domingo, 1 de janeiro de 2012

Agradecimentos e reflexões


  Introdução ao confessionário.

  Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer a todos que seguem esse blog. Aqueles que, participando ou não com comentários, se fizeram presentes dando total apoio à continuidade dessa obra. Digo a vocês, fiéis incentivadores, que eu jamais imaginaria que esses escritos poderiam ter tido o alcance que tiveram, tanto no Brasil quanto em outros países. Em respeito a vocês quero revelar por que todos os contos e crônicas foram retirados do blog; histórias que aqui permaneceram por mais de ano à disposição de quem quisesse ler ou guardar. Tomei essa decisão para preservar os interesses do autor, assim como alcançar uma nova etapa de ineditismo diante de novos desafios. Agradeço aqueles que acompanharam o meu último conto publicado por essa via: O ENCONTRO. Por razões óbvias, como já havia feito anteriormente no conto CACHIMBA, premiei os seguidores mais ativos e próximos desse que aqui escreve. O blog foi fechado por algum tempo para que os últimos capítulos fossem publicados. E aqueles poucos, no número de 95 seguidores, que foram premiados, pudessem contemplar o final da saga de REINALDO, FERNANDA e demais personagens desse conto/novela. Nos derradeiros capítulos pudemos testemunhar a decadência e a loucura tomando lugar. Aliás, temas por demais apreciados em meus escritos. Com um olhar mais atento começamos a notar, no comportamento dessas personagens, a verdadeira astúcia e malignidade de alguns seres humanos, que aparentemente normais e cheios de boas intenções, tornam-se perversos e cruéis com o seu próximo sem motivo algum que justifique tal façanha. A grande lição que ficou para uma das personagens, é que não dá para ficar passivo e indiferente diante daquilo que atenta à verdade e, por conseqüência, a dignidade humana. Vimos que a manutenção do silêncio faria com que o mal se perpetuasse e o seu executor ficasse livre e pronto para agir outra vez, e o que é pior, sem qualquer remorso aparente ou punição. Fazendo aqui o mea-culpa, digo que me inspirei na saga da personagem  Raskolnikov, do grande escritor russo Dostoievski, da sua obra CRIME E CASTIGO. Raskolnikov era ambicioso, confuso, taciturno e extremamente maquiavélico. Um ser totalmente doente e introspectivo,  cheio de ideias egoístas. Ele julgava-se superior aos demais mortais, tanto que, em determinado momento divide as pessoas entre ordinários e extraordinários. Essa premissa, (acha ele), o colocará intelectualmente e moralmente acima dos demais, isso com o acúmulo de riqueza ou poder. Seguindo a essa regra, ele planeja e executa crimes, pelo simples “direito” de fazer o que a sua vontade exigir, tudo de acordo com o seu pensamento de se manter na posição de ser “extraordinário”, pois assim se conforta. Ele leva uma vida calcada em maldades e mentiras, tudo em beneficio próprio e de interesses exclusivos. Quando finalmente é desmascarado, pois, em seus delírios, vive vários dramas psicológicos incontroláveis quando é tomado por alucinações - num verdadeiro non-sense da experiência humana – o seu algoz torna-se o mais inteligente personagem do romance e autor de toda revelação. Isso faz de Raskolnikov um ser humilhado e arrependido de suas maldades. Assim sendo, ele não escapa de penalidades impostas por outros e no final busca, através do arrependimento cristão, o seu perdão. A intenção do conto, O ENCONTRO, foi mostrar que estamos cercados de RASKOLNIKOVS, que podem aparecer em nossa vida a qualquer momento. E o duro, na verdade, é lutar contra isso e lidar com o rastro de crueldade e tristezas que eles deixam semeados no destino daqueles que se arriscam nesse convívio doentio. Ora, ora... É claro que, além de Dostoievski também busquei outras fontes inspiradoras como, por exemplo, os escritos de Maquiavel e Nietszche ( O grande livro “Assim falava Zaratrusta”). Não posso esquecer do meu autor de cabeceira, HENRY MILLER. Muitos trechos desse conto foram inspirados na trilogia chamada “CRUCIFICAÇÃO ENCARNADA”. As partes obscenas e termos chulos foram obviamente inspirados em SEXUS. Todas descrições psicológicas e características humanistas em PLEXUS e os diálogos em NEXUS. Devo admitir que TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO E TRÓPICO DE CANCÊR, do mesmo autor, também me deram uma base incrível no formato da descrição de lugares e diálogos. Mas, no entanto, o grande e maior livro de todos foi a BÍBLIA com os textos apócrifos, principalmente do livro de JÓ; isso na parte 13 do conto, O ENCONTRO, está bem claro. Bem, amigas e amigos... Não vou ficar aqui dando a fonte de toda minha inspiração ou detalhes inspiradores de cada passagem dos textos que escrevi. Porém, ressalto com grande orgulho, que o objetivo foi plenamente alcançado, isso, principalmente, graças ao apoio de todos vocês. Mais um ano se encerra com uma enxurrada de elogios e alguns puxões de orelha que não poderiam faltar. Agradeço imensamente, de coração, a todos que acompanharam, fosse por dever de ofício, mera curiosidade ou até mesmo para valorização deste humilde ser.
Deixo aqui essas palavras a respeito dos meus pensamentos, da minha origem e personalidade. Essas linhas são para todas as pessoas que de um jeito ou de outro, demonstraram interesse em acompanhar tudo isso. Devo dizer que algumas dessas pessoas tiveram o nível de importância medido no decorrer do tempo que passou e do tempo que permaneceu, eis a razão das minhas escolhas. Também lembrando a todos vocês um detalhe significativo: aqui existem alguns recadinhos subentendidos que aparecem em frases ou estrofes. Essas partes soltas em todo esse conteúdo foram especialmente elaboradas com muito carinho, principalmente aos patrulheiros de plantão e conspiradores. Com certeza a todos intimidadores da arte e detratores que se enfileiraram diante da telinha. Incluo, sem preconceito algum, todas as almas boas e mentes maléficas que enxergam ou enxergaram, o meu despreendimento artístico através de um olhar obtuso. Quero que saibam que eu nunca desisto de um objetivo.

                                                PARTE I - No confessionário.
      Nunca imaginei que pudesse escrever algo tão intenso o quanto escrevi aqui nos últimos tempos. Passei muitas horas sem ter absolutamente nada em mente. Não tinha alguma coisa que fosse, suficientemente interessante, para ser contada com algum sentido lógico. Não havia um só pensamento que, em minha humilde opinião, pudesse despertar o interesse de qualquer pessoa. Digo, qualquer pessoa que fosse mais atenta a esse tipo de leitura. Justamente por isso a forma descritiva e detalhista foi onde eu mais me apeguei. Usei desse método com a mais pura emoção e de um jeito bem intuitivo. Eram momentos em que tudo o que mais se revestia de importância para mim era o entendimento do leitor. Se não fosse assim, com certeza, era melhor não seguir adiante com as crônicas ou contos no formato novela. Através dessa sensação, que foi germinando aos poucos, é que pude ter pensamentos que se transformaram em palavras escritas, muitas delas doces e sutis e outras duras e cruéis para os mais sensíveis. Isso se deu com todo o transbordamento de novas e antigas ideias que surgiram de uma só vez. Ressuscitei dentro de mim muitas coisas que pareciam complexas e incompreensíveis ao olhar comum. Por isso é que fiz desse ato de contar histórias o meu grande esforço de expressão. O objetivo era único e determinado, nada além do que, procurar de alguma forma tentar receber a atenção que não recebia na interação pessoal com algumas personagens, essa gente sem rosto ou sem presença física, que fizeram parte do meu pensamento. Só assim fiz-me compreender de uma forma justa e recompensadora; isso agora eu sei. Pois, na maioria do tempo, quem não dá ouvido ou não fala nada, pode, circunstancialmente, abrir os olhos e ler, e com isso perceber a vida por outro ângulo. Justamente por essa unilateralidade forçada, parte considerável de tudo o que escrevi aqui fez, ou ainda faz, parte de uma vivência em busca de um sentido especial da vida. Relatei períodos que puderam ter sido muito dolorosos e outros com um tanto de significação especial, até, alguns que só foram compreendidos depois de um longo tempo passado de forma errante. Com isso, a minha mais firme convicção era a de que tudo nessa vida tem um forte propósito e ele vai muito além de uma simples concepção comum de ideias. É a busca incessante pela comunhão. Por isso, me revelei e me deixei explorar.  Sempre correndo o risco de conviver com o livre arbítrio de cada leitor. Mas mesmo com todo esse temor, fiz com que cada um tirasse as próprias conclusões das lições que aprendi e tentei repassar em toda essa cena ficcionalmente real. Mesmo que tenha sido uma construção totalmente subjetiva do principio ao fim de cada pensamento, uma nova realidade foi criada aqui, a realidade das minhas personagens inquietas, irreverentes e perturbadas emocionalmente. Cada uma com suas experiências intrigantes e emocionantes diante da visão do mundo. A minha proposta era fazer uma mescla de confusão mental, racionalidade e paixão exacerbada. Confesso uma relação híbrida, entre autor e personagem, que muitas vezes me pegou de surpresa diante dos fatos narrados. Foi um tipo de camuflagem da veracidade, pintada com as cores do realismo poético. Uma verdade comum na aparência de sonhos ou até de desabafos, que se materializavam em palavras.
     É importante frisar que, do meu passado até os dias de hoje, sempre fui assim: um ser pensante demais e que se mantinha permanentemente sujeito as mais tênues razões da emoção. Na minha cabeça nenhuma diferença faria se um problema fosse expresso em termos de mais ou de menos intensidade, eu o coletava e transformava com o meu molde particular. Toda sensação, boa ou ruim, que se tornava refém dentro da mente, tinha sempre o mesmo mote diante de todos os momentos de infortúnio ou alegria por que passava. Vivia freqüentemente aquele derradeiro estado em que os pensamentos só flutuam e a gente não tem controle nenhum sobre eles, mas no final acabam se ajustando. Tais pensamentos não conheciam a tristeza, nem remorso ou culpa, eles apenas fluíam qual cascata na montanha. Encaminhavam-me para um conhecimento lúcido que na maioria do tempo recusava-me a aceitar que possuía. Depois da minha mente passear descontroladamente nessa condição, sentia que os novos acontecimentos da minha vida começavam a suceder-se de uma maneira mais alarmante ainda, vinha a tal lucidez. Eu sabia que, mesmo que estivesse começando a viver no paraíso dessas sensações e de algum entendimento, fosse de uma forma simples ou complexa, isso me faria acreditar totalmente que era uma nova maneira de sentir uma espécie de amor pleno. Somente isso poderia me trazer uma inspiração viva para a escrita. Assim eu seguia em frente sem prestar muita atenção nos sinais. Como sempre fui um tanto teimoso, não havia nada nesse momento que pudesse me dissuadir da ideia principal; aquela da comunicação constante, a tal comunhão que citei antes.
 Conforme o tempo ia passando eu percebia que ele era inexoravelmente cruel, e que estava se acabando, surgia então um novo momento, uma fase de luta que vinha pela frente. Mas, ainda havia um detalhe importante e muito determinante a ser resolvido, era sobre aquela fina membrana; aquela que separa a morte da vida, a tristeza da alegria e o amor do ódio. Ela estava sendo refeita aos poucos e eu ainda não conseguia escrever sobre ela. Eu sabia que quando chegasse o tempo propício, o bom sentimento venceria essa barreira, falo de novo do amor pleno, eu sabia que bem lá no meu intimo tal coisa seria possível no dia que eu menos esperasse. Uma impressão era definitiva: pensar no que foi feito de errado era o mesmo que fechar a porta de um novo caminho. Até aquilo que é imponderável precisa de liberdade para agir, fazendo com que tudo continue acontecendo no ritmo certo. Agora trago comigo um novo tipo de pensamento que vem invadindo e conquistando outros limites. É a porta do destino ficando cada vez mais escancarada. Essa é a sensação de que a boa emoção é imperecível, até nos mais insensatos corações. Talvez resida aí o grande mistério de tantas dúvidas que carreguei. Eram as inseguranças por algo que provinha de uma fonte mágica e muito sedutora, porém despreparada. E mesmo que ainda eu não soubesse que tudo poderia estar acontecendo na minha imaginação, continuava pensando de um jeito ingênuo. Foi quando a insanidade e o desconhecimento completo de toda essa coisa estranha realmente me seduziu, isso foi em algum momento da minha existência que não sei definir exatamente quando, mas que perdura até hoje.
 E como que tudo aconteceu? Ah. Deu-se naquele exato instante, lá atrás, quando levantei o olhar para o céu e o meu sonho veio descendo das nuvens. A única certeza que eu tinha é que ele era único e possuía algo precioso para me oferecer; era uma mensagem que dizia assim: "Quem na verdade se importaria com os seus sonhos ou com qualquer outra coisa vinda dos seus pensamentos, caso não os revelasse aqui em forma de contos e crônicas?". Esse foi o marco da transformação.
 Bem... Agora estou de volta à minha casa, ela parece tão grande e silenciosa. Vou pensando na vida que levo nesse cantinho. Imagino esse local como se fosse um solitário antro de perdição, cheio de ecos que ainda ressoam pelas paredes frias. Ela mantém uma aparência exterior impecável, pois é o meu lar. Ninguém jamais imaginaria os conflitos e rivalidades que passaram em cada canto deste lugar. Lembrando disso, deixo os pensamentos me levarem para bem longe; eles vão se movimentando tão depressa como folhas ao vento. É justamente nessa hora que flutuo num último impulso ao me fazer de rogado caio completamente estático ao chão. Fico como se fosse uma das folhas mortas que se desprenderam do caule da árvore frondosa.

    PARTE II - UMA BREVE CONVERSA COM A FONTE INSPIRADORA.
                                                                          
   Sabe de uma coisa? Agora que parei de flutuar posso me dirigir novamente a você. Você parou de flutuar? Você sabe bem do que estou falando. 
      Foi por você que esperei que se formasse uma quantidade suficiente de ideias para serem escritas aqui. E desta forma contar toda a verdadeira história de amor e ódio que sempre sentimos um pelo outro. 
      Saiba que fui pouco a pouco me arrastando desse jeito, com pensamentos transformados em palavras contraditórias - por um tempo que parecia sem fim. 
      Vivi dias e mais dias cheios de vislumbres da realidade que passou, ou ainda, daquilo tudo que permanece grudado como tinta na cal. Tudo tão pertinho, bem aqui dentro de um espacinho reservado a você. 
     Estou me referindo assim, sabe por que? Você é a única que testemunhou o quanto me esforcei, isso durante muito tempo e com grande habilidade, para pintar os retratos de cada fato de acordo com as cores que sempre gostei. Essa habilidade foi imensa, não foi? Você sabe que continuei me fortalecendo dessa forma triste - mesmo a contragosto. Procurei no meio de tantas palavras, a palavra certa, aquela expressão sui-generis para acalentar o prazer a sua ira. Criei a verdadeira suspeita entre o real e o imaginário para outras pessoas que nunca souberam da profundidade da nossa relação. 
      Olha só... Eu fiquei assim por uns tempos, você sabe bem disso, não sabe? Fiquei como se estivesse à espera de ser servido de palavras e ideias pela graça da imediata providência - e que ela atendesse aos meus propósitos infindáveis e quase inconfessáveis de chegar mais perto de você. 
    Ahhh... E quando finalmente aconteceu, todos os pensamentos foram girando dentro da cabeça de uma só vez. Escrevi algumas frases e apaguei, repeti dezenas de vezes a mesma cena de formas diferentes, e no final, quando não tinha mais jeito, fui obrigado a revelar detalhe por detalhe do que nos aconteceu. 
      Em determinado momento era sempre aquele mesmo dilema: a velha insegurança da interpretação e do jeito de cada um ler, isso com certeza era algo perturbador ao meu intento. 
       Um belo dia finalmente me conscientizei que precisava de algo que emanasse muito calor e ternura. Algo que no fundo tivesse uma veia de verdade absoluta e cruel dos nossos caminhos cruzados ao acaso - confesso: nunca desejei ter essa inspiração por um tipo de tortura imposta. 
Pena que não foi bem assim. 
       Eu me fechei por sua causa e me perdi em letras, palavras e frases. Fiz e me deixei levar por que tinha medo de me precipitar ao cortar o fluxo inspirador verdadeiro - aquele que chegou de mansinho desde o dia em que nasci. 
     Porém, os pensamentos parecem tão incompletos em certas horas, os momentos tão limitados por uma aura ingênua - até me envergonho de não conseguir pensar com sanidade diante disso tudo e truncar tanto essa simples narrativa! 
     Na verdade é alguma coisa muito esquisita, isso de ter devaneios dignos de hospício para descrever tais acontecimentos - e não seria má-ideia se esse hospício  fosse o lugar ideal para acordar todos os dias diante de um espelho. 
     Desejei, que nos momentos desses pensamentos, um bom ar fresco viesse me revigorar. Sabe aquele ar vindo dos campos de flores? Você ainda consegue se lembrar das fragrâncias que evocavam a memória dos mortos? Não se assuste, pois não falo dos mortos que um dia estiveram por aqui em carne e osso, me refiro àqueles que morreram na miséria de nossos pensamentos, ou que, em uma curta fração de segundo, ficaram presos nas garras do tempo num passado distante. Esses há muito tempo estão mortos aqui e aí - em você ou em mim, tanto faz.
     Enquanto você tenta fugir desta conversa comigo, à força, eu ainda permaneço numa droga de camisa branca com amarras. Por quê será que alguém enfiou isso em mim? E por que eu deixei?
     Você me diz que é tudo em nome do destino ou da reflexão. Bem... Com certeza eu conheço esse discurso de cor e salteado, sei que tudo que aprendi a demonstrar no cotidiano ao seu lado, nada teve a ver com o submundo desses pensamentos de regras podres que vivo agora. 
       Nesse breve instante estou outra vez preso na mesma velha armadilha. O lugar solitário onde não preciso me esforçar muito para manter conversas tolas sem evasivas. E tudo acontece naturalmente diante do espelho do banheiro sem porta - o ambiente escolhido para todos os subterfúgios e respostas lacônicas a mim mesmo.
     Eis aí as tragédias do meu dia a dia - e do seu também - tenho quase certeza.      
      Estamos no lugar definitivo que nos cabe desde que nascemos. Você e eu. Somos um dentro do outro. Andamos juntos com todos os fatos que jamais ganharam espaço porta afora. E que de uma hora para outra ganharam uma notoriedade sórdida e sem controle. 
      É muito triste constatar que tudo entre nós tornou-se uma ferida aberta que sangra sem parar; uma hemorragia mantida em limites determinados.          Firmo os pés no chão e penso forte em você. Ora, ora em você. Você que ainda existe em mim na mais pura essência da palavra. Só eu sei o quanto essa ferida sangra sem estancar - tenha certeza disso! 
      Jamais morrerei com tal hemorragia, mesmo que alguém de fora cutuque mais fundo como você o fez. 
     Instintivamente me protejo com as defesas que criei e dos rumos diferentes que tomei e algumas amarras ainda se mantêm esticadas para não perder o porto seguro. Isso é realmente uma benção nessa situação! 
       Ainda que a vida em desatino seja uma grande merda na qual muitos se deliciam, sinto como nada além do normal tivesse acontecido. O tempo passou na necessidade crescente de amor e ódio que sentimos um pelo outro quando paramos de flutuar - você sabe bem do que estou falando.
       

5 comentários:

  1. Eu que agradeço profundamente os momentos maravilhosos que passei diante da tela do meu pc lendo td que vc escrevia. Chorei, odiei, sorri, suspirei, pensei, me emocionei e me apaixonei novamente pela escrita e pela leitura. Sei bem que em determinado momento abandonei td, a vida exigiu mudanças e radicais. Mas hoje, neste breve momento de folga, não poderia deixar de passar e registrar o quanto vc é inteligente. Admiro pessoas assim, idéias, fantasias, emoções, ódios, paixão, amor, sexo....
    Vc causou heim mocinho!!!!!!!!!!!!!!!! Parabéns. Bjs no coração.

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  2. Também confesso: fiquei emocionada.
    Nós que agradecemos por você nos proporcionar momentos de entretenimento que despertaram em nós um misto de emoções, como bem citou a colega Neneka.
    Devo admitir que alguns textos ou capítulos de algum conto, não me agradaram e preferi não comentar, mas é uma questão de preferência, o que não diminue o talento do autor, e claro, levando em conta que cada um imprime seu próprio estilo.
    Utilizou-se deste período experimental para avaliar sua capacidade de comunicação e agora obteve a resposta q procurava. Fico feliz por termos contribuído de alguma forma, já que acompanhamos esta evolução. Infelizmente terá de nos privar de sua obra para protegê-la.
    Admiro a sua inteligência e criatividade. Quem sabe um dia terei sua obra impressa, em mãos, e mais... autografada hã. Vou torcer por isso.
    Boa sorte em sua nova empreitada.
    Felicidades!!!!

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  3. Patricia Ramos Sodero30 de abril de 2012 19:06

    Comecei a ler os contos desse Autor em meados de Janeiro...E confesso,fazia tempo que não me encantava com tal criatividade que esse Autor tem.Mistura de ódio,medo,traição,fúrias,amor,sexo...cada qual muito bem colocada em seus contos.
    Agora,o que posso dizer é...não fico mais sem ler absolutamente nada que esse Autor escreve.Nasceu para isso.Gostaria de ter lido "O Encontro",mas cheguei depois.
    Faço votos de ver seus contos ainda publicados,com muito mais sucesso do que seu blog, que já tem muitos seguidores,por ser merecedor.
    Bjs...

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  4. Que coisa hein!!!Toda vez que volto aqui no seu blog tenho uma surpresa emocionante Renato.Relatando um pouco da sua história como blogueiro onde tudo começou teve uma fonte inspiradora interessante,parabéns pelo seu êxito realmente escreve textos que é uma maravilha tem um pouco de tudo parece fatos reais pelo fato de sua histórias ter uma convicção surpreendente,já conversamos sobre isso,srsr.Bjs.Andréa Cardoso.

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  5. Estou aqui pra deixar meu comentário diga-se de passe uma reflexão bem esclarecedora pra suas leitoras.Quem tem que agradecer somos nós pois o que coloca aqui não é um simples conto e sim experiências que nós leitoras já passamos.O seu blog é maravilhoso não é a toa que tem visitantes de outros países,seus contos prendem atenção e é pura emoção.Minha irmã Déa comentou,srsrsr.Bjs.Adriana.

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