segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Dear Miss C Part 8

  Minha adorável Miss C.


   Cerca de uma semana da visita delas aqui em casa, comecei a passar tão mal que acabei sendo levado às pressas ao pronto-socorro. Isso aconteceu devido a tanto pensar no assunto daquele dia. Em mais uma noite comecei a ter delírios e espasmos; via sombras flutuando na parede e vultos na janela. Falei em voz alta a noite inteira sem parar que até acordei os vizinhos; esmurrei móveis e atirei objetos para cima, joguei o colchão no chão e mijei nele até ficar ensopado. Depois de medicado pensei em tudo o que foi conversado, mas diante de tantos fatos incongruentes, caminhei diretamente para o meu cárcere particular em busca de outras respostas - penetrei na minha mente com enorme receio de saber da sua chegada, minha adorável musa. Ela estremecia por dentro ante a ideia de um encontro cara a cara com você - mesmo com a convicção que você jamais aceitaria tal sugestão, pois, é bem sabido que ainda tem um gênio muito mau e todos sabem disso; a sua mãe sabe e seu pai se recusa a aceitar que são espelhos um do outro. O que mais me assombrou nessa visita foi quando a sua irmã resolveu abrir a boca. Ah, Miss C, ouvi-la dizer tamanhas bobagens com aquele olhar de viés como se por mim alimentasse uma rixa mortal - exigindo vingança - me deixou encabulado. Porque me fez lembrar todas manifestações de hostilidade gratuita que você praticou na nossa convivência. Vieram-me então dúvidas se ela e sua mãe pensavam mesmo na solução aparente do caso ou se, por detrás da bandeira branca, outras intenções. A irmã dera a entender que fora eu o responsável por sua partida, minha musa, e que você não tinha culpa de nada. E eu, como não me sentia capaz de responder com toda raiva que havia dentro de mim, educadamente me contive.
    Ah, Miss C, na lembrança daquele momento tudo pareceu meio sem começo, sem fim e sem lógica; mesmo que eu tivesse ficado muito contente pela forma como me comuniquei com a sua mãe. Aquelas poucas horas me trouxeram grandes revelações e significados importantes do seu destino. O que eu não sabia era da realidade sendo expressa de um jeito tão diferente como se fosse um fenômeno, que apesar de me trazer um alento, me desorientava totalmente. Era como algo a me desviar do objetivo primordial da vida e da sobrevivência da mente sã para descobrir a minha própria identidade genuína perdida depois de anos. Alguma coisa muito estranha foi crescendo dentro de mim depois disso. Passei a tomar parte de um mundo cíclico que foi se desdobrando no pensamento consciente criado de um novo ritmo de realidade. Esperava de cada palavra uma nova chave para desvendar os seus segredos mais íntimos ou a verdadeira história dos seus sentimentos amargurados. Parece que tudo que se cercou desse florescer seguiu pelo caminho de habitar um mundo desconhecido. Um mundo que separava correntes invisíveis, hostis e venenosas de um outro mundo bom; um pequeno mundo de onde vinha toda alegria e amor. Esse mundo ruim surgiu do nada e se expandiu até tomar para si tudo que entrava em contato, principalmente os pensamentos impuros. Com essa sensação os meus sentidos foram se tornando mais dolorosos, enquanto a sua nova imagem surgia no meu interior através do pensamento. Sem sombra de dúvida eu alimentei isso com o desejo de vingança e dor; o que impulsionou a minha alma foi o rancor. Em apenas um piscar de olhos me livrei do mundo ilusório e cheio de fantasmas que assombravam toda existência; mesmo enquanto estive ao seu lado já sabendo de tudo. Nada mais fluiu desse momento além das maldades vindas daquele pensamento desconhecido. Fui por muito tempo seguido  pelos seus olhos que me vigiavam como no sonho da tempestade. Você sempre vinha até mim sem qualquer fronteira ou limitação. Agia como se fosse a grandeza infinita de algo inexplicável que habitava a mente. Depois de ter passado por isso voltei ao meu mundo real, ainda que me sentisse num universo alternativo. Eu sabia que quanto mais me recusasse a crer que aquele mundo existiu, menos sensações sentiria através de suas ondas. Estou cansado das formas vagas e obscuras nas quais meus olhos nunca viram qualquer milagre nascendo. Nesse meu mundo misterioso, rodeado por seringas, comprimidos e remoções ao pronto-socorro, ainda reside a autêntica substância que desejo para ser feliz. Estou certo que toda realização ainda mora em algum lugar em mim, mesmo imaginando que tudo está vazio e deserto aqui dentro. Nesse meu pensamento concluo que nem tudo tem começo, meio e fim bem explicados. O meu mundo alternativo serve para reanimar a chama que começa a se apagar da metade de qualquer sonho que já tive em diante. Mesmo que a partir de agora eu ainda recorde algo de bom a respeito daquilo que sonhei ou vivi ao seu lado, minha musa.
  Indo no embalo do ritmo torturante desses pensamentos, foi num relance que lembrei quando, de maneira aflitiva, você praticamente se derramava em lágrimas dizendo da zombaria que o seu pai fazia dos seus defeitos. Com grande desgosto me contava que ele repetidamente duvidava da sua capacidade por considera-la imprestável, valorizando com isso o sucesso profissional e estabilidade emocional da sua irmã Roberta. E você, perdida em pensamentos, acreditava em tudo aquilo a ponto de duvidar de si mesma. Se isso era o que ele desejava, então que assim fosse: tornou-se amarga e grosseira; detestando todo mundo que esbanjasse felicidade ou admiração por seus atributos físicos ou intelectuais, o que acentuava a sua irritabilidade por qualquer coisa. Talvez uma medicação antidepressiva pudesse aliviar momentaneamente suas tensões ou até o vício do cigarro, mas a aura hostil daquele ambiente recheado por atitudes de anos de inveja e rivalidade, jamais seria resolvida de uma maneira tão simplista. Sabe, Miss C? Embora eu nunca pudesse e nem tivesse a real coragem de lhe dizer adeus de verdade, eu sentia que a amaria mais profundamente se em algum momento me fizesse acreditar que merecia o meu amor. Até a hora da minha morte me arrependo por não ter conseguido perdoa-la no momento certo, mas você bem sabe que nunca consegui esconder o meu gênio tal como ele era; lamento e me arrependo por não ter atingido tal nível de generosidade a cada nova carta que lhe escrevia; evitando escrevê-las. Foram dezenas de vezes que pensei que deveria lhe perdoar, ainda sabendo que nunca me falava uma única verdade das suas intenções. E depois do perdão, quando nova mentira viesse, eu deveria perdoar de novo; mesmo que doesse lá dentro saber que as coisas entre nós eram tão desiguais do ponto de vista da sinceridade. Depois de tantos meses eu já me habituara a aturar os seus defeitos com menos ressentimento. No entanto, quando tudo parecia sob-controle, nova crise vinha por causa do seu procedimento; agia tão mal como nunca o fizera antes e tudo mudava outra vez. Foi quando, inconformado com tantos altos e baixos, comecei a contar toda a história nas cartas endereçadas aos seus pais; traindo suas confidências com o conhecimento que seria odiado para sempre por me igualar aos seus atos inconsequentes  mesmo assim segui em frente na tentativa de ajuda-la de um modo totalmente diferente. No momento da descoberta de todos, me refiro a tudo aquilo que você fazia sem que ninguém soubesse, foi quando chorou doído como nunca antes acontecera; lutou querendo proibir – bloqueando a chegada das cartas da forma que podia -, implorando ao velho Severino que intercedesse por você e me atacasse, mas a resposta que teve não lhe serviu de consolo, porque ele ignorou o seu pedido achando que você fazia por merecer tudo o que estava acontecendo – desta vez não teve o ombro do pai devotado e amigo ao seu dispor. Você trouxe vergonha e escândalo à família que sempre primou pela discrição; perdeu o senso de noção, respeito e ética. E, depois de tempos, levada por essa imperdoável fraqueza e frieza, não se recuperou dos estragos do ponto de vista moral associados à sua imagem destruída. Antes que meio ano se passasse, a eterna decepção causada por você não cessou; uma grande inquietação tomou conta do ambiente onde se evitava falar a respeito. Havia uma permanente sensação de remorso e dó. De certo momento em diante você já não sabia mais o que deveria esconder ou o que deveria revelar, pois a sua inteligência privilegiada se recusava a engolir novos enganos que causassem ameaça à família. Foi quando partiu de casa, quase que obrigada e com vergonha de si mesma. É, minha adorável Miss C, você jamais imaginou que eu pudesse dar esse troco, e desse jeito. Jamais sonhou que as mazelas se tornariam conhecidas por quem nem pensava que a moça tão recatada pudesse agir assim. Que vergonha! Mas o troco continuou e o seu ódio aumentou, não é mesmo? Principalmente quando o seu ex-namorado, de tantos anos de promessas não cumpridas, ficou sabendo do seu jogo de usar a imagem e os dizeres dele para me provocar. E diante da iminente ameaça da atual noiva ficar sabendo o que acontecia, rompeu todos os laços com você definitivamente, agindo como se nada tivesse a ver com o assunto. Desde então o leva e trás da casa de um e de outro parou de acontecer. Ah, minha adorável musa, o que me deixou muito contrariado foi que um dia me disse assim: “Não tenho mais nenhum contato com aquele povo de lá!”. E eu acreditei em você, meu amor. Acreditei, sim!
    Mesmo não atendendo minhas ligações quando ainda estávamos juntos ou quando, num reflexo de falsa bondade, atendia, mas logo na primeira palavra que não concordava batia o telefone na cara, eu continuava acreditando em você. E na internet a mesma coisa. Quantas vezes você me deixou no vácuo falando sozinho? Foram tantas as cenas que nem sei contar. Pois é... Mas com ele era diferente, não é minha musa? Ele tinha linha direta com você, era como Batman e o comissário Gordon na linha exclusiva. Ao primeiro toque do telefone: pronto-atendimento! E na internet então? Enquanto você me deixava dias e semanas sem qualquer contato as mensagens dele eram respondidas pontualmente. É... Nem um só torpedinho me mandou em mais de ano... Nunca me ligou para saber se eu estava bem ou se tinha chegado direitinho na minha casa ao retornar da sua casa tarde da noite. Ahh, minha musa, você me noticiou do falecimento de um parente seu alguns dias depois, mas em poucas horas do ocorrido a família do seu ex (que não tinha contato com ninguém da sua casa, exceto você) colocou uma tarja de luto na rede social da internet. Cito esse fato não por ele ter tido consideração com quem morreu ou quem estava vivo, mas sim por você ter relatado a mim o fatídico momento depois que já tinha passado a ele. Muito bem... Você primou por muita lealdade, mas nunca comigo. Até porque fui eu o único que apareceu em sua vida e queria de você comprometimento e cumplicidade; mas a sua mente estava voltada para outros sonhos, e que a levavam por caminhos opostos ao de alguém que desejava muito mais do que estava interessada a oferecer.
   Miss C, ao escrever essa nova carta, sou tomado por uma espécie de nostalgia básica daqueles dias ensolarados, quando ainda havia um traço de sorriso em nossos lábios. Foi numa tarde de sábado, no meio do outono do nosso primeiro ano junto, que veio a mais forte das revelações. Estávamos acampados naquele final de semana num lugar muito bonito cercado de um lado por um lago e de outro por um grande recinto coberto com lona de circo - local tomado por um pequeno palco, caixas de som e um camarim nos fundos; um sítio apropriado para alguns viajantes da estrada tomarem cerveja ao som de rock and roll a noite inteira. Havia uma trilha de lajotas com vegetação rasteira nas beiradas e bancos feitos de cortes de troco de árvore; caminho que levava diretamente para o lugar daquele recinto onde se ouvia menos o barulho da música alta tocando. Nessa tarde de sábado caminhávamos nessa trilha de mãos dadas e em pouco tempo nos sentamos num dos bancos para conversar. O nosso diálogo começou mais ou menos assim:
   - Sabe Re? Estive pensando numa coisa: reparei que você gosta muito de mim e acho que não deveria gostar tanto.
   - Mas por que está dizendo isso?
   - A gente nunca deve gostar ou demonstrar que gosta tanto de alguém. Se você não entende agora o que isso quer dizer, com certeza, um dia entenderá.
   - Mas... Você acha que não gosta de mim o suficiente para estarmos juntos, é isso?
   - Claro que gosto de você, mas não do jeito que você gosta de mim.
   - Como assim?
   - Sabe o que é? É que o tempo passou, já estamos há cerca de um ano junto, e mesmo assim ainda não consegui esquecer o meu ex.
   - Você ainda gosta dele?
   - Gosto, sim!
   - Mas então o que faz comigo?
   - Estou tentando esquece-lo. Mas não consigo porque você não me ajuda em nada.
        – silêncio por uns trinta segundos -    
   - Ah, Re, eu nunca te contei, mas a gente se separou gostando um do outro. Para falar a verdade nem sei exatamente o motivo da separação. Um belo dia nós nos encontramos e ele disse que não queria mais e esse foi o fim. Apesar de ter sido um grande alívio para todos da minha família, foi muito traumático e difícil para nós dois, pois, mesmo depois de meses, a gente ainda continuava saindo como namorados sem sermos mais namorados e sem que ninguém soubesse.
   - Eu não estou entendendo...
   - Então... Na verdade ele não brigou comigo e sim com o meu pai, tudo ficou muito difícil pra gente a partir daí.
   - Bom... Sendo assim por que vocês não tentam reatar a relação e eu saio fora?
Parou por um instante... Ficou pensativa como se tentasse uma resposta que tivesse alguma lógica.
   - Eu não me vejo mais com ele! – arrematou secamente.
   - Agora temos um problema aqui. Como irei continuar com você já que gosta de outra pessoa e somente depois de praticamente um ano vem me contar?
 Novamente silenciou enquanto ficamos ali olhando o sol se pondo no horizonte.
  Depois de minutos naquele silêncio de inconformismo nos dirigimos para a barraca de camping, onde fomos deitar para um leve cochilo.
   Ah, minha adorável Miss C, você se lembra que cerca de uma hora depois acordamos ao som de Born to be wild(steppenwolf), tocada por uma excelente banda de quatro rapazes que animava o camping na noite do rock and roll? Foi maravilhoso aquele momento quando arrancamos toda a roupa bem depressa e fizemos amor como dois insanos. A coisa mais importante que poderíamos oferecer um ao outro naquele momento era sexo, deveras, com uma cumplicidade exclusiva e eletrizante, completamente aberta ao mundo e às novas sensações. As luzes coloridas refletidas na nossa pele alteravam os pensamentos desejosos de prazer. Nesse minuto não havia mais os sonhos roubados do ontem e nem aquela jovem frustrada que carregava a dor. Você era tolhida de impacto por uma pesada ancora que balançava mergulhando no seu mar caudaloso e fundo - só para lhe fazer feliz por alguns instantes. A luz da vida estava ali em cada movimento, em cada energia que entrava e saia através daquele instinto animal. E com aquele ato desbravávamos os caminhos, o cheiro era bom e excitante; cheiro do fruto proibido no jardim do éden. Aquele perfume se espalhou por todo pequeno ambiente e o seu corpo era o templo a ser cultuado ao som de heaven and hell do Black Sabbath. Era essa a toada no único momento em que eu percebia alguma meiguice nas mentiras que pareciam verdades na sua entrega. Eu era um tolo que se deixava envolver por apenas sexo com a embalagem de “fazer amor”. E assim o império do medo se perpetuava novamente com o terrível veneno da sedução. A minha crença residia no fato que os seus lábios entreabertos esboçariam mais um leve sorriso; um sorriso de paz no ritmo da guitarra e da evolução rápida dos movimentos da musicalidade corporal.
    Eu sentia o mais puro ar da noite e dele me alimentava. Diante dos meus olhos estava o seu corpo no desejo mais intenso, um desejo em carne e osso que podia ser tocado suavemente em sua flor com pétalas sobrepostas. Nesse exemplar majestoso havia dobras maiores e menores, umas aparentes, outras escondidas e cheias de encanto. Dali vertia o líquido mais precioso facilitando a condução da seiva da vida; o nosso alimento primordial. Ah, Miss C, lembra como a língua se tornava inquieta nos caminhos para além de um simples lambuzar? Ela era forte e destemida quando o seu corpo vibrava e de repente se esticava de uma só vez com aquela coisa sem controle escorrendo para fora, lambida aos poucos, depois, no final, selando o frenesi com um beijo apaixonadamente na boca molhada. Toda sequência ao som de simple man do Lynyrd Skynyrd. Em cada novo aperto uma nova sensação estonteante modificando o ar que respirávamos. Os lábios mantendo velhos segredo em pedaços que podiam ser delicadamente esticados com os dentes - partes estimuladas pela circulação ligeira que virava febre sem cura. Estávamos no mundo de encantamento feito para dois, um mundo desvendado em novas sensações e se definindo aos poucos na motivação nova que levava a outra - com um leve pensar no infinito. Os dedos tateando, escorregando devagar, afastando cada pétala da flor querendo desabrochar, buscando qualquer emoção que tirasse o marasmo. Foi na realidade desses sonhos que pode perceber que a sinceridade não deveria ser falsa, principalmente na forma daquilo que a penetrava e mexia e cutucava fundo. Depois do ultimo aperto; um único suspiro. Momento sublime. Olhos fechados e o corpo contente num breve instante. A flor em sua beiradinha e profundidade guardou o segredo por onde a realidade escoou; revelou a verdade dos desejos inconfessáveis. Então, por um instante, o esboço do seu sorriso motivou enorme prazer em mim, clareou o ambiente. Essa foi a única alegria que  pude lhe proporcionar de verdade, minha adorável Miss C.
    Preciso encerrar por aqui. Hoje não estou escrevendo muito bem devido ao efeito dos remédios que enfraquecem o meu pensamento. Por favor, desculpe os erros de gramática e das ideias meio embaralhadas. Na próxima carta estarei melhor para contar a motivação da minha escolha e da proposta feita por sua mãe.

Que Deus esteja sempre com você .

Do seu mais profundo admirador.

                           Re.

10 comentários:

  1. BOA NOITE!!QUE ISSO SEU AUTOR RE. VOLTOU A SER INTERNADO,PÁRA HEIN!!!QUE COISA MAIS COMPLICADA É ESSA,QUANDO PENSO QUE ELE TERÁ FORÇAS PRA ENTRENTAR A SITUAÇÃO CAÍ DE NOVO.EITA AMOR MAIS DOIDO,SRSRSR.VEJO QUE CADA VEZ QUE A LUCIDEZ,FAZ LEMBRAR DE FATOS JUNTO COM MISS C!!!PELO QUE VI,ELA ADMITIU QUE GOSTA DO TAL "EX",IMPRESSIONANTE DEPOIS DE TUDO CONTINUOU COM ELA!!!AÍ EU DIGO CADE SUA DIGNIDADE,SE EU OUVISSE ISSO,TERIA LARGADO NO MESMO INSTANTE.BOM CADA PENSA DE UMA FORMA.ATÉ.

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  2. Olá,nossa que sofrimento do admirador Re.depois da visita da mãe e irmã de Miss C foi levado as pressas teve uma recaída,fiquei triste em saber que o Re. não está preparado pra ouvir a verdade ainda,imagino no reencontro já pensou!!!Mesmo ele relatando como o pai fazia diferença entre ela e Roberta,não justifica a falta de personalidade dela isso só foi uma desculpa pra por em prática o que ela já tinha.Ele dizendo da viagem deles nossa que dor em ouvir que ela amava seu "ex"!!!Fico aqui na expectativa que ele dê a volta por cima,e saía desse pesadelo porque isso não é amor virou doença.Bjs!!!

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  3. Bom dia Renato,o que dizer desse capítulo hein!!!Quando penso que o admirador Re. já esteja seguro e bem teve um surto e volta a ser internado de novo!!!Só de saber que vai ter um reencontro com sua amada Miss C,lamentável isso.Está totalmente sem condições emocionais pra enfrentar a situação,o que mais me chamou atenção é como ele a defende apesar de tudo incrível,relatando como o pai dela diferenciava as filhas depois disso começou agir de um modo na exemplar perante as pessoas que ela convivia.Mas que falta de amor-próprio hein!!!Sobre a viagem que eles fizeram,nossa fiquei chocada depois de tudo que ela disse ele continuou ou melhor se apaixonou mais ainda,as lembranças que tem dela é incrível detalhes da intimidades deles!!!Ele se sujeitou as migalhas que ela oferecia apenas sexo nada mais,pois naquele hora se transformava no que ele mais adorava,vamos dizer se contentava com pouco.Miss C uma mulher sem emoção nenhuma,fria e distante,muito misteriosa e vejo que o admirador não vai sossegar enquanto não souber da verdade.Parabéns!!!Bjs!!!

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  4. Vim fazer meu comentário,e pra dizer a verdade estou muito chocada com que eu li desse capítulo!!O Re. ficou mal depois da visita e foi internado???A recaída foi feia hein,vejo que não está ainda preparado pro reencontro com Miss C.Na minha opinião nada justifica o comportamento dela perante as pessoas,mesmo que foi bastante desvalorizada pelo pai ela poderia ter uma atitude digna provando que era capaz sim.Ela pra mim é uma psicopata sabia muito bem o que estava fazendo.E o Re. então???O que dizer dele???Depois que ouviu da própria se sujeitar em ficar juntos,nossa é uma lástima.Bjs!!!Adriana.

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  5. Estou surpresa seu autor com os acontecimentos desse conto??Posso dizer indignada é o termo certo,srsrsr.De vez o admirador dar um passo a frente ele recua dez,volta estaca zero!!Que família é essa que mexeu com a vida dele a ponto ficar totalmente desequilibrado.Qual o intuito dessa Miss C de fazer isso??Será que vale a pena esse reencontro??Ele mandou várias cartas pra família dizendo de fato quem era ela,no meu ver foi uma vingança,deveria deixar pra lá,mexer nisso só pode piorar ainda mais a situação.Nós temos que aprender a aceitar o "não",dói mas o tempo cura.um pontapé que levamos deve seguir como exemplo que aquela pessoa não era a cara-metade que imaginamos.Fica a dica nós temos que nos dar valor amor-próprio sempre.Até.

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  6. Boa noite,descordo plenamente que o admirador Re. seja desequilibrado,pára e pensa um homem "normal" que tem sua vida virada de ponta cabeça por uma mulher que ele pensava em conhecer de fato mas que a vida lhe pregou peças,não demorou muito a máscara dela caiu não só pra ele mas pra família dela também.Uma pessoa oportunista sem caráter nenhum.O que fiquei sensibilizada que o Re. ainda ama Miss C!!A dor que ele sente é muito grande,procura uma resposta pra enfim acalmar seu coração.Parabéns!!!!!Letícia.

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  7. Que loucura essa relação! Ela fez o que quis com ele e ele se vingou dela sem dó nem piedade. Será que isso é amor? Mesmo ouvindo da própria boca de Miss C que ela era apaixonada por outro, Re não se revoltou e tomou a única atitude digna a ser tomada, a de deixá-la livre para seguir seu caminho, mesmo ela não querendo mais estar com seu “X”. Como ele pode se contentar apenas em fazê-la sentir prazer, em alguns segundos, sonhar que ela está com ele, inteira, será que para Re isso deveria ser suficiente?
    Falta de amor próprio, insanidade, a que ponto um ser humano está disposto a ir para tentar mudar uma pessoa? Mesmo após tantas humilhações, tanto desprezo, tanto desamor, Re não consegue seguir adiante e deixar essa triste estória no passado. Prefere ficar cutucando cada ferida até que volte a sangrar. Muito triste tudo isso, ele precisa realmente de tratamento, para poder encontrar o caminho de volta de todo esse inferno. Será que esse encontro é mesmo necessário? Será que isso não acabará definitivamente com a pouca sanidade que ainda lhe resta?
    É difícil falar sobre um assunto como esse, pois cada pessoa age de uma determinada forma, não adianta ditar regras de conduta, ficar cobrando amor próprio, orgulho, ou o que quer que seja. Cada um vive suas experiências de uma forma ou de outra, aproveitando o que não deu certo para seu crescimento pessoal, ou levando tudo isso ao auge da loucura. A mesma dor é sentida por cada pessoa de forma diferente.
    Parabéns senhor autor, temos aqui muitas coisas em que pensar. Aguardamos o próximo capítulo.

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  8. Patricia Ramos Sodero5 de dezembro de 2012 22:31

    Vejo que nosso admirador,Re,fica muito perturbado,cada vez que lembra da possibilidade de um encontro com sua "musa",Miss C.Tem a imagem dela,ainda,como "um gênio muito mal",e ao mesmo tempo,sua irmã,com um certo "ar" de ironia,usa de palavras para fazê-lo entender que é o culpado da estória.Esse grande admirador,de certa forma,fica feliz em ter essa comunicação com a mãe e a irmã de sua "musa",porque parece lhe dar mais forças,para saber muito mais sobre segredos passados.Afinal,Miss C sempre se mostrou mais fiel ao seu "ex",do que com o Re.E também tinha certa amargura,por seu pai fazê-la passar por situações críticas,sem poder falar nada;por essa razão,tornou-se essa pessoa "grosseira" que é.
    Re é uma pessoa muito generosa,e pensa até no perdão.Mas será que Miss C merece algum "ponto positivo"?O pai com certeza,achava merecido o que estava passando....e a raiva dela,só aumentou,em ver o troco que lhe era dado.
    Acredito que Miss C,no fundo,saiba das consequências que traz ao Re....no diálogo que tem,pede até que ele não goste dela da forma como gosta,porque sabe da traição causada.Os momentos que passam juntos,são simplesmente maravilhosos!!!É muito difícil saber qual será o desvendar dessa estória....Ainda continuo otimista,a ponto de pensar que,seja qual for o tipo de relação,uma boa comunicação pode ser a "cura" e a sabedoria de tudo.
    Vamos ver agora,o que o autor vai nos "causar"....
    Belo texto,Renato! Você nos "toca" a alma e nos faz refletir muito em seus contos....
    Grande beijo e aguardarei ansiosa os próximos acontecimentos.

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  9. É incrível como nosso amigo Ré se abala com tudo q é relacionado c/ sua Dear Miss C! Msm separados e longe um do outro o laço q os une torna-os tão próximos q a presença é sentida constantemente. A cada descoberta, ele mergulha nas mais profundas sensacoes dolorosas q vivenciou p/, em seguida, submergir c/ forças e reestabelecer seus pensamentos confusos e nortear uma nova direção.
    Ele próprio recrimina sua atitude perversa de escancarar a figura de Miss C p/ a família, mas, ao msm tempo, sente q isto se faz necessário p/ a recuperação de ambos.
    Seus pensamentos oscilam entre mágoas deixadas pelo desprezo e o delírio do prazer carnal, oferecidos por sua Musa. Momentaneamente, td sofrimento era esquecido e ele viajava em seu corpo num tour de aromas, suores, calores, gemidos e êxtase, embalados ao som do Rock and Roll !!!... (Ufaaa! Deu até pra sentir o calor e ouvir o som!... kkkkk)
    Apesar dos seus altos e baixos, sinto q o Re esta num processo de recuperação constante e q seu total reestabelecimento esta próximo! Sozinho ou na companhia de sua Musa, aqui ou em outro mundo..., só vc pra nos dar a resposta, Renato! BJSSS - Edneia

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  10. Será que é possível entender o amor? Mas,o amor é para ser entendido ou para ser sentido?
    Talvez seja um tremendo bicho de sete cabeças que nos aprisiona até não termos mais nenhuma gota de amor.

    Abraços.
    Simone

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