domingo, 12 de agosto de 2012

Dear Miss C Part 3

Em algum lugar próximo de Águas de Lindóia.               
      Miss C.
  Ando sem tempo para escrever porque tenho viajado muito. Fui levado de um lado para outro e quando me dei conta já nem sabia mais onde estava. Há poucos dias cheguei nesse lugar. Estou agora numa casa simples e silenciosa, um local rodeado de árvores altas onde se sente a pulsação da vida de um jeito diferente. Os moradores se deliciam com ar puro e fresco vindo das flores que ladeiam o caminho de chão; a noite tem a cantiga monótona dos sapos na lagoa adjacente. Isso parece tão comum para esse povo daqui. Muitas vezes, num fim de tarde, saio para o quintal de braços abertos e paro por um instante como se fosse uma estátua; sinto o sopro da brisa passando entre as árvores. Assim fico encantado. Se nunca ninguém passou por isso não sabe a alegria que proporciona esse torpor bom. Esse lugar parece longe do centro da cidade, bem distante dos habitantes fazedores de barulhos e criadores de estresses. Dizem que agora estou mais calmo e passarei aqui algum tempo, praticamente até o final do inverno. Eu me sinto em casa, é um lugar onde posso criar e escrever bastante sem me preocupar com a rotina de horários e obrigações; ou das infinitas contas para pagar. Hoje é difícil escrever, pois ando com as mãos tão cansadas que se pudesse ditaria para alguém aquilo que gostaria que chegasse até você. Espero que a correspondência que lhe enviei outro dia não tenha se perdido. Primeiramente, quero que saiba que me deu um enorme prazer ao reler suas cartas - eles aqui demoram um pouco para me entregar essas coisas e quando chegam já vêm abertas - finalmente vi algo de concreto em suas atitudes. Quanto mais examino essas notas mais acho que são efetivamente reveladoras; nelas descobri muitas coisas boas. Fiquei imaginando a cena da perseguição doméstica tão fielmente relatada - já que um dia me disse que perambula pelo meio de tantas mentes vazias, as quais se abatem pelos mais incríveis temores; e que se sente sendo seguida por aqueles olhares como se a quisessem devorar. Mudando de assunto: não sei por que, mas de repente me lembrei do seu incrível gosto pelo mar. Aquele cheiro do mar e o barulho das ondas quebrando na praia... Que saudade me dá daquelas ondas incontroláveis molhando a areia branca da pequena praia deserta! De repente me vejo de novo naquele eterno silêncio que tomava conta dos nossos pensamentos enquanto mergulhávamos. Sim, lembro dos nossos velhos tempos enquanto leio os versos da música que você tanto gosta. 


Jezabel, princesa de Babel
de Babilônia e Xanadú
Meu Xangrilá és tu
tesouro do Eldorado
Sou teu guerreiro de Esparta
teu guardião
Selena que me ilumina o céu
e organiza os oceanos
É teu meu tempo e mais
é tua a minha história
é teu meu reino da memória
Ó Feiticeira de Judah
que me incendeia e faz voar
Sereia do meu mar
astronave do meu ar
Edelweiss do Himalaia
tu és maia, tu és má
Tu és a deusa da ilusão e eu te amo...

    Voltando às cartas: o que mais gostei é quando descreve a forma grandiosa de caráter e comportamento que vêm adotando. Ao reler aquelas linhas percebi o quanto acertei ao tentar conduzir por uma via de aconselhamentos, os problemas quem lhe afligem. Se eu pudesse usar a palavra felicidade para definir o meu estado de espírito por causa disso, estaria sendo pouco generoso. Saiba que pensei muito em você nesses dias de festas que passaram, imaginando como agora deve estar calma a fortaleza solitária em que vive. Pelo que vi aí, imagino que à medida que os dias passam, aquela imensa solidão que carregava parece aumentar cada vez mais, se tornando fortalecida por uma indescritível impotência para mudança. A vida feita desse jeito começa a parecer como uma casa construída sobre areia. Entretanto, mesmo afundando cada dia um pouco, ainda dá para enxergar com profunda exatidão que há muito mais que um simples arranhado na superfície das coisas que a cercam; o que precisa ser consertado. Não se entristeça se demorar a passar, nem por isso deixará de novamente ter um terreno firme de onde verá novos horizontes. Você me disse que nada mais restou na lembrança dos nossos momentos, senão, um grande descontentamento traduzido nos primeiros e graves conselhos; isso no tempo em que não entendia o sentido de tudo estar acontecendo daquele jeito - recebendo notícias como se fosse tapa com luva de pelica. Minha adorável Miss C. saiba que eram os meus desejos de manter, com a ajuda de Deus e das minhas palavras, a intenção de senti-la um pouco perto de mim. Embora sabendo que na sua falta de polidez deturpasse as verdadeiras intenções do que eu queria dizer. Enquanto nos mantemos distantes procuro tratar todos os dias esse ferimento invisível a olhos nus causado por você. Saiba que uma ideia acudiu-me, mesmo que seja ela originada do próprio ferimento: "É preciso que me aproxime cada vez mais e pouco importa se para isso eu busque uma solução primária". Você bem sabe o quanto em palavras duras e afiadas se desfez de toda minha vida, de toda minha família, de toda rotina miserável de trabalho que eu levava; inclusive fazendo alusão às maneiras impostas pelos meus costumes diferentes dos seus e até do meu esforço em tentar compreender os dramas aparentes, dizendo a todos que eu era muito bonzinho. Mas no final tudo se inverteu, não foi? As mesmas desfeitas, palavras duras e opiniões formadas voltaram pelo caminho que vieram. Sei que ainda faço um pouco disso nas recentes cartas anteriores, mas não faço por mal, sei que aquelas foram semanas negras de duras revelações para você: coisas cegas aos seus olhos e que abriram os olhos de outros, não é mesmo Miss C? Durante um tempo eu me sentia tão alucinado e, com certeza, bem mais cego que você. Não enxergava nada que não fosse o meu próprio ferimento sangrando. Depois de ter ouvido tantas zombarias me recolhi daqueles que riram de mim e que pareciam nem sequer se importar com o fracasso que me deixou arrasado. A tarefa de executar tudo o que fiz foi sobre-humana e parecia estar além das minhas forças. Eu desterrei tudo sem poder me comunicar com ninguém. Rezei para que pudesse encontrar naquelas palavras os olhos atentos que tomassem lugar da audição que nunca recebi de você; mantive a esperança que surtiria efeito - foi apenas um modo de combatividade para reagir. Enquanto cavei tudo a curiosidade de todos aumentou; um, dois, três foram aparecendo para dar atenção aos métodos que não pediam em troca agradecimento, apenas respeito e compromisso com responsabilidade. Surpreendido, hoje volto os olhos várias vezes para os escritos dedicados a você e principalmente para aqueles que me mandou; o que na maior parte do tempo me leva a horas de desespero, porque no fundo eu ainda combato o demônio interior e violento que sopra no ouvido a minha própria cegueira. A mesma que me fez demorar a enxergar que foi você a pessoa mais filha-da-puta que conheci em toda a minha vida. Ah, minha adorável Miss C, eu sou do tipo que tolera humilhações, desprezo e ofensas por um tempo. Enquanto esse tempo passa vou criando um tipo de desgosto que mina a admiração que tenho pela pessoa. Chega num ponto que não tem mais volta e a única solução que resta é lamentar. Isso aconteceu conosco porque nunca me deixou uma escolha onde prevalecesse o respeito e a amizade. Você ainda se lembra do meu olhar, Miss C? Aquele olhar às vezes magoado, outras vezes humilde e resignado? Pois bem, saiba que aquele olhar ainda é o mesmo; um olhar trancado na solidão que só serve para agravar cada vez mais a situação. Causa em mim um tipo de repugnância essa espécie de intimidade mental que ainda temos. Ah, Miss C, a sua solidão é a minha solidão e a sua dor é a minha dor. Mas isso aconteceu conforme já temíamos um dia: o orgulho fez de nós intrusos na vida um do outro; o egoísmo nos colocou vendas e a vaidade ergueu muros. Vendo as coisas assim reconhecemos a verdade que desde o início já sentimos um tipo de aversão indisfarçável um pelo outro - sensações impossíveis de evitar quando o caráter dominador prevalece mutuamente. A curiosidade nos fez esquecer essa tal aversão, revelando em nós certo espírito de camaradagem aliado ao senso prático, tornando a vida mais suave e criando ilusões temporárias. Cremos com isso que acenderíamos uma fagulha, reavivando as cinzas apagadas, mesmo que fosse esse o nosso último sopro de esperança depois de uma frustração passada. Era uma ideia que estava impressa em nossos corações, mas havia coisas que eram muito difíceis de serem feitas apenas com palavras, era preciso força de vontade na atitude. Sem o que o inferno estaria à espera da gente como aconteceu. Puxa vida Miss C, durante grande parte do tempo você tinha atitudes que não concorriam de forma alguma para conquistar amigos ou manter um amor. Você semeava a dúvida a todo instante. Tantas exigências provocaram brigas sem fim, e quanto mais era exigido menos era dado dos dois lados. Talvez de nada sirva que eu analise uma por uma daquelas brigas agora. O que eu poderia dizer a respeito da sua tendência para eterna dúvida ou da sua incapacidade de harmonizar o que acontece dentro e fora ou tudo aquilo que ainda a oprime? Seria mais uma vez repetição do que já disse. No entanto, reforço a ideia que poderá tornar-se uma pessoa muito boa se se educar novamente, se prestar mais atenção no que a rodeia. Quanto aos sentimentos: se aprofunde naqueles que guarda dentro de si, mas se forem impuros, do tipo que deformam o seu caráter, livre-se deles. Toda intensificação do que é bom tornar-se-á melhor. Compreende o que quero dizer? Agindo assim, os seus pensamentos sempre serão os seus melhores colaboradores, ajudarão na construção da sua vida com uma existência firme e concreta. Seja em que ambiente for - no meio do seu deserto particular, ou na mais esplendida devoção às grandes coisas da natureza que tanto aprecia - pratique bons pensamentos. Tome como exemplo essa nobre arte a qual se empenha tanto da hora que acorda até a hora que vai deitar-se. Ela exige paciência e atenção, é o seu caminho para viver moldando-se à vida. Cedo ou tarde saberá que nela está o seu mais forte abrigo diante de tantas circunstâncias negras e passageiras. É nesse dom artístico, somado à inteligência que nasceu com você, que irá educando a sua atenção na melhor observação de tudo que opera a seu favor. Faça disso a sua mais linda maneira de viver, mesmo que a solidão ainda não possa ser definitivamente riscada da sua vida (falo daquele pedaço que sempre julgamos estar faltando). Miss C, as causas sempre estão dentro de nós, é ali que devemos procurá-las e assim ir conduzindo o temperamento. Mesmo que em algum momento sinta que um clima de neurose se estabeleça fora de controle ou que a limite com esse medo que não a deixa sair de casa ou a faz voltar correndo para ela, tornando as sensações do mundo de fora menos flexíveis e mutáveis, lute contra isso! Se continuar assim esse medo a engolirá por completo, mesmo que ainda insista em manter essa expressão de austeridade estampada no rosto. Tente! Esse exercício irá purgá-la das misérias humanas tão comuns na vida de qualquer um. Quando o seu pensamento se elevar o seu coração começará a cantar, ainda que pense que não se pode amar aquilo que já foi destruído. Miss C, o seu nome me sugere uma série de recordações doces e fluídas; e também dolorosos pensamentos. Recordações sempre agravadas pelos ecos transviados dos sons penetrantes vindos do mundo exterior ao nosso. Eu entendo que algumas tentações não podem ser combatidas agora, que a única coisa que resta é fechar os olhos para fugir do que sufoca. O maior alívio que sinto nessa hora não é da fuga de mim mesmo e nem de você, muito pelo contrário, vou sempre me impulsionando para frente como se estivéssemos juntos, sentindo que as palavras de conforto que encaminho aos seus cuidados também servem para mim. É como uma troca, percebe? Faça o mesmo, ainda que em pensamento. Seja generosa alguma vez, por que as únicas marcas que merecemos levar pela vida afora talvez sejam as recordações das mordidelas de amor e nada mais. Sei que a qualquer momento poderá perguntar por que estou nesse círculo vicioso já que sou tão inteligente. E afirmará ao final que sente vontade de rir ao ler meus escritos. Miss C, não seja tão severa e irônica. Isso não é uma aula, nem lição de moral. São apenas palavras regadas por pensamentos amáveis destinados a você e que vão como resposta a tudo que já me escreveu no momento de abrir o seu coração.
Os meus pesares me incomodam tanto quanto os seus. É certo que nem pode imaginar quando muitas vezes acordo no meio da noite, torturado por maus pressentimentos, e saio do quarto para ficar longos minutos sob o luar pálido da madrugada. Quando olho para aquela claridade vejo uma imagem fixa e sofredora suportando infinitas tribulações. Isso é o que me dá toda força para continuar, pois esses pensamentos não mais me pertencem e em breve chegarão outros. Por que diante dos meus olhos brilha essa paz prateada, num caminho manso e discreto, de onde recai sobre mim toda luz para absorver o sentido de estar novamente aqui pelos motivos errados.

Desejo que leia e releia essas palavras, e viva as partes boas com toda intensidade e carinhos possíveis.

Os meus bons votos e saudações.


Do seu admirador

                           Re

12 comentários:

  1. Gostaria de poder acreditar que uma pessoa possa de dedicar tanto a ajudar outra a ser melhor, a querer o melhor para si mesmo sabendo que ela não mereça nem um pouco dessa dedicação e carinho.... Reli os tres textos e cada vez mais percebo que me tornei uma pessoa descrente na ração humana...
    Uma pena...
    Voce como sempre se superando... A intensidade dos textos é realmente surpreendente.
    Um abraço.
    Cris

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  2. Parabéns pelo texto, cheio de sentimentos ,magoas passadas e de alguma forma um pouco de gratidão..
    Sim, gratidão por essa mulher que por um certo tempo na vida desse homem ,fez ele sofrer ,o humilhou ,e desfez dele e de seus sentimentos. E agora mesmo com tudo o que se passou, ele mesmo magoado ainda consegue ter forças de ajuda-la a se tornar uma pessoa melhor ,a ter pensamentos melhores, e assim com esse gesto consegue ver no que se transformou enquanto estava ao lado dela.
    Seria bom ,se cada relacionamento que se desfizesse ,seja por qual motivo tenha sido ,mesmo que restaram magoas ,recentimentos, mesmo assim ,se cada um tivesse essa atitude de ajudar o outro ,as coisas com certeza seriam bem melhores de serem aceitas...beijos.

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  3. Ahh esqueci de citar ,lindo esse lugar que nosso amigo se encontra, realmente essas cidadezinhas do interior são maravilhosas e geralmente os moradores não dão valor e nem quase notam a beleza da natureza e a beleza do céu a noite..É realmente um ótimo lugar para descansar e de refletir sobre a vida, já morei por um longo tempo em cidades pequenas ,e sei ,que faz tanto bem para a alma quanto para o coração, beijosssss....

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  4. Patricia Ramos Sodero12 de agosto de 2012 22:56

    Olá,Renato!!! Me surpreendeu ao ver que publicou mais um capítulo...Esse texto realmente relata uma linda estória de amor....mas,como de costume,um sempre acaba mais machucado que o outro....O protagonista dessa vez,resolve se afastar fisicamente de sua "querida",para sentir e ter a certeza de quanto um faria falta ao outro.Isso fez com que sua amada se fortalecesse,mesmo na solidão,lhe enviando cartas,permanecendo-o "vivo" em seu coração.Com certeza, conseguiu fazê-la enxergar,mesmo que pouco,o quanto o machucou e fez afastá-lo,agora sem mais volta.Ele pretende continuar ajudando-a,sem sombra de dúvidas,para que seja um ser humano melhor.....mas, à distância.Ele sofre...ah...como sofre....mas também tem seu amor próprio e acha melhor "lutar" contra essa relação que o fez sofrer.Só fica a pergunta: Será que duas pessoas que se amam,claramente dito no texto,não teriam a chance de viver esse amor,de uma forma diferente??? Continuo apelando ao Sr. Autor que,para certos casos,poderia ser pensado...o ser humano é difícil...ninguém é igual ou melhor que ninguém....mas,acho que uma boa comunicação,resolve todos os pontos....Ainda sou daquelas que acredita em soluções passivas.Achei linda a parte que o protagonista relembra com carinho, os momentos na praia, com a canção que fala da Lua....momento de prazer dos dois!!!
    Bem....mais uma reflexão que fica,para sabermos ao certo o que fazer em certas situações....principalmente,quando se trata de amor...
    Belo texto!!! Aguardo a continuação e o desfecho dessa estória, com muita ansiedade....quem sabe muda algo...
    Grande beijo e até....

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  5. Que legal!!!Continuação desse texto que está sendo emocionante de ler!!!Mesmo com os tropeços da vida um não consegue esquecer o outro mesmo com a distância e o tempo.Amor e ódio é mais ou menos isso que dá pra entender,espero que tenha um final surpreendente.Bjs.Adriana.

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  6. Renato parabéns por ter dado continuidade dessa história maravilhosa!!!!Está ficando mais claro a cada capítulo desse conto que por sua vez me parece vida real,mas tudo bem.Ficou uma coisa bem clara na minha humilde opinião mesmo que não tenha dado certo ele deseja que sua amada seja feliz e siga seu caminho uma forma de libertação pra ambos o modo como se dirige a ela é impressionante lembrando dos bons momentos vividos juntos,apesar das diferenças e da distância o amor é muito forte ainda que ele nutre por ela,espero que tenha um desfecho lindo dessa história de amor.Mil bjs.Andréa Cardoso.

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  7. Olha, mais um texto que me deixou sem palavras... Cada pedaçinho dele traz tanta emoção, tanta sensibilidade, que até arrepia. Ao mesmo tempo trás uma imensa tristeza ao ver que tanto amor e tanta dedicação não foram suficientes para manter esses dois juntos, isso dá um sentimento de perda tão dolorido...
    Ele tem tanto amor por essa moça, mas ao mesmo tempo é tão forte e decidido, quando viu que chegou ao seu limite, saiu de cena, não titubeou apenas se foi e a deixou com seus fantasmas. É, tenho inveja desse moço, ele sabe se valorizar e deixar o sofrimento desnecessário para trás, hoje ele sofre, mas acho que de uma forma diferente e parece que agora ele está reencontrando seu equilíbrio, nesse lugar onde a solidão não é tão difícil quanto devia ser ao lado dela. E ela parece agora absorver seus conselhos e tentar mudar seu jeito de ser. Um texto triste, mas ao mesmo tempo cheio de esperança. Eu queria citar todos os pedaçinhos que me chamaram a atenção, mas para isso eu teria que reescrevê-lo quase que na íntegra nesse meu comentário.
    Você se superou mais uma vez!!! Parabéns!!! Esse texto está simplesmente maravilhoso!!! Bjs.

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  8. Aos poucos, e na distância q os separa, ambos tentam reconstruir suas vidas, apesar das dificuldades distintas de cada um. Através de amargas lembranças vão tentando aprender com os erros cometidos, novamente, na infinita intenção de acertar. É comum cairmos na ilusão de q tudo vai mudar; corremos pra lá e pra cá, pegamos daqui e colocamos ali, tiramos de lá e colocamos aqui, sempre repondo, refazendo, remendando e nos iludindo, querendo sanar o q não tem mais remédio. A imagem q deveria e não foi vista enqto havia tempo, aparece agora com tamanha nitidez q até parece ironia ter passado desapercebida, diante de tamanha evidência!
    Qtos de nós já não passaram por momentos como este e qtos ainda haverão? Impossível saber.
    Cada um tem sua força para sofrer e seu tempo para aprender. O desejo e o medo de enfrentar tudo de novo, só o tempo pode dizer...
    Feliz surpresa, Renato, entrar aqui e encontrar a parte 3! Até esqueci do q vim fazer aki...kkkkkkk! BJSSSSSSSS!!! - Edneia

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  9. Boa tarde,li os três capítulos e estou aqui pra fazer meu comentário.Uma história de amor mal resolvida não diferente nos dias de hoje,mesmo se passando algum tempo não consegue esquecer do seu grande amor,mesmo deixando tanta mágoa e dor lá no fundo ainda nutre sentimentos sinceros.Penso será que esse admirador vai conseguir esquecê-la e viver de novo para abrir caminhos pra felicidade.Fico aqui esperando o desfecho dessa história tão linda e emocionante.Um abraço.

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  10. Que bela surpresa Renato, saber que pretende dar continuidade a essa linda e ao mesmo tempo triste história de amor.
    E mais uma vez nos colocamos dentro da sua história e nos fazemos personagens. Qual de nós não passou ou ainda vai passar por situações relatadas aqui? E esse lugar tão maravilhoso que descreve e dá vontade de estar ai, juntinho de você, desfrutando desta maravilha da natureza... Já vivi esse momento em minha vida, de ter que me afastar para repensar em tanta coisa, tentar derrubar os muros que só cresciam e isso nos fortalece e muito.
    Fica claro aqui, que Miss C. não entendeu todo esse amor que esse homem dedicava a ela, e mesmo amando-a ele decide se afastar, por não suportar tanta humilhação e desfeitas. É uma história de amor e ódio ao mesmo tempo, pois ele fala do sofrimento que ainda sente ao reler algumas cartas que ela lhe enviou, é como se ele passasse por todo sofrimento novamente, mas mesmo no sofrimento, ele deixa transparecer todo o amor que ainda sente por ela.
    Se analisarmos bem, acho que todo relacionamento passa por situações assim, aonde um sempre ama mais que o outro e por consequência sofre mais.
    Parabéns novamente, e ficamos na torcida de um final feliz para essa linda história de amor.
    Bjos....e até breve.

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  11. Você ainda se lembra do meu olhar, Miss C?

    Acho que essa frase descreve o texto inteiro.
    Dá pra sentir a tristeza do nosso personagem e sua insatisfação ao perder sua amada.
    Perder sem saber porque, sem notar talvez...
    Acho que a dúvida que prevalece é: em que momento deixamos de ser nós para sermos apenas eu? em qual parte do caminho você seguiu sozinha?
    Ahhh...esse texto é sincero, e isso é coisa que faz a gente sonhar.

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  12. Tudo é amor...até o ódio nada mais é do que o amor que adoeceu gravemente.
    Pensemos sobre isso.
    Um abraço.
    Simone

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