quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Dear Miss C Part 2

Dear Miss C,

      Decorreu algum tempo desde que lhe escrevi a última carta. Não me guarde rancor por isso; queria que esse novo escrito viesse dos meus melhores dias: dias tranquilos e bons. Quanto a solidão que ainda persiste - mais dificilmente do que o era antes - sei que é grande e penosa. Mas o que importa mesmo é o que nasce aqui dentro para ser colocado em prática olhando ao redor. Quero dizer-lhe que ninguém poderá aconselhá-la. O único e mais curto caminho é o de entrar em si mesma, estendendo suas raízes pelos cantos mais profundos dessa alma que carrega um tipo de ingenuidade. Com isso poderá investigar o motivo de tantas tristezas, confessando ao seu âmago por que tem necessidade em viver coisas simples de forma impossível. Talvez sua vida não seja tão fácil de traduzir ou explicar, pois, por si só, sempre foi uma vida de sonhos ricos em substâncias, porém fraca na prática de boas intenções. Equivale dizer inicialmente que, é curioso notar, o quanto o efeito das minhas cartas tem mudado sua vida. Essa é uma das mais autênticas consagrações que pude obter, principalmente nas cenas tão misteriosas que de alguma forma sempre ocultou de todos. Agora sei, que na verdade, não tenha sido eu a inspira-lhe um comportamento mais digno, mas sim sua veemente esperança na mudança que, com toda certeza, de tempos para cá têm trazido mais benefícios do que prejuízos a longo prazo. Eu reconheço o quanto tenho sido o intermediário na revelação de tantos mistérios, e até mesmo os meus escritos ainda sejam uma espécie de presságio, deste que tão humildemente sempre lhe escreve, e frequentemente são consultados por você; de uma forma ou outra mostrando a verdade de um tempo que gostaria tanto de esquecer. Saiba que nunca foi minha intenção colocar uma nuvem sobre os seus sonhos de ser e fazer alguém feliz. De muitos modos lhe teria indicado o caminho e condições adequadas para que essa nuvem que surgiu jamais tombasse sobre sua cabeça. E dessa maneira se aproximasse cada vez mais do belo objetivo que nunca se transportou para realidade palpável, uma vez que nunca se permitiu a essa travessia e quando, no acaso desse destino que seria certo, chegou praticamente até a margem e retornou. Nós descobrimos agora que nem sempre a travessia tão esperada seria permitida; e o afastamento nos mostrou o que era precisar de alguém para desvendar tantos segredos da vida. Sabe Miss C? Há nessa vida coisas que estão tão longe de serem totalmente dizíveis; ou meramente palpáveis; quem sabe imaginariamente exprimíveis; para nos fazerem crer no quanto as intenções seriam diferentes se não fossem tão efêmeras e tomadas de uma ironia cruel. Mesmo assim sabemos que existe um espaço que a palavra nunca ousou pisar: a gratidão por um aprendizado tão sofrido na gravidade dessa evolução sob pedras. Talvez somente lá no íntimo você possa encontrar, numa hora mais silenciosa, tais palavras que respondam as perguntas mais perturbadoras. Então se lembrará de mim e de que a bondade é um sentimento que carrego e sei apreciá-la muito bem, por isso lhe desejo muito mais do que aquilo que consigo exprimir aqui. Um dia, Miss C, após ter feito uma bela descida dentro de si, descobrirá no mais profundo recanto desse ser solitário, o quanto de felicidade teve que renunciar para chegar aonde chegou. É muito triste estar mais uma vez de mãos vazias tentando agarrar-se numa vida que nunca foi sua por opção. Por ora, imagino que se sinta desajeitada ao buscar as concepções de coisas que derivam exclusivamente da necessidade do seu ser. Saiba que quando novamente estiver sob a influência dessas coisas consideradas graves, com efeito, não se deixe dominar por elas, sobretudo nos momentos em que não souber por qual caminho seguir. Sirva-se desses infortúnios, e não se envergonhe pela falta de iniciativa que carrega consigo; nunca tema a intimidade excessiva com a vida, busque o que lhe for indispensável e aprenda com isso o que deve ser aprendido. Um novo mundo se abrirá aos seus olhos, esses lindos olhos redondos e assustados que mais parecem de um coelhinho fora da toca. Ahhh Miss C, quanto mais eu escrevo sobre tudo isso, mais tenho a impressão de que essas coisas ainda estão aqui dentro de mim: desde o seu perfume mais discreto até a grave expressão do seu olhar mais pesado. Há tantas coisas nessas linhas que não foram compreendidas, nem apanhadas como se apanha o fruto maduro do pé, e pouco vividas como se vive o prazer do amor terno com os ecos vibrantes da saudade. Essa saudade a que nos submetemos é como um sedoso tecido, que de um lado os dedos escorregam com uma ternura infinita sentindo a cada fio vagarosamente, e do outro são espinhos finos como o destino cruel que nos foi oferecido. Não continua sendo engraçado como tenho uma linguagem toda própria de definir coisas tão comuns? Eu sei, sei sim, que ao reler tudo o que já foi dito, sentirá o mesmo assombro das ressonâncias sem fim que tomaram sua vida por causa disso. Mas a vida é cheia de fé, mesmo que acabe se enganando mais uma ou duas vezes, um dia essa fé, que tenho a certeza tem na vida, lhe mostrará o quanto é importante ter humildade e paciência, porque a vida não pode ser acelerada no seu desenvolvimento natural. O tempo que conhecemos pouco serve como medida; um ano, cinco anos, dez anos não são nada. O aprendizado que necessita não pode ser calculado ou contado, precisa apenas ser vivido como uma árvore que enfrenta tempestades, ventanias e nunca teme que depois venha um dia ensolarado; ainda que saiba que o que a sustenta nada mais seja que um palmo quadrado de terra. Se hoje eu tivesse que confessar com quem aprendi muita coisa a respeito da vida, encantos e decepções; só poderia indicar o seu nome, Miss C. Vivi cada momento e aprendi, seja o que for que se tornou a vida depois disso, o que é dado com amor deve ser retribuído mil vezes e, mesmo que a circunstância de desajuste transforme tudo num fardo, a mágoa um dia passará. A experiência sexual, que ora no sofrimento ou no gozo da total entrega, foi num sentido amplo e puro de excepcional importância para abrandar a nossa loucura, teve um simbolismo poético como uma cascata jorrando de uma montanha. Uma força primitiva cheia dos seus próprios ritmos e sutilezas, totalmente desprovida de nossas vaidades tão comuns. (É bem verdade que essa foi uma das provas mais difíceis enfrentada por nós dois). A sexualidade não encontrou em nós pessoas puras, mas encontrou o homem e a mulher como seria preciso, em parte amadurecidos e em parte rudes no instinto básico de macho e fêmea. Nós carregamos no cio da entrega a sensação sexual como algo aparentemente selvagem, regada de ódio e recordações doloridas, agindo como se fosse algo temporário motivado por um equívoco, mas isso nunca diminuiu a bela arte de dar e receber. Aquela volúpia carnal foi uma experiência que tocou todos nossos sentidos, foi um conhecimento sem fim que nos foi dado; e quando mal o aceitamos todo o seu esplendor cessou. Muitas vezes abusamos desse estímulo tão interessante que carregávamos um pelo outro, como uma simples diversão em vez de nos tornamos cada vez mais cúmplices. Foi algo tão diferente, não é mesmo Miss C? A carência tão visível de um lado e o excesso de outro, sempre disfarçando a necessidade elementar da vida. E todas essas necessidades eram tão básicas e rústicas que tivemos uma visão turva para esclarecê-las a nós mesmos e vivê-las totalmente às claras. Tenho certeza que ainda se lembra com clareza da beleza dos animais e das plantas que tanto admirávamos com uma observação silenciosa. Numa vontade e resistência, de um jeito dócil e absoluto, enquanto premiávamos o nosso gozo físico sem dor. Um gozo indescritivelmente belo e tão rico que agora traz novamente essas reminiscências de tantos dias e noites de amor, momentos em que éramos altivos e tínhamos atitude. Você sabia bem que quando nos juntávamos à noite cheia de mistérios, nos entrelaçando num abraço sem fim, sempre acabávamos reunindo doçuras no pensar; alimentávamos uma força que um dia estaria nessas palavras indizíveis daqueles prazeres.
     Mesmo que novamente eu esteja enganado, estou aqui vendo o futuro, com a visão de uma mulher nova se erguendo de tudo isso. Uma personalidade crescendo mais forte e poderosa por ter vivido mal um segredo que foi o seu único pecado: que era nada mais que uma carta lacrada no passado e que se perdeu no tempo.
   Dear Miss C, tudo que anseia e deseja ainda não se cumpriu; a mulher que cresce em você ainda não floresceu totalmente, a grande renovação a libertará dos sentimentos levianos e dos empecilhos; não haverá em sua vida mais contrastes que causem tanta gravidade ou a dor que ainda lhe causa queixas. De agora em diante seja boa para com as pessoas, inclusive aquelas que um dia acabou deixando para trás, mostre-se calma e digna de confiança, espante o mau–humor que causa indignação e rejeição. Procure realizar uma nova comunhão com todos; de uma forma que isso possa se transformar para melhor na medida em que você também se transforma. Evite arrastar o eterno drama entre pais e filhos e conflitos fraternos, porque embora pareçam incompreensivos em muitos momentos, são estes que lhe aquecem e dão abrigo. Esteja certa, Miss C, que a melhor herança que recebe é a força que reside naquilo que eles reservaram para você; primordialmente nesses momentos de solidão do pensamento. Nessa força há a benção que nunca se perderá mesmo que, num ímpeto incontido, parta para muito longe. É bom saber que sei que sua vida íntima tornou-se limitada pelos traumas que ainda carrega; sua vida pessoal se tornou cheia de exigências e carregada de convenções com tantos deveres.
    Miss C, eu quero que saiba que entendo a solidão que sempre se queixou, só por isso estou aqui; sei que ela é uma coisa muito hostil e impenetrável, mas que partindo dela encontrará o caminho dos desejos que a acompanharão pelo resto dos seus dias. Última coisa: jamais pense que aquele amor da sua adolescência não valeu de nada. Na verdade foi por causa dele que vive o que é hoje. Acredito que aquele amor ter persistido tão forte e poderoso na sua memória a faz saber, quase que tardiamente, que aquela foi a sua primeira e mais profunda solidão desses que agora a apóiam. Esse foi o primeiro molde que sua personalidade rebelde recebeu quando descobriu o amor e através dele calcou a sua vida nas escolhas de atitudes erradas. Miss C; despeço-me com muito prazer em saber que meus escritos estão em suas mãos e lhe servem de alguma coisa. Que lhe sirvam como exemplo, e a façam encarar a vida de um jeito mais fácil e harmonioso, por assim dizer, reconciliador na plenitude. E de preferência com todos aqueles que singelamente dedicaram uma parte da vida a você. Os meus bons desejos a acompanham sempre, tanto quanto a minha confiança nessa pessoa melhor que renasceu devido aos meus conselhos e protestos.

Confio que de agora em diante se mantenha alegre e tranqüila.

                            Do seu admirador Re

9 comentários:

  1. Parabéns!!!!! Mais um lindo texto, cheio de emoção. Fico curiosa em saber o que levou essa Miss C a abrir mão de um homem tão sensível e cheio de boas intenções, o que será que aconteceu? Terá sido apenas o seu jeito de encarar a vida? O seu orgulho? A falta de crença em um amor verdadeiro? Mais alguns motivos para refletirmos. Mais um excelente texto, você se supera a cada publicação.

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  2. Olá Renato, Parabéns por mais esse lindo texto, muito cheio de carinho,de sentimentos, de amizade e acima de tudo ,gostei muito de ler e saber que mesmo separados ,esse homem ainda quer ajudar de alguma forma essa mulher, em seu crescimento de alma ,de coração,quer nas escritas dele dar os conselhos e mostrar-lhe que a vida depende muito de nossas escolhas ,de nossas atitudes ,do nosso modo de agir ,e do comportamento que temos como as pessoas ,seja em um relacionamento amoroso ou em família.
    Seja como for ,se na vida não soubermos viver sem termos pelo menos a minima percepção das coisas ,sempre estaremos vivendo em uma solidão constante ,seja em qual aspecto for.....
    É isso ai senhor autor adorei, quem me dera ter um alguém assim do meu lado ,com os mais puros sentimentos rsrsr.....Beijos e até o próximo..

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  3. Uma continuação do texto Dear Miss C,confesso que fiquei admirada pela escrita foi muito esclarecedor,parabéns Renato.Mostrando que mesmo que não tenha dado certo ficou ainda bons momentos e o melhor a admiração e o respeito que ele tem por ela bonito isso.Que mesmo com os obstáculos da vida seja moral,família,relacionamento tiramos proveito de muita coisa,podendo assim caminhar sem ter medo de errar de novo,apesar não temos certeza de nada nessa vida.O que não podemos é parar no tempo por medo de sofrer de novo.Como diz:Felicidade são momentos não dura pra sempre,e quando isso acontece temos que aproveitar ao máximo pra ficar na memória as boas lembranças.Bjs.Andréa Cardoso.

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  4. Nossa que interessante essa segunda parte de Dear Miss C hein,srsr!!!Uma forma mais clara desse admirador narrando seu momento de suas lembranças muito emocionante,se é verdadeiro ou não essa história fica a minha dúvida.Bjs.Adriana.

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  5. Patricia Ramos Sodero9 de agosto de 2012 00:39

    Olá,Renato!Ótima idéia sua,continuar este texto....Ficou e está mais que visível,o quanto este homem sofreu por um amor, não correspondido, à altura que cabia ser.Como disse,esse homem tem verdadeira paixão por sua "querida", e mesmo com todo o seu desprezo,quer ensiná-la a crescer, reconhecer que existem sofrimentos maiores que o dela,transformá-la em uma mulher de verdade!Sim...digo MULHER,porque suas atitudes foram tão infantis,a ponto de "deixar" um homem, um tanto quanto sutil,por não aceitar ser chamada atenção. Agora,ele fica feliz em ver que através de suas cartas,pelo menos,consegue passar aquilo que ela não aceitou "olho no olho".Quem sabe,ainda num futuro bem próximo,esse homem possa viver novamente um grande amor,com a sua mesma querida,de uma forma diferente,somente por mostrar que a solidão faz parte da vida dela,porque é ela quem cria os obstáculos.....e mesmo que não viva esse amor novamente,estará sempre pronto a ajudá-la....pq acima de qualquer coisa,ele é um ser iluminado,que aprendeu a superar as experiências amargas da vida, e hoje sabe dar a lição!
    MARAVILHOSO TEXTO,RENATO! Sempre uma nova reflexão,um novo jeito de encarar nossas vidas....
    Continue assim....vc é um ótimo escritor,que nos envolve a cada estória...a cada texto....
    Grande beijo pra vc e até o próximo....

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  6. Comovente é a preocupação do protagonista para com sua querida Miss C, na insistência em protegê-la e ajudá-la, mesmo distante, através de palavras tão doces e profundas, como se quisesse recompensar-lhe os esforços mal sucedidos, reconhecendo como igualmente suas as falhas e se ressentindo por ter sido tudo em vão. Seu sofrimento parece ter menos importância do que a dor por não ter vencido a força da correnteza. Sua força vem de seu próprio sofrimento e ele insiste para que ela, da mesma forma, transforme os erros em acertos futuros, os traumas em esperanças, os medos em coragem, a mágoas em perdão.
    É incrível constatar que em determinados momentos da nossa vida, quando vemos q já não há mais o q fazer, o desespero domina de tal modo que procuramos, cegos, agarrar em algo q ainda nos mantenha "vivos" (acreditando q ainda há tempo de corrigir os mal feitos). Nessas horas, a entrega total, o prazer carnal, é o momento mais precioso e mais propício para fazer fluir algo de bom q ainda persiste e expressar o q já não mais pode ser vivido, além daqueles momentos tão íntimos e cúmplices... É qdo conseguimos nossa melhor performance para simplesmente continuar nos enganando...
    Uma espécie de inquietação envolve o protagonista, como se fosse a agonia de não poder voltar no tempo a tempo de desatar os nós, de fazer diferente, de ter uma outra chance.
    E.T.- A beleza, a sensibilidade e a profundidade expressadas aqui instigam uma certa curiosidade qto a veracidade desta história...
    BJSSSSS, Renato!!! - Edneia

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  7. Bom dia, meu querido Renato
    A cada texto seu me surpreendo pela intensidade dos sentimentos, que até então, antes de conhecer esse blog, não acreditava que um homem seria capaz de sentir ou expressar... Não sei se é real ou não... mais se for, é maravilhoso saber que ainda existe uma pessoa capaz de deixar transparecer o lhe sai da alma... capaz de se dar tão por inteiro para uma pessoa e querer melhora-la... de todas as maneiras... Essa segunda parte, me fez perceber que não adianta se esconder por tras de uma armadura e fugir da vida... Ela está ai para ser vivida intensamente mesmo que tenhamos sofrido muito... Obrigada, meu querido, por suas palavras... A cada uma delas me ensina que temos que viver muito intensamente... sem medos.. Me sinto muito feliz por ter conhecido o que escreve...
    Beijos Cris

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  8. Fica a pergunta. Quem será essa Miss C.? Será que é ou já foi real em sua vida? Ou é apenas um personagem? Seja qual for a resposta, a verdade é que a maioria de nós, mulheres, gostaríamos de ser uma Miss C. na vida de um homem como esse. Que lindo ver tanto amor, quanta dedicação ele dispensa a essa mulher, mesmo os dois não estando mais juntos fisicamente falando. A preocupação em vê-la bem, em torcer por sua felicidade, seu crescimento como ser humano, independente do que aconteceu entre os dois, da mágoa que com certeza ainda existe. Esse homem, mais do que um ser apaixonado é um homem nobre em sentimentos, coisa rara hoje em dia. Eu vi um pouco de mim em muitos dos trechos que descreveu nesse texto maravilhoso, que nos conta um pouco mais sobre essa história de amor, que ainda não teve um final feliz, como todos esperam, mas que está carregado de emoção, dedicação e preocupação com essa mulher que visivelmente ele tanto ama.
    Parabéns, mais uma vez por tanta sensibilidade.
    Bjos no coração Renato.

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  9. Deixo uma citação de Cecilia Meireles

    "Há pessoas que nos falam e nem as escutamos,há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam,mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre."

    Um abraço.
    Simone

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