segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Vaidade Em Prejuízo Da Honra. Parte 5

   Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.  Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.  O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.  Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado. Matheus 12:33-37

     Aproximadamente 1 ano antes da nossa viagem à Atibaia, a família de Cristiana seguia em 2 carros para um evento muito importante para Marco Antonio. Era um encontro programado há tempos por várias famílias unidas em laços filosóficos muito fortes – com nova proposta de vida. Tratava-se de uma cerimônia especial onde Marco Antonio seria homenageado e, logo após, numa sessão reservada, elevado ao cargo de conselheiro-mestre de um grupo de escolhidos para o novo ciclo de liderança.
    As últimas conferências demonstraram a todos claramente que sua oratória era impecável e cativante. Ele conseguia discorrer sobre assuntos muito complexos com a simplicidade idêntica a de um professor tarimbado. A postura firme e a coerência no discurso deixaram os líderes mais próximos muito emocionados com tanta sinceridade e lisura de caráter.
      Outros mestres já tinham ouvido falar que Marco Antonio era um homem incomum e cheio de criatividade. Talvez, por isso, há tempos, muitos ansiavam conhecer mais de perto aquela mente que incendiava o grupo com seus novos ideais de sociedade; ideais calcados em conceitos e costumes diferenciados – eis que a oportunidade chegara aos que queriam essas mudanças e o incentivavam durante anos a aceitar uma posição de destaque dentro da organização.
     No evento estavam alguns representantes importantes da elite financeira, assim como: empresários, executivos, advogados, políticos e gente influente em todas as esferas da sociedade. Dezenas de carros de luxo com motoristas particulares em uniformes negros lotavam as ruas dos quarteirões adjacentes, enquanto outras pessoas de menos posses chegavam de carros populares e, apressadamente, iam se esbarrando para se juntar àqueles que esperavam o início da cerimônia na parte interna do auditório.          
     Marco Antonio criara o hábito de aprimorar seus discursos inspirando-se em grandes oradores da história mundial. Desta forma as pessoas ficavam magnetizadas com sua grandiosa capacidade de convencimento - o que o tornava carismático e instigante para alguns e um ingênuo sonhador para outros. E ele sabia perfeitamente como usar esse dom, fazendo disso um grande trunfo para alcançar seus objetivos.
     A plena consciência que a cada dia era mais admirado no ceio daquela sociedade – e agora teria um cargo de responsabilidade mais elevado - o deixava introspectivo e um pouco apreensivo, principalmente com o teor da mensagem que elaborara no discurso de posse àqueles com apreço por suas ideias.
      No fundo, mas bem lá fundinho, ele sabia que nenhum outro poder de convencimento era mais abrangente que o poder espiritual que conquista o inconsciente das pessoas. Ele aprendeu muito bem a usar isso a seu favor quando completou o curso de retórica para intelectuais. Aprendeu que através do próprio imaginário, as pessoas criam seus mestres a fim de humanizá-las e, assim, esses lhes ensinarem a enxergar o mundo de um ponto de vista diferente. Ele acreditou piamente que poderia ser esse líder e criou para si sua própria fantasia - confiando que teria sido escolhido pelo destino e, acima de tudo, por Deus para essa missão.
     Mesmo que este ponto de vista fosse imposto por um mestre castrador, centralizador e controlador, as pessoas deste grupo precisavam muito dele para encontrar a si mesmas, ainda que não admitissem terem um dia dependido de alguém para descobrir o verdadeiro sentido da vida em seus pecados.

     - Olhe pelo retrovisor se o carro das meninas ainda está bem atrás da gente – Maria sugere a Marco Antonio que dirija mais devagar para não perder as filhas de vista.
    - Estão praticamente coladas na nossa traseira – responde o marido incomodado com o excesso de preocupação da esposa.
    - Será que você consegue abaixar um pouco esse som? Essa música barulhenta me incomoda bastante, me dá nos nervos. Olha só uma coisa... Depois não venha dizer que sou chata, mas acontece que agora não é hora desse barulho todo. Eu devo mesmo merecer essa tortura! Não sei como, depois de tantos anos, você ainda gosta disso. Ouvir apenas em casa não parece suficiente, não é? Pelo visto precisa ouvir no carro por repetidas vezes até chegarmos ao auditório, ou me deixar louca antes disso. E tem outra: reparou bem do que, ou de quem fala essa música horrorosa?
    - Mulher, não começa! Eu gosto deste som porque me inspira nesses momentos tensos. A música Black Sabbath é uma das melhores do grupo Black Sabbath; ela é maravilhosa. Cada vez que ouço esses versos tenho novas ideias para o discurso. Presta atenção, aí vem a parte que abre minha mente: “Is it the end, my friend? Satan´s coming ´round the bend. People running ´cause they´re scared. The people better go and beware! No, no, please, no!”.
    - Já imaginou o que seus amigos pensariam se soubessem o que você ouve?
    - Não pensariam nada. Muitos deles gostam do tema.
    - É... Imagino. Devem gostar mesmo... Será que lá vai lotar? Eu detesto ter que conversar com aquelas madames esnobes, a maioria tem a cara esticada e ainda “se acham” modelos de beleza. Pode acelerar um pouco para irmos mais rápido? Quero só ver encontrarmos vaga para estacionar. Não quero andar muito, estou de sapatos novos.
    - Vaga para parar na rua vai ser difícil, mas não se preocupe, hoje teremos vagas reservadas.
    - Nossa! O meu marido está ficando muito importante. Fico orgulhosa disso.
    - Veja lá no cruzamento. Têm muitos carros lotados chegando e procurando onde parar. Todos os membros foram informados que deveriam trazer o máximo de familiares para fortalecer o evento – parece que seguiram a recomendação.
    - Você sabe muito bem que as meninas não se sentem à vontade no meio daquele pessoal – e eu tenho de improvisar cara de atriz e tagarelar até doer os maxilares. Não agüento mais repetir as mesmas historias das viagens que fizemos pelo Brasil.
    - Não posso fazer nada. É essencial a participação da família numa ocasião como esta. É muito importante que vocês estejam lá para assistirem o meu discurso de posse. É uma grande responsabilidade de agora em diante ter a palavra final.
    - Você queria isso, não queria? Então desempenhe esse papel o melhor que puder durante os próximos 2 anos, aí, quem sabe viram 4. Nossa família sente muito orgulho e sempre o apoiará; você sabe disso.
    - É lógico que sei. Você sempre me apoiou quando precisei. A minha posição de destaque dentro do grupo será muito boa para o fortalecimento da nossa família.
    - Tenho certeza que será sim! Ainda falta muito? Estou cansada de ficar sentada. Ah... Você viu só como as meninas estão bem vestidas? Elas são tão exemplares; meninas comportadas e educadas. Isso me deixa tão bem comigo mesma. 
    - Eu vi. Olha... Estamos perto da entrada. Liga no celular da Cristiana e avisa para seguirem a gente que vamos entrar pelos fundos.
    - Vou ligar. Viu como elas estão bem vestidas? Responde direito o que perguntei! – insistiu Maria.
    - Elas estão lindas e maravilhosas, meu amor. Espero que elas se comportem e não saiam de fininho antes de terminar minha apresentação. Se fizerem isso ficarei muito puto.
    - Pode ficar tranquilo que eu já avisei que voltaremos todos juntos. É uma pena que você não enxerga mais nada além da tal apresentação.
     Maria é uma mulher que sofre por dentro o tempo todo. Marco Antonio não devia ter pena, mas tem e tolera. Casou-se, quando não gostava mais dela. Não teve como recuar, apegou-se a uma educação antiga, velhos princípios, a coisas que chamamos de dignidade, palavra dada. Namoraram bastante tempo. O tempo suficiente para que achasse que ela o acompanharia e cresceriam juntos.
     Porém, faltou-lhe uma decisão no momento exato; e ele se culpa por isso. Naquele tempo era o medo do não. Isso o fez aceitar o casamento como um fato normal, se acostumou e nunca reagiu contra isso; seguiu as regras. Maria era uma excelente amiga e tornou-se uma companheira excepcional. Mas ele não precisava ter-se casado com ela. Mas nem sempre as pessoas fazem o que gostariam, e terminam se adaptando à situação desde que haja consentimento das partes. E o pior de tudo é conviver com esse consentimento. Marco Antonio gosta dela, mas é somente para o preenchimento do vácuo de sua grande solidão ou insegurança do recomeço. Ele precisa sempre ter um lar para onde voltar. Na verdade, ela nunca preencheu nada, nunca foi essencial. Ele chegou a pensar várias vezes nisso. Se por acaso um dia ela desaparecesse tudo continuaria igual. Ela era indispensável até um determinado ponto. Essa situação era mais uma coisa que o inquietava, e não lhe servia de consolo pensar muito sobre isso, e assim tornou-se um homem frio, distante. A indiferença dele serviu para torná-la aos poucos uma mulher amarga e sem esperança. E, sem nenhum apoio dele, ela tentou praticamente a vida toda construir um lar verdadeiro. Mas Marco Antonio não participava, se isolava, parecia não querer se comprometer com sonhos e objetivos traçados por ela; nunca assumia as coisas em conjunto. Agia assim para ter disponibilidade, poder largar tudo a qualquer hora e fugir. Desde mocinho tinha essa necessidade de estar pronto para partir. Não queria o mesmo lugar por muito tempo, desejava renovar-se incessantemente. O seu desejo talvez fosse escapar de tudo, atirar-se ao desconhecido e desprender-se dos laços. Para longe, bem longe, um lugar onde ninguém o encontrasse para cobranças.
     Hoje ele não pensa mais assim. Ele sabe e se convence que essa vida é a que tem para viver até o fim dos dias. Não existe mais o longe e nem o perto. Não há fuga e nem refúgios, toda sua vida foi devassada. Mas ainda sente dentro de si a nostalgia. Um pensamento antigo, muito antigo. Não dos tempos que avós e bisavós desbravavam o sertão pernambucano, baiano ou o norte de Minas Gerais em direção ao sudeste. Mais para trás um pouco. Muito mais atrás. Ele tinha necessidade de navegar, transpor o horizonte e vagar continuamente até voltar ao ponto de partida.
     Então, em seus pensamentos, ele continuava se perguntando: “O que mais preciso provar agora”?
     
              No mesmo instante no carro das meninas:

     - Meu Deus! Não creio nisso! Você não erra um buraco, não agüento mais tanto solavanco! – reclama Cristiana do modo como Rita conduz o veículo.
     - Tá achando ruim, desce e pega um táxi! – Rita faz pouco caso da reclamação.
    - Você tem a mesma mania feia do papai de ouvir música alto no carro. Dá para abaixar um pouco esse som? Já é a quarta vez que repete a mesma música. Vou ficar rouca de tanto pedir para abaixar essa droga de som – Cristiana retruca.
    - Já falei: não gosta de andar comigo vai de táxi. Eu ouço Light my fire quantas vezes eu quiser. Adoro The Doors.
   - Nós sabemos que você gosta, mas não precisa ficar torturando a gente com isso tão alto.
   - O Jim Morrison é lindo demais. É sexy e tem uma voz... – Rita respira fundo para fazer de conta que não ouve os apelos da irmã.
   - Ele era lindo, você quer dizer – Júlia entra na conversa gritando.  
   - Para mim é lindo e pronto! Se ainda fosse vivo eu dava para ele na mesma hora, morro de tesão por aquele olhar, aquele corpo. Eu dava para ele todo dia se ele me quisesse. E se não quisesse eu dava do mesmo jeito. Light my fire me excita. Fico louquinha pra dar quando ele grita “fireeeeee”. Quero um namorado que se vista como o Jim, que fale como o Jim, que ande e grite como ele. Que me bata na cara, que me jogue na parede e me chame de largatixa – Rita viaja nas ideias e abaixa um pouco o volume.
   - Você é louca! Uma doente. – diz Cristiana.
   - Louca é você que não tem homem que ature o seu jeito. Não arruma namorado sério nem com reza brava. Depois que aquele moleque te largou você mudou, ficou estranha, quieta demais. Perdeu a vontade de dar? Tenho dó de você. Vou quebrar o seu galho. Vou te ajudar a arrumar um namorado pela internet. Naquele site grátis que me inscrevi eu já conheci mais de 10 caras. Ontem saí com um que foi muito meigo comigo. Nós fomos numa pizzaria e depois num motel lá em Guarulhos. Ele me pareceu um cara muito bacana, mas não tinha pegada. Não curto cara sem pegada. Ficou de me ligar amanhã, vou pensar se saio com ele outra vez. Mas se ele não ligar vou rapidinho para o próximo da lista. Quanto ao seu caso, deixa comigo, pensarei num perfil bem bacana para você. Vai conhecer uns caras que farão qualquer coisa para te comer, vão rastejar aos seus pés até conseguirem o que querem. É fácil, é só não se envolver, nunca se apaixone. Você é esperta e aprende rápido, já sabe que não deve confiar em homem. Uh... Vejamos...  Estou começando a ter algumas ideias. Deixe-me pensar.... Seria legal bolar um Nick diferente, talvez com nome de planta ou alguma flor. Isso dá a impressão de meiguice. Acho Estrelícia um nome interessante. É bem chamativo para despertar a curiosidade dos caras. Vamos colocar no seu perfil que você não curte televisão, porque acha que tv aliena as pessoas. Você é do tipo inteligente que prefere leitura, mas não tem lido muito por falta de tempo – está se esforçando para ler alguma coisa de Shakespeare ou Voltaire. Já é um bom começo demonstrar que tem intelecto. Teremos de dar a entender que você é inteligente, mas um pouco ingênua. Os homens adoram isso. Vamos escolher uma foto onde você não apareça com sorriso arreganhado e nem com cara fechada. Um meio-termo seria legal. Aquela foto tirada no seu quarto que tem o guarda-roupa em suas costas, cairia bem. Mas acho que não vai dar certo porque têm três fotos do seu ex-namorado coladas na porta - aquele moleque que te largou e você surtou por causa dele, lembra? Então... Tem de ser uma foto tão boa quanto aquela, mas com a cara do ex atrás não dá. Vamos fazer fotoshop nela? Do jeito que está ela não serve para nada; qualquer cara mais esperto logo vai perguntar de quem são aquelas fotos na porta. Aí você vai ter de mentir dizendo que é o Axl Rose. Pega mal começar com uma mentirinha assim. Vou pensar mais, amanhã durante o dia e te falo. Fica tranquila que eu vou te ajudar. Família serve para isso nas horas difíceis. Estamos com você para o que der e vier.
    - Vai à merda Rita! – Cristiana parece bem brava e emburrada.
    - Já é o terceiro carro que passa e faz sinal que o pneu traseiro está baixo – observa Júlia.
   - Eu sei. Hoje eu tinha de ter calibrado os pneus com um pouco mais de ar. Com vocês aí atrás a traseira fica bem baixa. São quase 200 quilos juntando as duas – Rita se explica justificando o esquecimento.
   - Ainda bem que o Michael veio mais cedo com o carro dele para ajudar na decoração do auditório, assim você poderá voltar para casa com ele, né, Sofia? – pergunta Rita.
  - É sim. Eu entendo que seja melhor voltar com ele.
  - O que vocês aprontaram no fim de semana? Aquela cara que fizeram quando retornaram não nega que teve alguma arte – Rita pergunta em tom malicioso.
   - A gente fez alguma coisinha diferente, sim – diz Sofia levantando uma sobrancelha.
   - Putz... Que fedor horrível é esse? Quem peidou? Foi você de novo, Sofia? Que mania feia você tem! Tinha de peidar logo para o meu lado? Abaixem os vidros para ventilar. Que cheiro de ovo podre é esse? Você comeu alguma coisa estragada? Tinha de ser você para fazer isso com a gente! Puta que pariu, que cheiro horrível. Você precisa parar com certas manias. Principalmente aquela de deitar no chão da sala para assistir filme e ficar lá peidando junto com o Michael debaixo do edredon. Acha que pode fazer o mesmo aqui? Olha o tamanho da nossa sala e o tamanho desse golzinho – Júlia coloca o nariz para fora da janela; parece inconformada com a situação.
   - Já vai passar. Já tá sumindo. Acho que foi aquela batata-doce e mais o repolho refogado que deixaram a minha barriga inchada. – Sofia justifica e continua – A gente peida, e daí? Outro dia o Michael borrou a cueca e foi engraçado. Rimos à beça. Não tem nada de mais. A gente brinca muito com isso. Errado é quem segura e faz de conta que não peida e nem caga. Que saco!
   - Conta o que vocês fizeram no motel – Rita curiosa por detalhes sórdidos.
   - A gente estava brincando de peidar debaixo do lençol e o Michael não aguentou como sempre acontece. Sujou tudo de bosta, até escorreu na beirada da cama. Aí a gente aproveitou e passou um pouco nos botões que ligam rádio, tv, ar condicionado e aquelas lâmpadas coloridas.  Depois passamos outro tanto, bem de leve com as pontinhas dos dedos, por dentro da porta do frigobar e nas bordas das latinhas de cerveja e refrigerante.
       Todas caíram na risada menos Cristiana que permaneceu com o semblante inalterado.  
     - Que nojo! Não acredito que vocês fizeram isso! – Júlia exclama com muita surpresa.
    - A gente inventa outras coisas piores de vez em quando. Uma vez fizemos um furinho na tampa da garrafinha de vodka e misturamos umas gostas de esperma. Quem bebeu deve ter gostado. A porra do Michael é bem docinha. Queria estar lá para ver a cara do fulano ou da fulana engolindo aquilo geladinho. A gente já quebrou algumas camas, mesas e cadeiras com o peso do Michael, mas sempre deixamos a mobília em pé e bem apoiada para ninguém perceber na hora do check out – Sofia fala como se fosse tudo muito normal.
    - Olha lá Rita. Papai está sinalizando com a mão para pararmos, acho que já chegamos – Alerta Cristiana.

                     A viagem:

     - Já andamos quase meia hora nessa estrada de terra e não encontramos nada. Será que fica para a esquerda e viemos ao contrário? Acho melhor você ligar para a dona da pousada. Parece que estamos perdidos – fiz a sugestão.
     - Vou ligar. Mas aqui não tem sinal. É melhor a gente procurar um caminho mais no alto. A mulher me disse ontem que é perto de uma igrejinha. Você viu algo parecido com igrejinha?
     - Não, não vi. Nem dá para enxergar qualquer coisa nessa escuridão. Já apareceu algum tracinho de sinal no celular?
     - Ainda não.
     - Então é melhor voltarmos para a rodovia até que o celular funcione.
     - Então vamos.


         Continua na próxima postagem.
       
                          Links das músicas citadas e fotos.





3 comentários:

  1. P/ um Sr.Marco Antônio q de início parecia um tnt pacato em comparação a sua esposa, ele está revelando algo além das expectativas, heim Sr. Autor?
    Quem diria! Ele parece pratica/e um diplomata c/ tnt empenho em discursar c/ persuasão! Ou seria um ditador? (cm Hitler?) Além disto, um lado obscuro começa a aparecer e q talvez guarde vários segredos a serem revelados, inclusive da sua própria personalidd... Ou algo q ficou lá atrás, num passado distnt, perdido em algum lugar p/ onde ele foge qdo se deixa viajar em suas músicas e pensa/os...
    Maria tbém mostra seu lado irritadiço e frustrado de quem arrasta um "casamento feliz" a duras penas... (e cm sempre, em prol dos filhos!)
    As filhas não deixaram por menos no quesito revelação! Deixaram escapar seu tempera/o forte e bem distinto um do outro. Inclusive alguns beirando a promiscuidd e o vandalismo! O gosto musical de umas e a intolerância de outras acendem sinais da herança herdada dos pais.
    Pelo visto esta família ainda vai da o q falar, heim Renato?!
    Estou curiosa pra saber onde isto vai dar!
    BJSSS - Edneia

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  2. Não tenho o q falar desse texto, apenas observando uma família comum e soberba ás vezes, do tipo, de se gabar pelo q são e conquistaram. Resta saber como obteve esse quesito. Aguardo o próximo capítulo e ver se tem mais profundidade nessa família..
    Andréa Cardoso.

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  3. Patricia Ramos Sodero18 de agosto de 2014 21:04

    Boa noite,Renato!
    Tendo em vista a revelação de um Sr.Marco Antonio totalmente diferente daquele que achávamos,onde a esposa não acompanhava muito seus estilos e só o criticava,penso,agora,no erro causado por sua pessoa,ao ver que tanto tempo de namoro fez seus sentimentos mudarem em relação à Maria.O fato de precisar de alguém ao seu lado,para proporcionar "status" em suas palestras,discursos,ocasionou apenas a aparência de uma família feliz e exemplar.Isso não leva ao bem estar de ninguém.Sou do tipo que pensa que fazer por fazer,ou ficar por ficar,não há significados.Apenas anula a personalidade.Enfim,em meios a tantos atritos e diferenças entre as irmãs também,essa família vai revelar muitas coisas que com certeza vão nos surpreender!
    Adorei mais uma vez os vídeos colocados,pois podemos curtir e encaixá-los melhor na estória.Viver e sentir estilos de músicas que não estamos acostumados muito a ouvir,é muito bom!
    Adorei e fico no aguardo para ver o que vai acontecer com esses personagens.Com certeza,virão muitas surpresas!!!
    Bjsssss e até...

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