sábado, 17 de novembro de 2012

Dear Miss C Part 5


 Você se arrepende? Já parou pelo menos um dia para pensar no que fez? Viu o que ocasionou a todos? Quanta inconsequência!  Talvez hoje nem acredite no que se sucedeu na vida de muitos após a derrota. Uma derrota que não foi apenas sua. Foi de todos. Todos perderam. Nós dois perdemos ao nos desprendermos do único fino elo que nos ligava: a esperança.
     
    Olá, minha adorável Miss C. 

      Eu fui enganado pelos médicos quando me disseram que eu ficaria até o final do inverno. Eles, sem me comunicar nada, me botaram num tratamento intensivo durante mais de dois meses; um tratamento vigiado. Disseram que só assim eu teria a liberação para voltar para casa. Os remédios administrados me deixaram sem noção de tempo e lugar. Os enfermeiros pararam de trazer lápis, papel ou o note book. O médico chefe proibiu temporariamente que eles me incentivassem a escrever. Também proibiram as conversas que eu tinha com você durante a noite na frente do espelho; ou até novos pensamentos que pudessem alterar o humor trazendo depressão. Como castigo por ter rompido a regra, fui impedido de seguir nos passeios para visitar sítios, animais, rios e trilhas. Assim foi desde a última carta que lhe escrevi. A vida começou a seguir regras rígidas nos horários. Eram minutos certos para alimentação, medicação, lazer e descanso. Por um tempo fiquei tão dopado que mal sabia onde estava ou por que estava. E quando reclamava de alguma coisa lá vinha tarja preta na veia.
    O organismo entrou num ciclo de dependência química durante meses, mas está acabando aos poucos. Ainda sinto dores pelo corpo, a boca ressecada e um tantinho de vertigem. Os médicos disseram que seria normal me sentir assim por algumas semanas, isso até que me acostumasse com o novo ritmo de alimentação e exercícios físicos.
      Sabe, Miss C? Não via a hora de escrever nova carta para você sobre os meus sentimentos. Saiba que hoje acordei pensando em nós dois juntinhos, então o chão da minha imaginação foi se movimentando em curvas enquanto nossos corpos flutuavam num misto de água e poeira. Foi uma longa noite inquieta e com lágrimas nos olhos, mas acordei bem por ter sido sua a última imagem do sonho. Passei horas sendo embalado por essas ondas gigantes que nos jogava para cima e para baixo. Ao levantar sonolento, pisei novamente nesse chão irreverente, relembrando de muitas cenas com imensurável entendimento - que mesmo depois de quase acordado me parecem bem reais.
    Logo me veio a imagem da sua figura que passou nesse sonho. Posso afirmar que o seu porte ainda é de pessoa simples, a mesma Miss C dos velhos tempos - com muito orgulho em seus costumes. Digo que permanece demonstrando grande dificuldade em lidar com contrariedades e, talvez, aparentemente ainda se conduza de maneira estúpida. Isso é fato! Enquanto no meu sonho eu procurava me aproximar mais de você, menos você se dava ao trabalho de erguer os olhos para me cumprimentar com alegria. Não havia cerimônia ou preocupação em seus atos, apenas gestos contidos. Respondia aos meus bons tratos de um jeito insultuoso, portando-se de maneira rude. Que novidade! Com o passar de novas imagens demonstrou desconfiança; uma desconfiança silenciosa que transmitia a sensação de esperar que eu virasse as costas e fosse embora. Continua tudo igual!  É, minha Miss C, nunca se importou em ter uma atitude que outros julgassem errada, mesmo que fosse desagradável ou irritante a todos. Começo a detestar profundamente tudo isso outra vez. Acabo indo de espírito preparado ao nosso novo encontro porque me sinto apegado a algo que não consigo explicar, e tampouco aceito que seja poeira nos olhos.
Penso comigo: "Ela vale alguma coisa. Tem que ter algo bom escondido ali.
     Muito de si, em suas atitudes, ainda carrega um sentido oculto; vai mantendo a voz da intuição indicando a próxima cena". Assim eu continuo imaginando e sinto o seu jeito. Sei bem que hoje em seus pensamentos ainda existem dúvidas cruéis de cada pessoa que conhece. Sempre haverá dúvidas e um alfinete novo para ser enfiado por debaixo da unha de um qualquer. Algumas pessoas podem achar essa descrição um exagero e até imaginarem que não existe alguém igual a você. Mas foi desse jeitinho que se apresentou a mim. Sempre acreditando que o respeito que recebe vem do descaso que dá às pessoas que lhe nutrem algum afeto. Isso até parece um grande ato de má fé, não é mesmo, minha musa? Ah, como eu fui otimista acreditando nas boas intenções; acreditando no amor, no convívio, na esperança e na vida... É por causa disso que nessa mente fervilhavam pensamentos cheios de fé; mas só nos mais distantes pensamentos em dias chuvosos onde não há poeira para jogar nos olhos. Em muitos momentos pode até parecer que estou preso num transe hipnótico de tão distante que fico da realidade, essencialmente quando passo a falar coisas que você considera bobagens, coisas assim como essas. É... Devo ter andado muito distante da realidade nos últimos tempos. No entanto, isso não me fez esquecer que não enxerguei o quanto foi ridículo imaginar que eu nunca entendi o seu intento em querer respeito e consideração, isso sem oferecer nada em troca. Entendo muito bem o quanto se preocupava em determinar tantas razões usando argumentos pouco sustentáveis, - suas desculpas esfarrapadas justificavam tudo - mas, que para mim tinham um sentido diferente. O sentido verdadeiro e mais profundo das coisas só você entendia porque era a sua verdade exclusiva e temerosa. Durante muito tempo pensei que suas atitudes estúpidas seriam concepções que carregava a respeito da vida. Eu juro que achava que conseguiria solucionar tantas divergências, fiquei na tentativa de imobilizar e destruir aqueles pensamentos que atentavam contra o seu comportamento dúbio. Eu me comprometi várias vezes com isso e tive esperanças com meus sonhos que iam se desfazendo em pedacinhos. Logo uma sensação triste tomou conta do meu pensamento, o que acabou me deixando completamente sem ânimo.
Estava sentindo como se houvesse algo de muito errado no meu físico, no meu entendimento e na minha presença. Sentia seu olhar me policiado até nos meus sonhos (nesses sonhos), sempre de um jeito penetrante e silencioso. Quando tudo começou lembro que demonstrava uma especial afeição por mim - era algo passageiro para o seu frio temperamento. Em pouco tempo fechava a cara e eu ficava sem saber o que havia feito. Quando eu começava a tentar me informar sobre o assunto, - mostrando-me por demais interessando nos fatos para tentar melhorar - você me censurava. Nunca se cansava em manter essa expressão azeda no olhar. Um olhar que nem sempre era direto no fundo dos meus olhos, era dividido com o chão, com as paredes e todos os cantos onde pudesse criar uma pilha de cinzas  -  fazia articulações perfeitas, com movimentos típicos de pessoa indignada sofredora da maior ofensa. Quantas vezes você não se levantou de um salto só; virando e dizendo o quanto a minha atitude era idiota? Quantas vezes você saiu; indo embora sem pestanejar? Comecei a pensar no erro que havia cometido, um erro grave na minha crença. Mesmo assim mantinha o bom pensamento. Ainda que dentro de mim eu xingasse a todos infortúnios que conheci por causa dessas atitudes impensadas. Eu já estava me sentido cheio - o que me deixava completamente sem orientação por sentir paixão por você. Nessas ocasiões eu me via uma pessoa impotente; alguém que nem podia ter a iniciativa de chorar por pena de si mesmo. A solução foi deixar o tempo passar mantendo firme o desejo de lutar contra todas as circunstâncias desfavoráveis. Sempre torcendo para nunca permitir que qualquer coisa perturbasse a paz de espírito calejada por pancadas, mas, novamente, os meus esforços de nada adiantavam. No minuto seguinte ao seu sorriso, isso por pouca coisa, uma nova situação transformava tudo num inferno. Daquele tipo em que se ergue o olhar, crivando de raios e de um jeito selvagem ou cruel, o rival. Antes que se pudesse explicar qualquer incidente de palavras chegava um acesso de idiotice infantil e, novamente, tudo terminava com uma permanente dor causada por um senso trágico que nasceu da intolerância por nada.
   O tempo passou e andamos pela vida como se nada estivesse acontecendo; ou como se tudo fosse um grande desastre. Os caminhos que foram trilhados pareciam obscuros; era tão difícil voltar quanto ir para frente. Ao seu lado eu tinha sempre a impressão que carregava uma bomba-relógio. Parava por alguns momentos e com cuidado acariciava a bomba; só para imaginar porque tudo acontecia assim. Não entendia por qual sentimento era tomado. Talvez, no plano geral das coisas, ou das antigas concepções, eu fosse para você menos que qualquer sujeira que se varre para debaixo do tapete. E com isso acabava perdendo o meu senso de empolgação. Muita distância, mais distância do que qualquer inimigo precisaria, era mantida incondicionalmente. Sentia que já estava cansado a ponto de quase morrer de desgosto. Ah... Se eu morresse de repente ninguém saberia, muito menos você, ninguém viria ao meu funeral.  “- Tem alguém aí interessado em situações que requerem empenho ou valorização do ser humano, ou até algum tipo de consideração?” Agir assim foi a sua escolha predileta durante todo o tempo. Os meus valores foram destruídos por você com tantos pretextos falsos. A sua simpatia por mim era idêntica a dos não escolhidos - severamente limitada e totalmente desinteressada. Eu passei a fazer parte dos seus excluídos. Nada mais fui do que um mero objeto da sua eterna curiosidade em desenvolver um jeito extraordinário de ser, porém, seletivo de acordo com o momento. Vestida nessa personalidade dura como diamante, acabou me atraindo para a sua teia. Vejo agora, e uma coisa é certa, você mantém um comportamento esdrúxulo que ainda parece uma anomalia. Nessa vestimenta de um ser sem sombra, manipula esse fenômeno inexplicável que me magnetizou. É com toda certeza alguma coisa que pode ser vista a olho nu quando despida de boas intenções. Ainda me ofende lembrar o quanto se interessava tão pouco por qualquer coisa referente a mim. E que em muitos momentos fiquei triste e desorientado por causa disso. Nunca houve verdadeira simpatia florescendo em sua alma, nunca se deu ao luxo de se sacrificar por algo que beneficiasse outro além de si mesma. Você me fez constantemente ruir por dentro enquanto me fazia acreditar que a minha vontade seria maior que a sua falta de pudor. Principalmente quando, por vezes, você inesperadamente surgia com uma recaída de bondade, parecendo uma pessoa mais sensata; quase angelical. A aparência arrogante desse corpo sensual desaparecia por um tempo. Com esse modo animador íamos passear enquanto você dizia sim sem pestanejar. Na minha animação eu lhe convidava para virar o mundo de cabeça para baixo, e você dizia: - Sim! Novamente eu estava encorajado pensando que tudo havia mudado definitivamente. Tudo que estava para trás ficaria distante e esquecido. Que momentos adoráveis eram esses! Nós seriamos tão completos se as coisas fossem desse jeito sempre. - Vamos continuar! – Eu dizia. Isso me excitava tanto quando novamente imaginava algo real e sincero. Estava tão seduzido por esses momentos que os olhos brilhavam de alegria. Tempo em que me fazia compreender que de certo sentido precisava de mim também. Nessa hora você era um anjo, um ser vindo do céu para indicar novos horizontes. Demonstrava estar com disposição para fazer qualquer coisa por mim, até atender aos mais inconfessáveis caprichos. Ai, caramba! A vida do sonho angelical foi curta demais. De repente, sem qualquer novidade, tudo mudou outra vez e o sim virou não. O anjo vestiu a roupa antiga tornando-se uma desilusão. Uma espera num tédio infinito tomou conta de mim. Com sua inteligência cheia de veneno na ponta do ferrão, mostrou novamente a insensibilidade parecida com a de um assassino em série. Outra vez eu ficava imaginando como me sujeitava a tudo isso sendo a pessoa que era no meu mundo encantado e equilibrado do passado. Em poucas cenas o cenário novamente mudava enquanto eu tolamente vivia a encarnação do sexo lúdico e selvagem, com os seus braços caindo ao meu redor como se fosse alguém em desespero. Pedaço por pedaço era tocado em busca do prazer. Em minhas mãos estava a cascata natural que fluía do seu desejo incontido. Hálito e suor na dança do sexo nas tradicionais noites de primavera; quase sempre permeadas com o cheiro da chuva ou do aroma das flores tomando conta do ar. Através dos seus lábios escorria o cheiro de menta com eucalipto, enquanto os seus olhos - quase a beira de um sono tranqüilo - despertavam com o meu toque leve no seu corpo nu. No olhar continuava retratado o brilho da infância mimada e inocente. Assim dançávamos a noite inteira aquela dança em ritmo frenético. Os movimentos podiam ser curtos ou rápidos na busca de cada centímetro de luxúria. Que desejo insano! A dança interior surgindo devagar trazia a dor de uma triste lembrança como se fosse o bolero de Ravel. Essa era a definitiva poeira nos meus olhos. Nessa lógica de perfeição estava a procura pelo defeito condenável surgido do vazio. Daí surgia um ser indeciso numa dança em desespero feita de arrependimento e culpa - deliciando a última sensação da pureza na emoção do sexo em ação. Prevalecia nesse momento a lógica da redenção numa cena de vingança. Tudo provocado por alguém que parte o coração que respirava credulidade em infinitos momentos marcantes. Através de todo o corpo: o sexo! A melhor sensação que revive o passado em outros braços. Braços sem forma própria, sem imagem, sem cheiro... Apenas braços a abraçar, afagar, apertar... Basta disposição para participar da fantasia. Os braços de agora e os braços do passado num único pensamento. Coisa íntima demais num pensamento só seu. Nunca vi uma cena tão singular e solitária no mais belo sentimento. Um abraço imaginário de quem já morreu com o passado. My god, Miss C! - Como eu senti tudo isso de um jeito totalmente desamparado! Como sinto isso agora na cicatriz que dói. Eu confesso que choro imaginando as oportunidades que nunca quis aproveitar. Sinto - e o faço por mim e por você, minha adorável Miss C - uma coisa horrível ao presenciar no seu ar confuso e praticamente enlutado essa derrota. Fico horas com a sensação de inadequação ao momento seguinte. É como se fosse algo incoerente para quem busca a felicidade a qualquer preço.
Talvez não fosse da sua vida que eu gostaria de falar aqui, e muito menos a minha vida, talvez nem fosse fácil encontrar a sua imagem em meus pensamentos se eu estivesse morto para bons sentimentos como você. Existe sim uma realidade que me traz conforto e paz. Ela me deixa para sempre livre com o amor que carrego. Absolutamente nada seria mais estranho se tudo não tivesse acontecido para despertar esse instinto de sobrevivência em mim. Quando pela última vez, você, em sua atitude arredia, novamente me ofendeu, foi sem razão forte o suficiente que justificasse tal atitude. Foi achando que me agredindo encontraria a luz para o seu prazer. Foi-se, tentando não pensar no passado que nos envolveu, imaginando para si um futuro feliz. Nesse meio tempo o espaço vazio que permaneceu pôde ser preenchido provisoriamente com uma falsa esperança de satisfação que nunca existiu de verdade na sua vida. A nova consciência da passagem do tempo mostrou que tudo continuaria praticamente igual, não apenas pela ausência daquele que já se foi há anos, mas por uma esperança permanente na superação dessa saudade que nunca se finda na sua lembrança. Ou, inclusive, na minha vida pelos mesmos motivos errados que cito novamente. Digo que tudo nesse pensamento está terminando quase do mesmo jeito que começou em sonho. Ele segue na onda que modifica as intenções enquanto o corpo flutua nas lembranças das conversas esvaziadas pelas curvas do tempo. Adiante sempre haverá uma grande estrada para seguir, mesmo que ainda acalente toda essa poeira jogada por você nos meus olhos. Através destes vincos marcados no rosto, continua descendo toda lama que deixa um rastro à beira do caminho; assim como todos fantasmas do nosso irremediável e triste passado.

Minha adorável Miss C, que Deus esteja presente em seu caminho.

Do seu admirador.

                             Re.

12 comentários:

  1. Ahhhhhhhh então foi por isso que ele parou de escrever cartas para Miss C? Enquanto esteve sob cuidados médicos reforçados, teve que esquecê-la. Mas após o desaparecimento dos efeitos desses medicamentos, tudo voltou à tona e da mesma forma de antes. Que amor doido é esse?! Que machuca, que atormenta, que leva as mais tristes lembranças? Por que continuar se ferindo, se torturando? Em suas primeiras cartas, era como se ele quisesse de alguma forma mostrar a Miss C o caminho certo a percorrer, para que ela não recorresse ao mesmo erro com outra pessoa. Mas aos poucos acho que ele foi deixando a máscara das boas intenções caírem, acho que ele buscava mesmo era algo para justificar sua dor, seu engano, seu amor não correspondido...
    E mesmo tentando se tratar e curar os ferimentos causados por esse amor doentio, ele não consegue deixar o passado e seguir adiante. Acho que ele não quer isso, ele quer apenas puní-la por todo sofrimento que ele sentiu e continua sentindo. Ele não parece querer se livrar desse tormento, ele só quer ficar remoendo todos os acontecimentos e o descaso de sua amada. Será que isso é amor? Sinceramente não sei, não é possível que uma pessoa seja tão maltratada, desrespeitada, humilhada e permaneça nessa mesma vibração sem se dar conta de que tudo ficou no passado, que a vida segue e que cabe a cada um conviver com as cicatrizes, procurando não cometer o mesmo erro novamente.
    É preciso muito amor próprio para saber lidar com a rejeição, nada acontece e ninguém nos faz algo bom ou ruim, se nós não dermos permissão para isso. Assim como ela não lhe dá permissão para mudar seu comportamento inadequado, ele também não se dá o direito de apagar o passado e seguir adiante. Uma história triste e que acredito seja muito real para muitas pessoas.
    Será que toda essa poeira a que ele se refere, não foi levantada por ele mesmo, para que assim ele não pudesse ter a clara visão de toda essa situação??!!

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  2. Patricia Ramos Sodero17 de novembro de 2012 22:44

    É inexplicável mesmo como o autor,Renato,nos surpreende.Quando pensamos que já houve um desfecho final desta estória,mesmo que com certos "porquês",continua a nos envolver nesse conflito amoroso.Sim...digo conflito amoroso, porque,o protagonista,ao explicar à sua admirável Miss C, que estava todo esse tempo sem escrever,por ter permanecido na clínica,impedido pelos médicos de ser de uma forma ou de outra,"perturbado",mostrou-se tão romântico,dócil,saudoso....ao falar de sonhos e lembranças que teve da sua adorável...tudo o que parecia,era que não via a hora de um reencontro maravilhoso!!! Na verdade,só parecia....Logo começa um episódio de "deboches" e "descasos",que fazem os leitores entender que,sua adorável Miss C,continua sendo a pessoa pelo qual havia se apaixonado no passado,que não a perdoou e diz ser a mesma sem sentimento algum.Uma pessoa mimada e que se aborrece com coisas inúteis,e que por essa razão,só se mostra com "cara amarrada",insatisfeita,sem pensar se faz algo de bom ou ruim para alguém...ou seja,alguém que se mostrou diferente do que realmente ele esperava que fosse.E nesse conflito todo,ficamos na dúvida se este casal,com tantas discórdias,vai ou não ter acertos....Nós leitores....podemos ou não ter esperanças de vê-los ainda juntos,levando em consideração tudo o que sentem um pelo outro???Poderá existir a conversa final com um consenso??? Se sim ou se não,continua a dúvida....somente o autor poderá nos dizer...Realmente,esse texto é de uma complexidade e tanto.
    Parabéns,Renato...continue nas surpresas.
    Bjs e até o próximo,pois sei que pode demorar,mas chegará mais um capítulo ou um novo texto....quem é que sabe....

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  3. BOA TARDE,VEJO QUE PROSSEGUIU ESSE CONTO!!!INTERESSANTE O ADMIRADOR SAIU ONDE ESTAVA INTERNADO,MAS CONTINUA AMANDO SUA BELA MISS C!!COMPLICADO MESMO COM MESES DE TRATAMENTO NÃO CONSEGUIU SUPERAR ESSE SENTIMENTO.FICA A MINHA CURIOSIDADE,SERÁ QUE ELE VAI ENCONTRÁ-LA,PRA DIZER TUDO QUE SENTE E PENSA COMO MODO DE SE LIBERTAR DE VEZ DISSO.FICO AQUI NA EXPECTATIVA DESSE ENREDO TÃO MISTERIOSO.ABRAÇO.

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  4. Bom dia,tudo bem!!! colocar meu comentário aqui é uma honra,pois escreve muito bem.Vejo que não teve fim esse conto,continua isso é ótimo quem sabe você coloque um final feliz,apesar de tanto sofrimento do admirador Re,pela sua musa Miss C!!Fico triste em saber que o admirador acalenta esse amor como se fosse o primeiro dia que a conheceu,cada detalhe,nossa!!Sofre duas vezes por não tê-la junto,sinto um misto saudade e angústia,mesmo internado nada fez sair das lembranças momentos bons e ruins,faço aqui votos que o admirador supere isso ficando juntos ou não mas felizes.Parabéns!!!Bjs!!Adriana.

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  5. Fiquei muito feliz em saber da continuidade desse conto Miss C,hum o que falar sobre disso!!! Pode até achar muita pretenção da minha parte mas o fato é que o admirador ama demais ela,incrível né,mesmo passado alguns meses internado ele não a esqueceu.As lembranças de cada momento vivido parece tão nítido na cabeça dele cada detalhe,meu Deus que dor e saudade juntos que sente pela sua amada parece que arrancou dele algo precioso e está lutando com todas as forças pra sobreviver!!!Quem já viveu isso sabe o que eu estou querendo dizer. se isso fosse obssessão ele não enchergaria os defeitos dela.Digo que amor de verdade sentimos uma vez só!!!Pode ocorrer na vida paixões,mas sempre vai ficar nas lembranças o amor verdadeiro.Tem muitos que não consegue se relacionar de novo,espero que o admirador consiga apesar,de tudo.Amor é um sentimento tão nobre ele não machuca,e sim são as pessoas que não sabem valorizar,apesar do admirador tenha amado a pessoa errada e paga o preço tão alto.Parabéns Renato pelo maravilhoso texto,fico imaginando como um filme,espero que tenha um final feliz para os dois.Bjs!!! Andréa Cardoso

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  6. Boa tarde,vejo que continua o conto Miss C pelo jeito vamos ter surpresas,srsrsr.Isso é bom,deu um tempo pro admirador se recuperar e sair da clínica!!Mas pelo que vejo o amor pela sua amada continua o mesmo ou até mais forte!!Espero que os dois possam resolver isso e cada um seguir suas vidas e assim ser feliz de verdade.Bjs!!Letícia.

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  7. Prossegue a estória de Miss C e seu admirador Re.Legal!!Pelo jeito o amor dele é de enlouquecer,srsrsr.Mesmo todo esse tempo continua amando!!Está uma mistura de tudo aí:raiva,rancor,frustração e mesmo depois de tudo que ela fez.Será que vão voltar e se entender???Ou vão botar em pratos limpos tudo o que houve pra que ele se liberte de vez dessa dor que carrega no peito.Como é duro amar e não ser correspondido.Abraço.

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  8. UM CONTO CHEIO DE ALTOS E BAIXOS,PELO VISTO O ADMIRADOR RE.CONTINUA NA SUA BUSCA DE LIBERTAÇÃO DESSE AMOR TÃO SURREAL PELA SUA MISS C,SRSRSR.MESMO DEPOIS TER SIDO INTERNADO NÃO A TIROU DA CABEÇA NEM POR UM SEGUNDO,GUARDANDO NO SEU PEITO ESSA DOR INFINITA.SERÁ QUE ELA VAI SE COMOVER E RESOLVER FALAR COM ELE???NOSSA ESPERO QUE SIM...OBS.DEI UMA OLHADA NO SEU BLOG,ACHEI MUITO BOM PARABÉNS!!BJS.

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  9. NOSSA QUE CONTO MAIS TRISTE E AO MESMO TEMPO EMOCIONANTE,AUTOR.QUANDO DESCREVE TODA SUA DOR E PRINCIPALMENTE SAUDADE DA SUA MISS C!!!VEJO QUE DESCREVE COMO NO PASSADO, AUTORES QUE CONTAM RELATOS DE AMOR ANTIGAMENTE PAUSADAMENTE MESMO COM TODO SOFRIMENTO DO RE.FICA UM MISTO DE TERNURA E RAIVA O QUE ELE SENTE POR ELA,MESMO SENDO INTERNADO UMA COISA NÃO O CUROU FOI SUA ADMIRAÇÃO PELA SUA AMADA.RELEMBRA DE CADA DETALHE E ACONTECIMENTOS COMO SE FOSSE HJ.A VIDA PREGA PEÇAS NA GENTE,QUEM SABE A MISS C VEJA ELE COM OUTROS OLHOS DEPOIS DE TANTO TEMPO LONGE.PARABÉNS.BJS.

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  10. Parece q nosso amigo Rê estava pior do q imaginávamos! O estrago foi grande mesmo!
    Mas será q foi tanto assim ou era o tamanho q sua mente perturbada via? Começo a duvidar se o diabo era mesmo assim, tão feio qto ele pintava!...
    Ora, sua fraqueza pode ter sido bem maior do q a carga de maldades lançada por ela (não estou querendo c/ isso ser advogada do diabo não, tá?)
    Se ele mesmo sabe, lá no fundo, q existe nela algo q o encantou a ponto de estimular seus sentimentos mais puros, então talvez agora ele possa enxergar c/ nitidez e encaixar suas lembranças e sentimentos nos devidos lugares. É claro q, p/ isso, ele anseia por um reencontro e tbém por uma resposta p/ seu inexplicável apego por ela.
    Coloco a dúvida tbém pelo fato de q ele faz referência a um sonho q deixa rastros de uma realidade imaginária...
    Pelo sim ou pelo não, existe aí um conflito de pensamentos e sentimentos q só um reencontro poderá resolver! Será?!...
    Como sempre lá vem vc c/ suas idéias de duplo sentido para aguçar a nossa ansiedade de saber qual será o desfecho desta estória!...
    Bjs. Edneia

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  11. Esse texto me fez lembrar da relação entre dominado e dominador. Costumamos ouvir/ler definições de amor como encontro da cara metade,alma-gêmea ou o necessitar do outro para se sentir completo.Baseados nessas definições,casais anulam seu jeito de ser,tentando encaixar-se no outro. Assim,não tendo equilíbrio entre o que se dá e o que se recebe,havendo um dominante e um dominado a relação torna-se frágil causando sofrimento. De um lado o dominado dependente,obsessivo, asfixiante e vítima e do outro lado o dominador exigente e insatisfeito.
    Infelizmente,uma relação como essa só pode culminar em desamor.

    Simone

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