segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dear Miss C Part 24



  Caro doutor. Tudo indicava que aquele seria um evento com a marca de um milagre. Afinal de contas, depois de tantas tentativas fracassadas Miss C resolvera atender ao meu chamado. Cá com os meus botões imaginei que - conhecendo um pouco da sua natureza, por meio do convívio que tivemos - as suas reações poderiam ser um tanto quanto arrogantes e intelectuais. Eu pensei que por maiores que fossem meus argumentos, ela tentaria manipular a situação se fazendo de vítima das circunstâncias. Eu já sabia que haveria ali certa tendência em admitir alguns dos seus erros em beneficio próprio, mas nunca chegaria verdadeiramente a admitir que gostasse de controlar as pessoas - ou até mesmo que agisse de forma mais rude com opiniões contrárias. Ela jamais admitiria que o outro também pudesse ter liberdade de escolha diferente do seu pensamento tacanho. Sabe doutor? Naquele tempo eu estava vivendo com a sensibilidade à flor da pele. Um tipo de sensibilidade que nunca tinha acontecido comigo. A minha personalidade começava a se expandir de uma forma rápida, intrigante e muito determinada. Isso me fez perceber que anteriormente essa personalidade era insipiente e frágil. Mas aí tudo se tornou o oposto do que jamais imaginei. 
  Quando naquela semana eu contatei Miss C, foi pela necessidade de contar a ela os meus problemas. Os problemas graves e sem solução que assolaram a minha vida depois dos quatro meses sem qualquer contato – época que fiquei só, dando um tempo de relacionamento, já que tinha sofrido bastante com suas idas e vindas. Imaginei que ela os ouviria com atenção e compaixão; e por que não dizer: com o prazer do nosso reencontro pela via virtual. Eu ainda era um otimista e pensava que ela ficaria muitos minutos ou até horas recebendo todas as informações da desgraça que estava a ponto de acontecer. E com o seu próprio jeito buscaria uma solução para acalentar um pouquinho o meu coração apertado pela dor do sofrimento maior. Aquele era o momento que eu precisava mais do que nunca de uma palavra amiga. Eu me sentia por demais empobrecido, descrente em Deus, nos homens ou em qualquer força maior que vai além do nosso entendimento. Olhava continuamente para cima, para baixo e para os lados e continuava inerte; incrédulo nos motivos que nos faz viver ou morrer. A única fé que eu ainda tinha era a fé na esperança. Eu não conseguia aquietar o meu pensamento. A exceção era lembrar que pela primeira vez havia dado apoio a uma pessoa pela perda de um ente querido. Foi com Miss C que isso aconteceu, cerca de 1 ano antes do nosso rompimento. Eu a apoiei enquanto ela se lamentava sem parar, e em seguida, contendo-se um pouco, contava o sofrimento de todos os seus familiares com a situação. Sabe doutor? Eu penso que milhões de pessoas já passaram por isso. Digo: dar ou receber apoio num momento desses. Até os inimigos agiriam com certa generosidade com o passamento de alguém. Porém, nem tudo acontece como a gente pensa, não é mesmo?
- Como foi o último diálogo que tiveram pela internet? 
- Foi complicado doutor. Algo que nunca imaginaria que pudesse acontecer diante de uma situação daquela. Foi mais ou menos assim:
- Oi
- Oi
- Tudo bem? Faz bastante tempo que você sumiu. Por que nunca respondeu as minhas mensagens no e-mail e todas do MSN off?
- Por que não.
- Como assim?

- Por que eu não vi.
- Não viu ou não quis responder?
- Eu não quis responder.
- Tá certo. Queria dizer que estou muito triste. Muitas coisas aconteceram nesses meses. Gostaria que você respeitasse esse sentimento que carrego. É um sentimento de dor e perda...
- Por que você não para de me perseguir?
- Mas eu não estou perseguindo você. Estou tentando lhe dizer que vivo um momento muito difícil agora.
- Eu não quero saber.
- Não quer saber?
- Não!
- Ok. O que fez nesses meses?
- Cuidei da divulgação dos biscoitos da sorte juntamente com a minha irmã.
- Está indo bem nos negócios?
- Sim.
- A sua família está bem? A sua mãe continua alegre? Eu gosto muito dela. Uma pessoa que sempre me tratou com respeito.
- Todos estão bem. A gente sabe que você gosta dela. O que mais você deseja, já que me chamou tantas vezes?
- Bem... Voltando ao assunto anterior... Está sendo muito difícil o momento que estou passando. Não sei o que fazer.
- Olha Re, presta atenção. Não espere que eu tenha alguma consideração por você nesse momento. Peço que pare de me perseguir ou ficar me chamando na internet
- Mas você nem sabe do que se trata...
- Não quero saber! Preciso sair agora.
- A gente pode conversar depois? Amanhã, talvez?
- Olha Re... Por favor... Estou saindo, tá. Tchau.
- Tchau.

Foi assim doutor. Percebi que ao sair ela novamente me excluiu do MSN. Tudo aconteceu desse jeitinho. Ao reler cada palavra, eu via o tamanho do erro que cometera. Eu admirava tanto as suas habilidades culinárias e manuais, o senso de praticidade com as coisas e o seu charme intelectual. Mas aquilo foi demais. Além de me sentir rejeitado como homem ainda fui desvalorizado no momento da dor mais profunda. Ela não se interessou em me perguntar sobre os meus temores, as minhas lágrimas ou os meus problemas. Nada sobre nada. Apenas egoísmo e culto à personalidade. O pensamento imediato que me veio à mente naquele momento foi: Um determinado tipo de ser humano morre quando dentro dele não existe amor e compaixão. Torna-se como um “morto” vivo que encontramos pelo caminho, gente que não presta para mais nada além de nos atormentar enquanto ainda temos alguma fé que as coisas mudem. Mas não adianta insistir: zumbis nunca mudam”.    
    Agora a parte mais triste de todas, caro doutor: logo veio o pior. De repente fui pego meio de surpresa com a notícia logo de manhãzinha, era dia 23 de julho, um sábado. Naquele dia ninguém mais sorriria. Ninguém mais cantarolaria músicas e nem dançaria. Ninguém mais sonharia e nem se lembraria de qualquer momento festivo do passado. Era apenas o instante presente que importava. O momento fatal, final... O encerramento de um ciclo. 
   A notícia fria chegou sendo dada por telefone. “- Dirija-se com urgência ao hospital que precisamos do senhor aqui”! 
   Imediatamente me conscientizei do se tratava aquele chamado lacônico.

  Aquela manhã era a pior que já havia tido em toda a minha vida. A manhã em que todos os parentes e amigos vieram ao meu encontro e me abraçaram como se estivessem me protegendo. Era como se fosse eu quem estivesse partindo.
   Em poucos minutos Uma senhora me entregou uma papelada e pediu que eu lesse com calma – se é que se pode ter calma numa hora dessas. Em seguida orientou que fossem preenchidos os espaços em branco e assinadas todas as vias. Estava tudo feito. Aquela era a minha realidade naquele momento. Uma realidade modificada daquele micro segundo em diante.

    Cada detalhe ficou fixado, gravado para sempre na memória. Cada rosto e os gestos inconformados. O ambiente de tristeza se prolongou dali para o velório e sepultamento. A cena dos amigos - e outras pessoas que assistiam tudo - demonstrando-se pasmos e engolindo a emoção como se estivem envergonhados por verem um homem adulto chorando como um bebê – uma cena que nunca mais será esquecida.
   O que aconteceu nos dias seguintes?
 Eis a questão... No dia seguinte eu escrevi as primeiras cartas para a família dela relatando o ocorrido. Acrescentei em cada uma delas a minha opinião sobre a atitude de Miss C em relação à vida e em relação à morte. Contei suas incongruências, maledicências e indiferença. Eu estava com muita raiva do que ela havia feito. Eu pensava inconformado: “Depois de tudo que passamos juntos ela ainda teve que fazer isso como GRAND FINALE?” Foi uma forma triste de vingança da parte dela - uma coisa amarga e dolorosa. Mas a minha vingança veio em seguida, e eu garanto, precisava mesmo ter feito aquilo. Todas as palavras que pareciam mísseis acertando o alvo me trouxeram alivio imediato. Acontece que a necessidade de escrever foi se multiplicando. Quanto mais eu contava mais eu queria contar. Fui enviando cartas a cada um da família achando que o assunto se esgotaria logo. Mas a cada dia que nascia eu tinha algo novo para contar. Então, foi quando logo em seguida o meu filho descobriu que eu enviara as cartas e achou que era tudo fruto da minha imaginação. Que Miss C era uma personagem; uma amiga imaginária. E por esse motivo eu deveria passar urgentemente numa consulta com um psiquiatra. Da consulta veio uma severa recomendação de repouso numa casa com profissionais especializados em depressão pós-traumática. Assim fiquei por meses longe do meu lar. Mas o hábito de escrever persistiu. O meu filho foi esperto e guardou cópia de todos escritos que fiz na casa de repouso. Foi montando um quebra-cabeça até conseguir reduzir no formato de livro. Os meses que seguiram foram de muita angústia. Eu não parava mais de escrever cartas que não eram endereçadas para ninguém, tinham apenas o título de Dear Miss C. Relatava ali os meus sonhos, medos e opiniões a respeito da vida e do acontecido. Escrevia, lia e fazia de conta que enviava para Miss C. Ela obviamente não respondia, mas eu esperava uma resposta. Recebi alta e retornei parcialmente recuperado de todos os traumas. Reli as cartas que nunca enviei e tive uma nova ideia: resolvi escrever uma carta de esclarecimento para Célia. Eu dizia que Miss C só podia ter algum tipo de abalo psicológico, já que suas atitudes nunca foram normais. E o que ela fez comigo no final foi o pior de tudo. Para minha surpresa, doutor, ela me enviou uma resposta em tom ameaçador: Eu achei que ignorando as suas cartas você entenderia, mas aparentemente não. Se Miss C tem uma problema ou não é somente ela e a família que deverão resolver. Você não tem direito a entrar no assunto. Estou respondendo, pois chegou ao meu limite. Nós fizemos um boletim de ocorrência contra você por perturbação da paz. Não demos continuidade no processo, pois achamos que você iria desistir uma hora ou outra, que não foi o ocorrido. Dessa forma não tenho outra alternativa do que seguir adiante com o processo, caso receba mais algum email, carta ou que você entre em contato com alguém da minha família de qualquer forma (msn, facebook, orkut, e-mail, etc...) Temos todos os e-mails como prova das suas atitudes. Também já informamos a todos os amigos e familiares sobre sua perseguição. Nosso boletim de ocorrência foi feito na delegacia da mulher, mas estamos prontos para entrar também com um processo na secretaria de crimes da internet. Seguindo instruções da policia, deixamos você enviar tudo o que queria para guardarmos como prova. Em relação a minha família, todas as pessoas receberam seus e-mails, cartas e recados, mas foram instruídas a não responder para acumular o maior número de provas possíveis. Temos tudo guardado. Temos conosco a sua ficha completa: nome, telefone, endereço, CPF, data de nascimento, placa do carro, etc... O que vai nos ajudar em todas as etapas daqui por diante. Falar que Miss C é doente e expor a vida intima de vocês é uma forma de difamação. Nossos advogados estão com todas as ferramentas necessárias para dar continuidade no processo. “ 
Caro doutor, o negócio fedeu... Na resposta deu a entender que eles sabiam muito bem o tipo de pessoa que era Miss C. Acontece que aquelas palavras colocaram mais combustível na minha ansiedade. Senti que as coisas poderiam ficar piores e descambassem para um desfecho que seria ruim para todos. Diante de ameaças tão explicitas resolvi parar de vez com o envio de alguma outra carta. Fiquei alarmado com a facilidade que a irmã, igualmente a Miss C, saía do estado de tranqüilidade e indiferença aparente para a brutalidade e coação. Ah, doutor, se alguém daquela casa tivesse conversado comigo nada disso teria acontecido. Qualquer pessoa... Mas como o senhor mesmo pode perceber eles preferiram dizer que eu merecia ser ignorado. Nunca pensei que o amor e ódio pudessem alimentar o mesmo ser humano. Que a generosidade e a agressividade pudessem ocupar o mesmo espaço. Eu havia sido contaminado pelo vírus da violência latente. Eu era o homem apaixonado que virou uma fera ferida. Hoje eu sei que os conflitos que tivemos, antes e depois, tomaram uma dimensão que não se podia conter com ameaças. Foram situações extremamente complexas que mereciam muita habilidade para se lidar. Por isso fico sempre pensando: “Será que alguém teria coragem de fazer o que fiz? Uma pessoa tão simples como eu tentando abrir a mente de outras pessoas que se sentem tão soberbas e seguras de si?”
Percebo que o tempo voou, mas demorou a passar o momento que fiquei atolado até o pescoço com excessos de prosas e pessimismos. Eu me sentia como se a minha psique houvesse sido infectada pelo carma da vingança. E quando isso acontecia, a vida passava tão lentamente como se desafiasse os meus sentidos, a retidão de pensamento e a sanidade. Eu tardiamente descobri que Miss C não era apenas a personagem constantemente presente em meus sonhos, mas acima de tudo mais um motivo para a insônia que me levou ao tratamento do meu comportamento. O que teve um lado bom, já que ajudou no melhor entendimento do meu “Eu” interior.

6 comentários:

  1. Um texto comovente e foi primordial pro Re acordar pra realidade, mesmo Miss C foi tão fria e transparecendo não querendo saber do sofrimento dele. Se misturou tudo aí, raiva, mágoa, dor, humilhação e partiu pra sua vingança escrevendo cartas pra família dela, mas o que foi surpresa virou contra ele próprio! Eles se sentiram ameaçados, pela perseguição dele, virou o jogo radicalmente temendo que poderia ser "ele" o vilão da história!
    Será que depois disso Re se conformou o distanciamento de sua musa, seu autor?
    Parabéns aqui, está demais esse conto a cada episódio, fico na expectativa de saber mais e mais!!! Adriana.

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  2. Patricia Ramos Sodero14 de agosto de 2013 21:32

    Um texto onde mostra realmente a definição de como é o caráter de Miss C, Sr.Autor.Na ânsia em que se encontrava nosso personagem,Re,pelo simples fato dela ter respondido ao seu chamado,e a tamanha decepção obtida após querer compartilhar seus momentos difíceis,tão presentes em sua vida,ultimamente,foram muito bem mostrados.Seu interesse por Re,era apenas em conseguir sucesso nos negócios dos "Biscoitos da Sorte".Aproveitava de sua boa vontade,e dos seus trabalhos que dependiam de eventos,por onde "pegava"estradas,para divulgar os seus também.Só isso.Quando conseguiu,para que lembrar de quem mais a ajudou?Mesmo que fosse só por amizade?Pois é...São nesses momentos que vemos quem são nossos verdadeiros companheiros,amigos,parceiros.Um texto realmente comovente,principalmente na parte do falecimento da mãe de nosso protagonista,pois,mesmo que saibamos a gravidade do problema de saúde de uma pessoa,ainda mais,mãe,não queremos aceitar a perda.O que realmente Re queria,era um ombro para um consolo.Uma palavra.E teve surpresas na família de Miss C também,para sua decepção.Mesmo contando exatamente o que ela fez e como ela era.Fora ameaçado.Enfim,Sr. Autor,as coisas em nossas vidas,acontecem assim...quanto menos vc espera...aparecem!Um grande beijo e meus parabéns pelo texto.

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  3. Neste capítulo, é notória a confusão q chegou a mente do nosso amigo Rê! De um lado, seus sentimentos proporcionam uma falsa ilusão de q sua Musa ainda pode demonstrar emoções ocultas, q ele não conhece, daquelas q vem à tona p/ aliviar um coração aflito em momentos difíceis cm o q ele se encontra (e já q Ela tbém passou por isso, quem sabe!?...). De outro, a dor da experiência vivida c/ ela, mostra a realidade de uma reação totalmente fria à sua dor, ou msm indiferente à td aquilo q não lhe traga algum benefício próprio.
    E, mais uma vez, a realidade q ele sempre fugia e se negava a admitir, se confirmou. E da pior maneira, no momento mais difícil de sua vida!!!
    Não há quem resista inteiro em uma situação desta!
    Pelo menos nosso protagonista "caiu na real" a tempo de encontrar ajuda, se recuperar e se entender interiormente! Antes tarde do q nunca, né?!
    E Miss C, qual deve ser o destino de uma pessoa tão insensível, Sr. Autor?
    Fica a pergunta e a torcida!...
    BJSSS - Edneia

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  4. Bem traumático pro Re, meu querido autor! Mais uma vez Miss C se mostrou totalmente fria a dor que ele estava passando, angustiante perceber quem amamos de verdade, pouco se importar conosco. Chega a ser alarmante tal comportamento. Mas, mesmo assim, foi um empurrão pro Re sair da loucura de alimentar mais esse sentimento!

    Beijo!

    Lúcia Bilbau

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  5. Bom dia Renato! Discordando totalmente da atitude do admirador ter feito isso, colocando nas redes sociais intimidades e comportamento de Miss C, pra todos lerem só poderia ter um resultado infeliz. Quem gostaria desse tipo coisa?? Foi pior pelo jeito, e dei razão a irmã dela, ter feito ameaças só assim o Re caiu em si, que passou dos limites, ele persistiu muito achando que sua musa tinha por obrigação dar atenção!! Ora, veja e concorde comigo, sentimento tem ser livre e recíproco, ele amou e ela não!
    Veja antes, que Miss C amou seu ex e nem por isso ficou na neura, ficaram amigos, respeitando a sua privacidade e liberdade! Ele foi abominável e leviando ao declarar guerra a Miss C, chocante e perverso! Até que ponto chega o ser humano, quando se sente rejeitado e ofendido, Re um homem maduro ter uma atitude de crápula, era de se esperar que ela jamais quisesse contato mesmo!

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  6. A q ponto pode chegar um ser humano,q apaixonado cegamente,ao se deparar c/a realidade do descaso e do desamor do outro, se transforma, c/o desejo da vingança, da retaliação, por conta de todo o sofrimento vivido. Qq coisa q Re procurasse fazer p/minimizar suas dores, não surtiriam efeito algum, pois p/ele o único antídoto p/isso, era a preocupação, o carinho e o apoio de sua Miss C, na hora em q ele mais precisava dela. O q c/certeza não aconteceria e ele mesmo sabia disso, por conheça-la tão bem, tb sabia q a família dela não lhe daria ouvidos, mas ele não estava em condições de fazer uso de sua sanidade, então procurou chamar a atenção de todos, esperando q isso abrisse o coração dela e a fizesse ter o mínimo de compaixão, tendo em vista td o q viveram juntos. Mas é chegada a hora de voltar a realidade, de encarar td e todos de frente e se reerguer, acho q esse momento finalmente chegou p/Re. Vamos ver se nos próximos capítulos ele consegue dar a volta por cima e voltar a ter a paz q esse relacionamento lhe tirou. Parabéns Renato, mais um ótimo capítulo. Bjus.

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