quarta-feira, 6 de março de 2013

Dear Miss C Part 19

   Olá minha musa. Está chegando ao fim o relato de toda trama que nos envolveu. Sem dúvida existiu em tudo que vivemos o triunfo do saber. Eu fiz - permeando em memórias vivas - o nosso passado viver no presente. Um pouco, talvez, na periferia de nossas almas distantes e, outro pouco, tentando escapar do abismo inenarrável que nos separa fisicamente. Ainda que, diante das circunstâncias, não pareça que você se importe muito com isso, reconheço que fiz parte do seu grande processo de transição. Não resta a menor dúvida que existirá algo novo lhe trazendo mais conforto e uma luz no fim do túnel - algo muito mais forte que os tais momentos de efervescência vividos ao meu lado e no meu pensar. Recomendo que persista sempre em sua busca. Aqui de onde estou vejo a sua imagem adquirindo uma beleza uniforme para um tom mais grave, que vai mudando a todo instante para melhor. Isso me faz lembrar que quando bati os olhos em você pela primeira vez, e imediatamente me vi diante de alguém completamente fora do padrão aceito pela sociedade, confesso que acabei não sabendo lidar com o paradoxo de tantas ações contraditórias que se seguiram. Tudo porque você fazia parte de mim e eu de você, e por um tempo nos tornamos inseparáveis. Sim, reconheço, fui um homem feliz em encontrá-la num primeiro momento de um tempo tão particular da minha vida; numa fase crítica que eu vivia tropeçando em alguém ou em imagens que pudessem me amparar. Aceitei que, do seu jeito em muitos momentos, você me deu o amparo nas noites que viravam dias nas quatro estações. Naturalmente houve outros episódios fora do camping, mas nenhum deles possuiu o valor que lhe dei por estar tão perto quando pulávamos de cidade em cidade em busca de algum aconchego. Quero que saiba que nos dias que virão, caso sinta um pouco de tristeza pela minha ausência ou volte a imaginar que o céu ameaça desmoronar sobre sua cabeça, - assim como aconteceu quando enviei uma a uma daquelas cartas – sinta-se impelida a largar tudo e recomeçar outra vez. Eu também farei assim se novamente me sentir ofendido, humilhado, desprezado ou frustrado em minhas novas expectativas. Se eu chegar a ponto de rolar pelo chão como um cão sarnento ou uivar numa noite de lua cheia, ainda assim não estarei nunca mais tão completamente só e perdido como narrei em tantas passagens - saberei mudar a tempo. Enquanto nessa vida o brilho do sol chegar para um novo dia - repassando cada detalhe interessante da nossa história - poderei desenvolver novos métodos, novas formas e significados para o que aprendemos juntos. Com essa visão dos detalhes o passado se tornará insignificante porque ganhamos algo mais importante e que vai muito além da vida sem rumo e sem propósito: recuperamos a esperança no renascer em nós mesmos. Tenho a mais absoluta certeza que, diante de tudo que foi dito nas cartas de outrora ou nessas do momento presente, será impossível uma reincidência da sua parte ou até mesmo da minha. Eu imagino que a partir de então, você vai aos poucos se tornando fiel a essa nova convicção. Num dia vindouro, talvez aqui ou em qualquer outro lugar, aparecerá diante do espelho uma nova pessoa consciente que uma grande mudança se processou. No entanto, se ainda não ficou claro e não acredita nisso como eu acredito, saiba que tudo será elucidado com o passar dos anos. Sabe minha musa? Eu bem compreendo que no fundo você nunca tenha verdadeiramente entendido a significação das cartas, mas foi obrigada a mudar os seus hábitos por causa delas, e isso foi bom para nós dois. Depois do que passamos confesso que chorei - não tenho vergonha em dizer - imaginando ter sofrido o que jamais nenhuma pessoa sofreu, justamente pelos papéis invertidos em que vivemos por meses que viraram anos. Por me sentir assim, firmei um compromisso de escrever cartas até o dia que tudo desse certo no meu pensar. Mas muito antes de iniciar algumas dessas cartas eu cutucava a minha própria ferida para sentir se ela cicatrizara de verdade ou se eu tinha apenas a impressão que estava adormecida. Com o compromisso assumido a ferida permaneceu sendo cutucada, ficando aberta por um tempo além do necessário. Porém me veio um alento, percebi que a ferida aberta, - vertendo pus ou coisas horríveis indizíveis agora - serviria para ajudar fechar outras feridas, talvez nem todas minhas, mas sim de outras pessoas; mantendo desta forma e muito intensamente, o ciclo da vida que precisava continuar. Enquanto algo morria nesse ciclo oportunidades novas iam aparecendo para todos - cresciam e floresciam com beleza e paixão. O meu tempo de sofrer na ignorância da incerteza chegara ao fim. Aprendi a fórceps como é a natureza do verdadeiro sofrimento, - daquela dor que deliberadamente a gente sente por resistência, teimosia e incompreensão - ela foi abolida para sempre do meu pensamento com o entendimento do seu significado. Eu tinha que sofrer para entender essa significação, - a vida é assim mesmo e não enxergamos na hora – quem não aprende pelo amor, aprende pela dor. Agora posso dizer que conheço esse lado, - e você também conhece - já que diante de tantos percalços nos momentos desesperados não tínhamos mais o que sofrer ou o que sorrir juntos. Assim se dão milagres e curas. Nessa hora final em que não se pode mais sofrer, é quando a natureza toma a gente de sopetão e opera o que nunca imaginamos que pudesse crescer em nós. Aquele buraco horrível vertendo pus se fecha criando uma crosta - faz a vida sorrir de novo como um jardim bem cuidado. Finalmente esse novo chega e nos sentimos livres e responsáveis - sem nunca recuar da saudade do que foi bom ou dos medos com lágrimas que pareciam infinitos. Nada foge desse registro, mesmo que o desejamos negar por impulso. Que tempo eu levei para perceber a importância de tudo isso! Talvez depois de todo o meu aprendizado, eu consiga expressar o tipo de mensagem que gostaria de enviar a você e aos seus familiares. Você ainda não vê assim, não é mesmo? Acredito que seja impossível pressupor o que outro faria ou deixaria de fazer no meu lugar ou no seu. Nada sabemos do “não-acontecido”, talvez seja esse o pensamento que mais assombra a todos - porque quanto mais se quer esquecer o que passou, alguma coisa sempre permanece viva. A gente se lembra nitidamente do princípio e do fim, mas o meio é onde tudo acontece de verdade sem limites ou pudores - o meio marca e altera o destino da gente. Ah minha musa, como eu poderia fazer para não feri-la com palavras, relatando tudo o que aconteceu conosco, se não houvesse esse tempo intermediário marcando os nossos destinos? Nada, eu acho.
     Um tempo depois do fim - que nunca foi muito bem explicado com todas as letras - eu escrevia a você, embora já soubesse os escritos estarem condenados antes de alcançarem a sua finalidade. Todos os meus dias eram passados com um tormento novo na elaboração de uma carta - quanto mais cutucava a ferida melhor me sentia. E quando os novos destinatários também começavam sentir dor em suas feridas, eu me julgava um paladino. E você e sua família, minha musa - personagens permanentes em minhas memórias - jamais me condenem por isso, pois esperei muito tempo por um momento como esse. Como as coisas não podiam mesmo ter acontecido de outro jeito, eu fiz assim. Quem conhece o significado da comunicação jamais perece pela falta dela - acho que essa foi a primeira lição que aprenderam e, logo depois, enxergando e respeitando as pessoas como nunca fizeram antes. Com isso - um a um de vocês - me fez aprender a noção do auto-respeito e amor-próprio, fruto do recebimento de atitudes desrespeitosas e mania de grandeza com pobreza de caráter. E o que falar então dessa eterna mania de exibicionismo careta da família inteira? Exibicionistas incorrigíveis, mantendo relatos ilustrados das viagens de férias pelo Brasil, Europa, América do sul ou do norte. Gente com tanta necessidade de contar a alguém o fato de terem estado em lugares que custam caro e são para poucos, que quase me dá asco pensar que acham isso normal. Vocês são tão inteligentes e espertos, mas nunca se preocuparam com a segurança ao expor álbuns de fotografia, suvenires e outros detalhes curiosos na internet, - se bem que mais sensato fosse guardar para a própria família – e ainda somado a toda essa síndrome de “estrelismo”, vem de lambuja o nome de cada um, endereço do emprego e cargo correspondente. Será que não sabem que existe tanta gente perigosa por aí? Gente mais perigosa e louca que vocês ou eu. Ou que o brilho de uma estrela não dura para sempre? Mas vá lá! Cada um escolhe ao que se submete, porém mesmo com essa e tantas outras maluquices, nunca conseguiram formar uma obra completa nessa família. Com toda certeza existe algo mais, alguma coisa de inexplicável e desumano em cada de vocês e seus projetos de vida. Os comportamentos bárbaros e infames que testemunhei demonstraram bem isso em cada atrocidade cometida. Em grande parte, tudo detalhadamente relatado nas cartas. Em todo caso, você, minha musa, parece ter suportado bem o isolamento por um tempo. Enquanto estava presa em casa, ainda que se mostrasse complacente, conseguia manter as mesmas habilidades em engendrar situações com olhos enxergando além. Talvez por isso tenha melhorado bastante na forma de se posicionar diante da vida - descobrindo tardiamente que virara uma ilha à deriva cercada por um mar de ignorância e incompetência. Acredito - e tentei demonstrar em minhas cartas - que você teria a capacidade de sair disso admirando e amando outras pessoas, porque um dia, diante de novas circunstâncias, saberia valorizar a proximidade e os bons sentimentos. Ah, minha musa! Não vê? Você carrega um potencial enorme. Você é um gigantesco reservatório repleto de graça (no sentido bíblico da palavra), coragem, espírito indomável e adaptação. Mas tudo isso passou tanto tempo reprimido e desorientado dentro de si que acabou funcionando ao contrário. Você é - e sempre será - potencialmente melhor do que se mostrou a mim, basta largar as amarras e seguir em frente na busca do seu destino. Reflita sobre isso. Agora aliviando um pouco e mudando de assunto, vou continuar o relato dos meus últimos momentos no camping: a hora da despedida dos melhores amigos que já tive.
- Re! Não esqueça de ligar quando chegar lá – recomenda Nanda meio chorosa num abraço apertado falando ao pé do ouvido.
- Pode deixar, farei isso. Não se preocupe.

- Meu véio, leve um pouco desse “doce”, é para o caso de precisar mais energias que liberam o pensamento. Guarde bem protegido porque derrete fácil. Tem dois no pacotinho. Um para você e outro para Nina. Aparta Zé Louco.
- Não, Zé. Não vou precisar desta vez. Eu estou bem e quero permanecer assim. Quero viver apenas na realidade. Talvez outro dia, em outro camping... Hoje não mais...
- Caralho, meu véio! Parece que você se tornou outra pessoa de ontem para cá. Está mais consciente no que deseja, isso é muito bom!
- Eu me sinto livre e disposto. Sinto que a busca está chegando ao fim, e desse fim um recomeçar. Hoje as minhas respostas estão mais próximas de onde o meu pensamento leva o meu corpo. O meu destino traçado é a caverna e de lá uma nova vida me espera.
- Você tem razão meu véio. Siga o seu caminho e seus instintos, mas nunca se esqueça dos amigos e daqueles que o querem bem. Todos nós torcemos por você desejando que refaça a sua vida.
- Eu sei. Vocês foram as melhores pessoas que já encontrei em todos os tempos. Nunca esquecerei do que vivemos antes e, principalmente, o que passamos nesses dois dias. A gente se tromba por aí em outro camping ou em algum lugar que nem imaginamos. Afinal de contas o mundo gira e as pedras um dia se chocam quando menos se espera, não é mesmo, Zé?
- Meu véio, o mundo está cheio de forças ocultas que desconhecemos. Essa é apenas uma delas. Às vezes parece uma armadilha do destino, outras vezes uma benção. Lembre-se que logo estará diante de uma grande provação. Pouco importa se a sua busca termina ou começa na caverna, pois, de qualquer modo, a sua verdadeira experiência é a que está sendo vívida. Por esses caminhos encontrará outros mestres e outras tentações... Lembre-se que as tentações também são nossas mestras. São as situações desafiadoras com que nos deparamos que criam o objetivo de crescer. O Zé dessa vida sou, mas o "louco" é você! Está se tornando um homem com coragem e sabedoria, só assim poderá bancar o "louco" que sai em busca de um destino só seu. Siga o rumo que quiser e encontre o seu ponto!
     Os amigos vão se despedindo com abraços e desejos de boa sorte. Alguns num abraço mais apertado e demorado. Nota-se no olhar de todos uma certa tristeza e preocupação. Mas nada podem fazer contra o que já está gravado nas linhas do tempo. Nina demonstra ser a parceira que preciso nesse momento. O caminho até a caverna dos morcegos é de oito quilômetros de rodovia e depois trilhas no meio da serra. A nossa caminhada é debaixo de sol que arde a pele. A sabedoria de Nina alivia o incomodo. Ela dá um verdadeiro testemunho de alegria e leveza na beira da estrada sinuosa. As nossas conversas fluem tão soltas que nem sentimos a distância percorrida. Poucos carros passam por nós. Somos os únicos passageiros dessa viagem insólita. Mas houve um dado momento em que tudo mudou. Um carro passou em alta velocidade, lá longe manobrou e voltou parando aos poucos no acostamento do lado oposto. De dentro desceu um homem. Um rosto conhecido. Nina silenciou e se agarrou forte no meu braço. O homem imediatamente exclamou:
- Finalmente encontrei você! O pessoal está muito preocupado com o seu desaparecimento. Precisamos voltar, entre no carro!
- Não vou entrar em carro nenhum! Estou numa missão e tenho que continuar a caminhada.
- É melhor você voltar comigo, o seu filho está esperando em Mogi das Cruzes. Nós passamos ontem e hoje procurando em todas estradas que dão acesso a Salesópolis. Da outra vez foi bem mais fácil localiza-lo. Que susto você dá neles, heim! Ainda procura a caverna dos morcegos?
- Olha... Não interessa o que estou procurando. Eu sei que você é muito amigo do meu filho, mas não vou retornar antes de completar a minha missão. Volte e diga a ele que daqui alguns dias estarei em casa.
- Não posso fazer isso.
- Pode sim! Aliás, você nem cumprimentou a minha amiga. O nome dela é Nina.
- Quem?
- Nina. Não está vendo?
- Ahhh... Sim. Oi Nina, tudo bom?
- --------------------------- (Nina se manteve em silêncio, apenas olhando debaixo para cima).
O homem pega o celular e imediatamente faz uma ligação:
- Alô. Oi. Encontrei o Re na beira da estrada. Ele não quer voltar. O que eu faço?
- ------------------------------------------ (Não ouço a resposta do outro lado)
- Estamos uns dois quilômetros depois do acesso à cachoeira porteira preta.
- ------------------------------------------------ (Resposta do outro lado)
O homem desliga o telefone.
- Recebi instruções do seu filho para ficarmos aqui. Ele virá busca-lo daqui a pouco.
- Não adianta insistir que eu não vou voltar - retruquei
- Vamos aguardar. Quando ele chegar você fala com ele sobre isso.
- Não vou esperar. Tchau. – segui na caminhada com Nina praticamente pendurada no meu braço.
- Aonde você for eu vou junto até eles chegarem, nem adianta tentar fugir. - O homem insiste.
- Então venha caminhar com a gente. Vou adorar quando as bolhas estourarem nos seus pés. Os seus sapatos de grife vão derreter nesse chão.
- Por favor, não dificulte as coisas, em menos de uma hora ele estará aqui e tudo será resolvido. Vamos sentar na sombra de uma árvore enquanto esperamos.
- Nada disso, se quiser siga a gente, se não quiser fique aí sozinho. O que eu acho bem melhor.
    Minha musa; naquele instante apressei o passo, mas não adiantou... O homem continuou seguindo a gente por quilômetros. Só que ele foi bem esperto e prosseguiu devagarzinho dentro do carro. Naquele ponto da estrada não havia como nos embrenharmos no meio do mato ou fugirmos correndo. O único remédio era ir em frente. Depois de quase uma hora sendo seguido de perto pelas curvas, subidas e descidas do meio da serra; um outro carro chegou, diminuiu e parou um pouco adiante; dele desceram duas pessoas.

Dear Miss C fico por aqui. Em breve enviarei a última carta.
Desejo que Deus sempre olhe por ti .
Do seu admirador:
Re

7 comentários:

  1. Percebo que o admirador Re. está se libertando do seu pesadelo! Ufa! Até que enfim! Demonstrando apesar de tudo sua dor, frustração e amor também, porque o que passou foi muito forte e intenso, mesmo que Miss C não correspondeu as suas expectativas. Um fato importante ele menciona tanto pra ela como pra família dinheiro não trás felicidade, pura verdade. Uma família soberba onde só se preocupam com status nada mais. As cartas que Re. escreveu pra família dela foi um alerta principalmente pra sua adorável musa, podendo assim ajudá-la de uma forma a mudar essa personalidade tão mesquinha e egoísta de ser. Se deu algum resultado só o tempo dirá!
    Agora falando do camping, Re. vai embora e segue o seu destino e objetivo na companhia de Nina, seus amigos preocupados, ainda sem entender porque ir a caverna dos morcegos! Mas, respeitando a decisão do admirador, ele saí de lá mais calmo e realista já preparado o que está buscando desde o começo, pra finalmente encerrar o seu período difícil e amargo com Miss C. Tem certos momentos da vida, que agimos ou pensamos, muitos podem achar loucura certas atitudes, mas, só quem passa é que sabe o motivo de sua decepção e dor. Até.

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  2. Ora está chegando ao final esse conto de Miss C e do admirador Re! Uma pena, apesar de capítulos tristes e emocionantes ao mesmo tempo, um conto adorável seu autor! Mas vamos aos fatos; no começo desse capítulo Re. continua ainda , ou melhor, se despedindo literalmente de sua musa, onde fala que o amor que sentia não existe mais é passado!! Espero que esteja certo disso mesmo. Apesar que 4 anos é uma vida mesmo que esses 2 anos longe foi muito cruel pra ele, como mesmo citou várias vezes cutucando a ferida e doeu muito, mexer na ferida ainda que aberta não é fácil. Acho que Miss C e sua família vivem numa redoma, onde poucos são convidados a entrar, e foi o caso do Re. que nunca adentrou de verdade nessa família insólita. Re. já está vendo isso, caiu a ficha, tendo os seus amigos de camping que o ajudaram e muito nessa transição de sua fase complicada.
    Aguardo o desfecho desse conto com muita alegria e ansiedade. Adriana.

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  3. É seu autor foi realmente um grande desabafo que Re. fez aqui, contando passagens que viveu com Miss C!! Como diz: passado que virou presente, pois estava bem nítido na memória do admirador, cada detalhe. Acho que foi um sofrimento reviver tudo isso, mexeu na ferida que estava entreaberta. Possa ser que pra ela tudo que ele fez e agiu mandando várias cartas, seja indiferente personalidade não mudamos. Quantas noites acordado ficou ele querendo entender, o motivo de tanta malvadeza e insultos. Mas nada com o tempo e principalmente amigos que ajudaram e apoiaram no momento que mais precisou. Acho que Re. tem a esperança que Miss C mude algum dia e se torne uma mulher de princípios e valor, por mais sofrimento que ela causou nele, sente um carinho pelos poucos momentos de felicidade que viveu ao lado dela.
    Agora ele está indo a caminho da caverna dos morcegos!! Mas, no caminho surge um "amigo" do filho, que tenta impedir a seguir ao seu destino!! Será que Re. vai seguir ou voltar pra casa??? Abraços.

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  4. MEU CARO AUTOR, QUE CONTO É ESSE, QUANTO DRAMA SÓ PORQUE A MISS C REJEITOU O RE.!!!! AÍ, VAMOS INVERTER A SITUAÇÃO SERÁ QUE ELE TERIA COMPAIXÃO DO SOFRIMENTO DELA?? ACREDITO QUE NÃO, ISSO É CERTEZA! DESCULPE AS DURAS PALAVRAS AQUI, MAS NEM SEMPRE GANHAMOS APESAR DE NÃO SER NENHUMA DISPUTA E SIM DE UM RELACIONAMENTO MALFADADO, TEM QUE TER EM MENTE SER REALISTA. O QUE OCASIONOU ESSE SOFRIMENTO DO ADMIRADOR FOI TER PROLONGADO UM NAMORO SEM FUTURO E ISSO FOI SÓ CONSUMINDO SUA DOR E SOFRIMENTO. ACREDITO EU, QUE QUANDO CONHECEMOS ALGUÉM, JÁ DÁ PRA PERCEBER SE HAVERÁ FUTURO OU NÃO. PELAS ATITUDES E MANEIRAS DE NOS TRATAR. PELO VISTO MISS C SÓ FEZ DELE DE BOBO, PROCURANDO QUANDO QUERIA, ELE MUITO BENEVOLENTE ACEITANDO ESSA SITUAÇÃO. ENTÃO ACREDITO QUE O CULPADO DESSA SITUAÇÃO TER CHEGADO A ESSE PONTO FOI O PRÓPRIO RE.
    O QUE ADIANTOU MANDAR VÁRIAS CARTAS??? AJUDOU EM QUÊ??? SÓ APENAS SE MOSTROU UM HOMEM VINGATIVO E PERDENDO DE ALGUMA MANEIRA SUA INTEGRIDADE E DIGNIDADE, SE REBAIXANDO A TAL PONTO DE EXPÔR A FAMÍLIA DELA A PERSONALIDADE DE MISS C.
    NÃO PRECISAVA DISSO, POIS QUERENDO OU NÃO FAMÍLIA DEVERIA SABER DA CONDUTA DE MISS C, SÃO IGUAIS!!!!
    A MELHOR VINGANÇA PRA ESSE "TIPO DE PESSOA" É A INDIFERENÇA E O SILÊNCIO" SAINDO DE CENA QUE O TEMPO SE ENCARREGA DE MOSTRAR A VERDADEIRA PERSONALIDADE. APESAR DAS MINHAS PALAVRAS AQUI, DESSE CONTO ACHEI BASTANTE SIGNIFICATIVO E MOSTRANDO QUE QUALQUER UM DE NÓS ESTÁ SUJEITO A ISSO DE SITUAÇÃO. PAULA.

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  5. Patricia Ramos Sodero8 de março de 2013 21:44

    Bem...analisando esse capítulo,fica claro,na minha opinião,o quanto nosso protagonista analisa suas atitudes diante da família de Miss C,enquanto no começo mandava cartas que relatavam como a "tal" agia no relacionamento.E também,como cada um dos membros da mesma,não se importavam em enxergar o quanto todos erravam em meio à sociedade.Agora,o Re parece ter a certeza de que algo está por vir acontecer,em sua caminhada.Com isso,procura mostrar com mais sutileza,o que realmente queria que acontecesse com a sua "entrada" para a família.Afinal,foram anos...Re mostra claramente que quer "sair" da situação do passado,sem mágoas,e reconhece que,Miss C conseguiu mudar seu jeito,vendo-a com um semblante bem melhor.É nítido o quanto Re pressente algo...até mesmo porque,Zé Louco já havia avisado que passaria por provações.Acho que chegou sua hora!A maneira com a qual Re se despede dos amigos no Camping,negando até o "docinho" oferecido por Zé,dizendo que não seria necessário nada para repor suas energias,é como se não fosse mais vê-los.Vamos aguardar agora o desfecho dessa linda estória,onde começa de uma forma cheia de rancores,medos,loucuras,e agora,acredito que seja a verdadeira cura espiritual do Re,a caminho da Caverna dos Morcegos,ainda com suspense no que esse "tal" amigo do filho vai fazer....Belo capítulo,Sr.Autor...Aguardo com ânsia,sempre,o próximo....Bjs...

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  6. Um homem que passou por toda essa estória deprimente, se sentindo uma vítima, sem amor próprio, que foi tratado como lixo tanto por sua “amada musa”, quanto pela família dela, que se permitiu sentir como se fosse alguém que não tinha serventia nenhuma ao mundo; hoje usa toda essa triste experiência, para se transformar em alguém mais forte, para redescobrir seu amor próprio, utilizando todo esse sofrimento como um trampolim para melhorar como ser humano, para não permitir que tudo isso se repita com ele.
    Será que Miss C seguirá pelo mesmo caminho? Como uma pessoa com tanto potencial para se tornar única no caminho do bem, pode optar pelo contrário?! Segundo Re, ela tinha tudo que era necessário para ser qualquer coisa, para ter sucesso em sua vida e ser muito feliz. Mas ela optou por não usar tudo isso a seu favor, e sim contra todas as pessoas que dela se aproximassem. Ela seguiu pelo caminho dos psicopatas, onde toda a inteligência e toda competência é utilizada única e exclusivamente para o mal. Preferiu magoar e destruir quem por ela tivesse qualquer tipo de sentimento bom. Por quê? O que ela terá passado em sua triste vida, para se transformar nessa mulher tão amarga? Será que tudo isso é o reflexo de sua família? Pessoas que dão tanto valor às pequenas coisas, que se expõe de forma inadequada, achando que humilhar os outros é mais importante, que a demonstração de status é sinônimo de poder. Re tentou através de suas cartas fazê-los entender que o caminho a seguir era bem diferente do que tinham optado e mesmo assim eles não entenderam nada, embora Miss C tenha tido algum tipo de punição, acho que só serviu para deixá-la mais furiosa ainda, cega por vingança. Por quê não aproveitar os bons momentos que tiveram juntos e mudar a direção de seus atos? Por quê têm pessoas que preferem aprender pela dor, quando é muito mais fácil pelo amor?
    Os dias no camping ajudaram Re a se fortalecer mais e mais, a preocupação, o carinho e os ensinamentos recebidos, foram primordiais para torná-lo capaz de continuar sua busca. Todos notaram a mudança que realizaram em sua vida, mas mesmo assim tinham receio se ele suportaria toda a provação que ainda estava por vir. Mas ele optou por seguir em frente, ir até o final e encontrar o que só ele sabia que poria um ponto final definitivo nessa estória. Resta saber se ele conseguirá seguir sua viagem ao lado de mais uma importante amiga, Nina, que o auxiliará de forma importante. Será que sua família permitirá isso?
    Mais e mais perguntas ficam no ar, mas tenho certeza que todas elas terão respostas definitivas no tão esperado capítulo final! Ansiosa em saber o que essa Miss C fez. Mais um capítulo muito interessante Renato! Parabéns e que venha logo o capítulo mais esperado de todos! Bjus.

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  7. O penúltimo capítulo de Miss C e Re. ainda está dando o que pensar!!! Muitas coisas a serem ditas e explicadas, seu autor! Mesmo dizendo que é passado o sentimento que ele sente não me parece é bastante forte ainda. Possa ser que está resignado aceitar que não terá ela de volta mais. E está dando um ponto final a essa história de amor. Mesmo querendo de todas as formas registrar sua indignação pela família e dela pelo modo como agiram Re. levará pra sempre Miss C no pensamento, mesmo se relacionando com outras mulheres. Agora resta saber o que sucedeu aos dois personagens qual foi o destino de cada um seguiu. Abraços.

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