quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O E-mail-Carta parte 5

      Olá pessoal. Agradeço a todos a leitura, os comentários no blog sobre o texto e as palavras de incentivo recebidas. Neste e-mail-carta Miss C revela um pouco mais da sua personalidade, conflitos com a família, motivos das brigas com o LE e suas observações de sensações novas, seja para o lado do bem ou do mal , no tempo com o Re.
     Existem tantas ilusões que fazem a gente acreditar que as coisas podem ser diferentes. E se repetem tantas vezes, que aceitamos que tudo é verdade. A gente sofre e se entrega por acreditar nessa realidade. E no final descobre que a principal tortura é a mental e não a física.
     Eu aprendi que a mente pode nos fazer imaginar os mais horríveis temores ou as mais incríveis sensações de prazer. Talvez os temores eu não pudesse aguentar psicologicamente, e tentaria modular a dor física quando ela ultrapassasse o limite suportável pelo meu corpo.
     Re, se você ainda não entendeu, não tem problema, na seqüência dessa narrativa você irá compreender melhor o que isso significa.
    Os músculos da minha perna doíam como se eu tivesse feito esteira na academia por 3 horas sem descanso. Tudo tinha sido muito intenso. Estava tão estasiada a ponto de desmaiar por fraqueza de tanto sexo bom com o LE. Cheguei a duvidar que fosse capaz de andar mais que alguns metros ao levantar da cama para ir ao chuveiro. Estava literalmente acabada. Foi um grande golpe de sorte ele ter me convidado para sair. Eu precisava muito daquilo. Era necessário acreditar que não tinha caído na minha própria emboscada. Então eu pensei: “foda-se!” Fiz o que sentia vontade de fazer e pronto.
    Sabe Re, eu sei que você não gosta muito de palavrões, você é discreto, educado, é um verdadeiro cavalheiro como nunca vi igual. Mas com você eu me solto tanto... Eu falo coisas que jamais falaria para outras pessoas. O maior exemplo disso é que contei com riqueza de detalhes os segredos da minha vida . Peço desculpas se as expressões que uso nessas cartas parecem chulas, mas não encontro outro jeito que não seja essa forma crua e objetiva. Você sempre soube que eu nunca gostei de usar diminutivos para deixar tudo meio infantil, imbecilizado ou com a tentativa de tirar o peso das palavras que parecem agressivas aos puritanos. Eu dou a cada coisa o nome que ela tem, sem melindres ou rodeios. Antigamente eu achava que algumas palavras tinham uma sonoridade horrorosa vindo da boca de uma mulher. Fui educada para ser uma dama. E ensinada que determinadas palavras não pertencem ao vocabulário de uma moça de família. Mas na escrita parece diferente. Eu acho que a narrativa das minhas sensações não causaria em você o mesmo efeito se eu ficasse disfarçando o nome das sensações. Espero que esteja de acordo, ok?
    Momentos antes de escrever esse e-mail-carta eu estava lembrando daqueles anos com LE e me preparando para o banho, - desculpe insistir nisso, mas é importante para mim – o vazio que me invadia pela ausência dele ainda era cruel. Eu comecei a tomar banho normalmente, mas, em seguida, enquanto a água caía pelo meu corpo, eu me tocava e pensava nele sem parar – desculpe em ser sincera ao dizer que não pensava em você. Aos poucos fui descendo umbigo abaixo suavemente com as pontas dos dedos e acabei me masturbando ali mesmo, até que o banheiro ficasse completamente tomado pelo vapor de água quente. Eu pensava: “Ele não está mais comigo há tantos anos. Eu estraguei tudo, eu fui culpada”. Era um sentimento devastador o reconhecimento de ter sido trocada por uma mulher 10 anos mais jovem que eu. Ele simplesmente virou as costas e foi embora sem olhar para trás, e depois numa crise de arrependimento quis voltar. Achei que faltava a ele autoconfiança necessária para começar um novo relacionamento e precisava me reconquistar para valorizar o aspecto de ser um macho alfa. O tempo em que nós estivemos juntos tirou de mim toda e qualquer iniciativa que eu pudesse ter para a vida ou em minhas escolhas, inclusive profissionais, pois tudo durante anos sempre esteve sob o controle e determinação das vontades dele.
     Quando ele partiu percebi nitidamente pela expressão em seu rosto, que não era por falta de sentimento, foi por medo de perder a liberdade e a individualidade assumindo compromisso definitivo comigo. Eu apostei muito alto nele e perdi. Apostei tanto que ele se tornou dono de tudo que era meu – até do meu futuro, o que me tornou uma pessoa extremamente indulgente com ele e intolerante com os outros – esse comportamento continuou em mim por anos. Olha só que absurdo: na época que estávamos bem era preciso usar uma senha para resgatar recados do telefone celular, ele tinha a minha senha. Depois que terminamos eu tive que ficar ligando para ele para pedir a senha que eu tinha esquecido. Logo fui obrigada a trocar de número e muitos contatos não me achavam mais. Muito chato isso.
    Desliguei o chuveiro e saí do banho com a cabeça nas nuvens, por conta dessas sensações do passado. Os pingos escorriam e batiam no chão; o barulho do pinga-pinga soava com eco por dentro da minha cabeça. Puxei a toalha e enxuguei os braços, pernas e os cabelos. Vi meu reflexo no espelho embaçado. Passei a mão para clarear um pouco e ali estava eu nua, sozinha e me sentindo mais miserável que um cão sem dono – sem ele, sem você e sendo acusada pela minha família durante esses anos de inconsequente. Enquanto eu imaginava coisas loucas e me perguntava se o erro para o rompimento tinha sido só meu, me dei conta de outra verdade. Segundo ele, eu havia quebrado o laço de confiança através das minhas observações silenciosas e, quando fomos viajar de carro para o litoral norte, brigamos no percurso por causa disso. Eu revelei que sabia há meses de uma jovem muito atraente e sedutora que o procurava periodicamente para pedir orientações sobre o estudo. Isso o irritou bastante, pois não admitia que eu guardasse segredo ou ficasse espionando a vida dele. Então, ele decidiu que ficaria lá em Caraguatatuba se divertindo com os amigos e de cara virada comigo. Eu voltei no primeiro ônibus que saía para São Paulo na manhã seguinte. Após o seu retorno ficamos alguns dias sem comunicação na tentativa de refletir por que brigávamos tanto. Ele não tinha jeito. Era muito ciumento e possessivo e eu não ficava atrás, mas agia diferente e no silêncio para descobrir as coisas. Acontece que ele era do tipo muito sociável e com grande agilidade de pensamento, não queria de forma alguma se afastar das amizades femininas e dos amigos de longa data que eram solteiros, esses o incentivam e aplaudiam quando ele agia assim comigo. Ele sabia que tinha charme; uma beleza especial e sedutora, isso fazia as amigas e admiradoras se aproximarem demais, entende? Viam nele um homem romântico, elegante, gracioso e possuidor de um encanto natural. O pior é que ninguém percebia que ele era um narcisista que acreditava apenas em suas próprias ações e opiniões. E tudo que ele fazia estava baseado no excesso, fosse através do amor ou ódio, poderia ser nas conquistas de suas admiradoras, ou, objetivando ganhar poder, fama e dinheiro. Ele não tinha limites para alcançar o que queria através de manobras muito bem elaboradas. Aparentemente um homem inteligente, intenso e sedutor. Esse jeito dele me deixava possessa da vida. Ele tinha um espírito livre, mas não queria dar liberdade ou me deixar respirar. Eu não gostava do que ele fazia e do domínio que exercia sobre mim, mas eu o amava cegamente.
    Quando eu cheguei em casa, nesse retorno antecipado da praia, sentei no sofá, peguei o controle e liguei a tv, tirei o tênis e desmontei ali mesmo com os olhos fechados. Um nariz frio tocou os meus pés e subiu pelos tornozelos me tirando daquele torpor. Era a Bia, minha cachorra da raça Husky. Ela sentiu o meu estado de espírito e se ajeitou no tapete esperando um carinho no pelo.
     - Ah, você já chegou! - Minha mãe veio falando pelo corredor que dá acesso à sala de jantar.
     Ela se sentou na ponta do sofá e respirou fundo; me olhou com aquele seu jeito sagaz de olhar apertado. Ela sempre foi perspicaz para detectar as sensações das filhas. Nunca consegui esconder nada dela. Ela sempre sabia quando eu brigava com o LE ou me metia em alguma confusão fora de casa.
-         Que diabos aconteceu, filha. Você me ligou num desespero... Atropelava tanto as palavras que não consegui entender nada o que dizia... Vocês tiveram outra briga?
-         Você percebe facilmente essas coisas, né?
-         Conheço minhas filhas e sei quando alguma coisa está errada com alguma delas.
Por alguns instantes ela se conteve, esperando que eu começasse a contar o ocorrido.
-         O que ele fez desta vez para você vir embora de repente?
-         Ele mentiu. Omitiu. Não disse a verdade sobre aquela moça que pedia a ajuda dele para as provas do cursinho. Você acha certo, que, só por que ele trabalha na secretaria da escola, ela tenha que ficar pedindo orientações e conselhos? Ele não é parente dela.
-         Filha... Você não deveria ter vindo embora. Seria melhor ter ficado lá e esclarecido tudo com ele.
-         Mas, mãe. Ele não responde minhas perguntas. Ele se fecha e diz que não tem que responder nada sobre o trabalho dele. Eu não achei certo ficar sabendo dessa situação pela boca de outra pessoa.
-         Você não acha que é um pouco de exagero da sua parte? Vocês sempre viveram como gato e rato. Nunca se entenderam como adultos. Um dia até imaginei como seria a reação do seu pai se numa bobeira você aparecesse de barriga. Você sabe que nós queremos muito um neto, mas não com tantos conflitos na relação de vocês. Assim não dá!
-         Eu não sei se quero ter filhos. Outra coisa: por quê papai nunca conduziu o LE à maçonaria?
-         Ah filha.... Você sabe muito bem das restrições do seu pai quanto ao namoro de vocês. E, fora isso, o LE não tem perfil. Talvez um dia ele possa ter, mas agora não.
-         O namorado da Célia também não tem perfil e papai já fez a apresentação dele. Aliás, o namoro deles tem menos tempo que o meu com o LE. Talvez seja por que ele pede benção ao meu pai para tudo. Ele não passa de um puxa-saco miserável, e ainda trabalha em parceria com a Célia no escritório da empresa da nossa família. Não acho justo.
-         Não fale assim do rapaz. O que o seu pai decidiu está decidido e não temos o direito de ir contra qualquer coisa relacionada com as escolhas dele nessa área.
-         Esse povo da maçonaria é mesmo bem esquisito...
-         Filha, toma cuidado. Pensa nas coisas que você fala e faz. Não tenha reações intempestivas por motivos banais. Não julgue ninguém antecipadamente.
Peguei o meu celular e vi a foto do LE sorrindo. Ela puxou o celular das minhas mãos e estudou bem a imagem no visor. Em seguida me devolveu sem dizer nada e a nossa conversa parou por aí. Ela voltou rapidamente à cozinha para terminar de preparar o almoço.
    Sabe Re? Tive uma briga horrível com o LE durante aquela viagem. Eu omiti os detalhes da discussão na conversa com a minha mãe. Pensei que se falasse tudo ela me criticaria além do que eu precisava ouvir. Parte de mim queria desabafar tudo com ela, mas eu sabia que não devia. Não podia, porque ela poderia contar para o meu pai e as coisas ficariam piores.
    Quando eu te conheci fui percebendo pouco a pouco que a nossa relação ia para um nível acima de um simples namoro. Eu não tinha certeza se isso seria bom, mas as coisas aconteceram sem controle. Eu nunca tivera um amigo homem com quem eu pudesse me abrir intimamente. Aquele tipo de amigo com o qual você partilha tudo e confia como acontece com uma amiga mulher. Será que foi por isso que as coisas ficaram complicadas entre nós no final? O que lamento é que você era muito inconstante em seu humor e atitudes. Isso ás vezes me incomodava um pouco. Eu te achava fraco de personalidade e muito confuso, era ridículo quando você tomava atitudes de gente patética e desequilibrada.
     Mesmo assim eu sinto tanto a sua falta. Nunca deixo de pensar em você. Mesmo depois de todas as merdas que você falou de mim eu não consigo te esquecer. Não precisava ter feito o que fez. Não tinha necessidade de enviar tantas cartas e recadinhos para meus pais. Se você tivesse um pouco de paciência a gente teria voltado e continuaríamos de onde paramos. Quando tudo começou a acontecer, naquele 24 de julho, você marcou o nosso fim definitivo. Lembra? Essa foi a data da sua primeira carta para a minha mãe, você contava segredos de família que eu lhe havia confiado com tanta boa fé. Todos ficaram estupefatos com aquilo. Foi bizarro e constrangedor. Foi um choque. Ninguém imaginava que você fosse capaz de algo tão baixo para me desmoralizar perante a minha família e conhecidos. A minha reputação moral foi parar no lixo quando os seus relatos chegaram aos olhos dos meus pais e da família do LE. Ninguém sabia direito o que falar comigo sobre tudo aquilo. Foi triste. As minhas irmãs queriam te processar por calunia, injuria e difamação. Os meus pais acharam melhor deixar quieto porque a culpa era minha de tudo ter acontecido assim. Eu te odiei. Desejei que morresse da pior forma possível. A minha mãe pediu que eu tomasse cuidado ao sair sozinha de casa, pois você poderia me perseguir para tentar me agredir ou algo pior. Todos viram em você uma grande ameaça à nossa paz. 
     Desde então, eu me retraí e tomei mais cuidado com os homens. Naquela época excluí o meu orkut e demorei praticamente 4 anos para criar um perfil no facebook – eu reparei que você visitou o meu perfil recentemente. Viu lá as minhas 2 fotos meio de costas? Eu fiz assim para mostrar as mechas tingidas dos meus cabelos, que agora estão bem mais compridos que antes. Ainda não tive coragem de colocar fotos de rosto e corpo inteiro. Tenho medo da exposição. Fiz o facebook por insistência da minha irmã Roberta, a mesma que insistiu que eu criasse o perfil naquele site de relacionamento no qual conheci o lutador de boxe cearense e, 3 meses depois, você. Acho que não dou muita sorte com essa coisa de internet, principalmente para arrumar namorado. O defeito deve estar em mim.
    Uma das cartas que você enviou para minha mãe deixou todos muito tristes e com mais raiva de você. Lá relatava uma passagem traumática da minha família; a ocasião triste da morte da minha avó (mãe do meu pai). Eu entendo que você tenha ficado muito chateado por eu ter comunicado o falecimento dessa minha avó ao LE e não a você, ainda que nós já estivéssemos juntos há mais de um ano e o meu rompimento com ele já completava mais de 2 anos. Mas eu estava desorientada com a situação. A minha mãe estava viajando há praticamente 1 mês num cruzeiro pelo mar mediterrâneo, já havia passado pelo sul da Itália em direção às ilhas gregas. Em alguns pontos daquela viagem era impossível a comunicação. Ela não tinha como voltar. Tudo ficou nas minhas costas. O meu pai ficou super traumatizado com a situação e completamente sem ação. Pela primeira vez eu tive de dirigir o carro para levá-lo pra cima e pra baixo, a fim resolver  todo aquele trâmite da documentação. Ele mal consiga falar diante do choque. Depois que tudo acabou eu senti muito orgulho de mim mesma por estar ao lado dele num momento tão difícil. Foi uma superação para ambos. Peço que me desculpe por ter contado tudo só depois da cerimônia de cremação. No fundo eu acho que não queria a sua ajuda ou a sua presença naquela situação muito particular da minha família.
     Mas saiba de uma coisa: eu nunca me esquecerei dos seus lábios macios e doces beijando cada palmo do meu corpo. Aquelas suas mordidinhas na nuca me arrepiavam pra valer. Eu me perdia completamente quando você me acolhia em seus braços e passava a mão entre meus cabelos. Sentia claramente a necessidade que você colocasse as mãos em mim e me tocasse. Eu adorava quando você me sentava sobre a sua perna e apalpava os meus seios. Eu tentava me desvencilhar, mas não era realmente o que queria. Aquela vez em que estávamos em Mombuca foi o máximo! Chovia muito e tivemos que dormir no carro. Lembra? Era uma sensação tão sexy estarmos ali nus, os vidros embaçados, só uma frestinha para entrar ar. Eu me transformei naquela hora, você sentiu em mim uma mulher honesta e generosa quando, sem qualquer artifício, eu demonstrei que queria chupar o seu pau. Quando eu comecei a lamber você disse que a minha boca estava quente, molhada e deliciosa. Foi um momento lindo quando eu engoli o que podia e olhei pra você. Vi os seus olhos fechados com aquela expressão sexy e misteriosa no rosto. Não pude imaginar no que você estivesse pensando naquela hora. Eu lembro de tudo – os sons que você fazia conforme a minha boca subia e descia – o deslizar suave dos meus dentes na pontinha do seu membro duro para te deixar ainda mais excitado – aquilo era mágico! A minha mão firme apertando a base dele fez com que mexesse os quadris conforme eu tirava e colocava na boca. Depois de vários minutos nesse ritmo não esperei para ver se você iria gozar na minha boca. Fui por cima e me encaixei perfeitamente para em seguida, instintivamente, começarmos aqueles movimentos alucinantes e rápidos. O carro balançava e talvez quem passasse pudesse nos ouvir naquela euforia toda, mas não estávamos nem aí com nada. Quando eu gozei você também gozou dentro de mim. Estávamos no mesmo clímax, no mesmo ritmo e com a mesma sensação de recompensa. Quando acordamos na manhã seguinte o Sol já estava apontando no horizonte e rimos muito da situação.
    Apesar de ter passado anos te odiando com ódio mortal, eu não consigo lembrar dos momentos com você sem tocar no assunto de sexo, por que, de uma forma ou outra, a nossa relação, até então, me dava grande prazer. O ruim é lembrar dos desacertos e da sua falta de compreensão comigo. Tudo isso desaguou em mágoas difíceis de curar. Vamos mudar de assunto? Acho melhor não. Melhor terminar por aqui.


          Bjs da sua Miss C 

5 comentários:

  1. Nossa! O que será que está havendo com essa Miss C? Por que tantos e-mails carta? O que será que está se passando em sua mente? Estaria ela tentando se explicar para aliviar seu sofrimento, ou apenas para torturar o Re mais ainda? Das lembranças dos momentos vividos ao lado de Le, ela de repente passa aos vividos intimamente com Re, diz odiá-lo por todos os segredos por ela a ele confessados, terem sido jogados no ventilador, mas continua revelando coisas sobre o relacionamento que devastou sua vida e sobre sua família. Totalmente perdida em seus próprios sentimentos, onde será que ela realmente quer chegar? Várias dúvidas e ansiedade a mil para descobrir as respostas.

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  2. Patricia Ramos Sodero12 de setembro de 2015 15:00

    Olá,Sr. Autor!É incrível como Miss C faz revelações ao RE,do seu passado com o LE,e acha que não o incomoda com essa atitude.A sensação que tenho é que,por ele ter falado com sua família todas as coisas que achava errado nela,queira agir dessa forma como um "troco".Uma forma de ofender,arreliar.Ela realmente é orgulhosa e jamais falaria ao RE que tudo de melhor que fazia com o LE,com ele não tinha comparação.Dois sentimentos:Vingança e Paixão.Tesão a flor da pele que jamais conseguiu controlar.Mas nunca mostrou como devia,para ao menos dar a confiança ao RE que sempre foi verdadeiro.Agora,perderam-se e sofrem pelos próprios sentimentos mal resolvidos.Resta esperar definitivamente que,se tiverem esperanças de algum dia voltarem,que seja com muita reflexão,de modo diferente e mais compreensivo.Um aceitando ao outro como são.O AMOR é isso.Aceitar sem querer mudar e esperar que o outro respeite isso.E se um decidir mudar,por achar que de alguma forma,vale a pena,que reconheça sozinho e concretize.Que não fique só da boca pra fora.Mesmo assim,acho difícil voltarem.Ficará mesmo como uma grande recordação,e a certeza que de alguma coisa valeu esse relacionamento.
    Ficaremos na espera do desfecho desse mistério,nos próximos capitulos.Parabéns pelo texto.Sempre muito bem escrito!
    Bjosss e até breve!

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  3. Pelo q Miss C relata nesta carta, dá pra notar q ela se deixou levar, literal/e, pela ilusão de uma paixão devastadora e pelas expectativas lançadas em alguém q não queria perder a razão nem se deixar enfraquecer pelos sentimentos. Assim, Lê teve a oportunidd de fazer o q bem queria c/ Miss C e ela, cega/e, anulou-se p/ satisfazer as vontades daquele q elegeu cm “seu”. Ela revela sua fraqueza indomável ao afirmar q acreditava na verdd das próprias ilusões e mentiras forjadas, numa falsa esperança de q td daria certo!
    Ainda perdida e em recuperação do baque q recebeu, ela fica dividida entre a ilusão amorosa em q acreditou por tnt tempo, e a ligação fraternal q teve c/ Re, o q talvez tenha sido a tábua de salvação q a impediu de cair de vez. Seus delírios vão desde a comparação entre Le e Re até a lembrança da morte de sua avó sequenciada ao prazer q sentia na cama c/ Re, numa insólita alternância de pensamentos!
    Pelo visto, Renato, Miss C ainda tem mto q aprender e amadurecer, a começar pelo seu incontrolável desejo sexual q, ao q parece, lhe servia de válvula de escape p/ controlar a dor qdo já não suportava, qdo ultrapassava o limite entre o físico e o mental.
    Eu não poderia deixar de parabenizá-lo pela escolha da música e do vídeo q mostra alguém ensandecido de amor, tão bem relacionado ao txt e a Miss C - “It's been raining since you left me. Now I'm drowning in the flood”. (Aliás, sou suspeita pra falar de Bon Jovi, adoro!). E parabéns pelo belíssimo txt!
    BJSSS - Edneia

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  4. Pois é, o 'foda-se' q ela descreve na carta e-mail dizendo "fez o q deu vontade". Retornou a ela própria. Mullher q se deixa ser 'brinquedo de homem' dá nisso. Conclusão: sozinha e infeliz. Andréa Cardoso..

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  5. Isso virou rotineiro, pessoas que não tem seu tempo certo de viver seu "luto" e partir pra outra relação. Miss C foi insana no seu propósito de achar em outra pessoa a cura pra sua desilusão. E deu nesse resultado sombrio e assustador. No que se refere ao Re, não achei de bom agrado a forma como se vingou, expondo as conversas que teve com ela, só mostrou o caráter e conduta baixa. Uma forma de mostrar que não foi nada leal, digo como usando tudo que Miss C, desabafou. Os dois estão colhendo o que plantou. Um texto bastante sólido, mostrando o comportamento de cada integrante. Adriana.

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