segunda-feira, 13 de julho de 2015

Caminhos e Descaminhos

     Olá gente. A ausência nesses dias desta vez foi por motivo operacional. O HD do notebook resolveu dar "pau". Fazer o que, né?
     Bom... Novamente reafirmo o grande prazer que me proporciona este contato com vocês. A minha intenção é sempre trazer muita alegria, além, é claro, de entretenimento que pode acalmar por alguns instantes aqueles que estão com suas mentes ocupadas - seja pelo agito desgastante do dia a dia ou envolvidos em seus problemas sem solução aparente.
     Falando nisso, nessa época de Julho as coisas andam um pouco mais tranquilas em função das férias escolares - momento em que muitas famílias aproveitam para viajar e curtir o frio do alto da montanha ou a praia um pouco mais deserta. 
     Essa coisa do descanso faz a gente refletir muito sobre todos os perrengues que fustigam a mente de cada um, não é mesmo? As pessoas passam meses fazendo planos e ficam tão ávidas por um descanso, que acabam superando todas as adversidades de uma viagem que pode demorar horas na estrada ou no ar. Mas no final fica a ideia de que valeu a pena. 
    Até aí tudo certo... Então vamos por outros caminhos desta cena: será que a pessoa estando num lugar diferente consegue esquecer os problemas? Será que a sua cabeça descansa, quando tudo que está a sua volta lhe convida a relaxar e descansar? Será que é tão fácil assim se soltar e se desligar de tudo e de todos que fazem parte da rotina? Complicado... 
     Muitas vezes a gente não consegue se desligar e imagina que estando conectado com tudo, seja mais fácil ser uma pessoa responsável e irrepreensível. No entanto, a gente também pode aprender o contrário, na medida em que se solta é possível confiar nos mecanismos que a vida proporciona. 
     Soltar-se é um exercício para mostrar que a vida sempre tem uma direção, e essa direção está conectada diretamente com o  critério de escolhas. Um desses mecanismos chama-se arbítrio. E o poder de escolha sempre se baseia na autoconfiança. 
       O arbítrio se mostrará da maneira como a gente imagina que deve resolver as coisas. 
      A gente está sempre buscando alguma solução para o que incomoda, mesmo que tenha que viajar para tentar esquecer. Porém, o engano que muita gente comete é buscar a solução pela ótica do problema e não pela ótica da solução em si. 
     Parece que as pessoas andam tão inquietas por dentro, ou com a visão de tudo tão vinculada à vaidade e ao orgulho, que o resultado nem sempre é o que se busca como solução definitiva para algum problema. 
     Em certo momento é possível cair em um padrão de auto-desvalorização com essa coisa de fazer "média" com as pessoas e se achar muito "bonzinho (a)", a fim de esperar uma recompensa que tem o nome de "aceitação". Muita gente confunde isso com o verdadeiro bem que tem uma expressão diferente. O verdadeiro bem é espontâneo, justo e pontual. Quando se pratica o bem por "média", ele acaba se mostrando como algo sem conteúdo e sem consistência, logo se dilui. 
      No fundo, o grande exercício é de como cada um se relaciona consigo mesmo e reage diante dos fatos que se apresentam na vida. 
      Algumas pessoas têm a tendência de serem sentimentaloides e sofrerem por verem os outros sofrendo, ou sofrerem por suas próprias mazelas e inseguranças, muitas vezes inconfessáveis. É claro que a gente não gosta quando acontece algo triste com um familiar ou amigo próximo, e acabamos sofrendo com aquilo. Mas, no fundo, sabemos que não teria como fazer por aquele alguém algo que ele pudesse entender para não se dar mal, ou evitar bater a cabeça por teimosia. É claro que isso constrange e cria um certo tipo de impotência diante de qualquer situação, por que ninguém gosta de ver alguém querido sofrendo. Mas, não há mesmo muito o que fazer, já que cada um tem que passar por aquilo que tem que passar, entende? E não adianta achar que está dando algum tipo de ajuda abandonando os seus princípios pelas necessidades dos outros. Isso não é ajuda.
     Eu percebo que não há solução a quem enxerga só pela própria lente, pois a vida não mima ninguém. Só o tempo pode consertar todos os descaminhos -  essa é uma regra que serve para todos nós. A vida exige, sim, uma postura definida e muito objetiva de cada um para o lado do bem genuíno citado antes.
     O que deve ser conquistado tem que ser pela atitude, entende? A atitude é que faz a diferença. E na maioria das vezes a gente tem que parecer duro, insensível ou ruim para ser respeitado (a). Veja bem, em seu caso, o quanto você se mobilizou para buscar uma solução daqueles enigmas na área profissional, amorosa ou familiar? Sabe aquele rolo de família ou do ambiente de trabalho com aquela gente querendo puxar o tapete de alguém?  Outro exemplo: sabe aquelas pessoas que querem fazer tudo no tranco, na força, na vaidade e na ambição? Então... Quantas situações desse tipo você já não viu passar pela vida, e agiu com certa ingenuidade? Consegue se lembrar de quantas vezes você agiu, em nome de um suposto bem, e tomou na cabeça? 
     Pois é... Em função disso uma vez um profeta ensinou que devemos ser mansos, mas astutos como a serpente. Por que ele disse isso? O que significa ser astuto como a serpente? No meu entender é que devemos ter aquele olho que enxerga além. Aquela condição que nos faz perceber o que as pessoas querem com determinada postura, com determinado interesse ou com uma conversinha fácil. E, na maioria dos casos, a gente, ingenuamente, sempre espera que o outro corresponda a nossa expectativa e seja como a gente é, como se o outro tivesse uma bola de cristal ou fosse um poço de generosidade. 
     Infelizmente a nossa credulidade faz com que fiquemos cada vez mais afundados na decepção, na ilusão e na frustração. A decepção sempre nasce daquilo que esperamos e nunca vem, ou da imagem que criamos de alguém. E de repente quando a pessoa se mostra como ela é, você pensa: "Eu nunca imaginei que aquela pessoa fosse capaz daquilo!". 
    Exercitar a astúcia é perceber qual a intenção das pessoas, aquilo que mostram nas entrelinhas. Através daí é que se descobre um modo de lidar com as coisas com mais ponderação, com bom-senso e menos ingenuidade.
    As vezes acontecem dificuldades para que se possa desenvolver outras aptidões. Escolhas existem: ou vai adiante com a cara e coragem, ou a opção é se acovardar diante dos desafios por falta de inciativa. 
     A força interior nunca pode ficar represada, ela é fundamental para se ter um conceito elevado de autovalorização e dar o próximo passo.
    Acho que todos merecem uma nova chance de recomeço. O melhor a fazer é se soltar, se desligar de verdade de tudo e todos. E com muita força de vontade fazer uma viagem interior em busca do próprio caminho. Seguir uma rota, sem exceção, bem distante daqueles que sabem direitinho como colocar alguém para baixo.
     A minha opção é sempre da retomada quantas vezes forem necessárias. E aprender com as "barcas-furadas" que nunca é tarde para fazer direito da próxima vez.

Abraço a todos.     


5 comentários:

  1. Vc sempre com grandes doações. Nosso crescimento espiritual se deve ao aprendizado continuo, uma das grandes conquistas do seres humanos acontecem com doações e vc faz isso como ninguem com seus textos.

    Obrigada, beijos e Luz sempre.

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  2. Patricia Ramos Sodero14 de julho de 2015 13:23

    Boa tarde,Sr.Autor!Esse texto realmente é ligado diretamente a minha vida.Porque digo isso?Sempre procurei seguir um caminho independente,ter minha própria vida,sem ter que ficar com ninguém,dividindo casa,comida,contas...Mas nem sempre as coisas acontecem da forma que planejamos.Surpresas nos pegam por "N" razões.Você,com toda sabedoria,nos passa exatamente a coragem que devemos ter para enfrentar os descaminhos que ocorrem em nossas vidas,sem esperarmos.E é justamente isso que tenho que fortalecer em mim.A vida ensina que mesmo sofrendo ao ver um ente querido necessitando de alguma ajuda,seja qual for,não devemos nos anular,nem deixar de viver.Cada um deve passar o que está predestinado e quem quiser ajudar,fazer com cautela,pois mesmo fazendo,nunca estará de acordo,nunca estará bom.Somos julgados de todas as formas.Isso é fato.Mas,com certeza tendo outra visão das coisas hoje,por experiência própria,procurarei ajudar sim,pois faz parte da minha índole,mas agora pensando mais em meus príncipios,em meus caminhos a serem traçados e vividos.Agradeço por esse texto em especial,que pelo momento que vivo,me dará forças para dar um ponto final nesses descaminhos que podem ser evitados.Viver nossa própria vida,ter nossa independência,realmente não tem preço.
    Obrigada e como está escrito no comentário anterior,muita LUZ para você continuar a nos trazer lições em suas escritas.
    Bjossss e até muito breve!Parabéns!

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  3. Tbém acho complicado, meu caro Renato, desligar-se completamente dos problemas e da rotina diária. Aliás, acho até q isto seja impossível, pois eles serão nossos fiéis companheiros de viagem, estarão na nossa bagagem e se farão lembrar mtas vezes p/ q não sejam esquecidos, seja lá onde estivermos!...
    Mas considero q mudar de ar de vez em qdo é mto importnt e útil, principal/e nos períodos de “vacas magras”, numa tentativa de espairecer e relaxar, colocando as idéias em ordem e assim, na volta, atinar sobre os conflitos e tomar decisões acertadas.
    Eu sempre falo q as dificuldds enfrentadas na hr da diversão podem ser fácil/e superadas (chuva, trânsito, espera, frio, aglomeração,...). Afinal, a gente enfrenta td isto no dia a dia, de casa p/o trabalho e do trabalho p/ ksa! Pq não enfrentar em prol do laser?! Aí é só curtir o momento, aproveitar a oportunidd e recarregar as energias p/ depois voltar à realidd e enfrentar os inevitáveis transtornos da vida, pois, segundo vc, esta não mima ninguém, não é msm?!
    BJSSS - Edneia

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  4. Caminhos e Descaminhos são apresentados, quem escolhe o q devemos seguir só pertencem a NÓS somente, não será fulano ou beltrano quem dirá o q teremos o q fazer. Fica nesse 'sofrimento' quem quer. Aprendi com uma amiga q a cada DECEPÇÃO sempre vem algo maravilhoso lá na frente, tirando o negativo da vida, pra desfrutar a bonança. A vida e o tempo são grandes aprendizados, sempre dá sinal quando entramos 'barcos-furados'. Não será o primeiro e nem o último e sempre ensina algo pra ensinar ou deletar pra sempre.. Isso seja na vida social, afetiva e familiar.. Andréa Cardoso.

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  5. São desencontros da vida meu caro autor, nada acontece como sempre planejamos, fato que algumas dão certo sim. Devemos ser gratos por tudo, mesmo com experiências desagradávies que passamos, fica uma lição. Não devemos ficar estagnados diante de problemas alheios, afinal de contas, não é solução pra ninguém. Parabéns pelo texto! Letícia.

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