segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Aceitação



     Olá, gente.
     Bom dia, boa tarde, boa noite a todos que sempre dispõe de algum tempinho para dar uma passadinha aqui – vocês nem imaginam o quanto fico orgulhoso disso!
     Então... Hoje vou novamente bater na velha tecla de relacionamentos. Tentarei com isso abrir uma visão mais ampla para fuga do real que existe em cada um de nós – e que muitas vezes não aceitamos e nem compreendemos.
     Vou começar da seguinte observação: às vezes uma pessoa vive se debatendo entre o que considera certo em si e errado no outro. Ponto!
     Essa pessoa se “casa” com a ideia do que deveria viver, e depois, com o tempo, percebe que aquela ideia, com a qual tinha se “casado”, não é de fato a realidade – por que o outro não acompanhou o seu modo muito particular de ver, sentir e viver a vida. Ponto de novo!
     Aí, essa pessoa começa gradativamente a se decepcionar com o seu par – por constatar que a tal criatura não é aquele seu ideal imaginado há tanto tempo e com louvores diferenciados. Agora sim, é o ponto final no que pareceu bom durante algum tempo... É o ponto da virada.
     Well... Quando isso acontece, logo chegam cobranças e chantagens emocionais – diga-se: puramente com a intenção que a pessoa mude rapidamente, ou se transforme da água para o vinho numa coisa que nunca foi e nunca será.
      Diante do fracasso, a ação seguinte é quando começa aparecer um tipo de rejeição - o que faz o outro se sentir muito mal diante da presença de quem o deseja transformar. Cruel isso!!!
      Depois de certo tempo chega aquele trato que mistura raiva, mágoa e decepção; o que, por conseqüência, leva à indiferença.
      Assim surge o momento de parar com tudo um pouquinho e pensar: “Será que de fato estou me unindo à pessoa certa?”.
      Eu considero que - ao chegar nesse ponto de dúvida no convívio - a pessoa realmente não conseguiu se unir ao outro para formar uma energia positiva.
      É bom dizer que união e integração formam uma energia conjunta que leva a uma boa relação. Através disso existe o envolvimento e a oportunidade de conhecer o outro e, ao mesmo tempo, dar a ele a chance de também desenvolver um conhecimento.
      O envolvimento na relação de aceitação das diferenças leva à integração, - sempre por meio de respeito ao modo de ser do outro – e isso parece bem claro até aqui, não é mesmo?
      O ponto chave é saber / perceber logo cedo que o outro não tem que ser o ideal anteriormente imaginado. Mas sim, entender que o certo é sair em busca do que realmente (e de fato) a pessoa é. E por meio dessa busca desenvolver a energia de amor através da aceitação movida pela escolha.
     Portanto, a energia de amor nasce da aceitação que permite estabelecer uma relação que abrange o conhecimento do outro. Bingo!
     Se você “se casou” com um ideal que nunca existirá em alguém, ou se decepcionou com a realidade atual, significa que quem não sabe se relacionar com o que é de fato uma verdade é você. Portanto, a vida nunca irá estabelecer um vínculo direto com aquilo que você imaginou. Ela apenas mostrará a realidade das coisas – é nesse momento que muitos fecham os olhos (por teimosia), ou continuam insistindo na mesma nota desafinada, até que a divina providência decida o que fazer da situação.
    Olhando as coisas assim, eu gostaria que você refletisse um pouco sobre os seus relacionamentos de um modo geral. E a partir dessa percepção chegasse à aceitação e ao perdão (se necessário) - o perdão nada mais é que o ato de aceitar que o outro é diferente de você em pensamentos, ações e demonstração de afeto (lembre-se que muitas vezes nos afastamos de alguém que gostamos, por bobagens, picuinhas ou orgulho; e nos arrependemos depois, mas não voltamos atrás).
     Saiba que em toda relação deve existir uma cumplicidade de aprendizado. Ao conseguir olhar para isso de forma construtiva e, a partir daí, perceber o que pode ser melhorado, é dado um grande passo, se não à felicidade, pelo menos ao entendimento.
    A gente sabe muito bem que, em algum momento de uma relação, a pessoa que foi mais esperta que a outra acabou tirando vantagem. São aquelas que chamamos de “espertalhonas” ou interesseiras - lembro que a pessoa interesseira precisa sempre da pessoa ingênua (boazinha); ou do tipo que ela considera menos favorecida de inteligência, conhecimento, poder e dinheiro – em alguns casos: uma companhia extremamente afetuosa e preocupada com o bem estar emocional de quem ela gosta.
     Em muitos casos, e talvez no seu em especial, entendo que a pessoa “espertalhona” vai deixar de agir assim com você quando a ficha cair, e a sua postura deixar de ser ingênua e omissa frente a ela. Isso é um aprendizado que pode ser dolorido, eu sei, pois, com certeza, ela demorará a aceitar uma situação que não poderá mais obter tantas vantagens como antes - ela olhará a sua postura proativa com um olhar respeitoso como nunca teve antes.
     Existe muita gente folgadona nesse mundão de Deus, não é? - a começar de mãe e pai (que vivem defendendo as bizarrices que seus rebentos aprontam por aí); irmãos / irmãs (brigando por rivalidades tolas); filhos / filhas (folgadões que tratam familiares como empregados); namorados / namoradas (possessivos e ciumentos); maridos e esposas (em conflitos eternos) e até aquela amiga curiosa (que sempre aparece nas piores horas do seu humor, ou no momento que você gostaria de ficar sozinha).
    Talvez seja o conjunto de novas atitudes um dos remédios mais eficazes para melhorar a sua relação com algumas dessas pessoas que fazem parte do seu mundo – e evitar certas situações que causam constrangimento / aborrecimento.
     Não há relação que possa dar certo quando rejeitamos o outro ou quando somos rejeitados. Ou, pior, quando anulamos o que somos para agradar o outro (agindo o tempo todo para ser aceito e assim resolver alguns medos interiores que são muito particulares).
     Bem... Eu acredito que a gente não pode utilizar as pessoas para suprir certas deficiências que carregamos, como por exemplo: vazios existenciais, conflitos familiares (geralmente vindos da infância e adolescência), inseguranças, solidão e tristeza.
     Esse tipo de relação acaba se tornando tipicamente egoísta, e a pessoa que age assim não está, de verdade, preocupada com outro; ela está mais atenta às vantagens (de qualquer grau ou espécie) que pode obter na relação.
   O ego deste tipo de pessoa funciona apenas na forma de favorecer a si mesmo sempre e sempre, e caminha por tirar vantagens em todas as situações possíveis e imagináveis; das quais muitas vezes nem nos damos conta no momento que acontecem.
    Por outro lado, as pessoas que tem presença de espírito, amor, respeito, moral e idoneidade não vão fazer esse tipo de coisa. Pois, não vão querer uma relação com deficiência, mas sim, com muita determinação na excelência.
     Na relação por excelência a pessoa consegue ser ela mesma por inteiro e, ao mesmo tempo, consegue expandir, por meio disso, o seu jeito de lidar bem com o outro.
    Portanto, - não foram pessoas que um dia a desiludiram, traíram ou enganaram – foi tudo um processo individual e exclusivamente seu; prioritariamente derivado das suas atitudes.
     Esse processo caminhou lado a lado com a sua ausência de conhecimento (a sua ignorância em lidar com o amor e entendimento). O que - olhando pelo lado bom das coisas - a levou a viver um tipo de experiência para ver se acordava e aprendia, no mínimo, a lidar melhor com a realidade e com a verdade única que existe dentro de cada um de nós. E que, em dado momento da vida, não aceitamos ou compreendemos no outro – e às vezes nem em nós mesmos.
    Mudando um pouco de assunto, não posso deixar de comentar o quanto é gratificante saber que, direta ou indiretamente, por meio dessas escritas, é possível transformar para melhor as pessoas nessa interação. Inclusive, abrindo novos horizontes a quem leva essas palavras a um tipo de reflexão ou, até, ao desabafo.
     Este é um canal democrático aberto sem qualquer discriminação. Ele foi elaborado com o propósito de transmitir boas mensagens com muito carinho, dando livremente toda a oportunidade de comentários a todo aquele que assim desejar fazê-lo – até mesmo como forma cultural de evolução intelectual e espiritual.
    Vejo que vivemos um momento de caos muito grande ao nosso redor, principalmente com programas de televisão, ou sites na internet, que nada nos acrescentam, ou que nos deixam cada vez mais burros e bitolados - até parece que as pessoas são forçadas a não evoluir para serem dominadas mais facilmente em suas vontades e limitações.
    Está muito difícil encontrarmos ações que nos levam a ser melhores indivíduos, digo, em todos os setores que podemos observar da vida – talvez seja um pouco por isso que luto aqui.
     Tenho observado que determinados seres humanos estão conseguindo destruir muitas coisas belas, não apenas da natureza, mas também do desenvolvimento do intelecto e das relações amorosas com o outro em todos os níveis de relacionamento.
      Eles o fazem usando apenas o toque pesado da ignorância, da intolerância e da discriminação; ou tentam destruir a quem julgam diferentes - as pessoas com o dom de direcionar, falar e expressar a autossuficiência, ou de manter a liberdade através das próprias escolhas.

Mais uma vez fico por aqui.

Agradeço a todos.  

6 comentários:

  1. Patricia Ramos Sodero20 de janeiro de 2014 23:08

    Boa noite, Sr. Autor.Vejo que novamente entrou em um assunto polêmico:relacionamento.É verdade que muitos deles não dão certo,devido a falta de conhecimento mesmo que um não tem sobre o outro.Difícil isso.Quando nos aproximamos de alguém e fazemos planos para acabar em casamento,achamos que já estamos preparados e que já conhecemos o suficiente para que isso ocorra.Mas,não é bem por ai.Na verdade não conhecemos nem nossos familiares,que vivem conosco desde a infância.Nunca sabemos do que o ser humano é capaz.E quando existem erros-seja de qualquer parte que estamos falando-o saber perdoar é um outro lado difícil também.Tem que existir muito exercício e equilíbrio mental para que possamos tomar a atitude correta,pois depois de feito,não há retorno.O arrependimento é um outro sentimento que destrói muitos sonhos,se formos analisar.Aceitar o ser humano como um todo,e doar-se por completo para que isso ocorra,são “trocas”contínuas que devem existir,para que “o outro”também analise você da mesma forma.Infelizmente,como você mesmo diz,Renato,estamos vivendo em um mundo onde não há muito o que fazer em relação a isso.É fato que antigamente,analisávamos melhor todas as atitudes que tomaríamos.Hoje em dia,as pessoas estão muito mais preocupadas com coisas “banais” da vida.E por essa razão,não se tem mais o conceito de respeito e consideração ao próximo.Admiro sempre quando coloca suas palavras em forma de escrita como reflexão,pois mostra sua indignação e a maneira com a qual foi educado.Meu MUITO OBRIGADA mais uma vez,por mais um texto maravilhoso onde podemos pensar a forma de como o mundo era,como as pessoas se tratavam e qual é a verdadeira realidade dos tempos atuais.Bjs e até.....

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  2. É comum idealizarmos nosso parceiro cm se fosse perfeito, deixarmos de lado algumas diferenças aparentemente bobas e investirmos tds as nossas fichas, acreditando q seremos felizes p/ sempre, afinal temos tnts coisas em comum,não é msm?!!!
    A verdade, meu caro Renato, é q a expectativa vem antes de qlqr coisa no relacionamento, até msm antes do amor!... E qdo nos damos conta de q não é nd daquilo q imaginávamos, lá se vão anos de tentativas frustradas!...
    Teimamos em investir em td aquilo q é comum entre o casal (gostos, hábitos, preferências...) e esquecemos das diferenças, q é o q realmente vai decidir entre aceitar ou não aquela pessoa cm ela é! Esquecemos tbém q namoro é td de bom e q depois cd um vai pro seu canto. No dia a dia juntos sob o msm teto é td bem diferente! Td aquela expectativa q colocamos no outro cai por terra e ele nem parece mais a msm pessoa!!!
    O importnt não é contabilizarmos tds as coisas boas e o q há em comum entre um e outro (td isto é sempre aceitável). O q importa msm é perceber no outro td aquilo q incomoda, os defeitos e as imperfeições, e avaliar se somos capazes de suportar e aceitar a pessoa daquele jeito em nome do amor. É claro q as pessoas mudam, melhoram, amadurecem, ..., mas não por causa de outras...
    E existem ainda aquelas pessoas q se aproveitam da boa vontade e do amor de outras p/ levar vantagem, cm tbém existem aquelas q se deixam levar , por interesses distintos, + tbém p/ benefício próprio. É cm se fosse um negócio de interesses, um relacionamento de parasitas, q acaba qdo as necessidades são satisfeitas (nem sempre dos dois lados).
    Acho q está na hr de reavaliarmos a verdadeira essência do relacionamento humano!
    É mto bom p/ nós leitoras termos este espaço onde podemos refletir e expressar nossas opiniões, e até nossas frustrações! Obrigada Renato por esta abertura e pela oportunidade de troca de ideias e experiências q tnt contribuem p/ o nosso crescimento!
    BJSSS - Edneia

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  3. Pois é Renato,a receita da felicidade existe e está ao alcance de qq pessoa. Mas pq será q é tão difícil p/muitos de nós a colocarmos no “forno” e depois de pronta, consumi-la todinha?! Todos sabemos q o segredo de qq relação é o aceitar ao outro c/todas as suas qualidades e defeitos, mas preferimos acreditar q c/o tempo poderemos fazer c/q a pessoa se molde aos nossos critérios de “perfeição” e c/isso nos condenamos ao fracasso total. Deixamos nosso orgulho e egoísmo falarem mais alto, nos colocamos como vítimas de uma situação criada por nós mesmos e acabamos sozinhos e angustiados. Sendo q seria tão mais prazeroso aproveitar uma cumplicidade de aprendizado e junto ao outro aceitar, perdoar e seguir em frente, batalhando juntos pelo sucesso da relação.Realmente esse mundo está repleto de espertalhões, em qq tipo de relacionamento: amoroso, familiar, profissional... mas eu sempre digo, q as pessoas só fazem c/a gente aquilo q a gente permite, e cabe a nós impormos limites, mudarmos de conduta e não termos mais aquele medo terrível da solidão, q é o q eu acredito q muitas vezes fala mais alto e nos faz agir como carneirinhos no meio de lobos. Enfim,acho q estamos em um mundo onde a evolução é muito lenta p/alguns, mas ela virá e todos um dia estaremos no mesmo nível de sabedoria e bondade. E seus textos nos ajudam a refletir sobre muitas coisas e isso é muito bem vindo. Parabéns mais um vez,bju.

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  4. Depende muito do q se deve ACEITAR, desde q não prejudique e manipule o parceiro. Vivemos cada vez mais abstraídos de sentimentos e generosidades, apenas flertes e sexo nada mais... Quando queríamos muito mais q isso, lealdade, companheirismo uma relação q pudesse valer a pena, mesmo com tantos conflitos q surge no namoro e é até normal, mas q fosse sólido. Amores são tão instigantes e anormal ás vezes, q temos como opção de ficar solteiro mesmo. Tendo q fazer renúncias pra sua paz e equilíbrio voltar a estabilidade de antes. De maneira alguma podemos ser fantoches, de seres q não nos respeitam e q nos ignoram, achando q estamos disponíveis a seu bel prazer!

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  5. Eu aceito meus meus problemas. Já de outros mando pro lugar q veio. Sem essa q somos bons suficientes pra entendermos e aceitarmos neuroses de terceiros. A vida não dá pause em nada, temos que seguirmos adiante, e levar o que for positivo e bom, encosto meu Querido Autor tem aos montes. Chegam de mansinho com papinho labioso pra enganar gente inocente e carente de afeto e atenção, coitadas quem caí nessa! Caráter é o mais bonito numa pessoa, o difícil é encontrar. Tamiris.

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  6. As nossas expectativas em relação às pessoas são criadas segundo a qualidade de nossas percepções. As expectativas, nos relacionamentos, representam o que esperamos das pessoas ou aquilo que pensamos que podem nos oferecer. Quando fixadas com suporte em percepções equivocadas deixam de acontecer e como resultado surgem as frustrações.A frustração nascida das expectativas que deixam de ser atendidas redunda em cobranças.
    É comum nesse processo de cobrança, em muitas oportunidades, o outro até ficar surpreso. Mas por que está me cobrando isso? Eu não prometi fazer essas coisas!
    Por outro lado, o cobrador pensa e até expressa a sua decepção: “nunca imaginei que você seria capaz de tanta desconsideração, você mudou muito, não é mais a pessoa que conheci.”.
    Achamos que o outro tem a obrigação de saber o que nós esperamos.O que falta é comunicação,conversa sim!!!! Ouvir melhor a nossa percepção em relação as pessoas.Saber o que o outro pensa e respeitar a sua maneira de pensar e agir frente a vida e aos problemas do cotidiano,precisamos sair do mundo virtual(perfil ideal) e nos tornarmos pessoas reais.Vale a pena investir na afinidade.Querer “consertar” os outros ocasiona desgaste nos relacionamentos, afasta-nos das pessoas, enquanto o “autoconserto” é responsável por insatisfação. O bom relacionamento conosco e com todos de nossa convivência é um processo de construção que se dá pela manifestação de nossas virtudes.
    Abraços.
    Simone

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