segunda-feira, 15 de julho de 2013

Dear Miss C Part 21


Alguns meses depois...

   E ela respondeu: “Nós respeitamos a liberdade e a individualidade das pessoas...”
    Caro doutor. Depois de andar pelo mundo tenho muitas novidades para contar. Essa frase que citei é um trecho de uma pequena conversa com a irmã de Miss C - parece que ela gosta de provocação. 
     Creio que retrucar com sarcasmo àquele que se sentiu em situação contrária a tudo isso, não é a melhor estratégia para o momento. Lamento que seus pensamentos - assim como de outros que a acompanham - formem uma coisa nojenta e desprezível!
    Bem... É melhor deixar para mais tarde o motivo dessa conversa ou das mensagens em código que tem me dirigido. O interessante agora é que enxergo tudo com mais nitidez, e o retorno ao convívio social me ajudou bastante na recuperação do equilíbrio perdido. Voltei ao mesmo trabalho de antes e vou levando a vida do jeito que posso. Nem sei onde arrumo tempo para me dedicar à obra social duas vezes por semana, mesmo assim vou em frente.  Continuo escrevendo contos e crônicas no retorno do trabalho, porém, até hoje, não entreguei o final de Dear Miss C - algo que o meu filho tanto necessitava por pressão da editora. 
    São tantos detalhes para contar que nem sei por onde começar, porém, tentarei ser mais objetivo - espero que entenda a minha ansiedade. Se eu começar atropelar o raciocínio pode me cortar. Então, vamos lá...
  Nessa nova fase da terapia, prefiro começar contando o tempo das viagens com comércio itinerante pelo interior do estado de São Paulo. Foi justamente nessa época que comecei namorar miss C - pessoa que eu conhecera num site de relacionamento da internet. Conforme o tempo foi passando, e já estávamos firmes como namorados no mundo real, ela me falou que tinha um novo projeto de trabalho em vista. Era um projeto em conjunto com sua irmã num empreendimento artístico e culinário. Elas iriam produzir biscoitos artesanais para vender na internet e, também, ocasionalmente, durante eventos culturais na capital ou em cidades próximas. No primeiro momento não consegui entender muito bem do que se tratava. Com maiores explicações compreendi tratar-se de biscoitos da sorte embalados em tecido fino para exposição em diferentes pontos de venda. Esses produtos serviriam para festa de casamento, reunião de amigas e qualquer outro tipo de comemoração; um atrativo para eventos com aglomeração de pessoas. Muito bem! Usando de criatividade, elas colocariam no mercado um produto com alguma diferença dos já existentes. Segundo a propaganda elaborada e pouco criativa: “Fabricados com muito amor e carinho”. 

    Bem... Foi nessa faixa de tempo que tudo começou acontecer estranhamente entre nós. E o que tenho para contar nesta consulta inicial começa com o detalhamento ressentido daquele momento. Um retrato de como eram os seus modos, interesses e sexualidade; numa visão geral, os atos praticados comigo antes e depois dessa empreitada. E claro, não vou deixar de contar por onde andam os meus amigos mais queridos: Nanda, Tom, Nina, Zé Louco e o meu filho que me apoiou todo o tempo – só assim, e graças a ele, pude retornar à vida. Aliás, esse meu filho insiste em dizer que Miss C nunca existiu e que ela nada mais era que uma fantasia da minha cabeça. Mas, para provar o contrário cheguei a mostrar-lhe a imagem dela na internet beijando o cachorro. Mesmo assim ele insistia que era apenas uma criação da minha mente perturbada; que tudo foi gerado por um choque emocional ocasionado pelo falecimento da minha mãe. Eu até entendo essa convicção dele, acontece que ninguém da minha família chegou a conhecer Miss C e nem sequer ouviram falar qualquer coisa dela. O motivo dessa escolha será revelado nessa ou em outra consulta, assim o doutor poderá entender melhor as minhas razões. E no final de tudo, saberá o que causou a nossa separação definitiva e nos fez sumir para sempre das vistas um do outro.
   Na verdade, depois de tantos meses, o que me faz voltar a vê-lo, - apesar de toda boa vontade dos meus esforços – é que ainda fico irritado ao me lembrar dela. E sabe de mais uma coisa? Depois de tantas idas e vindas, percebi que essas lembranças não têm mais a mesma força de antes no meu comportamento. 

   No começo de tudo ela parecia uma boa moça, por isso resolvi levá-la comigo nas viagens a trabalho. Era um tempo em que eu chegava até as cidades onde ia vender os meus produtos e depois, no fim da tarde, ia para o camping encontrar os amigos - eu preferia ficar no camping, com aquela turma de “malucos” que conheci nessas andanças, do que ficar isolado num hotel. 
    Nós acabamos fazendo uma coletividade muito interessante, mantínhamos contato no msn para marcar o local onde o grupo se reuniria na próxima semana ou, até, combinávamos um encontro num posto de gasolina na beira da estrada - de onde sairíamos em comboio para o destino acertado. Esse era o meu mundo: de dia vendia produtos e a noite participava da reunião com a turma de amigos - sempre com um bom churrasco na grelha e a trilha sonora de Blues ou Rock and Roll. Depois de várias horas papeando noite adentro, era obrigatório o descanso na barraca para começar tudo outra vez no dia seguinte. Miss C passou a viajar comigo por que confiei na minha intuição, achei que ela realmente era uma boa pessoa. Mas me enganei, e certamente – descobriria tempos depois - ela não era o que eu pensava. 
   Depois de tudo o que aconteceu conosco, eu imagino que se algum dia ela teve alguma moral ou senso de ética, tudo se perdeu num passado bem distante. Ela era como uma dessas garotas que nasceram para transar loucamente e ao mesmo tempo mentir e enganar quem se envolvia com ela – cá entre nós, doutor, comportamento típico do sexo masculino. Para ela nada mais importava no mundo que não fosse essa atuação. As suas ambições talvez fossem simples, não demonstrava grandes desejos, não tinha ciúmes aparente, mas tinha oscilações de humor insuportáveis. O lado bom é que nunca deixava de ser curiosa e inteligente. 
     No começo ela se mostrava solicita e interessada - chegou a ir ao meu encontro debaixo de chuva numa estação do metrô. Quando cheguei de carro para apanhá-la, o seu guarda-chuva estava praticamente escapando das mãos com o vento forte – o propósito deste encontro era o mesmo de sempre: uma noite de sexo ao som da rádio Kiss FM, não importava o lugar, - o que valia era a sua entrega e satisfação sexual. Os nossos encontros eram marcados em lugares públicos; metrô, shopping Center ou até numa rua qualquer da zona norte ou sul. Um belo dia ela me esperou numa rua próxima da saída do metrô praça da árvore, onde existia antigamente um bingo e hoje é um velho prédio abandonado - nessa ocasião íamos para o litoral a trabalho. 
     O caso, doutor, é que viajávamos juntos, eu com os meus produtos e ela com os dela, e parecia que em seu pensamento o principal objetivo era a divulgação do seu material. O meu conhecimento de tantas cidades por onde já havia passado, e os lugares de eventos que eu conhecia, facilitavam muito o seu intento. Era como se eu fosse apenas mais uma ferramenta do seu trabalho. Ela talvez pensasse que “amor” e entrega sexual compensariam o meu esforço, mas, a fase de romance e comércio com interesses distintos não poderia funcionar bem por muito tempo. Quando essas duas coisas se misturam, eu acho, os compromissos relacionados com a atividade e despesas de cada um devem ser separados. Porém, com muito esforço e paciência da minha parte, continuamos assim por um bom tempo. 
    Ela passou a dizer que gostava de mim e mais ainda de viajar comigo, os biscoitos da sorte eram a justificativa certa que ela podia dar ao pai. Afinal de contas, depois de alguns meses de namoro, ela finalmente estava saindo com o namorado para trabalhar e divulgar o novo empreendimento da família - é importante ressaltar que passei muito tempo sem conhecer algum integrante daquela família. Ela dizia que não era o momento para que eu fosse apresentado ou que nunca tinha levado ninguém em sua casa após o rompimento com o ex-namorado (o que era mentira) e blá blá blá. 
     Então, um belo dia em nossas conversas pela internet, - para a marcação de um novo encontro para viajar - ela me enviou uma foto do seu pai. Nessa foto o homem aparecia de braços cruzados sobre o peito estufado, com um olhar altivo que beirava a arrogância e narcisismo. Percebi logo de cara que não se tratava de uma pessoa de fácil trato. Lembrei-me imediatamente de uma foto de Benito Mussolini com a mesma pose. As minhas suspeitas se concretizariam meses depois quando finalmente fui apresentado a esse pai. Nesse dia percebi que talvez a diferença entre ele e Benito fosse apenas o idioma falado. Aquele homem de olhar altivo que eu vira na foto estava diante de mim ao vivo e a cores, e me inquirindo como se eu fosse um criminoso. Até que, por fim, numa atitude mal educada e desrespeitosa, levantou-se da mesa e me deixou conversando com as paredes. No dicionário daquela casa a palavra hostilidade vinha antes de hospitalidade, que talvez nem existisse no índice. Eu me senti tratado com tanta insignificância que demorei meses para aparecer lá de novo. Depois - bastante tempo depois - fiquei sabendo, através de Miss C, que as atitudes do pai eram mesmo comparáveis as de Benito. Pois, alguns anos antes, ele colocara porta afora o ex-namorado que a moça tanto gostava. Esse ato seria imitado por ela mais tarde, e nesse caso, eu seria o sujeito a ser chutado ao meio fio. O que me deixou mais indignado na atitude desse senhor comigo, é que eu carregava ao meu lado um dos bens mais preciosos daquele homem. Os filhos são os bens mais preciosos dos pais, mesmo depois de adultos. Eu me tornei o responsável por ela em dias, noites e meses seguidos; eu zelava por esse bem como se fosse eu o pai, a mãe ou um parente próximo; eu era o homem dela e guardião do tesouro dele. E pelo que eu fiquei sabendo, ela dizia ao pai que sempre fora muito bem tratada por mim. Então, foi muita petulância deste senhor, tratar com desprezo e pouco caso, quem cuidava tão bem do seu fruto precioso, e o pior, há centenas de quilômetros longe de casa. Foi depois disso que percebi que ela tinha fortes características da personalidade rude do pai. No conceito dela, ele era bem mais que o famoso pai-herói das histórias que a gente ouve por aí. Ele era o seu espelho.
   A parte boa e que me iludiu, foi que, no comecinho de tudo, quando estávamos sentados bem próximos um do outro conversando sobre a vida, ela vinha sentar-se no meu colo para uma foto de rostinhos colados. Ela fazia isso com tanta naturalidade, como nos momentos em que sentia fogo no rabo e íamos direto transar por horas a fio em nosso esconderijo, praticamente embaixo do nariz de todos. Uma vez numa viagem por uma estrada movimentada, ela pegou a minha mão e colocou no vão das suas coxas, bem em cima da cona em chamas protegida por um tecido justo. E mais a frente, quando o movimento de veículos diminuiu, ela enfiou a mão por dentro da minha braguilha para massagear o pau meio mole e meio duro. Quando paramos num motel para uma transa noturna antes do destino final, - que era o camping - ela me falou dos seus casos, rindo e reclamando com certa frustração. Contava-me como eles faziam; se eles tinham o pau grande e desengonçado ou pequeno e ágil, o que eles diziam quando estavam a ponto de acabar e assim por diante. Dava-me todos os detalhes possíveis, como se um dia eu fosse escrever suas memórias de encontros sexuais. Nessas aventuras parecia não ter a menor noção do perigo que corria o seu próprio corpo, os seus sentimentos, ou qualquer outra coisa relacionada aos seus atos inconseqüentes. Ela tinha a mesma moral de um molusco e a ética de um escorpião, vejo isso agora, e
ainda com mais força, depois do recadinho que a irmã enviou. 
Certa vez ela me disse assim: “As mulheres gostam de transar tanto quanto os homens, que mal há nisso? Não precisamos amar toda pessoa com quem se transa, não é? Isso não faz mal para ninguém. Eu gostaria de amar você, mas considero horrível transar com o mesmo homem meses ou anos seguidos. Olha, se você não transasse com mais ninguém além de mim não ficaria enjoado depressa? Às vezes é aconselhável transar com alguém que a gente não tem ligação nenhuma, por exemplo, numa saidinha de fim de semana apenas por diversão”, ela ainda acrescentou: “ninguém tem a obrigação de ligar depois, não tem complicações com explicações a respeito da vida, nem e-mails com sonetos de amor, nada de bobagens; apenas aquela boa e velha transa do jeito que os homens sempre usaram e abusaram com as mulheres!” - Parou de repente e começou a contar uma história esquisita acontecida com um primo na adolescência – o que me pareceu uma grande invencionice, talvez uma fantasia - “Uma vez tentei fazer o meu primo transar comigo, ele era meio maricas e todo mundo tinha pena dele. Não me lembro agora como foi exatamente a cena, mas sei que estávamos em casa sozinhos – a casa onde a minha avó morava – e eu cheia de vontade para ser comida naquele dia, joguei a isca aos poucos. Ele entrou no meu quarto perguntando qualquer bobagem. Eu estava deitada com a saia meio levantada, pensando naquilo e com uma vontade incrível de fazer. Quando ele entrou não dei a menor importância por ser meu primo, pensei nele apenas como sendo o dono de um pau grande e grosso que eu queria muito. Fingi que não me sentia bem e continuei deitada com a saia do mesmo jeito, disse a ele que estava com dores no abdômen. Ele quis sair correndo para buscar algum remédio, alertei que não era preciso, que bastaria esfregar um pouco no local da dor, que isso sim me faria bem. Abri a cintura da saia e fiz que esfregasse a pele branca. Olha... Esse meu primo era um grande babaca, esforçava-se para ficar com os olhos para longe, esfregava a minha pele como se eu fosse um pedaço de madeira. “Não é aí, seu tonto”, dizia eu, “é mais embaixo... Você está com medo de que?”  Eu fingia morrer de dor. Por fim, ele me tocou acidentalmente no local que eu queria. “Assim! Isso!”, eu sussurrei. “Esfregue mais aí que é bom!” “Você não vai acreditar... O imbecil realmente fez massagem durante mais de 10 minutos sem perceber que era tudo um jogo de sedução. Fiquei tão puta que o mandei para o inferno. Gritei que saísse do meu quarto imediatamente que eu queria dormir. Ele era tão babaca, que nem sabia o significado da palavra babaca”.
      Sabe doutor? Ela riu quando terminou de contar a história e ainda comentou o quanto aquele primo era bobão, que talvez ele fosse virgem – não sei por que, mas aquilo não me convenceu. Então, na seqüência, eu aproveitei e emendei jogando um verde:
“Escuta, você algum dia contou essa história para aquele namorado que namorou você muitos anos?” ela respondeu: “Acho que não, por quê?” “Porque eu também acho que não contou”, disse eu. “Ele com toda certeza lhe bateria na cara se contasse”. Silêncio... “Ele chegou a me bater algumas vezes” respondeu ela timidamente. “O que?” exclamei inconformado. “Você deixou que ele lhe batesse sem motivo?” “Nããããooo! Quando ele não me batia eu pedia, era mais na hora de fazer amor, entende? Olha Re, eu confesso que nunca deixei ninguém me bater, exceto ele ou o meu pai quando eu era criança, não sei por que, mas eu até gostava quando o meu ex me batia. Aquilo me fazia sentir bem por dentro... Não entendo ao certo, mas acredito que talvez uma mulher precise apanhar de tempos em tempos do homem que ama. Não dói nada, se a gente realmente gosta do cara... No meu caso ele era tão delicado e preocupado comigo, e eu tão estúpida, que praticamente me sentia envergonhada de mim mesma... Acho que depois dele me tornei menos feminina”, em seguida perguntei: “O seu pai ainda bate em você?” ela respondeu torcendo os lábios
e com meio-sorriso no rosto: “Aí também não! Isso já seria demais na minha idade”.
    Doutor? Não é sempre que se encontra uma mulher que consiga admitir essas coisas – quero dizer, uma mulher que não seja mais uma maluca de plantão esperando um tonto cair em sua isca. Mas ela era maluca e, até então, eu não sabia e acabei caindo como um patinho.
   O tempo foi passando e a cada novo dia ela colocava mais daqueles biscoitos da sorte no meu ponto de venda. Contou-me uma história comovente, que aquele seria o pontapé inicial de um grande sucesso comercial. E assim, finalmente, poderia provar ao pai que, ela e a irmã, tinham criado algo com um bom futuro pela frente -  já que estavam totalmente frustradas com o mercado de trabalho na área de cada uma. Que eu ficasse tranqüilo, pois finalmente poderíamos ficar mais tempo juntos, e agora sim ela encontrara uma justificativa incontestável para dar ao pai e viajar comigo. Por incrível que pareça eu estava amando o seu esforço. Pensava que ela fazia aquilo para ficarmos juntos o maior tempo possível, e elaborarmos planos futuros. Na minha visão éramos o casal perfeito, ela com crises ocasionais de hipersonia e eu de hipergrafia. Mas, nem tudo é o que parece ser.
    Bem... Praticamente deixei os meus produtos de lado enquanto era instruído detalhe por detalhe da produção e todas as qualidades do produto dela – achei que fazendo isso conseguiria conquistar cada vez a admiração da moça por mim. Passei a atender todos os seus clientes com sorrisos e elegância. Íamos de cidade em cidade fazendo a demonstração daquela novidade. Em cada lugar que parávamos, jovens de ambos os sexos – principalmente mocinhas – aproximavam-se da mesa de exposição, mexendo em praticamente tudo que podiam. Aquele produto era muito delicado e deveria ter-se muito cuidado no manuseio – não podia amassar e nem sujar. Eu chegava a chamar a atenção de algumas clientes que eram curiosas, porém descuidadas. 

     As vendas foram aumentando a cada nova viagem e as encomendas na internet indo de vento em polpa. O site ponto com ponto br estava bombando com centenas de visitas diárias - seguidoras eufóricas fazendo pedidos e mais pedidos da grande novidade. Eu nem notava que aquele progresso no mundo virtual poderia causar uma mudança radical em nossa relação; que por trás das boas intenções haveria algum tipo de manipulação. O meu apoio ao seu projeto continuou sendo incondicional, voluntário e participativo. O que no fundo me preocupava eram os detalhes da sua vida pessoal que estava omitindo. 
    Uma nova revelação com toda verdade dos fatos (que contarei na sequência) mudará tudo, devido provocações - feito iscas - jogadas por sua irmã. E o pior, doutor... Descubro cada vez o quanto fui envolvido numa trama de interesses e mentiras sistemáticas. Mentes doentias tentando a todo custo me levar à falência, depois à cadeia, e pior; ao hospício (como diria a minha finada mãe). 
    O que nunca imaginaram é que, em qualquer lugar que eu esteja, continuarei contando essa história cheia de velhos e novos detalhes, até o dia que o repertório se esgote totalmente. Pois, isso é um carma adquirido e difícil de se libertar. 
   Uma pena que não enxerguem que qualquer coisa feita a fim de me prejudicar, receberá a resposta na mesma altura e com os métodos que sejam imprescindíveis - independentemente do tempo em que isso se julgue necessário. 
    Penso comigo: “Se provocações continuarem aparecendo, passaremos a viver numa cidade selvagem, repleta de cegos e banguelas. Todos à espera do juízo final.” 
    É justamente para evitar isso que estou aqui conversando com o senhor, meu caro doutor.
 


11 comentários:

  1. Revelações aqui que pra minha surpresa me deixou estática Seu Renato! Como pode o admirador sabendo do passado de Miss C ter continuado... Queria mesmo sofrer pelo jeito, só pode. Contando os casos que teve e dando detalhes que nojo! Uma mulher sem caráter nenhum, sem dignidade achando normal como se estivesse contando uma "grande vivência". E mesmo com tudo isso, ele ajudou no seu novo empreendimento, esquecendo do dele, que pesar depois perceber que estava sendo manipulado só apenas por interesse. Imagino, o quanto foi a decepção de saber que nunca foi correspondido de verdade. Ela apenas queria sexo e um apoio no seu negócio.
    Sempre assim gostamos de quem nunca nos dá valor de verdade!

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  2. Estou indignada com essas revelações aqui feitas, como pode a irmã da Miss C dizer que é normal a livre expressão do sexo livre!! Quer dizer que amor aí não existe, como se fosse sem importância na vida de um casal, absurdo e desmoralizante!!! Temos que nos respeitar sempre, nos danos valor uma coisa tão íntima ser tratada dessa forma, quantidade é o que vale pra esse tipo de gente!
    Por isso são sozinhos e solitários e infelizes... Que pesar ver coisas desse tipo se acabando na luxúria, como se isso fosse tudo na vida, pode esperar o arrependimento vem com os anos e aí já é tarde.
    Agora o admirador sofrer todo esse tempo por uma mulher fútil e sem moral, desculpe o que tem na cabeça, viver nesse tormento por nada! Adriana.

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  3. E lá vamos nós,mergulhar nos segredos mais obscuros dessa pessoa,q pelo visto não tem nenhum tipo de pudor.Re parece ter muita coisa p/contar,tentando assim aliviar sua alma do sofrimento pelo qual passou,durante o período q esteve ao lado de uma mulher q ele pensava conhecer.Ela por sua vez parece q se aproveitou de todas as situações p/alcançar seus objetivos,e não poupou nada nem ninguém p/isso.Era td real,ela existiu e conseguiu destruí-lo física,econômica e mentalmente,a ponto do próprio filho não acreditar na existência de Miss C e interná-lo em um hospício,tamanho mal por ela, a ele causado.Vinda de uma família onde a moral e o respeito ao próximo,não eram praticados,tendo um péssimo exemplo a seguir,seu pai,q a criou p/ser uma pessoa egoísta,maléfica e destruidora,assim como ele.Pobre Re q se deixou enfeitiçar,q se deixou prender nessa teia,q não percebeu a tempo o q esse relacionamento faria a sua vida.Acho q virão fortes e inacreditáveis revelações,q nos deixarão de queijo caído.Parabéns Renato,por trazer de volta essa estória q deixou muitas perguntas no ar.Bj

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  4. Patricia Ramos Sodero16 de julho de 2013 22:33

    É,Sr.Autor.Surpresa ao ver as revelações de Miss C.Logo no início,a contradição da pergunta:Como é que a irmã de Miss C,afirma que sua família respeita a liberdade e individualidade das pessoas,se foram as primeiras a criticarem a vida do Re?De como ele sempre foi e como sempre viveu?Por ser um homem de costumes simples,que apenas quer viver um grande amor,em meio aos seus amigos,que tanto o ajudaram?E o pai de Miss C então?Um homem que deveria agradecer o Re,por tanto carinho,respeito e cuidados dados a sua filha,que por pior que seja,aos olhos dos pais,sempre são jóias raras....Que nada!Depois de um bom tempo internado,Re está se integrando aos poucos à sociedade novamente.E acredito que,junto com as terapias,entenderá finalmente qual o verdadeiro sentido dessa união conturbada que precisou passar,com uma mulher futil.E porque ainda sente tudo isso!Parece simples...mas é muito difícil quando nos entregamos a pessoas erradas,sair da relação,sem que fique alguma sequela.E isso,tenho a certeza que nosso Autor,nos explicará muito bem nos próximos capítulos.Aguardarei com muita ânsia,toda a revelação dessa estória irreverente.Parabéns pelo texto.Bjs e até...

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  5. Re voltando a sua antiga rotina, que bom! Sinal que está superando a fase crítica, com o apoio do filho e dos amigos, e agora podendo falar sobre o passado sem tormentos, ao seu terapeuta. Ajuda e muito no desenvolvimento da maturidade e sem crise. Essa família acabou fundindo totalmente a mente do Re, não estava preparado pra esse golpe baixo. Quem tem boas intenções e não está acostumado a isso fica atordoado e sem expectativas pra vida. Teve que dar um tempo e tomar fôlego e jogar pra fora toda essa sujeira que Miss C aprontou... Espero que depois disso, seja feliz de verdade e sem neuras, ter uma vida tranquila e quem sabe amar alguém de novo. Letícia.

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  6. Que conto exuberante, li aqui cenas comuns no nosso cotidiano, uma sociedade que rota "santidade", mas que por de trás é podre!!! Vou ler com muito carinho o conto de Dear Miss C. E divulgo os meus pensamento meu querido Renato.


    Grande Beijo!

    Lúcia Bilbau

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  7. Estavam em conexões diferentes aí, totalmente diversos, foi por isso que ocorreu esse drama todo pelo lado do Re. A mente humana é um mistério, não sabemos o que passa e nem o que ocorrerá futuramente se não tentarmos. Mesmo sendo um homem maduro cair nessa é piada mesmo, kkkk. Desculpe mas não dá pra acreditar nisso, poderia ser um adolescente sem experiência alguma. Minha avó fala que certas pessoas tem o "dedo podre" pra escolher alguém. Apesar dele colocar culpa só nela, ele tem sua grande parte nisso, se fazer vítima é muito fácil, vai saber o que fez no passado, pra estar acarretando e pagando o mal que fez as outras mulheres. Ana Paula

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  8. Q ótima surpresa, Sr. Escritor! Entrar no seu blog e reencontrar nossa velha "amiga" Miss C. :)
    Melhor ainda em saber q a recuperação do Rê vai de vento em popa e q aquela "pulguinha atrás da orelha" q ficou no final da estória será desvendada!
    Já podemos perceber q, apesar do sofrimento, o Rê soube utilizar isto cm crescimento e transformação em sua vida! E já consegue exteriorizar de maneira a encarar os fatos de frente e fortalecer-se ainda mais.
    Relacionamentos são difíceis por natureza, até c/ a gente msm! Mtas vezes somos enganados por acreditarmos na bondade e sinceridade das pessoas, pois assim somos e agimos... E, cm não podemos ler o interior das pessoas, apenas acreditamos..., e nos enganamos..., e sofremos...
    Cm não existe fórmula ou manual de reconhecimento, estamos sempre sujeitos às boas ou más investidas. O único remédio nestes casos maléficos é "baterapoeira" e dar a volta por cima!
    Mto legal sua postura, Renato! Imagino q tenha considerado os comentários pra fazer novas e gdes revelações! Isto mostra sua sensibilidade e consideração c/ suas leitoras e tbém sua versatilidade e criatividade cm escritor! Parabéns!!! BJSSS - Edneia

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  9. Psicopata isso sim é o Re, frustrado com sua vida infeliz colocando culpa na Miss C, com anormalidade de comportamento e personalidade, fácil jogar culpa nela. Ninguém fica internado por alguém essa é a verdade, já tem problemas sérios só agravou devido ao termino do namoro. A falta que muitos tem pelo bom senso, e aceitando a realidade gera isso, vive no seu mundo particular de fantasias. Amor é natural sem cobranças, solícito, e o que ele viveu foi tudo imaginação criou-se na mente doentia, agora está vazio e solitário, podendo fazer o mesmo vigando-se em outras.... Será que vai realmente se curar dessa paranóia, Sr.Autor???? Ana Lú

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  10. Que doideira essa na vida do Re, conhecer pessoas na net é um perigo! Só vamos saber com o passar do tempo, infelizmente Miss C usou de má fé, iludindo e trapaceando, mulher sem escrúpulos vamos dizer a família toda, né!
    O dela está guardado o tempo se encarregará de cobrar o que fez, apesar de tudo serve como lição, ir com cuidado ao conhecer alguém e não se deixar iludir de novo.

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  11. Há um dizer antigo que diz “as pessoas só nos fazem aquilo que nós permitimos que elas nos façam”. E foi justamente o que aconteceu com o Re, ela o usou, manipulou até aonde lhe foi conveniente.
    Como pode deixar que ela o manipulasse tanto? Será que tudo isso é amor ou falta de amor próprio?
    Ela te humilhava contando seus casos antigos e o pior, rindo disso, não se importando nem um pouco com vc, no que sentia com tudo isso, era nítido que te usava para divulgar o próprio negocio, o que lhe era bem conveniente, não por que gostava de viajar com vc... Mas também como fuga, para não ter que conviver com um pai tão asqueroso... Quanto horror vc passou. Não foi a toa que foi parar num terapeuta, convivendo com uma pessoa assim, amarga...cruel...sem pudor nenhum, só mesmo indo ao ápice da loucura.
    É amigo... Que bom que está conseguindo superar seus conflitos e frustrações de um relacionamento tão conturbado e que te fez e ainda faz tanto mal, voltando ao convívio com seus familiares e amigos.
    Boa sorte nesta sua nova fase e aguardo ansiosa por novas revelações.
    Beijosssss.

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