sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dear Miss C Part 6


   Dear Miss C.

 Acho que estou tendo um novo acesso de delírios devido à ausência dos remédios. Sinto que as paredes da minha casa foram redecoradas e se parecem agora como as paredes do museu do Ipiranga. Nada de mais importante existe aqui além de máscaras mortuárias, quadros com retratos antigos, móveis restaurados e imagens disformes em rabiscos - são os rascunhos de cartas que um dia foram de relevância para a história da minha vida. Alguém me prometeu pagar o aluguel desses meses em que fiquei ausente, e para dizer bem a verdade não lembro exatamente quem foi. Enquanto eu dormia, noite passada, um envelope sem nome recheado com a quantia referente às duas primeiras mensalidades, acabou sendo deixado embaixo da porta.
     De vez em quando, devido a todo esse excitamento frenético pelo qual sou tomado, fico louco para vomitar palavras dirigidas a você, minha adorável Miss C; só por isso nem me preocupo mais com nada relacionado a todas responsabilidades da vida, nem com o aluguel ou a limpeza da casa. Gostaria que soubesse que ando muito cansado de toda essa atividade diária sem sentido, até mesmo quando ideais que parecem brilhantes me ocorrem. "Ah, para o inferno com essas ideias tolas!". Mesmo assim não resisto quando sou possuído por uma força que vai além de mim. Eu preciso contar coisas para você. A novidade é que tenho a certeza que não sabe exatamente como aconteceu o que vou lhe relatar em detalhes, pois a circunstância foi habilmente guardada em segredo. Um dia, antes de ser internado e ainda com muita mágoa, confesso que tive delírios intermináveis - por causa deles resolvi entrar em contato com a sua irmã, não a segunda irmã com quem você tem grande rivalidade e se debate em lutas infinitas pela atenção do pai, mas a terceira; aquela que beira os trinta anos e a quem sempre descrevera como sendo uma pessoa sincera que não sabia mentir para encobrir os deslizes das outras irmãs; principalmente diante do olhar de censura do severo Severino. Pelo menos era essa a sua conclusão a respeito dela. Imaginei comigo: “Por que não ter uma conversa franca com essa moça que parece tão aberta ao diálogo, descrevendo com detalhes alguns fatos reais e todas cruéis verdades frias que envolveram a você e a mim?”. Dessa forma eu escrevi a ela. Para minha surpresa ela respondeu dizendo que estava ansiosa em vir até mim para conversamos a respeito de coisas referentes ao assunto das cartas. Disse ainda que você, Miss C, jamais aprovaria tal situação, que detestava até ouvir falar o meu nome. Bem... Dessa forma ela telefonou-me no celular numa dessas tardes em que a gente pensa que nada de proveitoso pode acontecer. Ela, sinceramente, deu a impressão de muita energia e vivacidade nas palavras. Parecia querer descrever um livro em dois minutos, mostrou-se bem simpática ao telefone; isso para minha surpresa, apesar das rusgas aparentes que alimentava sobre o meu hábito de escrever cartas a você. Numa manifestação quase infantil me contou da viagem que fez nas férias com a segunda irmã, Roberta. E do momento em que jogavam flocos de neves para o ar e da grande alegria ao conseguir fazer manobras básicas com o ski; o que ela ainda não conseguia com o automóvel, pois, você, Miss C, nunca teve paciência para ensina-la a dirigir corretamente quando ela esperava isso de você. Ficou combinado um encontro, ela, juntamente com a sua mãe, a dona Marli, viriam me visitar em casa para o lanche da tarde. Nesse dia pedi a dona Isabel, a antiga empregada que esteve nesse lar durante anos - isso quando aqui moravam mais de três pessoas - para que estivesse de prontidão a nos servir alguns comes e bebes. O dia do encontro chegou e elas apareceram no meu portão com o velho carro prata que há muito já estava na família. Pedi à sua mãe que o colocasse na garagem, mas ela preferiu deixar o veículo estacionado na rua. Ela parecia bem insegura ao manobrar o carro próximo à guia. Lembra quando um dia me disse que ela dirigia mal e conforme os anos iam passando ia piorando? Coisas do seu comportamento, não é, minha adorável Miss C? Recebi-as no portão em grande estilo - no mais profundo ar de respeito e educação. Ao cumprimentar a sua mãe com um caloroso aperto de mão, disse da antiga lembrança que carregava dela, quando em seus trajes simples me recebia no portão da sua casa com uma fita métrica ao redor do pescoço e um pedaço de retalho na mão. Célia mal olhou nos meus olhos nessa hora. Uma pena que essa mãe apresentasse esse olhar triste e fechado; uma figura gasta pelo tempo e decepções da vida. A sua voz continuava agradável, mas parecia não sorrir há anos, quando antes... ah, antes ela era tão diferente. As duas foram convidadas a entrar e acomodar-se nos sofás da sala ou onde se sentissem melhor. Célia, tomada do seu famoso senso crítico apurado, passou um olhar ao redor imaginando o quanto excêntrico parecia o lugar. Ficou tão consternada com a situação que sacudia a cabeça com ar de desaprovação. – Então é assim que você vive? – repetiu duas vezes. Eu imagino que ela tenha pensado: “- Meu Deus, como ele é estranho!”. Ofereci a elas um copo do vinho que tinha na estante. Educadamente informaram que não aguentavam mais beber vinho porque o seu pai criou nelas o hábito de beber vinho todos os dias; pelo menos uma taça nas refeições. Dona Marli, com um leve sorriso no rosto, disse que preferia cerveja, Célia abanou a mão acenando nada querer. Dona Isabel estava na cozinha preparando o chá com torradas que iria ser servido pontualmente às dezessete horas e trinta minutos. – Dona Isabel! – gritei! Ela veio rapidamente da cozinha para sala resmungando:
- Valha-me Deus! O que deseja?
- Por favor, abra uma latinha de cerveja para a senhora que veio nos visitar, sirva naquele copo maior!
  Quando deu às costas comentei que dona Isabel me acompanhava há mais de quinze anos, desde o tempo em que a minha mãe ainda vivia por aqui. Célia apenas sacudia levemente a cabeça como quem já soubesse de tudo. Eu me voltei para ela e disse:
- Relaxa! Onde está aquele sorriso que você sempre teve por qualquer coisa? Sorria, sinta-se em casa. Aqui quem vem de longe é sempre bem-recebido e muito bem tratado.
    Ela me olhou de um jeito impaciente demonstrando desagrado com as observações. Completei:
    - Você me pareceu tão alegre e disposta ao telefone, pensei que essa visita fosse... – ela cortou a minha frase no meio -, - Olha, Re, a gente veio aqui na tentativa de um acordo para termos paz. Já não aguentamos mais receber suas cartinhas. Ficamos profundamente sensibilizadas com a sua situação por isso achamos que merecia uma explicação, mas isso não significa que nos sentimos bem em ter testemunhado o relato de toda sua intimidade com a minha irmã, pois, devido ao distanciamento dela da nossa realidade, acabamos lendo todas as cartas e ficamos chocadas com aquilo.
   Nesse momento la vecchia signora deliciava gole por gole da cerveja geladinha, e apenas observava a filha tentando justificar os motivos da visita.
    – É estranho – eu disse – muito estranho que você se sinta tão dona da razão e não reconheça que existiu algo de muito errado no comportamento dela comigo. Será que não vê que a sua irmã trocou os pés pelas mãos em tantas situações que nem se pode contar?
     – Não julgue minha irmã! – gritou ela com uma voz avinagrada.
    Comecei a pensar que o tom em que ela estava dando as respostas revelava um temperamento mau. Eu já não me sentia tão inclinado a fazer maiores revelações, pois o seu instinto de defesa fraternal parecia mais forte que a razão. Virei-me para o outro lado e dirigi a palavra para a mãe, agora dona de uma postura silenciosa e muito observadora - ganha com o seu saber de vida.
     – Perdoe-me lhe dizer isso, minha senhora, mas as suas meninas são muito mal-educadas.
     Ela abanou a cabeça afirmativamente enquanto torcia a boca, e eu continuei: - Mas de uma coisa eu sempre soube: pelo seu modo de olhar a senhora nunca deixou de ter um bom coração, por isso acho que poderemos levar a conversa num outro tom. Ela balançou a cabeça três vezes. Aproveitei a deixa e perguntei se Miss C sempre fora assim.
    - Ninguém em nossa família a conhece de verdade. Ela sempre foi muito livre, independente e extremamente reservada. Sempre fingia que as coisas eram diferentes do jeito que a gente supunha que fossem. Contava-nos mentiras e mais mentiras...
- Mãe!!! – Exclama Célia, num acesso de incredulidade.
   - Desde muito pequena notamos que havia algo errado com a minha filha, isso talvez por volta dos cinco ou seis anos. Nesse tempo ela passou a ser distante e pouco receptiva. Não retribuía carinhos e se retraía ao recebe-los de mim ou do pai. Nós a levamos num psicólogo da infância, pois notamos que ela passou a ter o hábito de dormir demais; passaria o dia e a noite dormindo se não fosse acordada. O doutor nos recomendou observa-la mais atentamente e, também, mesmo que ela não demonstrasse empolgação, deveríamos dar carinho e total atenção às suas necessidades de conversar. Mas não adiantou muito... Com o passar do tempo ela foi tornando-se uma criança mais calada e pouco participativa, parecia que nós a havíamos perdido; ela não demonstrava ter senso de iniciativa própria para nada. Enquanto crescia, mais e mais a nossa preocupação aumentava, ao mesmo tempo não podíamos dar a atenção que ela merecia porque as outras filhas foram chegando num espaço curto de tempo entre uma e outra. Ao terminar o ginásio e o --- Nesse momento ela dá uma pausa e pergunta se tem outra cerveja, digo que sim, se ela desejar. Porém em poucos minutos o chá será servido. Ela incisivamente diz que quer outra cerveja. Dona Isabel prontamente aparece com a latinha na mão e enche o copo –, como dizia: - Depois do ginásio e do colégio ela foi trabalhar como vendedora numa loja de roupas finas, mas o meu marido queria que ela fizesse faculdade. Ela relutou contra o desejo dele; esse desejo acabou se tornando uma ordem: ela deveria imediatamente largar o emprego e dedicar-se tão somente aos estudos. Foi o que aconteceu. Nós sabíamos que, apesar da falta de senso de iniciativa, ela tinha que fazer as coisas à sua maneira, com toda certeza a faculdade ajudaria nesse desenvolvimento. Durante algumas vezes quando não conseguia se destacar, simplesmente se refugiava em seu quarto em estado de depressão por dias. Nesse tempo ela começou namorar firme um rapaz que inicialmente nos pareceu esforçado e de boa índole, mas o pai dela sempre manteve um pé atrás quanto ao futuro da relação. Em alguns momentos, devido a tantas brigas do casal, isso por ciúmes dela em relação ao comportamento dele e depois dele por causa do modo introspectivo dela, o meu marido ficava tão furioso com ela que chegava quase a surra-la. Então ela ficava por semanas sem falar com pai.
    Nesse momento Célia aparta a conversa:
  – Mãe por que faz isso? Você sabe muito bem que ela sempre foi uma pessoa normal. Ela só queria ser feliz. Naquele jeitão dela sempre foi simpática e convencional, nunca houve esse tipo de desequilíbrio que vocês ficam dizendo.
   A mãe acena para filha calar-se, e continua:
   - Eu compreendo a minha filha e sei que ela é uma mentirosa nata. Que ela torce as coisas e vira tudo de cabeça para baixo, não há a menor dúvida disso. O pai dela e eu já sabíamos disso desde que começou a formar a personalidade. Eu sei muito bem que ela fala mal da gente, sem exceção. De mim então... Ela me vê como uma rival, uma inimiga, se sente tão superior que vive corrigindo as palavras que eu pronuncio errado, quantas e quantas vezes fez isso quando eu dizia: “pra mim comer ou pra mim fazer”. Ela o fez também com você, eu sei, assim como fez antes com quem sempre se aproximou dela; a mim nunca poupou, mas com o pai sempre foi diferente. Dizia a todos que apesar das brigas que tinha com ele o amava afetuosamente. Eu tenho minhas dúvidas se ela tem essa capacidade de amar alguém. Falo isso principalmente devido às mentiras e esse dom natural que ela tem de enganar os outros; incluo os de fora e todos da minha família nisso. Enquanto fazia faculdade ela foi se afastando de nós, pulando de emprego em emprego com o passar dos anos. O pai já não tinha mais controle, apesar de arcar com todos os custos dos estudos.
    – É engraçado a senhora dizer isso, já que certa vez ela me disse que devia ao ex-namorado o fato de ter conseguido se formar na faculdade. Então eu fiquei pensando que tipo de reconhecimento ela tinha para com o pai, já que eu imaginava que ele “bancou” tudo sozinho. Por que ela dá esse crédito ao ex, a senhora sabe dizer?
    – Olha, Re, ela nunca foi de reconhecer o esforço de ninguém para algo que a beneficiasse. Quanto mais era demonstrado pelo futuro dela, menos dava valor; fosse pelo bem estar, segurança ou qualquer outra coisa. Esse ex-namorado causou um grande racha na nossa família, já que depois de um tempo ela passava com ele e com a sua família todos os momentos em que deveria estar com a gente. O meu marido tentou acabar com isso, mas ela nunca ouviu ninguém. Hoje sofremos por tantos atos inconsequentes que ela praticou no decorrer da vida. Aprendemos a conviver com as mentiras e ofensas. Em todo final de ano, época de natal, ela pegava o meu cartão de crédito e comprava presentes para todos, inclusive para o namorado, trazia sacolas e mais sacolas com presentes de todo tipo e preço. Ela sempre chegava com uma braçada de presentes como se fosse uma princesa e com um enorme embrulho de mentiras deslavadas; no final a conta a ser paga era minha. A gente só acabava descobrindo que ela aprontava essas coisas um bom tempo depois, justamente quando não dava mais para consertar.
   - Ela ainda está dando problemas? Quero dizer, vocês ainda sofrem com as mentiras que ela conta?
   – Bom, lá em casa nós temos os nossos problemas e ela faz parte disso. Sabe Re? Às vezes a gente luta por tanta coisa, luta pela gente e pelos outros e no final repara que não ganhou nada com isso.
   - Ela vive por aí zanzando com caras que conhece na internet?
   - Na-ã-ã-ão, exatamente - responde a mãe.
    O silêncio toma conta do ambiente. 
   - Mãe, vamos direto ao assunto diga logo o que viemos fazer aqui, isso tá ficando chato - arremata Célia impaciente.
     A mãe nem dá ouvidos à filha porque se sente bem contando tudo:
    - Hoje a gente sabe que a única pessoa que teve alguma influência no comportamento dela foi ele, o ex-namorado. Ela o atendia para tudo, satisfazia os desejos dele que mais pareciam ordens. Numa época ela trabalhava num lugar onde precisava dirigir sozinha por vários quilômetros numa auto-estrada, mas ele não permitia que ela fizesse assim. As orientações eram que ela fosse por uma estradinha paralela à rodovia porque ele a achava incapaz no volante. Era uma estrada estreita, sinuosa e perigosa; pouco movimentada. E ela o fazia dessa forma: de acordo com as “ordens” dele. O contato diário era permanente, desde manhã até o fim do dia, mesmo no trabalho - eles se comunicavam por telefone pelo menos três vezes ao dia e depois quando chegava a noite estavam juntos para invariavelmente brigar por ciúmes. Ela maltratava o rapaz nessas horas porque tinha certeza do amor dele por ela, devido ao tanto ciúmes que ele demonstrava - o mesmo, eu imagino, ela deve ter feito com você. As brigas entre eles eram enormes e sem fim, mas chegava um momento que pareciam dois pombinhos, era quando ela fazia tudo o que ele pedia. Lamento por você, sei que deve ter passado uns maus pedaços na mão dela. Garanto que se não estivesse acordada na hora que dei a luz, julgaria que fosse filha de outra mulher e não minha. Acredite-me, ela não era assim quando ainda estava feliz. Parece que de uns anos para cá o diabo tomou conta completamente dos seus atos. Ela virou a cabeça e afrontou todos os ensinamentos que passamos. Praticamente tornou-se uma estranha no nosso meio. (Pela primeira vez conseguia agarrar-me aos fatos do por que minha adorável Miss C teve esse comportamento comigo).
    La vecchia signora abre a bolsa e retira um álbum de fotos onde as crianças pousam felizes. Fito longa e amorosamente cada foto de Miss C, começando por aquela em que ela usava fraldas, depois passando para a criança meio esquisita de olhar desconfiado e finalmente aos quatorze anos de idade quando as roupas pareciam menores que o tamanho do corpo, mas que já se ajustavam à sua personalidade diferente. E eis ali o papai nas fotos junto das meninas. Que homem simpático com a aparência que transmite confiança e segurança! Ele poderia ter sido engenheiro, médico, policial ou músico. Quanto às irmãs menores: pareciam mais bonitas que Miss C, não havia como negar. Eram belezas distintas misturadas pelo tempero brasileiro com a burguesia européia vinda há muito para essas terras.    Olhando para essa mãe fiquei imaginando o que sabe a mãe a respeito dos seus filhos? Acaso esses filhos abrem os seus desejos mais secretos e inconfessáveis aos pais? Confessam que são monstros e que tem vergonha do próprio sangue? Como essa filha poderia dizer isso à própria mãe que lamenta em prantos ser rejeitada pelo próprio fruto? Agora essa mãe pensa que falhou, mas o que mais parece é que ela gostaria de ter aquela antiga filha de volta, mas não sem antes, ajoelhada aos seus pés, pedisse perdão por ter sido tão ingrata. Fechei e devolvi o álbum, ela o guardou sem dizer uma única palavra. Nesse momento dona Isabel surge à porta, chama para a mesa de chá posta na cozinha. Nos levantamos e seguimos para a continuidade da conversa noutro ambiente, conversa que agora será regada a chá quente com leite e torradas com geleia de morango.
   Perdoe-me, minha adorável Miss C, agora sinto calores e vertigem, preciso de repouso, continuarei o relato dessa conversa na próxima carta, pois quando fico assim me torno alheio a todas as sensações por causa dessa fraqueza muito parecida com uma gripe forte. Isso me faz incapaz até de pensar com alguma semelhança na realidade que um dia vivemos. Quero que, ao menos uma única vez, esses meus delírios tragam um final feliz para os sentimentos mais puros que guardo dentro de mim.

Mantenha-se alegre e tranquila.
É o que deseja o seu mais sincero admirador.

                 Re.

14 comentários:

  1. Patricia Ramos Sodero23 de novembro de 2012 00:00

    Parece que nosso protagonista está voltando,aos poucos,a sua vida normal....Claro que não tão normal ainda,pois os efeitos colaterais que os remédios tomados na clínica causaram,demoram a sair do sangue.Surpreendente o fato dele falar com uma das irmãs de Miss C, e marcar um encontro,para que conhecesse sua mãe.Talvez realmente fosse a única maneira de saber, o que realmente levava ele ter pensamentos tão árduos a respeito de sua Miss C.Quem sabe, sendo revelados fatos marcantes de sua vida,poderia levá-lo a pensamentos mais positivos,no qual termine finalmente em um bom senso.Ele tem mais surpresas.....logo se vê.Porém,fica no ar o que virá em seus pensamentos, já que teve um mal estar grande, devido a fraqueza "marcada" por remédios....
    Aguardo com total ânsia, a verdade que se esconde....e será que vai ser descoberta logo??? rsrs
    Ahhh...isso é com o autor..
    Grande capítulo....muito interessante....as coisas estão ficando claras.....
    Bjos e até mais....

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  2. Hum!!!Agora que está começando vias de fato,a real história do admirador Re. e sua Miss C!!Interessante vai ser revelado porque levou o admirador a se internar depois que teve uma conversa com a irmã e a mãe de Miss C!!Pelo jeito a família não aguentou mais ver tantas cartas que o Re enviava pra sua amada.Vi num ponto positivo a mãe quer dizer de fato quem é realmente sua filha,pois nem a família ela perdoa pois tira proveito de tudo,pura falta de caráter,manipuladora,dupla personalidade um perigo,jogando com as pessoas em benefício próprio,quantos por aí agem dessa forma.E o pior que o Re.foi envolvido nessa teia tão perigosa que o levou quase uma loucura!!Penso que mesmo a mãe dando todas as explicações se isso tem né,ninguém tem o direito de brincar ou bagunçar com a vida de ninguém.Mesmo que isso tenha piorado depois que ela se relacionou com esse "ex",isso não tem desculpas.Coloco aqui os meus mais sinceros votos que RE. se restabeleça e vá ser feliz pois merece depois de tanto sofrimento.Parabéns Renato aguardo os próximos capítulos desse conto que está ficando muito emocionante!!Bjs!!!

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  3. Boa tarde,tudo bem!!Vim dar meu comentário,agora sim o conto começa a se desenrolar,srsrsr.Quem sabe dessa vez Re.consegue entender o comportamento de Miss C.Mas eu não entendo uma coisa,se a mãe e a irmã foram a casa dele antes de ser internado!!Vai saber o que aconteceu,muito esquisito isso.Fiquei perplexa a mãe admitindo o duplo comportamento tentando dizer que não fez só mal ao Re. e sim a todos da família.Menos o ex que por sinal ela ainda o ama.Olha espero que o Re.saia desse pesadelo,e começa a viver de verdade,pois vegetar ninguém merece.Lindíssimo!!!!Bjs!!!Adriana.

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  4. Meu Deus,que coisa agora sim vamos saber qual é o motivo de tanto dúvidas e mistério sobre Miss C!!A fmília resolver se pronunciar legal isso,pelo que vi a mãe não aprova nenhum pouco o comportamento da filha,vendo o Re.sofrer tanto.Olha o que ela causou na vida de todos hein!!Já era pelo jeito perturbada ficou pior com tal infeliz miserável.Estou muito curiosa em saber o que a mãe tem a dizer mais sobre sua filha.Parabéns!!Abraço.Letícia.

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  5. DESCULPA MAS O CONTO ESTÁ SÓ APENAS COMEÇANDO VEJO QUE RE. TEVE ALTA E AINDA SENTE EFEITOS COLATERAIS DOS MEDICAMENTOS MUITO TRISTE ISSO,DEIXOU A VIDA PARADA ENQUANTO ESTAVA SE TRATANDO E O PIOR DE TUDO A LEMBRANÇA DA MISS C.SERÁ QUE ELE VAI CONSEGUIR SE RECOMPOR VOLTAR A TER UMA VIDA FELIZ.MÃE E IRMÃ JUNTAS EM DIZER A VERDADE SOBRE MISS C!!!PELO JEITO A REVELAÇÃO VAI SER PICANTE,ONDE NÓS LEITORAS PODEREMOS DE FATO ENTENDER O QUE ACONTECEU COM RE. E MISS C E TER CHEGADO AO PONTO ONDE CHEGOU PRA DIZER "FUNDO DO POÇO".ISSO NÃO É MAIS AMOR VIROU DOENÇA PERDEU A AUTO-ESTIMA POR TUDO,NÃO VÊ FUTURO SEM MISS C,ISSO É MUITO PREOCUPANTE,NÃO ACHA!!!EXISTEM PESSOAS E PESSOAS QUE QUANDO ENTRAM É PARA O BEM OU PRA DESTRUIR O QUE TEMOS DE BOM.FICO NO AGUARDO DO PRÓXIMO CAPÍTULO.ATÉ.

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  6. Tá ficando muito interessante esse conto de Miss C hein!!!Poxa vida a mãe e a irmã resolveram falar depois muitas cartas que o Re. enviou??Só não entendo porque Miss C não quer nem ouvir o nome dele??Parece que pegou asco,nossa que mulher fria e insensível,quem me dera alguém dizer que ama!!!Ele está voltando a realidade aos poucos pelo jeito depois de tudo o processo é lento desequilibrou totalmente essa Miss C.Contudo estou curiosa em saber o que vai acontecer,apesar que depois da revelação o Re. foi internado.Deve ter sido uma bomba né,não aguentou e acabou surtando emocionalmente fico muito penalizada com sofrimento do Re.Me parece um bom homem de sentimentos nobres que desperdiçou com a pessoa errada.Mas como diz o ditado:não mandamos no coração,há se pudéssemos nós não nos machucaríamos tanto.Até.

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  7. ORA,ORA SEU AUTOR RESOLVEU CONTINUAR COM A HISTÓRIA DE MISS C E SEU ADMIRADOR RE.!!PRA DIZER A VERDADE ACHEI QUE ESTAVA UMA COISA MAL ACABADA,SRSRSR.AGORA SIM HEIN!!!TÁ FICANDO BOM ESTÁ AOS POUCOS REVELANDO O QUE ACONTECEU,AO POBRE E SOFRIDO ADMIRADOR,ME PARECE QUE MISS C TEM PROBLEMAS PSICOLÓGICOS SÉRIOS UM PERIGO,PRA MÃE E SUA OUTRA FILHA FALAREM QUAL É A REAL VERDADE.COMO ELE PODERIA IMAGINAR PASSAR POR TUDO ISSO.FICO COM DÓ E RAIVA AO MESMO TEMPO.ATÉ.

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  8. Quero parabenizá-lo por dar continuidade a esse conto que está ficando cada vez mais interessante!!Será que a mãe falou pro admirador que Miss C é uma verdadeira impostora???Que só o usou por benefício próprio???Nossa se for isso a que ponto chega um ser humano hein!!!Se fosse ao contrário teria alguém pra dar explicações a ela???São várias interrogações aqui que faço seu autor,srsrsr.Espero que esse conto tenha uma final surpreendente!!Fico aqui torcendo.Abraços.

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  9. Caramba,tô vendo que o conto Miss C Dear terá altas revelações,srsrsrsrs.Sinto pena do admirador coitado,mesmo sabendo foi parar naquele lugar,pelo amor hein!!!O que a mãe disse de tão grave que o pobre surtou,desculpe a palavra mas é claro isso né,não suportou ouvir a verdade.Tomara que caia em si e pare de sofrer por uma pessoa tão ambiciosa e fria como Miss C.Tudo tem limites,nessa vida.Se a própria mãe penalizada com as cartas dele expressando todo amor e afeto,resolveu tomar uma atitude,bravo!!!Alguém tinha que fazer isso.Abraços.

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  10. Bom dia,estou muito sensibilizada com essa história,quanto sofrimento do admirador Re.querendo e buscando uma resposta pela tal atitude da sua Miss C!!!Mas pelo visto não foi lá muito agradável foi internado.Saiu teve alta mas ainda sofre com as lembranças de sua amada.A mãe e irmã indo a casa dele depois de tudo,gostei são pessoas sensatas já que Miss C não teve coragem de conversar com ele.Será que o ex tem haver com término do namoro???Ela fica em site de relacionamento???Perigo hein,mas pra quem ???Desculpe uma observação mas esse conto está parecendo mais em fatos reais,muito cheio de detalhes,seu autor resolveu colocar as claras o que aconteceu com o admirador Re. e sua Miss Dear C.Fico no espera dessa intrigante história.Até.

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  11. O protagonista da estória,em seu retorno para casa,revive os momentos de conversa que teve,um dia antes de ser internado,com a irmã mais velha de Miss C e sua mãe.E ao meu ver,procurou ter essa conversa,justamente por causa do medo de morrer,sem uma explicação para tantas perguntas feitas pelo seu coração.Talvez,conversando com a mãe de Miss C,figura que conhece "sua cria" tão bem,pudesse entender tal comportamento de sua adorada.Esse encontro,trouxe sim,descobertas tristes,que nos chocam ao ler...por exemplo,quando sua mãe diz que sua filha sempre a rejeitou,sempre a corrigiu na maneira de falar,com vergonha de sua genitora....eram como rivais.Sempre procurou contrariar as ordens que lhe eram dadas...só uma que não adiantou "bater os pés"....o fato de seu pai exigir que ela saísse de seu emprego, e desse a continuidade correta das coisas:acabou o colégio,vai para a faculdade,para depois trabalhar.Até mesmo porque,teria todas as regalias dadas pelo pai.Ele sim, Miss C atendia, sem sequer falar algo para contrariar.Já era severo desde os velhos tempos.
    É....parece que com tantos fatos sendo revelados,o cansaço lhe bateu novamente, e não consegue dizer mais nada.Falta o principal.O que será?A única coisa que nos resta a discutir é:será que com tantas coisas vividas e passadas por Miss C,o protagonista não vai relevar certas situações?É fato que todos os seres humanos,têm problemas, e não justifica os "maus tratos" dela,para com ninguém....principalmente para com pessoas que a amam.
    Bom....vamos aguardar as surpresas do autor!
    Renato...continue assim....adoro seus textos.
    Bjs e até o próximo.

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  12. Pôxa que paranóia do admirador por essa Miss C hein!!!Coisa de doido,ficar idolatrando quem o ignora completamente não faz questão de saber ele está vivo ou não!!Tô chocada vai ter paciência assim longe,pelo que li Re.não desistiu dela??A família com dó resolve a falar a real,mas o camarada não aguenta e se interna,deixando sua vida aqui fora de ponta cabeça.O que será que vem nos próximos capítulos seu autor???Aguardo,bjs!!!Ana Lú.

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  13. Pelo q vejo, muita água ainda tem para rolar até o Re descobrir qual a verdadeira personalidade de sua Dear Miss C. Pelas revelacoes de sua mãe, ela é portadora de uma deficiência (não diagnosticada ) e manifestada desde a infância, q pode revelar ainda a explicação q o Re tanto busca, a resposta daquilo q, tão firmemente, mantem o elo entre eles.. .
    A convivência com seu ex e a condição de domínio imposta por ele, serviu para agravar ainda mais esta instabilidade generalizada q conduz Miss C. Além disto, ha uma certa contrariedade de opinioes entre a irmã e a mãe quanto à personalidade, atitudes e sentimentos dela... Quem esta com a verdade?
    Pelo visto, ela nem sabe o q aconteceu c/ Re uma vez q não recebeu suas cartas e q parece q "se distanciou da nossa realidade", segundo Dna. Marli.
    Como disse anteriormente, talvez ela não seja essa pessoa tão má q se revelou ao Re! Talvez suas atitudes agressivas fossem um pedido de socorro, talvez ela apenas precise de ajuda p/ se estabilizar e, quem sabe, o Re seja a pessoa q pode lhe salvar?!!!...
    Essas e outras duvidas só vc podera responder, Renato! BJSSS - Edneia

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  14. É na familia que a criança forma suas primeiras ligações afetivas e encontra seus modelos. A família é responsável em promover a socialização proporcionando a criança que desenvolva seus valores,canalize seus afetos,avalie e selecione suas relações.

    Um abraço.
    Simone

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