domingo, 20 de julho de 2014

Vaidade Em Prejuízo Da Honra Parte 3

"Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: 'Deixe-me tirar o cisco do seu olho', quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. "Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão. Mateus 7:1-6

     Saber quem era Marco Antonio não seria uma resposta tão simples de se obter, muito menos tão prática e nem tão comum.
     Era uma sexta-feira do outono de 2009, fim de tarde de um dia de trabalho estressante. Marco Antonio estava confortavelmente sentado em sua poltrona preferida lá no quartinho dos fundos. A poltrona foi estrategicamente colocada entre as duas caixas de som Paradigm; desta maneira o som estéreo seria perfeitamente apreciado pelo exigente audiófilo. O homem manuseava de um lado a outro a capa - e mais o encarte - do disco de vinil Led Zeppelin volume 4. Ao mesmo tempo em que ouvia “Going to Califórnia”, tentava mais uma vez entender o significado dos quatro símbolos místicos – há mais de 30 anos tenta desvendar se os símbolos pertencem ao ocultismo e magia ou astrologia e cultura celta – ele nunca conseguiu encontrar resposta convincente a tal pergunta.
      No momento mais profundo de sua atenção, mergulhado em pensamentos naquela linda sonoridade, Maria abre a porta devagar criando um pequeno vão suficiente para colocar a cabeça. Marco Antonio se aborrece um pouco, pois não gosta de ter o clima interrompido nas viagens imaginárias e nos mistérios do pensamento que o leva de volta aos anos 70.
      Maria faz duas perguntas, praticamente intimando o marido: - Dá pra abaixar esse som? Posso falar um pouco com você?
       Ele imediatamente se levanta, abaixa o volume do receiver Marantz SR 7300, – que é cuidado como uma jóia rara e uma dose enorme de ciúmes - retira cuidadosamente o braço do toca-discos Technics SL-1200 MK2 de cima do vinil e se volta para Maria para ouvir as notícias.
       - Pode falar – diz ele.
       - Nossa filha foi viajar às pressas.
       - Quem foi viajar?
       - Cristiana, ora bolas!
       - Como assim?
       - Ela colocou umas coisas numa bolsa e disse que ia passar o final de semana com o novo namorado.
       - Mas já?
       - É.
       - Para onde ela foi?
       - Não me lembro... Ela falou o nome da cidade, mas, com a notícia assim de surpresa, acabei esquecendo.
       - Como não se lembra? Então liga no celular e pergunta, ou, melhor, mande que volte e explique as coisas direito.
       - Já liguei logo em seguida da saída dela e deu caixa postal. Ela falou que eles iriam passar o fim de semana numa pousada; disse que vai ligar de lá.
       - Não acredito numa coisa dessas! Ela mal conhece o rapaz e já foi passar fim de semana com ele. E o pior de tudo: você não fez nada para impedir essa insanidade. Você sabe muito bem como ela é e do que é capaz. Deveria ter me chamado antes que ela saísse.
       - Não deu tempo. Ela desceu do quarto de mala e cuia, me avisou meio assim-assim e foi embora.
       É uma inconsequente, irresponsável! Ela puxou do lado da sua família, só pode!
      
                        A viagem:
       - Olha que céu lindo! Adoro quando o azul vai ficando mais clarinho no horizonte. E aqueles filetes de nuvem coloridos nas pontas, então? O céu no Outono sempre é mais bonito, você não acha?
       - É bonito mesmo – sussurrou ela, de olhos meio fechados.
Tudo parecia estar acontecendo rápido demais. E a jornada naquela rodovia estava apenas em seus primeiro quilômetros.
       - Tá bom, tá bom, já entendi. Você quer que eu fique em silêncio para não atrapalhar os seus pensamentos. Mas é legal a gente ir conversando um pouco. Saber mais um do outro – tentei estimular o diálogo que parecia difícil.
       Ela abriu totalmente os olhos e eles iam de um para o outro, tentando absorver todas aquelas lindas imagens oferecidas pela natureza. Estiquei o braço e fiz um carinho em seu queixo descendo o dedo indicar pelo pescoço.
      - Um fato que ainda não conhece de mim é que além de bonito, também sou muito carinhoso – risadas.
    Ela hesitou um momento e moveu a mão para colocar sobre a minha perna, e disse em tom mais sério:
     - Já se passaram alguns dias desde que nos conhecemos - quando saímos para namorar pela primeira vez - e depois a gente não se viu mais. Quero saber o que fez de bom nesse meio-tempo – Me conte o que andou fazendo escondido, mas conte tudo, hein. Muitas paqueras na internet?
     - Espere um minuto, deixe-me pensar – murmurei - Hum... O que fiz de melhor foi pensar em você. Fiquei imaginando como seriam os nossos momentos quando você sugeriu essa viagem para a pousada.
    - Só fez pensar?
    - Sim. Estava ansioso por isso.
    - Tá bom... Eu também estava.
    - Eu senti saudades. Acho que estou gostando de você. – interrompi a mim mesmo para chamar a atenção para coisas que só se vê uma vez - Nossa! Olha só... Veja como a estrada fica bonita com a sombra das árvores no asfalto... Adoro dirigir no fim de tarde com o Sol se pondo. Isso dá uma sensação de liberdade maravilhosa. Nada se compara a esse visual que nunca se repete e fica guardado na mente da gente para sempre. Não é?
     Cristiana endireitou-se no banco e não respondeu; apenas me encarou por um instante esperando o próximo comentário.
    - Então... Diga uma coisa – tentei perguntar.
    - Sim.
    - Como soube desta pousada?
   Suas bochechas coraram e ela me olhou de um jeito como se, de repente, eu achasse que seu QI tivesse caído pela metade. E arrematou suavizando a voz:
    - Uma amiga me indicou, já faz um tempo. Ela passou um final de semana lá com o namorado.
    - Entendi. Você fez a reserva no meu nome ou no seu?
    - No meu, é claro! Nem sei o seu nome completo.
    Ela ainda não me conhecia direito e dava sinal que estava achando o assunto extremamente chato.
    - Avisou sua mãe que iria passar o fim de semana comigo?
    - Falei mais ou menos. Não costumo dar muita satisfação. Assim evito perguntas que me cansam.
    - Como assim?
    - Eu não fico explicando as coisas lá em casa. Quanto mais detalhes eu dou, mais eles querem saber. Então só comunico quando estou de saída.
    - Eles não se importam? Não brigam com você?
    - Ah... Eles falam um monte quando eu volto, mas eu nem dou ouvidos.
    Era estranho. A única coisa que poderia deixar duas pessoas instantaneamente mais distantes parecia, na realidade, deixar mais próximas com o crescimento da cumplicidade e das revelações que iam surgindo..      
   O Sol estava se pondo e o vento frio da noite começa a soprar com mais intensidade conforme íamos chegando perto do trecho da mata fria. Os últimos raios de luz insistiam em dançar em meio às finas camadas de nuvem no horizonte, tingindo todo o céu de tom alaranjado e vermelho claro. A estrada parecia mais calma à nossa frente, nos seduzindo a traçar com mais ansiedade o caminho que nos levaria ao céu.
    Era embaraçosa a situação de querer saber mais um do outro – mais eu dela do que ela de mim. Talvez suas respostas parecessem bem ensaiadas, o que, por enquanto, fazia o entendimento mais amplo ficar fora do meu alcance – para minha total frustração.
    Ela não parecia querer culpar ninguém diretamente, exceto a si mesma, por suas atitudes de se preocupar demais com os outros. Porque a única coisa verdadeira que carregava dentro de si era o grande enigma do seu passado.
  Lá estava eu de novo para mais um item da longa lista de coisas que eu achava não apenas necessário saber, mas que merecia saber, e que Cristiana não pensava ser necessário me contar.
  Ela não demonstrava estar com frio nem com medo. Agora se sentia livre de tudo que a atormentava em seu lar. Estava livre do arbítrio dos pais, livre de todas as dores que já sentira no passado. Livre dos olhos que a seguem e condenam a todo instante.
   - Adoro momentos como este – disse eu -, faz a vida da gente realmente valer alguma coisa.
   - Oi? – sussurrou ela.
   - Eu disse que acho esses momentos maravilhosos.
   -  Ah tá. Eu também gosto disso.
   - Desculpa perguntar, mas você se dá bem com o seu pai?
   - Que pergunta é essa?
   - Ué... O que tem perguntar?
   - Não tem nada. A gente se dá bem, sim. Ele é bem sistemático e teimoso – o que me irrita bastante. Tem alguns probleminhas de saúde, mas, infelizmente, não aceita minha orientação para melhorar. Já elaborei um cardápio para que faça alimentação bem equilibrada. Deixei na mão da minha mãe, mas ela também não deu muita importância. Uma alimentação equilibrada é tudo o que ele precisa para ter boa saúde, mas não adianta ficar toda hora falando. Ninguém me ouve. Não seguem as orientações que vivo repetindo. Todos lá em casa são teimosos. Avisei que tem diminuir cigarro e bebida. O vinho deve ser tomado sem exageros no almoço e jantar. Estou cansada de repetir as mesmas coisas. Minhas irmãs também não colaboram, só pensam em si mesmas.
   - Nossa! Sério? O que seu pai tem?
  - Ele está com gordura no sangue, fígado ruim, palpitações e pressão arterial alterada. Tá com uma barriga enorme, tá parecendo mulher grávida de 9 meses. Eu já conversei com ele, expliquei tudo direitinho, falei sobre a alimentação e exercícios físicos. Ele precisa caminhar mais, parar com essa mania de andar de carro para tudo.
  - Sua família tem tendência à obesidade? Você não é gorda.
  - Não tem. É relaxo mesmo. A minha irmã, a Rita, já engordou e emagreceu um montão de vezes. Avisei que tem que tomar cuidado com o efeito sanfona – isso causa prejuízos irrecuperáveis à saúde; ela é outra que não me ouve. Diz sempre para eu me meter com a minha vida. Vou dizer... Larguei mão de ficar me preocupando com os outros. Agora vou viver a minha vida.
   - Você parece chateada com isso.
  - Não é pra menos. Um dia desses coloquei um cartaz sugestivo e muito bem humorado na porta da geladeira. Era com informações básicas de alguns alimentos:
                        Aviso:
 Não desgaste demais os seus neurônios pensando no que comer fora de hora.  
Não culpe a mamãe quando não tiver seu prato preferido no almoço ou jantar.
Que tal usar a tática do “faça você mesmo” e mudar um pouco a sua alimentação?
Tenha paz na mente na hora de fazer a comida. Não faça nada após uma briga ou atrito com alguém. Espere algum tempo até a mente se acalmar.
Lembre-se que o alimento que você ingere se transforma de acordo com o seu temperamento. A sua acidez de pensamentos e emoções influenciam o bom aproveitamento das substâncias que servem para manter a boa saúde. Muita calma nessa hora.
Quando você se atrai por um determinado tipo de alimento existe um grande significado por trás da sua personalidade. Pense antes de comer.
Semelhante atrai semelhante.
Quem gosta de comida gordurosa é pessoa vingativa. Menos gordura, por favor.
Quem gosta muito de mel tem sentimentos nobres e tem o dom da caridade – troque o açúcar pelo mel.
Quem gosta muito de feijão é uma pessoa agressiva – coma o suficiente.
Quem gosta muito de arroz trabalha pela paz – coma o quanto quiser.
Quem gosta de batata em toda refeição é pessoa avoadinha que se perde nas ideias, e vive nas nuvens – mantenha os pés no chão.
Idem para quem gosta muito de chocolate – controle a ansiedade e o humor.
Muito sal e muita pimenta também fazem mal – quem gosta de muita pimenta é “pimentinha” na vida.
Muito doce e chocolate é típico de gente carente – você tem uma vida sem prazeres e precisa de serotonina para não ficar amoadinha num canto?
Família querida, sempre muita atenção aos alimentos e ao preparo.

     - Você fez isso mesmo? Não acredito!
     - Fiz! O cartaz ficou lá por uma semana e foi para o lixo.
     - O seu pai não vai ao médico para ver esses probleminhas?
     - Ele vai, sim. O médico fala umas coisas sérias pra ele e passa receita, mas ele não obedece.
     - Ele tem mãe viva?
     - Tem sim. Tem 2 mães. A natural e outra de criação.
     - Nenhuma conversa com ele?
     - A minha avó que mora perto da gente é a mãe de criação. Ela está muito doente. Ele sempre cuidou muito bem dela, contratou planos médicos e enfermeiro particular para acompanhar. Eu vou até lá de vez em quando conversar com ela, fazer companhia.
     - Ele parece bem preocupado com a família. Legal isso.
     - Ele é.
     - E a mãe da sua mãe?
     - O que tem ela?
     - É viva?
     - É sim. Mora em Piracicaba na casa da minha tia.
     - Certo. E ela é legal?
     - Não! Eu não gosto dela. Ela batia na gente quando éramos crianças.
     - E a mãe do seu pai também batia em vocês?
     - Ela não! Ela é um amor de pessoa.
     - Você se dá bem com suas irmãs?
     - Quanta pergunta hein? Isso parece um interrogatório. Acho melhor me contar alguma coisa de você. Você quer saber muito de mim, mas não revela nada da sua vida.
     - Desculpa. É que a gente precisa conversar qualquer coisa. Ok, falarei de mim: a minha vida é comum. Sigo rotina de trabalho e deveres do lar, nada muito especial. Sou sossegado, não curto a noite e nem saio para baladas. Sou caseiro. Vivo praticamente de casa para o trabalho e vice-versa. Raramente faço algo diferente num fim de semana. Mas agora que conheci você, parece que tudo vai ser mais legal. Uma pergunta, para não fugir do assunto: alguma das irmãs é chocólatra? Estou perguntando por causa do aviso na geladeira. Despertou minha curiosidade a parte do chocolate.
     - Júlia adora chocolate.
     - Ela é a mais nova, né?
     - É. A diferença entre nós é de 10 anos. Eu praticamente a criei enquanto minha mãe trabalhava fora e as outras irmãs não estavam nem aí.
    - Então quer dizer que Júlia não dispensa um chocolate?
    - Bem mais que isso. Ela esconde barras de chocolate nas gavetas. Quando ela estava fazendo academia de ginástica, ia comendo chocolate no percurso de casa até lá. Eu avisei que não podia. Que poderia ter hipoglicemia. Que não se deve comer chocolate antes ou durante atividade física. Ela não me ouvia, só pra variar é comum ninguém me ouvir.
    - E antes de transar pode comer chocolate? – joguei a piada dando risadinhas no final. 
   - Também não pode! – respondeu secamente.
  - Xi... Então fiz sempre tudo errado – tentando a todo custo arrancar um sorriso dela.
  - Júlia é quase uma filha para mim. A gente é muito amiga, muito próxima. Já fizemos várias coisas junto. Eu não me dou muito bem com a Rita. Ela é ambiciosa demais. Acha que o pai é só dela, quer monopolizar. Ela não faz nada na vida que não seja com a ajuda financeira dele; mesmo com um bom emprego e ótimo salário ela vive pendurada nele.
  - Entendo... É bem complicada essa rivalidade de irmãs. Olha só... Estamos quase chegando à divisa com Atibaia. Anotou direitinho o caminho da cidade até a pousada?
  - Está tudo anotado. A dona da pousada me disse que se nos perdêssemos era só ligar que ela daria as coordenadas.
   - Beleza, então. Estamos quase lá, faltam poucos quilômetros. Falando em comida, de repente me deu fome. Tem algum chocolate aí na bolsa?

     Continua na próxima postagem.

4 comentários:

  1. Homem de bom gosto musical o Sr. Marco Antônio! Acho q só perguntando a cd um dos integrantes da Banda ele conseguiria a resposta correta para o significado dos quatro símbolos, não é msm Renato?
    Pelo visto, desde o início do namoro, Cristiana demonstra receio de revelar-se completa/e e evita falar de si e sobre acontecimentos do passado q parecem ter deixado marcas profundas!
    Assim cm acontece c/ os pais, parece q há uma considerável diferença entre os dois, cultural/e falando. Pela conversa na viagem, deduzo q, pelo seu farto conhecimento dos efeitos q a alimentação pode trazer à saúde, Cristina deva ser formada em Nutrição. Já Renato não tem formação, apesar de ser um homem honesto e trabalhador.
    A descrição da sombra das árvores na estrada com o pôr do sol colorindo o céu no horizonte me fez recordar o lindo caminho q leva às praias de Ubatuba, no Litoral Norte de SP!
    E, falando em Nutrição, ri mto c/ o aviso de orientações nutricionais deixado na porta da geladeira! Hilário!!!
    Fiquei fazendo comparações dos meus gostos c/ os significados qto à personalidd conforme as informações da Cristiana! Me diverti e tbém fiquei c/ a pulga atrás da orelha c/ os resultados: Não sou vingativa, ufa!; cm assim não tenho sentimentos nobres e nem o dom da caridd???; não sou nd agressiva, tá?; e nem pacífica!; me recuso a falar mal de quem gosta de chocolate!!!; será q tô precisando repor minha Serotonina?... kkk!
    Este capítulo foi, no mínimo, adorável! Mais uma vez, Parabéns Renato!!!
    BJSS - Edneia

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  2. Patricia Ramos Sodero22 de julho de 2014 21:45

    Boa noite,Sr.Autor.
    Que capítulo deslumbrante!Em meio aos mistérios de uma família aparentemente normal,o jogo de conhecimento e humor que começamos a verificar entre o casal,Renato e Cristiana,após a saída para um fim de semana,é simplesmente mágico.Ambos acabam deixando-se levar por confissões que apresentam ele como uma pessoa de vida simples,caseiro,sossegado,porém,aventureiro.E encantado com quem encontrou.Ela,moça de família de classe média,preocupada e ao mesmo tempo feliz e realizada em encontrar alguém que a fizesse viver intensamente,momentos inesquecíveis.E não é que deu certo essa combinação?Consegui viver cada passagem de seu texto,Renato.Ah!E os recados da geladeira então?Que original!Morri de dar risadas,ao comparar os alimentos que comia ou não,para identificar como sou.Acabei descobrindo que estou com uma carência e tanto....kkkkkk....Não abandono meus chocolates!
    Parabéns por esse capítulo maravilhoso e muito gostoso de se ler!Estou ansiosa pelos próximos...
    Bjsssss

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  3. Viagem... Bom isso, pegar estrada, conhecer lugares novos, ainda mais bem acompanhado.. Percebo q ele está super feliz em te-la juntinho. Apesar de ser arredia nas respostas e ele bem avante com as perguntas, mas nada q possa estragar o planejado entre os dois.. O pouco q falou de si e da família, nada q pareça anormal, a princípio. Família grande q tem vários comportamentos e personalidades diferentes.. Percebi ciúmes por parte dela... Sempre tem a 'filha predileta'... Vamos ver o q acontecerá nos próximos capítulos desse conto.. Andréa Cardoso....

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  4. Oi Re.
    Realmente tem razão quando diz como é difícil manter um diálogo com alguém que não se mostra muito interessado, diria que é no mínimo constrangedor, pois você fica sem saber o que dizer em certas situações... Mas ainda bem que o personagem é insistente e está muito a fim de conhecer Cristiana e aos poucos vai conseguindo arrancar algumas coisas delas.
    E como é gostosoe empolgante esse começo de relacionamento, aonde se descobre as afinidades, os gostos, as diferenças que existem entre os dois, e durante esse tempo você anseia cada vez mais a presença do outro na sua vida, mas fica óbvio nesse texto que ele está muito mais a fim dela do que ela dele, mas está determinado a conquistá-la de vez, será que conseguirá nessa viagem?
    Essa leitura me fez pensar em uma coisa... Que quando queremos realmente algo fazemos acontecer, determinação é o que não falta ao personagem, torcendo muito para que eles tenham um fim de semana maravilhoso.. rs.
    Confirmarei no próximo capitulo...
    Parabéns autor, pelo leve e descontraído texto, uma leitura muito gostosa.
    Bjos Renato.

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