terça-feira, 15 de novembro de 2011

JAMES BROWN - SEXO SEXO SEXO

Sexo, sexo e sexo. E muito mais sexo em uma vida conturbada e cheia de percalços.
Saído de uma infância pobre, onde foi engraxate de sapatos, lavador de carros e lavador de louças. Apegou-se à música como um grande escape de suas frustrações. Aprendeu a tocar vários instrumentos, gaita, bateria, guitarra e piano.
Em uma de suas frases mais copiadas reside o retrato de sua disposição e euforia.
“Shake your Money maker”, diria ele em uma de suas músicas mais famosas chamada: “Sex Machine”. E também a eloquente: Sexy, sexy, sexy.

Em sua vida errante desde jovenzinho trilhou o caminho mais difícil para fama. A complicada estrada da polemica e da cadeia.
Seu primeiro delito grave foi um assalto a mão armada aos dezesseis anos de idade. Preso, julgado e condenado, permaneceu três anos na prisão para jovens.
A partir de então se envolveu mais e mais no mundo do crime, das drogas e da prostituição. Tornou-se uma pessoa agressiva e de difícil convívio.
Sua ficha policial é enorme e recheada de queixas de agressões físicas, principalmente por mulheres, com acusações de estupro e porte ilegal de armas.
A dependência de drogas foi um grande marco em sua vida, chegando a guardar enormes quantidades de maconha dentro de sua própria casa, onde também mantinha um depósito de rifles e pistolas.
      Apesar de tudo isto, o camarada era possuidor de um talento nato extraordinário. Extremamente carismático e criativo em sua desenvoltura musical e teatral.
Desenvolveu um estilo único de interpretar e dançar. Estilo este, que influenciou gerações, exemplo bem típico é Michael Jackson.
Sua vida pessoal conturbada era mesclada com suas atitudes talentosas nos palcos. Aonde através de suas notas musicais estridentes, saídas de sua garganta poderosa. Mostrava toda a fúria de um ser inconformado e que literalmente cuspia na sociedade puritana.
Seus primeiros trabalhos foram influenciados por Ray Charles e Little Richard. Inclusive os músicos da banda de Little Richard passaram a acompanhar James Brown, no final dos anos cinqüenta, quando Richard resolveu largar a música para seguir a carreira de pregador evangélico.
        Já nos anos sessenta a banda de James Brown mudava bastante de integrantes, ele ficou muito conhecido por empregar vários músicos de jazz. E assim conseguiu fazer a união musical perfeita com a simplicidade do rhythm and blues e a precisão do jazz.
Sua influencia musical e genialidade foi se expandindo, criando estilos e determinando receitas perfeitas para o sucesso do funk e da soul music.
Nos anos setenta a banda de músicos de jazz se desfaz. Então Brown recruta novos músicos, alguns são promessas eminentes e outros prodígios em seus instrumentos.
A esta banda ele deu o nome de JB´s.
         A sua música chegava ao mundo dos brancos, não era mais uma música restrita aos guetos sulistas. Os cuidados com a produção e mixagem tornaram esta música um produto para tocar no radio e propiciando a ele ser incluído na trilha sonora de vários filmes do começo da década de setenta. Em 1974 fez uma turnê na África e um show perfeito nas festividades anteriores a grande luta de Box entre Muhammad Ali e George Foreman.
Nos anos oitenta Brown apareceu nos filmes: Blues Brothers (Irmãos cara de pau), Doctor Detroit (Doutor Detroit e suas mulheres) e Rocky IV.
        Ele era expert em fazer o culto à personalidade. Em grande parte das músicas repetia seu próprio nome várias vezes. Fazia uma misancene no palco, recheada de suspense e explosão corporal em uma dança escorregadia. Sua encenação mais famosa é quando ele se abaixa segurando no pedestal do microfone e um ajudante de palco vem com uma capa e coloca sobre seus ombros. Em seguida ao clima de espera, o escudeiro o escolta para fora do palco. Brown retira a capa e volta para o encerramento do show.
O nosso personagem era um chefe chato e cheio de regras para os músicos que o acompanhavam. Todos tinham que usar uniforme, sapatos engraxados, gravata borboleta, todos no mesmo padrão. Seus instrumentos deveriam ser conservados sempre com boa aparência. Caso alguém não cumprisse estas determinações era multado em seus soldos.
Os músicos deveriam sempre dançar na mesma sincronia. E jamais entrar no palco atrasado ou sair dele sem a permissão do mestre.
Em 1988 após agredir fisicamente sua esposa Adrienne, James sai com seu carro e é perseguido por várias viaturas da policia em uma auto-estrada que cruzava dois estados americanos, Geórgia e Carolina do sul. Uma longa “caçada” em alta velocidade que durou horas e só terminou quando a policia atirou nos pneus do carro de Brown. Ele foi preso e condenado a seis anos de prisão. As acusações foram de agressão a esposa, agressão a um policial, porte ilegal de drogas, porte ilegal de uma pistola e crimes de transito, por trafegar em alta velocidade.
Ele cumpriu três anos e foi libertado em 1991.
         No ano de 2001 uma ex-empregada doméstica da casa de Brown o acusou de estupro, mas o fato havia acontecido em abril de 1988, quando, segundo ela, ele havia consumado o ato dentro de um veiculo estilo van. A justiça não aceitou a denúncia porque a vitima demorou mais de doze anos para revelar o fato. Esta atitude foi considerada oportunista, já que a moça pedia uma indenização de cem milhões de dólares.
James Brown morreu aos 73 anos, no dia 25 de dezembro de 2006.
Para encerrar por aqui posso dizer que James Brown foi a seta que direcionou a música para novos estilos e fusões no gênero R & B, Funk, Soul Music e Rock.
Influenciando integralmente movimentos musicais por décadas.
A era Disco, o Break, o Hip-Hop e o Funk modernoso todos tem um pouco da sua pitada no tempero. E uma enormidade de bandas e artistas que usam fusões rítmicas em seus estilos.
A marca da importância de um trabalho nem sempre vem pelo sucesso ou divulgação alcançada no mundo inteiro, o que não é o caso aqui, mas, muito pela herança deixada às gerações contemporâneas e futuras. E também nisto James Brown foi um grande mestre.

10 comentários:

  1. Sem dúvida narrando para seus leitores a vida de mais um ícone...parabéns!!!!

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  2. Em grande estilo.. James Brown imcomparavél, estilo próprio, o cara era foda né rsrs...belo post.. bjo!

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  3. adoreei!
    muito bom o post..
    Alias, o blog, nee?

    Obrigada pela visita la no meu "canto"..
    Volte sempre!

    estarei te seguindo tb.

    BeijO grande e abraço apertado

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  4. Muito legal o post, um grande estilo que não pode ser esquecido. bjs

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  5. Muito bom seu blog!!!! Adorei o formato e a forma como vc escreve!!!

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  6. É desanimante como a nova geração esquece desses caras da música.
    E as bandas atuais não herdaram nada das antigas. :/

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  7. Com certeza James Brown é um icone na musica mundial, não só pelo genero musical, mas tambem pelo carisma e estilo proprio. Agradou muitas gerações e acho que ainda vai continuar agradando...

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  8. Não tinha idéia da metade do que li aqui sobre James Brown, ouvi já algumas de suas músicas, assisti alguns musicais em memória dele, seu estilo próprio de dançar e cantar deixou saudades em muitas gerações, jamais associei estilo Michael Jackson a ele, meia analfabeta em relação alguns estilos musicais. Mais gostei de obter mais informações e aprender um pouco mais.....
    Este blog é 1000.............

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  9. Interessante,a vida de James Brown,uma vida pobre e de difícil aceitação á própria vida humilde passou por várias etapas na vida,pra chegar no grande cantor que foi,mesmo com toda as suas dificuldades e vícios,ficou na história e muitos o imitaram pela desenvoltura de estilo de dança.Está de parabéns Renato,bjs!!!Andréa Cardoso.

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  10. O que diria de um cara desse!!!!Só posso dizer era o máximo um grande cantor apesar das dificuldades e uma infância problemática conseguiu se superar e se tornar um grande astro da música mundialmente conhecimento.Foi referência de grandes cantores.Parabéns mais um ídolo meu aqui que você escreveu.Bjs.Adriana.

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