segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dear Miss C Part 4


  De passagem por caminhos que levam até a cachoeira Machado II, perto de Bueno Brandão, Minas Gerais.

    Dear Miss C

  Deixei Águas de Lindóia há uns três dias, estava bastante indisposto e cansado; apesar de toda beleza local e carinho do povo onde fiquei como hóspede. Fui trazido para esta parte mais isolada onde a vastidão do céu silencioso há de me curar do mal que carrego. Mesmo sendo movido de inquietação e incerteza, aproveito este primeiro momento para cumprimentá-la mais uma vez. Estou num lugar onde ouço o filete de água escorrendo mansamente na pedra da montanha - nessa época de inverno a exuberância da cachoeira é tão tímida quanto você. Faço essas linhas com muito gosto por que estou tomado de nostalgia boa. No meio do dia descanso diante do lago de água empoçada depois da queda, e que mais a frente seguirá pelo curso do rio. Vejo no alto o céu azul livre de nuvens. Foi duro chegar até aqui pelo meio das pedras e das trilhas improvisadas com tocos de madeira. Sem esperar, fui guiado numa noite fria até um lugar perto desse recanto, cheguei coberto de poeira; com nariz e garganta ardendo com a secura do ar dessa região. Hoje o sol brilha forte, dando toda claridade necessária para encaminhar esses pensamentos que mais uma vez me remetem a você. Esse lugar é muito peculiar a nós dois, - você sabe disso - além de ser bem diferente de São Paulo, onde tudo esmorece e ressoa de outro modo com o agito maluco que faz as coisas tornarem-se necessidades imediatas - ele guarda lembranças de quando passamos por aqui. Ao redor de mim não há fronteiras visíveis, apenas a vasta região de grandes morros onde o vento frio vindo do sul assovia ao cair da tarde. Há mais de dois anos andamos por essas bandas, lembra-se, Miss C? Com certeza há de se lembrar dos caminhos esburacados por onde o carro chacoalhava de um lado para outro, as subidas e descidas da estrada mal-desenhada. Caminhos forrados com pilhas de folhas mortas se levantando no meio da onda de poeira deixada para trás. A carvoaria na beira da estrada continua bela, tosca e triste. Eu fui lá e vi os homens com seus mantos cobrindo a cabeça, aquele ar sofrido pela perda de dez anos em um, e praticamente todos com marcas permanentes nos rostos pintados de negros. E as pontes de madeira Miss C? Você ainda tem medo de pontes? Ainda fecha os olhos ao passar sobre elas? 
    A natureza abraçando a gente era tão simples no amor singelo que nos ofertava inesperadamente. A natureza é assim: discreta e fugaz num oferecimento praticamente insignificante que ninguém vê e que desconhece qualquer senso de medida. 
   E aquelas vaquinhas pastando na divisa da estrada, ali, bem no limite da cerca de arame farpado, lembra disso? Elas pousavam para as fotos com falta de firmeza no foco. 
Ah, Miss C, você haverá sempre de guardar esses momentos ensolarados daqueles tempos.  
   Entre tantas cartas que trocamos durante mais de dois anos, estava relendo uma em especial. Eu a trouxe comigo para refletir neste belo lugar calmo. É uma daquelas cartas que a gente relê quando a encontra em meio às outras e acaba ficando sempre em busca de um novo significado para coisas incompreensíveis. É do dia cinco de fevereiro do ano em que você ainda alimentava uma esperança cruel - confiando no meu total desconhecimento dos seus passos. Esse dia provavelmente não esqueceu, até por terem essas palavras dado ensejo a tudo que se seguiu até hoje. Ao lê-la no grande silêncio, que na verdade não é silêncio, pois o som da correnteza que bate nas pedras numa cessa, fico novamente abismado com o frio temor que tomou conta de si naquela onda de insegurança e fraqueza. Foi a fraqueza humana que se apossou do seu coração em prantos e da arrogância dos últimos dias de convívio. O relato que me passou foi o pivô do desativo que jamais poderia imaginar. Foi a partir de então que todos aqueles olhos tristes passaram a segui-la pelos cantos da casa, isso de uma forma mais perturbadora ainda, tornando-a uma pessoa completamente arredia. Ah, minha adorável Miss C... Percebe agora o quanto da sua vida sacrificou por ele? Consegue notar o tanto que perdeu não se desvencilhando dos laços que não desatou e do fino fio de esperança que ainda restava em seu coração? Voltando alguns anos na sua história: você, filha mais velha do dedicado e preocupado Severino. Já com dezessete ou dezoito anos era cobiçada em toda redondeza daquela cidade pequena. Severino tinha cuidados raros com as filhas, e em especial com você - já se prevenindo de algum incidente não recomendável naquela cidade onde todo mundo sabia da vida de todo mundo. O bom homem Severino, de intransigência moral na educação das filhas, em seus pensamentos sabia do perigo que representava para a honra de um pai ter filhas jovens, bonitas e inteligentes dando sopa entre idas e vindas. Principalmente você, Miss C, o inquietava. Com modos cativantes aos olhos dos homens que buscavam uma virgem para casar se fazia de desentendida, tinha um silêncio ameaçador, insinuante e ausente. Talvez você fosse mesmo capaz de um desses deslizes irreparáveis. Era o que ele pensava. Por isso, ele nunca impedira que namorasse, mas que fosse a sério e às claras. O grande perigo desse desatino chegaria aos seus dezenove anos. Não mais na pequena cidade perdida no meio do mapa fincado na parede, mas numa grande capital rodeada de oportunidades - finalmente você estava livre e solta em São Paulo. Tudo começou quando viu aqueles olhos que a seguiam insistentemente. A princípio achou graça no modo de ser do rapaz de olhar vivaz e postura curiosa que a impressionava. Ele sorria como se fosse dono de você. Ele a eletrizava. Não demorou a perceber naquelas mãos firmes o seu abrigo desejado. Ah, os dedos! Eram esses dedos que supriam o êxtase, ou, de comum acordo, era tomada pelos braços que a conduziam até aquele reservado só para os dois. Desse momento em diante começava a ser mulher. A sua boca mordia os cabelos dele e os lábios afagavam a orelha. Você ficava completamente caída ao se sentir envolvida por aquela carne mansa. No final eram apenas suspiros quando os braços pendiam do corpo justificando tudo. O resto nem é preciso dizer. Se você nasceu para ser de alguém, foi para ele que você nasceu. E assim sempre pensou. Mesmo que depois de anos ainda sentisse uma mistura de gozo e sofrimento pelo infeliz aspecto de decadência que nunca admitiu. Tempos depois foi levada ao desespero e praticamente à loucura, (talvez loucura mesmo), em busca do ciclo rompido que irremediavelmente não seria mais reconstruído. Nem você sabia naquele momento para onde se encaminharia o seu caráter deformado pelas circunstâncias da vida. Aquele jovem não queria mais nada com você. A partir de então, todas as leis sociais e relacionais mudaram diante da sua visão distorcida. A tragédia da solidão tornou-se sua única cúmplice na alma tomada pela dor superior às suas forças. Jamais pensara um dia estar sujeita a tais perigos. Mas eles vieram. Você rompeu com a família e culpou o pai por tudo. O mesmo pai que a alertara, o pai que viu o que você não enxergava. O pai que num ato insano chegou à beira da tragédia por causa da sua ingratidão. Ele, Severino, nunca imaginou em seus mais tenebrosos pesadelos, que a filha querida seria capaz de fazer pior, mas ela fez
     Ah, Miss C, você se fechou durante muito tempo - foi quando o seu coração atravessou noites sem consolo. Ninguém jamais viu os seus olhos molhados de lágrimas no quarto escuro - noites e mais noites tomada pelo transe das palavras doloridas. Numa época à frente, já recuperada em parte desse desespero, sentindo que tinha forças para lutar, seguiu em busca de um alento para ampará-la. Foi quando me encontrou desamparado. Eu entrei em sua vida. Acho que estava muito a fim de descobrir se estava ou não em posse do meu juízo perfeito, digo, para encarar novamente um compromisso com alguém. Pouco tempo depois percebi que o seu olhar era de quem praticamente continuasse à beira da loucura, imerso diretamente no seu passado. Ah, Miss C, as histórias que contava eram um labirinto de ficções intermináveis. Em nenhum momento parecia querer dizer a verdade, mesmo que fosse de alguma questão simples. Você adquiriu esse hábito e dele criou um grande leque de possibilidades para a mesma história fantasiosa. Você temia tanto ser confrontada com a verdade que, quando uma ponta de mentira me motivava desconfiança, se fazia tomada de um acesso histérico, ou dava às costas pisando duro como se fosse vítima da maior ofensa. Minha adorável Miss C, muitas lacunas ficaram em nossas conversas, até nas conversas prolongadas que aparentemente tinham um tom de sinceridade. Você nunca mencionou uma amiga de infância ou uma brincadeira que gostava - jamais me falou de uma rua onde pulava corda ou de um parquinho onde brincava no escorregador. Quando lhe perguntei o que já havia feito quando criança, apenas disse que nadava na piscina com o papai (até me mandou uma foto desse momento, lembra disso?). Nunca em nossas conversas presenciei um vislumbre em que recordasse uma cena da infância que sentisse orgulho. Jamais se deixou escorregar nesse passado quando as respostas seriam: onde, como, ou os porquês das coisas acontecerem. Várias vezes eu tentei fazê-la retroceder, mas foi em vão. Parece que os detalhes desse tempo a entediavam demais. Quando finalmente relatava algo, era como se fosse uma cena tirada de um folheto de viagens. As reclamações do seu passado recente eram sim muito marcantes. Não há uma só pessoa de quem não falasse mal. O tempo que dispúnhamos era preenchido com reclamações de tudo quanto era tipo. Nada parecia alegrá-la mais do que reclamar em tom de desabafo. Mas o que importa saber disso agora? É melhor desviar a conversa para a carta que mencionei no começo. Relendo esses escritos chego a conclusão que realmente você imaginava que eu tinha memória fraca e não conseguiria observar todas contradições por que passamos juntos. O grande problema é que tenho excelente memória para aquilo que leio e para aquilo que me foi dito. Justamente por isso é praticamente impossível que eu não reconheça um jogo de trapaça ou distorção criada a fim de semear uma nova ilusão. Era esse o seu jogo sempre. Lendo essas linhas me revolto cada vez mais com esse seu mundo de mentiras e falsificações de intenções. Não é de estranhar, portanto, que inventasse tudo para o seu próprio prazer em presenciar o meu sofrimento e até o sofrimento desses que a seguem com olhar dia e noite pelos cantos da casa. Comigo, inevitavelmente, no final sempre dizia: “Você não passa de um patético!”. Sempre querendo dizer com isso que eu não era grande suficiente e nem completo o suficiente, pelo menos na sua visão turva, para participar do seu mundo. Às vezes chegava ao cúmulo de dizer que minhas perguntas eram tão insignificantes que não mereciam respostas. O pior de tudo é que nunca se arrependia do que fazia. Ah, Miss C, infelizmente são essas coisas que rompem o encanto. Você tem esse elemento diabólico habilmente mascarado por ações inocentes que me faziam acreditar que o mal era eu. Não podia ser eu, pois você parece imune a todo mal que venha de fora. Sei que ao ler essas linhas que lhe dedico, novamente estará me desejando o pior porque tudo isso a assusta demais. A verdade a assusta sempre. Motivo, talvez, por que imagina que poderá passar pela vida como se passa entre labaredas sem se chamuscar. Uma hora, quando menos esperar, esse fogo poderá alcançá-la. E no seu rosto torcido pela dor lembrará que mentir, enganar e forjar - mesmo que seja a alguém que sempre desprezou como eu - poderá causar uma das maiores infelicidades nunca antes prevista. Nós dois sabemos, Miss C, que jamais admitirá abertamente que tudo isso aconteceu de verdade. Então saiba que não foi esse mal-feito que me enriqueceu, porque todo mal vindo da perversidade deve ser destruído; o mal que fez a mim e me trouxe até a clínica de repouso em Itapira - de onde freqüentemente sou levado com outros internos para o contato com a natureza e visitas a outras clínicas de cidades próximas - é que faz a sua vida perecer aos poucos; mesmo que aparentemente ache que está tudo certo. Desse mal veio a consciência do quanto pode a liberdade ser colocada à prova em nome do amor. O meu mundo de equívocos me trouxe até aqui para que também colha bons frutos dos conselhos que dirijo a você. No momento estou fora do mundo que criamos, um mundo que eu julgava de direito e beleza, um mundo de esperança. E se de verdade um dia tive esperanças foi você que as aniquilou aos poucos.

Que Deus a proteja sempre.

           Do seu admirador, Re. 

15 comentários:

  1. Como o sofrimento pode afetar a vida das pessoas, tem gente que tira o melhor proveito do aprendizado, mas outros fazem questão de ficar remoendo as dores e cutucando as cicatrizes para que elas nunca se fechem. “Re” tenta se fortalecer com suas cartas destinadas àquela que tanto mal lhe causou, ao ponto de levá-lo até uma clínica de repouso, onde acredito eu, tenta voltar à realidade e seguir sua vida.
    Quanto a “Miss C”, talvez ela consiga aprender algo que lhe torne um ser humano melhor, que lhe faça esquecer seu passado e também seguir adiante, dando oportunidade para a felicidade encontrá-la novamente, porque mais uma vez ela deixou escapar algo que poderia trazer o alívio para um sofrimento por ela carregado tanto tempo.
    Eu em particular gostaria muito de saber, por que estamos sempre levando o que de mal aconteceu em nossas vidas para as novas experiências, ficamos sempre na defensiva, esperando que tudo aconteça novamente, e isso nos impede de relaxar e aproveitar a nova oportunidade de sermos felizes.
    É como vi em um filme que assisti recentemente, a vida nos dá diversas opções de caminhos a seguir, não podemos seguir mais de um caminho por vez, nem sempre o caminho escolhido foi a melhor opção, mas isso só saberemos chegando ao final dele, e se não der certo, há outros caminhos que podem nos levar aonde tanto queremos chegar, é só uma questão de levantar e começar tudo de novo, levando apenas a bagagem necessária, sem peso morto.
    Acho que esse conto me leva a essa conclusão, seguir adiante e não desistir de um dia encontrar o que “achamos” ser a tal da felicidade. Tarefa difícil demais, mas não impossível.
    Parabéns Renato!! Linda estória de amor, sofrimento e fé no ser humano. Bjs.

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  2. Ola tudo bem!!!Espero que sim,vim dar meu humilde comentário sobre a continuação desse conto que mais está parecendo fatos reais,está mais evidente a esse amor mal resolvido por parte do admirador.Interessante relembrando da viagem de vocês juntos quanta dor em viver isso de novo,sua admiradora antes de conhecê-lo teve uma desilusão amorosa e foi aí que tudo começou o desancanto pela vida amorosa descontando literalmente na pessoa errada é lamentável isso deixando de ser feliz novamente.Penso comigo que tudo tem uma explicação pelo qual passamos só tempo poderá dar certeza plausível pra isso tudo.Espero que o admirador tenha um final feliz,na esperança antes de resolver essa questão pra não fazer ninguém sofrer.Bjs!!

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  3. Parabéns senhor autor,uma linda história de amor ,e ao mesmo tempo de lembranças,magoas e sofrimento.
    Pena esse amor não ter dado certo,acho muito complicado nos envolvermos com uma pessoa que já trás na bagagem um amor mal resolvido, acabamos nos machucando ,tentando de todas as formas fazer com que a pessoa esqueça o que passou e veja uma nova oportunidade em ser feliz.
    Mas me parece que não foi tão fácil assim com o admirador da Miss C, tentou e acabou se machucando. Mas enfim a vida é assim ,as vezes damos a sorte de conseguir que uma pessoa esqueça a outra e siga adiante,mas mtas vezes acabamos nos machucando ao se envolver com alguém que jamais vai esquecer o seu passado ,e que mesmo que deixe alguém entrar na sua vida ,só será por medo da solidão ,mas sempre será uma pessoa dura,fria e sem qualquer tipo de sentimento por quem está ao seu lado ,muito triste isso...mas é a realidade....bjs

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  4. Que coisa hein como eu imaginava,assuntos do passado inacabado muito frustrante ainda mais pro admirador,cheio de amor e bons sentimentos jogados assim fora pela sua amada que por sua vez não conseguiu se refazer pra uma nova vida cheia de felicidade.Isso deixa marcas pro resto da vida,sinto pelo admirador que por mais tente esquecer não consegue,espero que não tenha a mesma atitude dela.Uma história emocionante Renato parabéns,se é verdade isso só o próprio autor poderá nos responder.Bjs.Adriana.

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  5. Patricia Ramos Sodero20 de agosto de 2012 21:59

    Belo texto,Renato!!!Mais um desfecho surpreendente!!!Pois é...Miss C,resolveu fazer com seu admirador,áquilo de mais triste que traz o seu passado....o abandono.Só que foi tão egoísta,que não soube enxergar e generalizou todos os homens,por igual.O amor desse admirador...Ah!!!Como é lindo...acabou em uma clínica de repouso, por não suportar vê-la, sem ser correspondido.Passou o tempo todo mostrando o quanto poderia ser uma pessoa melhor, e ver o sofrimento causado,através de lindas e sutis cartas.O que o fazia melhorar de toda essa situação, eram as lembranças dos lugares e loucuras que faziam juntos....saudades!!!
    Mas,é verdade que quando se sofre muito,a raiva fala mais alto,e acaba-se "jogando" todas as verdades rasgadas.E foi bem isso que o admirador mostrou....DEU UM BASTA EM SUA ESTÓRIA COM MISS C....E,em simples perguntas,já se tem as respostas cabíveis,onde se deu o desfecho dessa linda estória de amor....Amor sofrido...Amor não correspondido...onde tudo tem limites....
    Parabéns,Renato!!! Amei demais!!! Vamos aguardar o próximo texto...O que será que esse autor vai nos preparar??? Continue assim....seus textos são lindos!!!
    Até e muitos bjs pra vc....

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  6. Bom dia,li os capítulos da história triste e ao mesmo tempo comovente,é seu autor o que descreveu aqui são fatos reais que todos já passaram se ainda não vão passar um dia,amor não correspondido fiquei triste pelo admirador sofrer tanto pela sua amada,mesmo sabendo que era um risco prosseguiu,e saiu machucado nessa relação e quanto a sua amada Miss C o que dizer dela uma mulher que depois da decepção não acreditou mais em nada e por esse motivo agiu da pior forma sendo fria e cauculista porque na verdade ela está presa ao passado.Por mais que o admirador depois soubesse da verdade ainda nutre um amor e carinho que fiquei admirada passando por cima do seu próprio orgulho de ser rejeitado por ela,mas espero que ele saia disso e possa reconstruir sua vida ao lado de uma mulher que lhe dê valor do jeito que merece.Parabéns!!!Bjs!!

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  7. Parabéns belíssima história,pena que muito triste,apesar de não terem voltado a ficarem juntos.Contudo penso que depois desse último capítulo cada um tome seu caminho pra encontrar a verdadeira felicidade,mesmo que amada tenha feito seu admirador sofrer tanto,ela também precisa ser feliz.Todos devem tirar proveito dessa experiência pra poder evitar sofrer de novo.Um abraço.

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  8. O q podemos dizer sobre tamanha submissão à cegueira do amor? Chegar a este ponto revela uma personalidade fraca e volúvel de pessoas q não acreditam na própria força e q perderam seu amor próprio! Sentem-se tão dependentes do sentimento e de alguém q se o sentimento acabar ou a pessoa se for, será o fim da sua própria vida... Na verdade, nosso protagonista, q no início distribuía conselhos como uma pessoa entendida e coerente, revela-se agora como vítima, condenada a sobreviver sob as cicatrizes de uma loucura q um dia acreditou tratar-se de um sentimento nobre chamado amor.
    Ambos são vítimas deste triste engano... Ela por ter sofrido a derrota do abandono no auge das grandes descobertas da vida, disseminou sua dor desprezando sentimentos q poderiam tê-la curado. Ele,por sua vez, c/ as melhores intenções, acreditando q poderia trazê-la de volta à tona, acabou por enterrar-se na mais profundas das decepções...
    Parabéns, meu Querido! Uma história intrigante e reflexiva, cheia de estranhamentos q podemos transportar p/ nossa realidade, aprimorando nossas atitudes e crescendo como seres humanos!
    Desta vez, minha surpresa foi no nome do protagonista q eu tbém já havia batizado como "Re"!!!... BJSSS! - Edneia

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  9. Uma história comovente e triste ao mesmo tempo seu autor,como pode duas pessoas sofrem tanto assim!!!Amando sem ser correspondido de fato.Fico pensando não mandamos no coração quando vemos já estamos escravizados pela pessoa mesmo sabendo não irá dar bons frutos.Vejo que são poucos que consegue chegar a esse sublime sentimento e viver feliz para sempre.Parabéns pelo texto mesmo não estando mais juntos,ele conseguiu pelo menos expor seus sentimentos pela sua amada desejando que seja feliz,que reencontre seu caminho de luz e paz.Fazendo isso está beneficiando ele próprio se libertando dela.Bjs!!

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  10. Com certeza que isto está mais para história real do que um conto fictício.
    E mais uma vez, nosso personagem se entrega as suas recordações e só então começamos a entender o que houve de fato entre ele e sua amada Miss C.
    Essa historia de amor na verdade, já não começou bem, pois ela estava presa a lembranças e sofrimentos do passado, e não se permitiu enxergar e aceitar a dedicação e todo esse amor que o “Re” nutria por ela. E pensar que tudo poderia ter sido diferente, que ela poderia ter sido e ter feito alguém feliz, mas o seu coração resolveu tomar o caminho mais difícil, da amargura, dando preferência as recordações de seu passado, e em muitas ocasiões fez pior que isso, ignorou-o e rompeu com sua família, perdendo assim sua própria identidade.
    Em certo momento ela até tenta se recuperar e se entregar a um novo amor, mas foi em vão, pois uma vez que não conseguiu se desprender de suas amarguras, jamais se permitiria ser feliz novamente. E infelizmente é assim mesmo que fazemos, na maioria das vezes. Quantas coisas deixamos de viver? Quantas oportunidades perdemos por medo de nos arriscarmos? E se não fossem essas amarras, os dois poderiam estar juntos e felizes, pois ele também passou por uma desilusão, mas estava disposto a apagar o passado e se dar uma nova chance, ao contrario de Miss C.,tanto que foi isso que ele fez, e mais uma vez foi machucado e humilhado, por amar sozinho, e então resolve dizer adeus, se desvencilhar desse amor que tanto o fez sofrer. Mais uma vez o autor nos leva a uma reflexão, por mais que apareçam obstáculos, decepções em nossas vidas, não devemos jamais desistir de buscar nossa felicidade, por que apesar de tudo , é isso que realmente importa, é isso que todo ser humano quer da vida “Simplesmente ser feliz”.
    Parabéns Renato, por mais essa linda história, e por me ajudar a perceber que estou no caminho certo, buscando minha própria felicidade.
    Beijos no coração.

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  11. Nossa li os 4 capítulos e pra ser sincera é mais desabafo que um conto seu autor!!!Triste,dolorido e sofrido pra ambas as partes,mesmo assim gostei achei muito emocionante a dor de um amor mal resolvido.Mesmo que não tenham ficado juntos,por mais que passe o tempo e recomece outro relacionamento,eles nunca vão esquecer o que viveu digo pelo admirador pois Miss C lembrará do seu ex.Sempre é assim,nunca será da mesma forma quando gostamos de alguém,sempre tem um que sofre mais é a vida.Obs.Quem me falou sobre seu blog foi Andréa Cardoso,minha amiga disse que suas escritas são lindíssimas,srsr.Concordo plenamente!!!Um abraço!!!Letícia.

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  12. BOA NOITE,LI OS 4 CAPÍTULOS E VI QUE ESSE ADMIRADOR NUTRE UM AMOR SURREAL PELA SUA MSS C DEAR.POR MAIS QUE FIQUE LONGE E PASSE ALGUM TEMPO SEMPRE ELA VEM NA MENTE DELE,MUITOS PODEM ACHAR LOUCURA COMO UMA PESSOA AMA APESAR TER CAUSADO TANTO SOFRIMENTO.É ENGRAÇADO O DESTINO AGENTE NÃO CONTROLAR AS COISAS ACONTECEM APARECEM E DESAPARECEM COMO PISCAR DE OLHOS.O ADMIRADOR SOFRE MUITO AINDA MAS É UM APRENDIZADO.FICO PENSANDO E SE FOSSE AO CONTRÁRIO!!!RELACIONAMENTO É UMA COISA TÃO COMPLEXA NOS DIAS DE HOJE NUNCA SABEREMOS QUAL SERÁ O DESFECHO DE CADA UM DE NÓS,SENÃO TERTARMOS.POUCOS SÃO FELIZARDOS EM TER UM AMOR DE VERDADE POIS LEALDADE E CUMPLICIDADE,MUITOS FICAM NA PURA TRAÍÇÃO E NA MENTIRA,E QUANDO DESCOBRIMOS É DA PIOR MANEIRA.PARABÉNS UM CONTO QUE RELATA NOS DIAS HOJE INFELIZMENTE.PRA UM RELAÇÃO DÁ CERTO TERIA QUE VIM SEMPRE A VERDADE,POIS QUANDO COMEÇA ERRADO TERMINA NA MESMA FORMA.ATÉ.

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  13. Interessante esse conto uma estória de amor e ódio!!!Querendo esquecer mas não consegue pois vem sempre na lembrança a sua amada.Lugares por onde passou,detalhes do relacionamento e intimidade é vai ser difícil o admirador tirar da mente.E aí vem minha pergunta:Será que ele com tudo isso que passou,começar agir da mesma forma que ela???Se fizer isso coitada de quem atravessar o caminho dele,pois vai usar e abusar e jogar fora depois.No meu conceito pessoas que passam por esse tipo de desilusão vão em busca das exs,pode achar loucura mas é a pura verdade ficam caçando até encontrar.Desculpe se meu comentário não foi dos melhores mas é o que eu acho.Até.

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  14. Estou num lugar onde ouço o filete de água escorrendo mansamente na pedra da montanha; nessa época de inverno a exuberância da cachoeira é tão tímida quanto você.

    E as pontes de madeira Miss C? Você ainda tem medo de pontes? Ainda fecha os olhos ao passar sobre elas?

    A dor do nosso personagem faz com ele mergulhe até as mais remotas regiões do próprio ser.
    Talvez nem ele tenha idéia do que este relacionamento lhe ofereceu verdadeiramente.
    Somos falhos e muitas vezes nem imaginamos o quanto, daí surgem pessoas, novas perspectivas e a gente se enfia por ai para poder de fato se encontrar (seja lá onde for).
    Acredito que Miss C foi providencial, pois ofertou dor e alegria, pois era real...
    Tenho certeza de que nosso personagem voltará à vida assim que olhar para cada parte de si...e aceitar as próprias fraquezas que na minha humilde opinião nada tem a ver com Miss C, porque o coração que sinto pulsar é o dele.
    Volte para nós querido Re, volte...

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  15. É imprecionante como inúmeras vezes confiamos o nosso bem maior... a vida a outra pessoa,deixando que essa pessoa seja autora da nossa historia e que a conduza como desejar.E nós nos conformamos em sermos apenas coadjuvante seguindo o enredo que o outro escreveu para nós.Aceitando passivamente o nosso "destino".

    Um abraço.
    Simone

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