segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dear Miss C Part 17

   Minha adorável Miss C.
      Justamente por toda essa transa mística e cheia de encantos, que pude começar a pensar em finalmente me libertar da camisa de força. Do escuro, fechado em meu eterno mundo de medo e solidão, foi de onde pude me agarrar a uma nova esperança real e positiva. Estava agora diante de algo substancialmente sólido; algo me reintegrando ao que era significativo no período anterior a tudo que aconteceu conosco, minha musa. Antes desse tempo no camping, talvez eu nem tivesse mais identidade própria e pairava permanentemente num vácuo que não me levava a lugar algum. Estava dia a dia muito firme diante de uma única imagem - a que refletia da minha visão apenas um falso mito criado por mim. Essa imagem era da sua figura lendária e com toda beleza reconhecida nos detalhes físicos de cada traço da sua silhueta, e deveras, juntamente com suas aflições. Assim eu via muitas mudanças em seu comportamento, mas resolvera me calar, mantendo-me independente da proximidade do seu convívio familiar; e agradeço a minha boa intuição por ter permanecido livre - em 99% do tempo que estivemos juntos -, desse convívio que era verdadeiramente impraticável, digo, para qualquer um de bom senso e boa educação – o que depois com o tempo se confirmaria. Percebi que você havia começado esse processo de mudança de personalidade bem antes que eu a conhecesse – motivos totalmente esclarecidos mais tarde. Você agia com tamanha maestria que era impossível lhe questionar suas origens ou intenções. Depois de um tempo passou a ficar constantemente de prontidão diante da minha curiosidade, mesmo quando dormia. Como boa estrategista descobriu que a melhor defesa era a dissimulação, e, com toda boa vontade dos meus esforços incontinentes em ouvi-la, acabou tornando-se cada vez mais delirante em suas confissões convenientes. Foi justamente por esse motivo - algo extremamente delicado e embaraçoso - que nossa relação foi mudando aos poucos sem que você percebesse ao tipo de gravidade que isso levaria. E quando você dormia, e eu apenas observava, a metade da sua mente se elevava aos céus e a outra metade aos mais baixos labirintos do inferno. E eu, minha musa, olhando assim o seu rosto inocente e puro, jamais seria capaz de descobrir tudo o que cercava os seus pensamentos nessa hora. Você, naquele transe praticamente mortal, parecia mais fascinante ao meu olhar. Através dos seus poros eu sentia que todos os seus crimes escorriam se diluindo pelo ar; para depois voltarem e caírem sobre nossas cabeças. E o crime cometido por mim - por enviar cartas a você e alertas insistentes à sua família; contando sobre a minha visão do seu comportamento estranho e o que poderia advir dessa situação -, caso uma ação drástica não fosse tomada imediatamente por um dos seus -, era menos que um pontinho no grande universo de sofrimento e decepção ou do caos proporcionado a todos que soberbamente ignoraram os meus apelos. Às vezes, quando medito sozinho imaginando tudo que aconteceu, sou tomando de um pavor imediato e permanente. Tento convencer a minha consciência, que foi um dever avisar a todos do que era verdadeiramente a sua personalidade; mas logo depois que eu enviava as cartas, perdia a esperança que aquilo poderia ajudá-la ou que as palavras fossem realmente entendidas, então eu recuava perante a ideia de novamente mandar algo novo para o seu lar construído sobre o alicerce do cinismo.
    Ah, minha musa, eu sabia que a sua aura se tornava fascinante e esplendida quando você queria e eu poderia mergulhar nela para nunca mais voltar, porque me sentiria seguramente a caminho do paraíso. Quanta dissimulação! Ao admirar o seu corpo descansando no colchão de ar numa noite escura, eu via através dos contornos que era bem desenvolvida; musculosa e flexível, parecendo possuir um peso que não se podia medir a olho nu, no entanto, tinha um ponto de equilíbrio mais que humano, poder-se-ia dizer como de um pêndulo marcando o infinito. A sua respiração parecia tão profunda quanto o seu sono, como se estivesse acima ou abaixo da criação humana, da vivência animal ou da expansão vegetal: na verdade você era alguém afundando no mundo mineral onde a vida estava apenas a um degrau da morte. O que eu me perguntava era como conseguia dominar tão bem essa arte de ser impostora até mesmo nos sonhos, sem que em nenhum momento se traísse balbuciando inconfidências. Eu achava que estava dominando alguma técnica de controle desses sonhos, pois, quando eles vinham, automaticamente, você se desligava para o nada. Se qualquer pessoa tivesse o dom de abrir o seu crânio durante o sono, veria que ali residia “o nada”. Os seus segredos mais perturbadores nunca eram armazenados por muito tempo; tudo lá dentro parecia morto, humanamente morto e envolvendo o seu mundo ao redor de todos em loucura. Nesse momento, poderia viver eternamente com um universo criando falsas ondas de paixão e ilusão; através da indução de brilhos lunares e planetas etéreos, dando diferentes nomes aos falsos sentimentos que vagavam na sua órbita suicida. Dentro dessa tenebrosa morte no sono, a sua pior intenção ficava magicamente intacta, e depois se renovava através de seus pensamentos em vida. E nesse sono os seus olhos tremulavam sob as pálpebras, mostrando o seu único sinal aparente de vida quando parecia próxima de baixar ao túmulo. Logo em seguida, abrindo os olhos, ficava muito viva e desperta. Levantava num sobressalto, como se a luz lhe causasse um choque elétrico. Imediatamente entrava em total atividade, reclamando sem parar que o brilho azul e vermelho do pano do teto a aborrecia. Na minha mais pura verdade, eu acho que era apenas a luz que a aborrecia, qualquer luz. A nossa tenda era hermeticamente fechada para impedir que pessoas nos vissem ali dentro, mas a luz vinha de cima. Então você rolava nua de um lado para outro em busca dos seus apetrechos de beleza – objetos de grande preocupação. Havia muitos detalhes a cuidar antes mesmo de vestir uma blusinha fina. Era como qualquer modelo que se prepara para o grande desfile da carreira. Depois de pôr tudo em seu devido lugar com calcinha e sutiã, estava finalmente pronta para o nosso desjejum. Esse era sempre um momento prolongado com conversas fluindo naturalmente; era praticamente a nossa maior cerimônia, onde perdíamos a noção do tempo sem qualquer compromisso. Era de fato um momento de comunhão; porque você estava preocupada com a alimentação adequada e na quantidade certa – tinha um particular interesse pela nutrição e boa saúde, o que poderia ter lhe dado uma carreira brilhante nessa área, mas era muito difícil, já que você nunca conseguia se adaptar em emprego algum por esse espírito indomável que detesta receber ordens. Sua preocupação com os bons hábitos era muito presente, desde que se tratasse da saúde alheia, já que fumava uma quantidade considerável de cigarros ao dia, fumava num ritmo esquisito e rápido que chegava a me deixar estonteado. Suas narinas pareciam crateras de um vulcão expelindo gás mortal. Mas, com toda certeza, mostrava-se muito preocupada com os seus níveis de colesterol – isso é véro! O que mais me admirava é que você se mantinha perfeitamente controlada nessa hora do dia; toda a sua vida desfilava à minha frente, detalhe por detalhe, ditada pelo fino capricho em ser ouvida por um ouvinte amigo. Tínhamos diante de nós a imagem da liberdade em busca de um tempo que teríamos que vencer. Nas manhãs no camping as coisas corriam bem, enquanto a impressão que ficava era das mágoas desaparecendo para sempre - era o que eu inocentemente pensava vendo tudo de outra dimensão; um lugar de onde pendia o espectral silêncio da insanidade de um mundo esgotado por tanta carnificina dos maníacos e lunáticos de plantão, incluindo você e eu. Enquanto lá fora se desenvolvia toda a atividade diária do camping, nós comíamos e ronronávamos como dois gatos no cio. Você comia desesperadamente como um súcubo que sempre necessita de energia para sustentar o vício. Que dia feliz era o nosso a partir dali! Com toda nossa carne ficando à amostra, regada à saliva, esperma e sucubação infinita. Muita pele para arranhar, carne para enterrar os dentes; ou até mesmo o pau duro procurando o buraco uterino para se encaixar. Acima de nós havia apenas a fina película de tecido separando o sonho do mundo real - filtrando a luz do céu com cor de sangue e tom de bálsamo do mar. Iluminados de cores e calor, nós comíamos à vontade até fartar-nos, ainda que o amanhã chegasse e nos encobrisse outra vez com seus raios sinistros e nós nem percebêssemos o tempo que passou. O seu semblante era de quem nada pensava ou desejava, exceto, partilhar o sexo diante das paredes da nossa célula de sobrevivência. No momento seguinte eu imaginava tudo em teorias e conspirações, ou um único grão de verdade, caso, isso fosse necessário para desvendar todo mistério. Mas as verdades que encontrei juntando os grãos, não eram as minhas verdades, elas serviam para a vida de outra pessoa, alguém que talvez um dia voltasse a viver com você ou apenas aparecesse para fazer algo junto e definitivo; uma trama radical que mudaria a vida de todos. No nosso tempo estávamos a todo instante à beira de um precipício que ligava dois pontos de um caminho, você e eu, como já disse, mas o vão era largo demais e o precipício era apenas uma ficção. Lembro-me quando eu a encontrei pela primeira vez e esperava nunca mais vê-la de novo. Então na segunda vez foi melhor e na terceira já achava que poderíamos nos aproximar um pouco mais dando uma foda num culto de união e cumplicidade. Era um fim de tarde em agosto, e você já estava completamente nua diante de mim, sem ter-me dado qualquer trabalho. Como parecia ansiosa por aquilo! Tanto que estava mais molhada que a boca de um cachorro espumando. Meu Deus... Era a nossa primeira foda e, provavelmente, você estava precisando mais do que eu, pois havia me dito que não transava há meses. Então me segurou apertando-me contra si, tomou a minha mão e enfiou entre suas pernas. Em seguida manteve-se deitada, completamente largada e com as pernas bem abertas, enquanto eu tocava levemente as teclas do seu piano. Num instante passou a gemer agitando convulsivamente as mãos. Os seus cabelos curtos se desmanchavam no travesseiro. Para resumir, enfiei logo o pau e deixei lá dentro por segundos antes de mexer, pelo que deve ter me agradecido já que o apertava desesperadamente. E assim fomos até o final, enquanto fincava os dentes puxando os meus lábios e unhando as minhas costas, até que ficassem com vergões vermelhos; e só o diabo sabe o que mais fez naquela hora! Chegando em casa você se olhou no espelho demoradamente, logo percebeu em suas costas as mesmas marcas que fizera em mim. Foi uma foda e tanto, eu garanto! De volta ao café da manhã no camping e ao que deu origem a toda história: lembro-me que fodíamos o tempo todo, fosse a cada folga ou em cada espaço de tempo que os amigos nos permitiam ficar a sós. Dávamos algumas metidas adicionais depois do desjejum e antes do almoço. E naqueles momentos eu imaginava que tocar piano em sua buceta era a coisa mais maravilhosa do mundo. Na hora do êxtase você sempre dava um sinal definitivo, um ruido como um ronco surdo de um leão preguiçoso, depois, no momento seguinte, virava com um desfile de sustenidos e bemóis enfeitando a vida, e o idiota aqui, pensando em novas maneiras de manipular o piano tão bem afinado com o canto da natureza. Esse tempo parece que passou muito rapidamente para a gente, ele foi até o limite de estarmos tão próximos que quase trocamos de personalidade – dando um salto no escuro, sem possibilidade de volta ao que éramos. Tudo isso acontecendo sem sabermos como parar, mesmo antes que a velha sonoridade do sexo embalado por morte pudesse dar os seus primeiros passos e durasse eternamente em nossas mentes. Vivemos num entreato, onde de um lado estava a certeza de sempre voltar ao ninho do amor em qualquer tempo ou lugar e, do outro, demônios batendo suas enormes asas apontando o caminho da superfície - sem que eu soubesse o grande vazio que conheceria mais tarde. Assim me remeto ao tempo do terceiro encontro em diante, quando comecei a ter a falsa sensação de bem-estar e ainda não  sabia que eu era apenas um fantoche, uma fraude,  uma ferramenta indispensável em toda trama maquiavélica que nos envolveria.
    Depois de muito sexo e rock and roll caímos no sono profundo, Nina se aconchegou em forma de conchinha, jogou um fino lençol por cima do corpo e dormiu. Estava muito calor na madrugada. Olhei no celular e já eram mais de três e meia no silêncio do camping. O interior da barraca estava muito quente e eu necessitava respirar ar fresco. Resolvi sair para dar um passeio, sentindo no rosto um pouco da brisa da madrugada soprando da serra do mar. A poucos metros estava Zé Louco sentado numa pedra grande e admirando o céu de estrelas com a lua iluminada.
- O que faz acordado, Zé?
- Estou olhando a estrela cachorro.
- Que estrela é essa?
- E aquela ali que tem brilho mais forte.
- Sério? Pensei que fosse um planeta, talvez Vênus.
- Não. Vênus está mais para o horizonte.
- Você parece bem familiarizado com essa estrela. O que ela tem de tão importante?
- Olha meu véio, eu acho que todo mundo tem certa admiração por ela. É a mais brilhante do céu e mais próxima da terra, pode ser vista em qualquer hemisfério do nosso planeta. Dizem que se você viajar na velocidade da luz chegará lá em pouco mais de oito anos e meio.
- Certo. Mas o que isso tem a ver com a nossa vida? Não estou entendo por que tanta admiração.
- O meu olhar não é exatamente para ela e sim para uma irmã anã que orbita em sua volta. É chamada de Sirius B e não pode ser vista a olho nu.
- Se ela não pode ser vista então por que está olhando para o céu?
- Procuro desvendar mistérios.
- Que mistérios?
- Tudo na nossa vida tem que ter um significado cósmico. Há cerca de cinco mil anos os africanos já conheciam Sirius B. Eles não só sabiam da sua existência, mas também da sua localização e órbita. Naquele tempo não havia instrumentos astronômicos capazes de um tipo de descoberta assim. Todo conhecimento era transmitido por ancestrais, de geração a geração. Isso não é incrível, meu véio?
- Interessantíssimo, é mesmo um mistério intrigante, mas por que você está com essa obsessão tola?
- Não tem tolice nenhuma. Estou imaginando o universo macro e micro e a lógica que existe nisso.
- Acho que você está ficando maluco. Chupou daquela balinha de novo?
- Presta atenção! Os nossos ancestrais receberam o conhecimento detalhado da existência de Sirius B, isso através de alienígenas que visitaram a terra, assim como toda ideia complexa sobre cosmologia. Esses seres vieram do sistema de Sirius A, que é uma estrela com cinqüenta por cento a mais de tamanho do sol e com luminosidade mais intensa vinte e três vezes.
- Por que de Sirius?
- Apenas pela proximidade. Só isso. Eles estão esperando a nossa evolução. Talvez espiritual... Um dia o mundo será habitado por uma população feita de plasma.
- Isso é um exagero.
- Talvez seja, ou talvez não. No fundo eu acho que existe algum tipo de porta, uma rachadura na realidade perene que ainda não somos tão desenvolvidos para alcançar. Uma passagem que questionará muitas de nossas filosofias fundamentais: religião, ciência e historia. Proezas de uma percepção possível que não dominamos e que poderia nos levar a outra realidade consensual. Um lugar onde o que vivemos aqui talvez fosse invertido. Tudo é um grande enigma. Inclusive as mensagens que recebemos por telepatia acreditando em mediunidade.
- Sei, sei.
- É sério, meu véio. Nós nos comunicamos permanentemente com o universo e suas forças. Alguns são mais capazes, outros menos. Todos têm essa capacidade. Pode acreditar que viemos do espaço e para ele voltaremos.
- Meu Deus! Sinto muito, mas não consigo acreditar nisso. Acho até que existem entidades invisíveis ou coisas assim, mas levar esse tipo de pensamento como lei não é nada lógico.
- Meu véio, não existe nenhuma lógica. A lógica está nos nossos pensamentos. Pense se vale tudo o que tem feito por si mesmo. Será que a sua viagem ao desconhecido vale a pena? Será que se embrenhar no meio da selva em busca de um buraco trará a solução para os seus problemas? Você tem uma grande provação pela frente. Os extraterrestres me contaram. Eu sei dos seus medos e amarguras. O seu pensamento foi jogado no universo há tempos, ele flutua pelos ares e logo voltará a você com as soluções que espera. Tenha cuidado com os seus instintos. Pense antes de fazer qualquer coisa e imagine tudo o que tem a perder com a aceitação das suas fraquezas; ou tudo o que tem a ganhar com a desistência do que considera justo. A vida é um enigma, encontre a solução e vá adiante. Encontre o seu ponto. Eu esperava que saísse da barraca para transmitir esse conselho, quem sabe de agora em diante esteja totalmente são e livre. Sei que não deseja perder certas oportunidades, mas é melhor que não faça como pensa. Veja ali onde está Sirius, ela é como a projeção da nossa alma em transito, ela energiza o nosso mundo de pensamentos de forma positiva. Sinta a energia do cosmos e desperte a sua alma. Não piore as coisas. Talvez o melhor que tenha a fazer é esperar calmamente que tudo mude e que todos os ciclos se rompam nos dogmas que serão desacreditados. Siga o que diz a palavra sagrada no começo de tudo:
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

Fico por aqui minha musa. Desejo que esteja protegida pelos olhos de Deus.

Do seu admirador.

Re.

9 comentários:

  1. Momentos importantes que Re. está passando no camping ao lados dos seus amigos. Ainda mais a noite inebriante e de prazer com sua amiga Nina, mostrando que está vivo que é desejado muito importante pro seu físico e psicológico. Isso descreve depois como se tivesse se libertado das amarras que estava. Seu amigo Zé Louco como sempre, dizendo ou melhor revelando atitudes que Re. pensava em fazer que poderia prejudicar ainda mais a situação. Apenas aconselhando que deixasse o tempo passar, que na hora certa as coisas iriam se acerta que não colocasse a mão nisso. Tem coisa que passamos na vida que por mais que nos revolte, sem entender do por quê disso tudo, teria uma explicação.
    Ao meu ver Zé Louco quis dizer que Re. já estaria liberto dessa escuridão em que ele vivia que poderia seguir sua vida sem raiva e ódio no coração.
    Um momento de pura fé e atitude do Zé Louco, que apesar dos maus momentos que passamos, podemos tirar proveito do que passou, muito profundo isso. Adorei esse texto!!!

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  2. UAUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! QUE TUDO ABSOLUTAMENTE ADMIRÁVEL, DEPOIS DE UMA NOITE DE AMOR COM SUA AMIGA, FINALMENTE RE. CONSEGUE A SE SENTIR VIVO DE NOVO, SAINDO DA SUA TRISTEZA SEM FIM!!! O LEGAL DISSO TUDO SEM INTERNAÇÃO E SEM NEUROSE POR PARTE DA FAMÍLIA SE ACHANDO DE NOVO. E O QUE DIZER DO SEU GRANDE AMIGO ZÉ LOUCO ENTÃO, QUE MÍSTICO MOSTRANDO UM POUCO QUE SABIA AO RE. FALANDO COISAS BOAS E POSITIVAS, TENTANDO PROVAR NO QUANTO A VIDA VALE A PENA, E OS MISTÉRIOS QUE TEM TAMBÉM. RE. LOGO DESCOBRIRÁ A RAZÃO POR TUDO QUE PASSOU, E QUANDO ISSO ACONTECER VAI FINALMENTE SER FELIZ E SEGUIR SUA VIDA ADIANTE.ÓTIMO TEXTO!!! ROSE.

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  3. Vai entender o ser humano, né! Nessa busca desesperada do admirador Re., se reencontra com "uma amiga" muito que agradecida pelos favores que ele fizera no passado, modo liberal de retribuir. Mas, vamos aos fatos depois de tanto sexo porque amor ali não teve, Re. saí de onde estava e se depara com seu amigo Zé Louco, esse sim dou maior valor, deu uma explicação cósmica que pela amor de Deus, fiquei apaixonada. Visando que nada do que Re. fizer vai trazer sua amada de volta, é passado. Tudo que viveu de bom e ruim só vai ficar nas lembranças, Re. precisa perdoar o que aconteceu deixar seu coração livre sem amarguras. Literalmente dizendo "virando á página dessa história tão conturbada". É seu autor e quantas pessoas não vivem nesse dilema, esquecendo que tem uma vida pra viver e ser feliz.
    Sofrer por alguém que apenas lhe tirou e não acrescentou nada, é perda de tempo. Abraços.

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  4. Realmente tudo o que aconteceu nesse final de semana com os amigos, fez com que ele parasse e olhasse sua situação de um ângulo diferente do que vinha fazendo, agora ele se sente pronto para sair do buraco no qual se jogou e tomar as atitudes necessárias para resolver de uma vez por todas esse dilema. Re colocou Mis C em um pedestal(muitos de nós cometemos esse mesmo erro)criou uma imagem dela que não era verdadeira, a fez sua musa e acabou esquecendo de si mesmo, permitindo ser maltratado, ignorado, procurado apenas para realizar os desejos dela, ou ouvir seus lamentos.
    Ele preferiu manter-se afastado da família dela, porque sentiu que de lá não receberia o apoio necessário e muito menos o valor que merecia. Acho que ele teve boas intenções ao procurar revelar aos familiares de Mis C os problemas que a envolviam, mas eles tal como ela, não estavam nem aí para qualquer outra coisa que não fosse “seus próprios umbigos”, cada um envolvido em seu pequeno mundo falso e hipócrita e ela por sua vez não poderia deixar de agir da mesma forma, forma esta como fora criada.
    Acho que ele teve um aviso assim que a viu pela primeira vez, de que isso não o levaria a um bom lugar, que talvez fosse melhor nunca mais se encontrarem e cada um seguir sua vida, mas a gente nunca ouve os apelos de nossa alma e acaba fazendo exatamente o contrário do que pede nossa intuição, e com isso ele foi se deixando envolver, pelo prazer carnal e pela esperança de que conseguisse decifrar o enorme enigma que era essa mulher, em determinados momentos eu sinto que ele até acredita que eles poderiam tornar-se um casal normal, onde a amizade, o amor e o respeito prevalecessem, doce ilusão de um homem apaixonado, ou será obcecado?
    E mais uma vez o encontro com o amigo Zé Louco, numa conversa que para muitos, inclusive para o próprio Re, parece ser papo de gente insana, mas de louco Zé só tem o nome, pode parecer muito estranho tudo o que ele diz, mas sempre há um ensinamento, um significado importante para que Re descubra o verdadeiro caminho a percorrer e principalmente como fazer isso. Muito interessante essa estória de universo paralelo, será que isso é possível? Ter outros de nós em outras dimensões, agindo de forma contrária, vivendo diversas experiências?! O universo é infinito, as possibilidades também e eu gostaria muito de saber se um dia teremos acesso a todo esse mistério.
    E para encerrar meu “breve” comentário, deixo aqui uma frase do texto que muito me chamou a atenção: “Pense antes de fazer qualquer coisa e imagine tudo o que tem a perder com a aceitação das suas fraquezas; ou tudo o que tem a ganhar com a desistência do que considera justo.” Isso é algo que serve de conselho para qualquer um de nós.
    Acho que já falei demais né? kkkk Mas é porque essa estória esta realmente muito interessante e intrigante. Mais uma vez parabéns Renato, cada capítulo nos deixa mais e mais curiosos em saber o que essa “Adorável Mis C”(que de adorável não tem nada)aprontou com nosso amigo Re. Bjus e até o próximo.

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  5. Nosso protagonista já consegue perceber a fixação q o deixou preso todo esse tempo, como se fosse uma obsessão pela beleza de sua musa. Percebe tbém a alienação decorrente dos artifícios de dissimulação e persuasão utilizados por ela no tempo em q estiveram juntos. Desse modo, ela era capaz, sem a menor dificuldade, de eliminar de seus pensamentos e de sua vida tudo aquilo q, de alguma forma, pudesse atrapalhar seus planos ou não lhe trouxesse algum benefício próprio.
    Sua conversa era mascarada de forma a sugar o máximo q podia do seu interlocutor, dedicado e disposto a ouvi-la e a doar-se se necessário fosse. Com sua interpretação primorosa conseguia fazer c/ q Re visualizasse um universo em q td caminhava rumo a um futuro promissor junto a ela, e ele, na sua insanidade, acreditava inocentemente; isso tudo forjado pelo sexo doentio q o dominava como droga, num vício q o iludia e o afundava cada vez mais...
    Os dias passados no camping trouxeram-lhe lucidez para avaliar seu passado sombrio, e a força fraternal dos amigos abriram sua mente para as respostas q estavam ali mesmo, subentendidas dentro de sua própria história, reprimidas no seu próprio eu.
    Texto bastante metaforizado, heim seu Autor?! Mas isso, em absoluto, tiraria a beleza e a importância deste capítulo, viu Renato?! - BJSSS - Edneia

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  6. Patricia Ramos Sodero21 de fevereiro de 2013 21:38

    Ao meu entender,Miss C,na vida do nosso protagonista Re,tornou-se apenas uma "demônia do sexo",que sugava toda a sua energia positiva, que queria "transportar" à sua família.Depois de brigas, reencontros, traições, choros e cenas de amor,Re,finalmente,com ajuda de seus amigos no Camping,um a um,com suas experiências de vida,acaba"se encontrando"novamente.Já era tempo.Ele percebe o quanto é importante amar-se primeiramente,viver intensamente passagens e pessoas que lhe trazem algo de bom....e não ficar "remoendo" uma estória que só o levou às trevas...ao fundo do poço...
    Admiro a maneira com a qual nosso protagonista,Re,se "saiu" dessa situação,pouco a pouco,procurando sua liberdade...Desde que saiu da clínica e colocou o"pé na estrada",determinado a buscar ajuda.....o entendimento.
    Zé Louco é,e sempre continuará sendo,uma "figura" de tamanha importância em sua vida....Sua conversa com ele,além de lhe trazer muitos conhecimentos,faz com que a reflexão venha em sua mente.....É um ser humano que,sem sombras de dúvidas,já experimentou um pouco de tudo na vida...
    Nosso autor,terminando o capítulo com palavras bíblicas,mais uma vez mostra a sabedoria:Quem crê em Deus,não vive nas Trevas....têm força suficiente para lutar e seguir em frente,sua caminhada....É isso que Zé Louco quer sempre mostrar ao seu amigo,em especial.Lógico,não esquecendo de Nanda,Nina....peças de extrema importância também em sua vida.
    Parabéns,Renato! Excelente capítulo! Aliás,um a um vem nos surpreendendo.Adorei de verdade.Aguardo os próximos com muita ânsia....
    Bjs e até...

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  7. Depois de uma noite um tanto inusitada, vejo que Re.acordou pra vida, né seu autor!! Bom cada qual com seu modo de agir diante das situações que aparecem, se depois disso ele refletiu e viu que apesar da saudade que ainda é grande pela sua musa, vai ajudá-lo a seguir em frente na sua busca pela paz de espírito, bravo!
    Um pouco, meio confuso isso do amigo Zé Louco misturar Sirius B com Deus, entendo que com isso queria ajudar Re. a se encontrar de novo, volta a vida sair do abismo que se encontrava. Acho que Re. vai se encontrar de qual maneira ainda não sabemos, quem sabe quando chegar na Caverna dos Morcegos encontrará respostas ainda obscuras. Não entendo que sempre no final de cada capítulo Re. se refere a sua musa "Deus lhe proteja", muito estranho isso depois de tudo o que ela fez, é admirável essa preocupação. Essa mulher deveria se sentir agradecida por tanto amor assim. Adriana.

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  8. QUE BACANA, FINALMENTE RE. SAIU DA SUA SOLIDÃO!! DEPOIS DE UMA NOITE DE PRAZER COM SUA AMIGA NINA, VEJO QUE FOI LIBERTO DO VAZIO QUE SENTIA. SEU AMIGO ZÉ LOUCO QUE FIGURA MÍSTICO, MUITO INTERESSANTE FALANDO DE COISAS ALÉM QUE UM HOMEM PODE ENXERGAR, MAS PODE ACREDITAR E SENTIR ESSA ENERGIA TÃO MÁGICA QUE FAZ BEM A ALMA, MUITO BEM COLOCADO ISSO. DANDO A RE. FATORES MUITO IMPORTANTE PRA SUA CURA O "PERDÃO", SIM DEVE ESQUECER O PASSADO E SEGUIR EM FRENTE VIVER DE NOVO. MISS C É PASSADO E RE. TEM QUE ACEITAR ISSO. ROSE.

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  9. Uma magnífica história de amor seu autor, fatos realísticos que muitos passam nos dias de hoje, mesmo apesar disso trás muita sabedoria e cumplicidade de amigos que Re. tem, sem isso acho que não teria início a sua busca da sua felicidade e principalmente paz de espírito. Pois seu interior estava atribulado e no completo vazio só se enchendo de rancor e ódio pelo o que sua musa fez.
    Re. tem que se agarrar a fé que até então não existia dentro dele, Zé Louco ajudou e muito com sua experiência cósmica. A vida segue parar no tempo não trará a amada de volta,.Um ditado muito importante que sigo, ou melhor, que todos devem por em prática ;" Não dê prioridade quem te trata como opção". Abraços.

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