quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Noite De Julho

      Lembro outra vez, como se fosse ontem, aquela noite de Julho em que abri o coração, talvez por saber que já havia perdido tudo definitivamente.
     Naquela ocasião eu lhe disse, mais uma vez, que me apaixonei logo de cara no dia que nos conhecemos. Previ que seria muito importante na minha vida e que, de certa maneira, poderia mudar a sua. Uma pena, mas só acertei na primeira parte das minhas previsões. A minha intuição falhou ao não saber medir o poder real que o amor surtiria na sua vida; e você logo fugiu dele sem olhar para trás, sem nunca ter tido certeza se era isso mesmo que queria; e eu fiquei esperando cheio de esperanças, recorrendo por meses a uma pilha de livros para passar o tempo.
      “Nunca ninguém se apaixonou por mim assim”. Comentou nessa vez, de pernas cruzadas numa cadeira de dobrar, com aquele olhar derrotado e muito peculiar, num tom meio melodramático e até certo ponto encantador, porque naquilo havia alguma sinceridade.
       Quando me lembro disso começo novamente a chorar. Choro porque o tom se revelou sombrio, bem diferente da sua voz baixa de realeza, que usava calmamente quando percebia que a conversa ia além do ponto desejado.
        Choro por perceber que os anos se passaram e pouca coisa mudou em você; vejo que tudo o que considera realmente importante se manteve, e a minha esperança sempre ressuscitada foi inútil. Infelizmente, o seu egoísmo, o seu medo, a sua falta de atenção, a sua indiferença – que é a forma mais cruel de desamor – ainda persistem. Mesmo assim me lembro que um dia confessou sua paixão por mim, disse que eu era uma pessoa importante na sua vida; ficou em suspenso, quase hipnotizada, pois, ninguém jamais havia observado e conhecido tão bem sua personalidade quanto eu. Certo, agora concordo com tudo. Mas esse tudo pertence a um lugar que já não existe mais, pois você andou para frente como sempre desejou.
        Porém, precisou gastar meses negando o que sempre pareceu evidente a todos; sentimentos arquivados do seu passado distante, do qual falava sem máscaras ou pudor.
        E, no entanto, se em algum tempo chegou a sentir medo do que nos envolvia, foi porque negou a esse sentimento erguendo entre nós um muro enorme de impossibilidades, mesmo para mim, que nunca acreditei no impossível, era difícil transpor tal barreira.
        Agora que tudo acabou parece fácil olhar para o passado e ver nele uma história de amor que poderia ter dado certo, uma história alimentada por minha vontade louca de estar com você e destruída aos poucos por seu medo devorador.
         Eu sei que minhas lágrimas ainda chegam até aí através destas palavras. Você me conheceu muito bem, e sempre soube reconhecer o meu estado de humor através da menor inflexão da minha voz. Sempre soube que não consigo disfarçar a tristeza que carrego, ainda que em momentos assim ria da situação imaginando que tudo poderia ter sido mais suave.
        Prefiro não incutir culpa, e, sobretudo, em mim, porque já sofri por você o suficiente; digo, com grande alívio, que ao menos não estou me sentido gelado da cabeça aos pés e nem as mãos tremulas como naquela noite de Julho quando os laços se romperam.   
       Você sabe que eu ainda choro, não sabe? E minhas lágrimas soam como num desabafo, ou uma tentativa eficaz de tirar de vez o que resta deste amor aqui dentro. As lágrimas servem para lavar a alma e tentar me livrar da presença da sua imagem que me sufoca.
       Certa vez me perguntou: “Como uma pessoa pode deixar todos seus projetos no meio do caminho para se relacionar com alguém muito especial, e de uma forma séria e intensa?”. Falava de si na terceira pessoa, como faz alguém que não deseja se comprometer indo direto ao ponto, e me pedia soluções; uma luz para o seu caminho. Você que, até aquele momento, já tinha vivido muita coisa nessa vida e se mostrava tão inteligente, acabava me pedindo conselhos como se estivesse perdida no seu próprio labirinto e fosse eu um sábio a orientá-la.
        Respondi que tudo dependeria do tipo de relação que queria manter. Talvez, por sua natureza, nunca soubesse fechar as portas e nem recusar o amor que lhe era oferecido, porque tinha um déficit de atenção desde a infância; era sempre quem ficava em segundo plano para o seu pai.
        Esse déficit de atenção desta fase tão delicada e frágil nunca foi reposto. E, além disso, herdou do pai o jeito perverso de ser e brincar com os sentimentos das pessoas. Fazia como se tudo fosse um jogo de perde e ganha simultâneo aos interesses de cada momento. Esse seu ar meio dócil e ás vezes educado fez com que as pessoas a associem imediatamente à sua mãe, ela sim, pessoa gentil, compreensiva e de bom coração. Esse ar engana, pois esconde a sua verdadeira índole. Todos sabem que é parecida com seu pai. E isso é de uma profunda ironia, porque aquela outra pessoa, que também é fisicamente igual ao seu pai, foi quem herdou o coração generoso da sua mãe e a infinita paciência que ela tem com aqueles a quem ama e protege.
        Eu não demorei muito a perceber que você nunca iria sair do seu casulo, porque vive nele como se fosse um labirinto com caminhos marcados. Sei que não é o único ser humano que vive assim, e cada ser humano está destinado ao próprio caminho. O que nos distingue uns dos outros é essa vontade ou capacidade de mudança – a coragem.
       Quando um dia senti que o amor que sentia por você era o que me prendia na ratoeira, e acabei preso ao caos e ao lodo, olhei para o lado e percebi que a armadilha na qual você se prendia era a pior de todas.
      Vi com clareza, através desta situação, aquilo que nos faz entender a dimensão das nossas fraquezas: as fraquezas alheias.
      É certo que vivi durante muito tempo preso nessa armadilha com sua imagem presente em cada esquina, mas isso já não é mais assim; alguém me acordou e eu enxerguei o universo se abrindo diante dos meus olhos. Foi como começar uma nova vida longe de tudo. O seu aparecimento fugaz foi um chamamento à minha antiga forma de pensar, na qual erroneamente projetei um amor impossível que passou – uma fantasia. E essas coisas marcam a gente.
     Sabe? Há muitos lugares que nunca mais quero voltar, e, sua rua, sua casa, seu bairro, são alguns deles.
     O seu silêncio me fez atravessar dias e dias como uma flecha que nunca alcança o alvo, e eu me desliguei de quase todas as alegrias porque me entreguei a algo absurdo que apenas serviu para alimentar mais e mais a minha veia literária.
     Alguns já sabem que aquilo que nos alimenta também pode matar. O meu sentimento por você matou muitas coisas boas em mim. No entanto, sei que um dia ouviu ou leu minhas palavras e delas tirou algum sentido para sua vida. Talvez em algum momento de lucidez tenha conseguido entender essas palavras, mas nunca soube ouvir de verdade o seu coração.
     Sabe de uma coisa? Quando uma pessoa se habitua a agir sem integridade, a verdade que se revela pode se tornar uma arma letal, e enfrentá-la é quase como desafiar a morte. Lembra quando falei do significado do livre-arbítrio? Aquela capacidade milagrosa que cada ser humano tem de escolher seus próprios caminhos e mudar para melhor. Pois é... Eu pedi que usasse desse livre-arbítrio aliado à integridade, lembrou agora? É um princípio digno que rege a conduta das pessoas, e que também é possível aprimorar cada vez mais. Quando eu falava essas coisas o seu tom ia enfraquecendo e sua atenção ficava distante. No entanto, eu tinha certeza que você ouvia as minhas palavras e as captava do seu jeito.
     Em dado momento em que não se espera mais nada das pessoas é que elas morrem em nossos corações, lembra que também falamos algo assim? Mas agora é diferente. Já não se pode esperar mais nada. Sabe por quê? Porque, no fundo, não há o que dar ou receber. Nem a mim, nem de ninguém. Faz bastante tempo que o seu coração se fechou para o amor. Talvez parentes, filhos – se um dia os teve ou tiver – consigam resgatá-la da armadilha em que vive. Mas nunca alguém como eu. Nem eu, nem outra pessoa. Ainda não há quem tenha alcançado esse poder, porque você não possui o que se conhece como dom da entrega. Entregar-se ao amor é um dom, sabia? Para alguns isso pode parecer uma fraqueza, mas é, acima de tudo, uma dádiva de Deus. O dom de partilhar, o dom de interagir, o dom de respeitar o próximo, todos esses dons juntos nos leva ao que chamamos generosidade - graça. Palavras extremamente misteriosas para você, talvez porque, infelizmente, não me pareceu que já tivesse vivido envolvida com alguma delas. Porém, eu sei que poderá encená-las com enorme maestria, como qualquer artista do tablado. Poderá até transmitir a sensação que vive bem, mas são apenas ilusões, porque de novo, à primeira contrariedade, voltará ao seu labirinto escuro, onde reina a frieza de quem controla a própria realidade na solidão, sem, justamente, admitir que algum outro possa fazer parte dela.
        Ainda imagino muitas coisas de você, até que já tenha conseguido mudar um pouquinho. Ou que viverá para sempre assim, escondida em si mesma, usando o bom sentimento de quem lhe oferece amor, de quem dedica tempo em troca de falsas promessas ou declarações sem sentido. Aguentando de você meias verdades, equívocos e danos. Nem posso dizer que você seja imoral, reconheço aqui que talvez seja amoral. Ou, quem sabe, ainda pior que isso: sem caráter. Entenda bem: não é que não tenha caráter, veja direito as coisas hein; simplesmente você nasceu assim e assim morrerá.
      E porque sei que tudo se perdeu assim, mais uma vez abro meu coração e deixo que leia meus pensamentos como se estivesse aqui diante de mim, como naquela noite de Julho.
      Nem imagino o peso que poderão ter essas palavras em sua vida. Porém, afirmo que mais ninguém me verá como você, ninguém verá você como eu. Houve um encanto único e muito nosso naquele tempo, que nos fez ultrapassar muitas pequenas barreiras. Houve em algum momento um cuidado em relação ao outro, e assim nos mantivemos próximos, apesar dos nossos interesses tão distantes. Ah, a forma como dizia gostar de mim me desarmava, e isso, aos meus olhos, atenuava todos os seus defeitos.
       Bem... E isso é tudo por enquanto. Não consegui arrancar mais nenhuma palavra sua depois da última vez. Talvez tenha chorado como eu, ou nem tenha se importado tanto assim.

Mas creia, não faço de propósito. Todas as lembranças parecem mais fortes quando chega qualquer noite de Julho em São Paulo, São Pedro ou na serra do mar. Embora, muitas vezes, preferisse não tê-las como se tudo tivesse acontecido ontem.

13 comentários:

  1. Talvez a gente compreenda um pouco sobre a vida e pare de exigir alegria em tempo integral. É talvez a gente deixe de ser besta e passe a acreditar que felicidade tem suas impontualidades.
    Talvez a gente se dê conta de que é preciso fazer um esforço maior do que o tema difícil de segunda-feira para poder aceitar as situações subalternas que seguem ao contrário de nosso desejo.
    Talvez a gente largue de mão as impontualidades e passe a se sustentar unicamente do instante em que vivemos.
    Talvez a dor pare de doer. O vazio torne-se habitado e a tristeza se escafeda nem que seja por algumas horas.
    Talvez a gente reconheça que precisamos do dia seguinte, para continuar a suspirar com a chegada do sol.
    Talvez a gente deixe de decorar as falas, ensaiar os textos, premeditar as respostas, e manifeste sem medo os nossos desejos mais íntimos e sinceros.
    Talvez a gente ofereça o ombro, o abraço, o colo, sem esperar cumplicidade, sem exigir uma resposta, sem fazer nenhuma cobrança. Talvez a gente tenha esse rompante de liberdade desobrigada de manifestação do outro.
    Talvez a gente aprenda a andar pelo desconhecido, desprovido de medo e lotado de ousadia, sem contudo cometer insanidades que prejudiquem nossa essência.
    Talvez a gente arremesse fora todo o desconforto dos diálogos meticulosamente preparados, a fim de garantir benefícios, equilíbrio, segurança, sensatez, em troca do imprevisto que encanta.
    Talvez a gente dispense as tonalidades fortes que rejeita o desafio de conciliar vontades, abrir mão verdades absolutas em troca de temporadas amigáveis e conciliatórias.
    Talvez a gente aceite que voltar atrás é sinônimo de um saudável combustível para o aprendizado. Concordar oficializa a paz. Recomeçar é uma ilustração bonita do trajeto. Compreender alimenta o afeto. Aceitar é manto sagrado e não deforma a realidade.
    Talvez a gente entenda que é confortável ser nós mesmos.

    Amanda.

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  2. Eu não sabia que a saudade incomodava, que o amor era tanto e que a vida doía.
    Não sabia que a mágoa machucava, que a lembrança desbotava e que a aspereza enrugava.
    Eu não sabia que o caminho era longo, que as pedras incomodavam e as curvas confundiam.
    Eu não sabia que o silêncio torturava, o desejo salivava e a distância traria o esquecimento. Também não sabia que a ironia maltratava e que em todos os tempos o fingimento não tinha graça nenhuma.
    Eu não sabia que a preocupação esquentava a cabeça, que a noite se afeiçoava com a solidão. Eu desconhecia sobre os interesses fúteis como praga que contaminava os dias. Isso eu não sabia.
    Eu não sabia que o choro era sinal de fraqueza. Pensei que arejava a alma, em algumas situações. Não sabia que as mães eram heroínas, mesmo que os filhos nem se deem conta disso, nem que os pais fazem um esforço danado para parecem certos o tempo todo com seus sermões quilométricos.
    Eu não sabia que a alma fica doente e o corpo padece com isso. Que o coração é lugar para dúvidas e a razão nunca é obediente.
    Eu desconhecia o sofrimento como escada para a felicidade, que o medo fragilizava e que havia um abismo entre o sonho e a realização.
    Eu não sabia que o universo conspira a favor de quem faz a sua parte. Que sorte é quase uma fábula e que o discurso só funciona quando é resultado de uma prática.
    Não sabia que era preciso tanto esforço para viver em um mundo contraditório. Lindo texto parabéns! Letícia.

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  3. Esquecer tem sido uma urgência. Compreender a impossibilidade e invariavelmente praticar o desapego. Esquecer tem sido uma rota que encerra um ciclo de angústia e um exercício diário aprovado pelo bom senso. A despeito do esquecimento, ele não apaga a história, apenas redime o prejuízo de ter ficado ao léu, aguardando improváveis milagres. É possível esquecer as esperas e os milagres que nunca aconteceram, deixando guardado aquilo que tão bonito foi escrito.
    Esquecer é adaptar-se, retomar o compasso, liberar a alma para o que é obrigatório viver. Desistir das vontades desenfreadas e solitárias e tocar o barco Esquecer mesmo é uma decisão. Uma devolução dos sonhos, sem necessariamente viver na opacidade.
    Esquecer tem sido muito mais que uma meta. Uma evolução. Esquecer é preciso, para devolver à vida, a luta diária que é atravessar, ganhar, avançar todos os dias sem tanto ferrugem na alma. Esquecer é preciso, para deixar partir a melancolia, o medo e não atrasar tanto a vida.
    Esquecer é absolutamente necessário, antes que a vida envelheça e os sonhos fiquem adormecidos por falta de alguém que acredite na primavera. Ana

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  4. Patricia Ramos Sodero9 de outubro de 2014 20:44

    De uma certa forma,esse texto,ao meu ver,revela a decepção que existe em um relacionamento.Mais da parte masculina,do que feminina.Fica nítida a idéia que o protagonista passa desilusões em relação a personalidade dessa mulher.O caráter revelado aponta alguém que expressa um sentimento mentiroso.Agora,é necessário ver ambas as partes.Será que esse homem também não teria cometido erros,fazendo análises,críticas,tirando conclusões,que seriam algo do seu pensamento?Que não existem?Difícil a aceitação do livre arbitrio.o que pode significar algo para um,pode gerar conflito com outro.Existe um ponto do texto que me faz lembrar Cristiana.A parte onde diz que ela é igual ao pai e que sua mãe é que tem coração bom,caridoso,para aguentar tudo.Enfim,falar de seres humanos já é tão difícil.Imagina quando se trata de duas pessoas diferentes,e que se fala em relacionamento,não é mesmo?O importante é que lembranças sempre ficam,nunca se esquece.Sejam elas boas ou ruins.
    Parabéns por mais um lindo texto e espero que não fique tanto tempo sem publicar nada.E aguardamos ainda o desfecho daquela estória...rs...rs...
    Bjsssss e até!

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  5. Cada amor tem a saudade que merece..

    Lúcia Bilbau

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  6. Qtas histórias de amor poderiam se concretizar com um emocionante “... e viveram felizes para sempre!”, não fossem os fantasmas do passado q perseguem e não permitem q mtas pessoas se entreguem inteira e intensa/e a um novo amor? E qtas pessoas imaturas, carentes do aconchego familiar ausente na infância, errônea/e procuram saciar sua necessidd na busca incessante de um relacionamento cujo final já se anuncia antes msm de começar?
    É, Renato, a resposta é simples mas mto difícil de aceitar e, consequente/e, de alcançar! MUDANÇA, este é o complicado caminho q precisamos encontrar! Complicado pq sempre procuramos nos lugares errados e demoramos p/ entender q devemos começar por nós msms! Mtas vezes nos enganamos convencidos de q quem precisa mudar é o outro... Percebemos os erros alheios e não tomamos consciência dos nossos; nos entregamos a absurdos q alimentam a nossa mente mas enganam a nossa alma, impedindo o nosso amadurecimento.
    Acredito q esta mudança acontece qdo enxergamos os erros do passado cm lições p/ a vida e qdo as mágoas tornam-se apenas pqnos flashes q ilustram a nossa história. O processo de mudança é lento, uns demoram +, outros -, outros ainda passam a vida td sem olhar p/ si..., e assim, adiam ou deixam escapar a oportunidd de viver a felicidd de um gde amor!
    BJSSS - Edneia

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  7. Mês importante foi, já que estamos em Outubro. Vire e mexe caí na lembrança daquele encontro que ficou mal sucedido. Tentando ministrar o "porquê" disso tudo. Passa mil coisas pela mente, mas o final dessa trajetória só irá saber se ir atrás e perguntar. Se por acaso quiser realmente saber a verdade. Dúvidas, anula nossa paz interior. Adriana.

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  8. Reflexão, amor e dessabor. Tema condoído e de compaixão quem está sofrendo. Andréa Cardoso...

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  9. Relacionamento é isso, dura o tempo que estiver bom pra ambos. Quando não está bem o jeito é cada um seguir seu rumo. Difícil, mas necessário, sempre terá sofrimento pelo rompimento e até depressão por isso. Faz parte. Joyce

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  10. Rapadura é doce mas não é mole não, kkkk.. Brincadeiras a parte, falar de relacionamento é tão difícil, ainda mais no mundo de hoje, onde as pessoas não levam nada a sério. Não digo no geral, por favor. A vida anda tão desgastada, que infelizmente leva pro convívio do casal, onde sempre uma das parte que sofre mais. Você colocou aqui o protagonista que eu entendi seja "Ele". Mas, cá fica minha curiosidade e se fosse "Ela" quem estivesse sofrendo tudo isso, será que o nosso protagonista teria compaixão dela? Fica aqui minha dúvida. Abraços.

    Karyne

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  11. Amor não correspondido é triste, quantos passam por isso. Uma situação, que tira o chão, fica desolado por um bom tempo. Nada anima, o melhor é se recolher o tempo que for preciso. Porque nesse momento, é o melhor a fazer. Uma amiga quando passou por essa situação mergulhou de cabeça nos estudos, diz ela que foi a melhor coisa que fez, buscou algo que teve sentido na vida, hoje em dia está muito bem e até se casou. Espero de <3 que todos que passam por essa dor, busquem algo que alivie, seja, estudos, trabalho, enfim...

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  12. Escrever é uma ótima opção pra matar a saudade que está sentindo, uma hora passa.

    Eloísa

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  13. Pensando o que faz escrever isso? Dor, saudade, arrependimento tudo misturado. Burgado, pra não dizer trágico! Vivências que no futuro quem saiba possa ter outro final feliz!

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