AVISO 2: APENAS UMA CRÔNICA

      Sinceramente, não sei onde termina a maldade e começa a loucura de certas pessoas com quem já convivi, ou até mesmo a minha. Não se assustem, garanto que sou um louco educado.
     Eu entendo que muitas perguntas embaraçam a gente. Por exemplo: qual a certeza que cada um tem que o seu comportamento inadequado é correto?
     Aquele que mantém essa certeza absoluta do que faz é certo, e nunca abre mão das suas convicções por mais absurdas que elas sejam, está fadado a ficar sozinho.
     Em algumas situações dessa convivência maluca, pude notar que aquilo que marca a vida desse tipo de pessoa é a imagem explícita de cenas que recebeu dentro de casa no decorrer da vida.
     Por isso eu acredito que o grande desafio dos pais é dar bons exemplos. Porque o primeiro herói de um filho é sempre o pai e na ausência dele é a mãe a grande companheira. Quando os bons exemplos dos pais são inspirados no comportamento ético, com certeza é montado um alicerce para esses filhos serem cidadãos do bem e tratarem respeitosamente o seu semelhante. Então eu pergunto: como que um pai pode querer que o filho tenha um comportamento ético assim - digo, da manutenção da verdade e de respeito ao próximo. Se ele, pai, prega um determinado modo de ser, mas age do jeito oposto? O exemplo ético é o que forja o cidadão, sim! O pai que fuma, bebe e maltrata as pessoas em situações do transito maluco de uma grande cidade, ou em outro momento usa como desculpa o nervosismo do humor alterado, não pode mesmo exigir muita coisa dos filhos. Muito menos se na maioria do tempo nem olha para as pessoas ao seu redor dentro de casa ou na rua, pois todos são invisíveis diante do seu egoismo cego. Imagino que esse pai não tem moral de reclamar quando o filho faz o mesmo, dado pelos exemplos que pratica, ainda sabendo que tem o dever de orientar que é errado agir assim. Mas como ele pode orientar se nem tem consciência do que faz, pois se comporta como um alienado ou manipulador de situações? Tenho certeza que aquilo que a criança vê é o que acaba se fixando em sua mente como exemplo de comportamento a ser seguido. Quando os pais têm comportamentos absurdos que julgam naturais, com toda certeza os filhos se espelharão naquilo. Exemplos são as mentiras “politicamente” corretas. Aquelas pequenas mentirinhas inofensivas que acabam forjando o caráter da pessoa. A lei de quebrar regras e levar vantagem sobre os outros é uma coisa a ser observada no contexto familiar que acaba desaguando no social. É muito difícil um pai admitir que o exemplo que dá diariamente bebendo vinho fino ou goles de whisky importado, com a desculpa que é só para relaxar, seja uma mensagem ruim que passa para o filho. Esse filho entenderá, o pai queira ou não, que se um dia tiver problemas é só beber que isso o fará feliz. É um ciclo comportamental lamentável. Tem também situações de pais que batem o telefone na cara das pessoas e saem praguejando contra quem ligou. Ou aqueles, que sem o menor senso de respeito e educação, tratam muito mal as visitas que vieram de longe só para rever alguém da casa de quem sentiu saudade. Tem mesmo muita gente que não sabe o valor da hospitalidade nesse mundo. E o pior: tem mesmo muita gente que não sabe o significado de lealdade, companheirismo e da verdade em ser fiel aos princípios da dignidade humana. Gente que além de não dar bom exemplo, também não sabe educar os filhos, porque diante do que faz diariamente, seria mesmo impossível dar educação a alguém.

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