diferente. Tudo o que tinha que ser feito, ou contado, tinha de ser à minha maneira . Quando a minha vontade não era satisfeita eu simplesmente fugia e ignorava a pessoa por um tempo, mesmo que fosse alguém da família era assim que funcionava. Eu usava a tática de desprezo quando me sentia contrariada. Desta forma tentava provar, através da ausência, que eu estava certa. Ainda que torcesse e virasse tudo de cabeça para baixo, eu não voltava. E depois de sumir da vista de todos por um tempo, retornaria de cabeça erguida, contanto que, alguém se sujeitasse a me pedir desculpas.
     Quase sempre eu me considerava melhor que qualquer um, até dos mais velhos. Então, depois desse tempo de ausência, quando recebia as desculpas que eu achava merecidas, eu remanejava as coisas como se nada tivesse acontecido. E dizia repetidas vezes: “Vamos recomeçar do zero?”. E se não desse certo e o tempo passasse sem novidades, eu me ausentava de novo por qualquer motivo fútil e depois vinha outra vez com a bendita frase fatal: “Vamos recomeçar do zero?”. Perdi a conta do número de vezes que isso aconteceu. No entanto, uma coisa eu admito: sempre eram os outros que davam o primeiro motivo para o meu afastamento. Ou, como foi com você, que eu passasse a ignorar definitivamente a pessoa.
      Eu acho que na verdade eu sempre tive grande dificuldade em me abrir ao diálogo. Por incrível que pareça, no decorrer dos anos, alguns homens me cativaram por algum mistério. Eles tinham hábitos parecidos com os daquele rapazote dos meus primeiros encontros com as novas sensações.
      Era bem óbvio naquele tempo que jamais chegaríamos a algum lugar juntos, já que tínhamos apenas 15 anos. Personalidades totalmente imaturas e famílias de classes sociais completamente opostas. Ainda me lembro quando andávamos pela vizinhança e procurávamos um canto para nos esconder. Ali nos imprensávamos bem forte um contra o outro, íamos apertando e apalpando cada pedaço de carne. Foi a primeira vez na vida que deixei alguém sentir a maciez dos meus seios e meus bicos durinhos nas pontas dos dedos. Era sempre na saída da escola. Eu usava saia e camisa de botões do uniforme, e isso tornava tudo mais prático. Em poucos minutos a mão dele já estava deslizando de baixo para cima por uma das minhas coxas. Ia devagar até chegar ao fundo da calcinha totalmente úmida, nessa hora eu gemia e me contorcia mandando parar. Então, enquanto ele tentava enfiar a ponta do dedo em mim, eu me mantinha firme beijando na boca até que a saliva escorresse pelos cantos. Nisso, eu tentava me afastar um pouco e ao mesmo tempo juntava as pernas e apertava cada vez mais a mão dele no meu meio totalmente quente, naquele ponto em que já estava mais molhado do que úmido. Aí, eu tentava a todo custo evitar que chegássemos ao "finalmente". Logo, eu pegava a mão dele carinhosamente e colocava a pontinha daquele dedo que ele forçava em mim, em meus lábios e dentro da boca devagar. Chupava e lambia. Ele ficava super excitado com a cena. Então, ele insistia em abaixar a cueca e eu puxava para cima. Trazia a mão dele para enfiar de novo na minha boca e chupar um pouco mais aquele dedo melado. Ele tentava a todo custo passar o membro por cima do tecido da minha calcinha e forçava no meio das minhas coxas. Então, de repente puxava aquela coisa dura e colocava na posição "apontando para o céu". Segurava com uma das mãos o meu rosto e empurrava a minha cabeça para baixo. Eu tinha muita dificuldade em passar do ponto em que estávamos para o próximo, na verdade, era só até ali que eu me permitia chegar naquela ousadia entre muros. Nunca ficamos totalmente nus na frente um do outro e nem chegamos ao "finalmente" tão desejado. Ele nem mesmo chegou a baixar totalmente o short alguma vez ou tirar a minha camisa ou a dele. A gente apenas vivia nesses encontros furtivos que nos levavam sempre a esses esfrega-esfrega e empurrões meio desajeitados. Era como se estivéssemos abrindo muitas portas para o aprendizado e fechando outras que poderiam nos incomodar no futuro. Em meio a outras pessoas fingíamos que nada acontecia e os sorrisos e cumprimentos espontâneos em público eram normais.
    Hoje eu percebo que aqueles murmúrios foram as primeiras portas do prazer e da curiosidade se abrindo. A transpiração e o cheiro forte de sexo, misturado com o de desodorante de supermercado, nos deram o sentido do que era uma lascívia genuína, mesmo que naquele tempo nem sabíamos direito o que significava a palavra lascívia. Mas, sabíamos sim, que andávamos no cio todos os dias. Lembro, como se fosse agora, que ele continuava insistentemente, encontro após encontro, tentando enfiar o dedo em mim pela beirada da minha calcinha. Essas coisas lembradas assim são maravilhosas e encantadoras. Mesmo que eu ainda tenha a imagem dele como a de uma personalidade difícil, quieta e misteriosa. Entendo que ele se mostrava impaciente esperando o dia que a menina certa aparecesse para levá-lo às alturas.
       Re. Você sabe que era tudo um jogo sem qualquer compromisso, sabe disso né? Eu tinha aquela pureza de expressão juvenil completamente recheada de curiosidade e novas sensações. Talvez fosse a sensação de liberdade o que mais tivesse me atraído nele e em você também. Se aos 15 anos eu já achava que não havia amor verdadeiro, imagine agora... Aliás, acho que na minha vida eu nunca soube dessa coisa de amor verdadeiro. O que eu sempre soube, e sei, é da ousadia recheada de disposição para o prazer de viver. Algo que nem tenho mais nos dias atuais.
       Engraçado como as coisas são; hoje escrevo longos textos e até falo dessas passagens. Com isso parece que a minha solidão se torna mais latente nesses relatos. Uma coisa eu digo: aonde quer que ele esteja, ou nos braços de quem esteja, é bom que ele saiba que ando pensando em tudo isso. E digo com todas as letras que eu o amei de verdade. Fico feito uma idiota repetindo a mesma frase em pensamento: “Um dia eu amei de verdade, um dia eu amei de verdade...” E isso ainda hoje me basta como uma boa recordação que parece durar para sempre. Queria tanto que numa dessas coincidências ele estivesse em São Paulo e, num esbarrão por acaso no metrô, pudéssemos novamente trocar duas palavras. Sei que olharíamos um no olho do outro, admiraríamos os primeiros cabelos brancos surgindo na raiz, os primeiros traços de marcas de expressão na testa. Ele me falaria dos filhos e da esposa que engordou depois da última gravidez e eu contaria da minha vida miserável. Seria tão magnífico poder novamente olhar e imaginar o que cada um fez nesse tempo que passou tão rápido. Seria tão bom se eu pudesse contar que ele foi a minha primeira paixão.
     Mas hoje é hoje e tudo mudou. Tem sido tão estranho viver. Cada dia mais difícil, eu diria. Tenho recebido tantas informações pelo avesso, nem um sorriso irônico consigo esboçar diante das situações que me cercam aqui em casa. Até parece engraçado como as coisas têm se transformado rapidamente. A minha irmã Roberta mudou daqui, mas vai e volta quando sente saudade do quarto dela. A Célia continua noiva do gordo puxa-saco do meu pai. Está bem mais puxa-saco agora que o meu pai o introduziu na Maçonaria. O velho sente mais orgulho dele do que das filhas, argh! Isso me causa náuseas. Pois é... Tudo continua acontecendo no ritmo planejado por todos, enquanto isso, estou aqui parada no meio do nada e nem sei para que lado vou. 
     Por que será que me sinto tão culpada pelos erros dos outros? Até que ponto a culpa é minha, por deixar me envolver nesses impulsos obsessivos que destroem a mente e definham o corpo? Acredito piamente que ainda há uma esperança, uma pequena chama de otimismo que permanece oculta no coração, mesmo que eu me conduza como se estivesse em queda livre ao inferno. Contudo, sei que não posso parecer insensível a tudo que me rodeia. Preciso atender aos meus impulsos positivos, com a consciência que muita coisa persiste me destruindo por dentro. 
     Estou aqui no meu quarto sentindo essas sombras na parede. Elas cada vez mais se aproximam e se curvam sobre mim. Existem essas e tantas outras coisas que não consigo explicar em palavras. Deve ser por que estou louca, ou precisando de um abraço. Eu sonho fortemente em viver bem pelos anos que me restam, por que o dia de amanhã ninguém sabe. E seja através dos sábios ou dos tolos a gente aprende a viver. Verdadeiramente ainda não sei dizer se te defino como uma coisa ou outra, ou nenhuma delas pelos crimes que cometeu contra mim me difamando.
      Confiro o celular e me lembro de algo que deixei de fazer por esquecimento. Resolvo dar o retorno para o recado que recebi hoje pela manhã na caixa postal. Vai valer a pena dessa vez, eu tenho certeza. Quero sentir de novo o prazer. Vou deixar todos os cantos limpos e o exterior devidamente inspecionado. A ponta da língua permanecerá inquieta, mas vou me controlar. Irei me transformar aos poucos numa mulher sensível e lúcida. Sentirei um afago como nunca senti antes. Mesmo que exista algum aspecto sinistro em mim ou em tudo isso, eu irei derrotar a tristeza. Haverá uma demonstração de proteção e entrega emocional constante e convincente. Pode acreditar! 
      Quando escrevo essas palavras e penso em nós dois, vejo o quão humilhante é imaginar que o destino resolveu juntar duas pessoas tão diferentes para uma disputa. Isso, que na verdade deveria ser apenas uma cumplicidade romântica e encantadora, se tornou um fardo infinito para ambos. 
       Re. Amo o tempo que passamos juntos e odeio você, em todos os meus pensamentos, por tudo o que fez para me destruir.


            Miss C.

4 comentários:

  1. Patricia Ramos Sodero6 de novembro de 2015 22:43

    Olá,Sr.Autor!Um texto um tanto quanto conturbado,não acha?Rs...Miss C mostra-se bem incomodada com suas lembranças do passado.E é por essa razão que continuo afirmando que,Re pode não ter sido o grande amor de sua vida,no fator sentimento.Mas,com certeza,mexeu com sua cabeça.Pena que seja tarde para tantas conclusões.Sente-se só,em meio as suas neuroses,vendo vultos,sombras assustadoras...Resultado de seus próprios atos com pessoas que não mereciam seu desprezo.O próprio ditado já diz:aqui se planta,aqui se colhe.Apesar da diferença que existe entre ela e o Re,sempre lembra dos momentos que ele proporcionava.Afinal,conseguiu muita coisa ao seu lado.Mesmo que por interesse.Pode-se dizer que agora,Miss C tem uma grande luta com sua própria consciência,por suas atitudes.Se não tomar cuidado,vai acabar internada como Re ficou.Só que ela com razão.Adorei o contraste do vídeo com a tradução,pois mostra exatamente a necessidade de ajuda que uma pessoa precisa,quando o assunto é o ser humano.Casou direitinho.Meus parabéns!Aguardamos os próximos capítulos para ver que fim vai ter tudo isso.
    Bjosss e até...

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  2. Estranho esse comportamento de Miss C, mais loucura Re. descrever aqui o q ela sente. Uma hora 'ama', outra hora 'odeia'. Sinto pena de gente assim, q não se define em relação a nada, fica nesse mesmice a vida toda. Morta por dentro. Andréa Cardoso.

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  3. Sabe, Renato, depois de td q aconteceu na triste estória de Rê e Miss C, já nem sei quem ficou mais louco c/ td isto! Tenho a impressão de q, cm Rê, ela tbém encontra-se internada em uma clínica de recuperação p/ doentes mentais, divagando nas recordações de um romance devastador...
    Na versão do Rê, ela foi a vilã fria e cruel q usava e abusava das pessoas p/ satisfazer suas vontades. Ele era a vítima, namorado dedicado e amoroso, q td fazia p/ satisfazer sua musa. Ela simples/e aproveitava-se desta situação privilegiada e sugava td q podia. Rê perdeu seu status de “bom moço” c/ as cartas q enviou à família dela, denegrindo-a ainda mais perante tds.
    Depois, Miss C ressurge das cinzas, aparente/e machucada e arrependida, tentando fazer uma inversão dos fatos e acusações lançadas por Rê, cm se fosse a ré injustiçada da estória!
    Nesta altura dos aconteci/os parece q ambos estão privando-se de dar continuidd em suas vidas, aprisionando-se na busca de respostas q já ficaram perdidas no passado.
    Será q conseguirão sair do labirinto em q estão transformando esta saga?
    Só vc poderá chegar a esta conclusão, Sr. Autor! Será???
    BJSSS - Edneia

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  4. Estaria Miss C despedindo-se de si mesma? Tendo essas sensações que ela mesma não consegue entender, mas que parecem com a morte, lembrando de momentos e amores que ficaram no passado, acredito que está matando aos poucos a pessoa que ela foi até conhecer Re, de uma forma ou de outra o sofrimento e a vergonha a estão fazendo rever seus conceitos e atitudes. Parece que essa disputa entre esses dois, a fez pensar em como gostaria de prosseguir com sua vida. Pensa que está louca ou carente, mas acho mesmo que ela está descobrindo outro lado seu, que até então estava bem escondido. No final de tudo isso, acho que ela sairá mais forte e totalmente mudada.
    Mais um texto revelador, sobre essa personagem tão cheia de altos e baixos, a música é perfeita! Parabéns mais uma vez Renato!

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