Agradecimento, desabafo e censura

    Gostaria de agradecer imensamente a todos que acompanham os meus escritos e ficam ansiosos à espera de um novo texto. O meu mais sincero agradecimento vai para aquelas pessoas que dedicam algum tempo de suas vidas para lerem e comentarem os meus contos. Assim como, também, para aquelas que sempre leem, mas, por um motivo ou outro, se mantêm no anonimato. Sem esse apoio com voto de confiança, tudo seria mais difícil para este humilde escritor não letrado. Meus especiais agradecimentos vão a todos os que contribuíram com suas histórias e experiências de vida expostas nos comentários de cada capítulo – essa foi uma das atitudes mais surpreendentes que testemunhei e que me deixou muito lisonjeado. Saibam que foi através da inteligência e do gesto generoso de vocês que a cada dia me sentia mais e mais inspirado a continuar escrevendo. Vocês me ensinaram e me fizeram enxergar a minha pequenez diante de tantas opiniões diversificadas expostas aqui e, principalmente, diante da vida. O mais interessante é poder comprovar na prática o quanto aprendi com tudo isso, o quanto desenvolvi a parte intelectual ao sentir que os pensamentos iam se apresentando de um jeito mágico - movendo de forma positiva a evolução do meu processo pessoal de criação. Além disso, e por esse motivo, já me peguei muitas vezes indeciso e praticamente numa encruzilhada, procurando me manter na maior parte de tempo possível com o pensamento isento de preconceitos e rancores. E com isso, encarando todas dificuldades e limitações que a prática literária impõe a um iniciante como eu. 
     Sobre algumas questões como frustração e desânimo, que poderiam contaminar o processo criativo, fui amparado por vocês positivamente - fiéis comentaristas que me transmitiram boas doses de otimismo e flexibilidade. Alguns pensamentos que tive, e no primeiro momento pareciam inúteis, se tornaram muito ricos no contexto de Dear Miss C -  graças a esse apoio recebido. As minhas ideias aqui concretizadas trouxeram com elas inevitavelmente transformações. Talvez fosse esse o desejo inconsciente deste escritor, que tinha na inspiração o seu alimento básico na estruturação do conto e da própria vida. Parti basicamente da reflexão que somos indivíduos criativos e que só a prática desse tipo de potencialidade poderia dar início ao processo de mudança - no tempo em que ela se mostrasse necessária. Muitas vezes num quadro desolador só a reflexão pode nos levar a rever atitudes impróprias com os outros ou dos outros para conosco. Por isso resolvi algumas vezes priorizar o pensamento mais simples, para que as ideias se desenvolvessem de forma que todos pudessem entendê-las com descontração. Sobre essa questão, percebi que a volatilidade do pensamento precisa de inspiração, disciplina, clareza e incentivo. A vocês agradeço o privilégio de gradativamente ter conseguido substituir a minha rudeza inicial por uma sutileza tocante que me levou a esse patamar. E com essa posição, considerar a coincidência de estar durante todo o tempo fazendo uma troca maravilhosa de impressões entre público e autor. Apesar de todo esse apoio vindo de vocês, – motivo primordial para a minha conquista – não posso deixar de citar aqui os elementos censores agindo como vilões em minha obra. Muito mais do que fantasmas que surgem na escuridão da noite, esses censores tomaram a iniciativa de tentar mutilar e esvaziar a minha observação do mundo e fatos decorrentes dessa opinião exclusiva. Essa censura veio sendo exposta aos meus escritos, através de ameaças reais e comprovadas com documentos, bem antes que eu começasse escrever Dear Miss C. Esclarecendo melhor a situação, revelo o seguinte: algumas pessoas que se sentiram incomodadas com a minha forma de abordar assuntos relacionados à família, comportamento e conflitos amorosos, resolveram passar do mero olhar contemplador para a tática de intimidação e ameaça. Foi muito difícil completar mais um conto diante da pressão dessa censura covarde e informal - percebi no decorrer do tempo que continuava sendo vigiado em meus acessos à internet e meus escritos monitorados. No entanto, em nenhum momento, isso fez descomprometer o meu olhar com a arte. Pois, não apenas no escritor a censura autoritária de gente calhorda e sem escrúpulos pode provocar desvios e restrições na obra, mas também no olhar do leitor sem que ele saiba. Por mais incrível que pareça, essas pessoas tentaram ditar as regras do que eu deveria ou não publicar nesse blog - feito exclusivamente para a divulgação daquilo que considero arte e cultura. Essa tentativa de ingerência durou meses de uma perseguição silenciosa. Esses falsos moralistas e hipócritas tentaram não apenas fragilizar as minhas intenções, como também deturpar a observação de outros interessados nos meus textos. Porém, sem me deixar abater por ameaças e coação dessa dupla ordinária, - (descobri depois de algum tempo que era uma dupla ordinária que tinha prazer em humilhar pessoas) - fui à luta. Segui reafirmando o meu constante objetivo pela liberdade e meus direitos respeitados. Imagino comigo que talvez essas pessoas não tivessem senso de observação suficiente, para compreender que o conteúdo de cada conto é legítimo. Escritos arduamente e elaborados numa linguagem natural e espontânea, que tanto pode ferir aos puritanos quanto aqueles que não querem a revelação do mal que praticam aos outros. Contanto, é um direito meu relatar abusos, fatos inusitados (na opinião comum) e condutas sociais reprováveis. Se alguém se sente ferido com o meu estilo, suplico que não se obrigue a ler o que tenho dito. Porque, diferentemente daquilo que acontece dentro de alguns lares que já conheci como experiência de vida, aqui  as pessoas - a quem dedico todo o meu agradecimento - se expressam de maneira sensata e respeitosa. A principal bandeira empenhada por mim sempre foi a do respeito ao próximo acima de qualquer outra coisa. Por isso que reafirmo: o meu papel não é o de agradar ou desagradar fulano ou sicrano, é sim o de usar o legitimo recurso da linguagem como termômetro do meu progresso como escritor, estritamente com base no compromisso que tenho com os leitores na forma de diálogo; texto / comentário. Nada mais que isso! De qualquer maneira, existe uma linha muito tênue que separa o meu verdadeiro desejo do desejo do meu público e com ela, assim como em outras questões de igual importância, sou obrigado a lidar e rever conceitos constantemente. Quando o aplauso, a crítica e as ameaças aparecem, é porque isso demonstra o impacto que a obra causa na vida de algumas pessoas. A verdade é uma só: as mesmas pessoas que desejam ou repudiam, que aqui existam novos escritos em forma de conto ou crônicas, - sendo conhecedoras ou não de técnicas literárias - de alguma maneira reconhecem a fraude quando ela existe, e se afastam. Mas por outro lado, quando reconhecem o que é autêntico e percebem que tudo vem do coração, acabam se envolvendo e expondo os seus pontos de vista voluntariamente. Nesse caso, a escrita de forma objetiva cumpre o seu papel de acessar o mundo ficcional ou real, e passa a trabalhar com a essência nele contida. Com isso lida e interpreta as efemeridades de tantas verdades escondidas que cercam a vida de cada um.


Novamente agradeço aqueles que me apóiam. Revelo que sem isso eu não teria tanta inspiração.

Muito obrigado. A vocês ofereço os meus aplausos.

Deixo para refletir as palavras usadas em outro texto meu chamado “CENSURADO”, onde abordo com maiores detalhes o tema “terrorismo psicológico”, praticado contra mim tempos atrás:
    Escreva aqui tudo o que você quiser, com toda a liberdade que algum dia talvez não lhe tenham deixado ter. Escreva sobre o Brasil, o mundo, as pessoas, as coisas, tudo. Não importa se os outros amarão ou odiarão suas palavras, desde que respeitem o seu direito de escrevê-las. 

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