quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

FREEBIRD LYNYRD SKYNYRD

     Uma das maiores canções de rock de todos os tempos presente no disco de estréia da banda Lynyrd Skynyrd "Pronounced Leh-nerd Skin-nerd" que foi lançado em 1973. Ali encontramos "Free Bird" que mostra toda a criatividade dos meninos caipiras vindos de Jacksonville, Flórida.
     Uma versão anterior havia sido composta no ano de 1971 quando a banda ainda não usava teclado em suas músicas. Após a entrada do tecladista Billy Powell, no final de 1972, a música teve um novo arranjo por sugestão do então produtor Al Kooper.
     Tornou-se uma canção recheada de nuances rítmicos e truques muito particulares usados por cada integrante em momentos de grande inspiração criativa.
     "Free Bird" desafia limites e ao ouvi-la sentimos um “Q” de saudosismo e admiração. É a demonstração do nobre talento ao tocar com o mais ingênuo sentimento da criação pelo prazer.
     Ela é riquíssima musicalmente, comovente e maluca, mas uma maluquice saudável e espontânea na mais pura emoção de cada nota musical chorada em seus momentos iniciais e flamejantes no ritmo alucinante de um belo solo a três guitarras em seu grand finale. .
      Uma faixa sem igual na história do rock. Logo na introdução a melodia levada por Gary Rossington no slide com sonoridade personalizada, podemos notar a força da canção. A bela seqüência de acordes no solo final foi bolada por Allen Collins.
     Ronnie Van Zant acrescentou melodia e letra. Diz a lenda que Ronnie Van Zant escreveu a letra em quatro minutos.
     Nas primeiras apresentações Ronnie pedia a Allen e Gary que estendessem mais os solos de guitarra na música. "Não está longo o bastante. Façam mais longo!" dizia Ronnie.
     Uma das primeiras performances públicas de freebird em sua versão final foi durante a festa de casamento de Allen Collins. Este fez o overdub de um segundo solo, na versão de estúdio, criando o famoso duelo de guitarras que coroa a música. Ao vivo, as três guitarras - Gary no slide, Ed King e mais tarde Steve Gaines na base e solos e Allen nos solo principal, reproduziam fiel e furiosamente a canção, geralmente pontuada com um eletrizante rave-up (técnica bolada pelos Yardbirds) e uma seção rítmica que remetia ao "bolero" (bastante similar a do final de "Beck's Bolero" de Jeff Beck)
     Em "Freebird", Gary Rossington afinou a segunda corda de sua guitarra em Sol, igualando com a terceira corda. Ele disse que fez isso para encorpar mais o som do slide. Para este efeito foi utilizada uma chave de fenda. A guitarra usada foi uma Gibson Les Paul/SG '61. Outro truque foi usar cordas mais grossas (0.17 gauge G) no lugar da terceira e segunda corda. "Lembro que eu queria algo um pouco diferente do mesmo velho som de guitarra slide, então eu fiz com esse tipo de invenção", disse.
     Ao vivo ele usava um vidro de Coricidin (como antes fizera sua confessa influência, Duanne Allman) como slide.
     A música, sempre citada como uma homenagem a Duanne Allman, do Allman Brothers, é uma das mais executadas nas rádios americanas. Já teria sido tocada segundo estimativas da BMI pelo menos 2 milhões de vezes desde seu lançamento.
     Prova do quanto "Freebird" se tornou um hino é o curioso grito de alguns gaiatos em qualquer show pelo mundo (pode ser show de quem for, da cantora pop, ao grupo de metal) de pedir "Freeebird" da platéia!
     Pesquisa da revista Guitar World (edição de setembro de 1998) junto aos leitores considerou que "Freebird" apresenta o terceiro melhor solo de guitarra de todos os tempos. Em primeiro, deu Led Zeppelin com "Stairway to Heaven".
     O grande colaborador para que Freebird tomasse o formato que tomou foi Billy Powell. Ele trabalhava como roadie para o LS, então um dia, enquanto tocava piano, Ronnie se surpreendeu e perguntou porque ele nunca havia dito que sabia tocar. Powell, que teve aulas do instrumento, disse que estava satisfeito com seu trabalho de roadie. Então Ronnie o convidou para integrar a banda. Uma de suas primeiras e grandes contribuições foram as bonitas partes de piano e órgão em "Freebird".
     Dentre as várias bandas que já fizeram covers do LS esta o Dream Theater (Freebird).
     Versos de "Freebird" aparecem em um medley com a música "Baby I Love Your Away" (Peter Frampton) na versão do grupo pop Will To Power. Não por acaso, a música, lançada em 1988, foi o maior sucesso comercial do grupo.
     "Freebird" também esta na trilha do filme "Forrest Gump".
     "Freebird" é tema da sangrenta cena final do filme Rejeitados pelo Diabo, de 2005.
     "Freebird" é a útima música a ser tocada no jogo de video game Guitar Hero II (PS2/XBox 360A) a música é tão difícil que o jogo pergunta várias vezes se o jogador quer realmente se arriscar a tocá-la.
      "Freebird" é a obra de arte que coroa o talento e que inspira ouvintes. E em cada novo momento de audição percebemos o quanto é maravilhosa a música e quão lindo é o talento daqueles que trabalham tão bem as emoções e sensações. E no final nos transportam para um mundo de sonho e prazer nas asas de um pássaro livre levado pelo destino.  

4 comentários:

  1. "Freebird" é a obra de arte que coroa o talento e que inspira ouvintes. E em cada novo momento de audição percebemos o quanto é maravilhosa a música e quão lindo é o talento daqueles que trabalham tão bem as emoções e sensações. E no final nos transportam para um mundo de sonho e prazer nas asas de um pássaro livre levado pelo destino.

    Caracas!!!!!! Depois de ler isso, não preciso comentar mais nada........sei que aprendi a me transportar e voar escutando essas músicas.

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