quinta-feira, 25 de agosto de 2011

THE WHO

Puxa vida, que tempo é este? Muito calor, tempo seco fustiga a garganta, já estou descascando que nem cobra trocando pele. Um pouco de umidade agora iria bem.
Pensando em qual álbum eu escolheria para ouvir comodamente sentado no sofá da sala com o notebook no colo, nesta tarde chata e calorenta, m
e veio à mente QUADROPHENIA.
Que legal ouvir THE WHO, nem saberia dizer o número de vezes que já ouvi esta obra maravilhosa.
Sendo assim ao som da música I AM THE SEA, eu começo meu relato sobre os meninos rebeldes do velho Reino Unido.



O talento dos rapazes sempre foi inegável e o melhor de tudo isto é que eles foram inovadores dentro do estilo musical chamado hoje de Classic Rock. Inclusive influenciando a aparição de novos estilos que surgiriam com força nas décadas seguintes como por exemplo o punk rock. As bandas STIFF LITTLE FINGERS e THE JAM que o digam.
O Guitarrista PETE TOWNSHEND se consagrou usando um estilo diferente de tocar, ele usava acordes com duas notas, este jeito pouco comum naquela época se popularizou e virou um padrão até os dias de hoje.
Pete revela que uma das suas grandes influências no começo da carreira foi do bluesman americano John Lee Hooker e também Hank Marvin da banda The Shadows.
Pete também, por acaso, criou uma cena que seria repetida por muitos guitarristas sucessores do seu estilo. O THE WHO tocava num pub, um local de teto baixo, então Pete em um de seus pulos malucos, acertou o teto do pub, danificando o braço de sua guitarra, de raiva o moço resolveu terminar de destruir o instrumento no chão do palco, o público foi ao delírio e Pete viu ali um grande clichê para todos os shows seguintes do THE WHO. Pete ficou muito contrariado quando viu Jimi Hendrix usando esta mesma cena, destruindo a guitarra no final do show.
Através dos anos Pete foi acometido do mal da surdez por ficar durante muitas horas exposto ao som dos fones de ouvido nos estúdios de gravação. Pete além de músico também se envolveu em trabalhos literários, escrevendo artigos em jornais e revistas.

Nos anos sessenta não era comum os grupos de rock terem como destaque um baixista. O baixista sempre era uma sombra do guitarrista, na grande maioria dos grupos da época, era sempre ofuscado pelo brilho dos solos e demonstrações dos egocentricos "guitar heroes".
No THE WHO não foi assim.
JOHN ENTWISTLE era revolucionário, seu destaque era impar e empolgante. Finalmente aparecia uma banda na qual se ouvia o som do baixo com destaque e evolução, não era apenas um acompanhante do ritmo da bateria.
John morreu dia 27 de junho de 2002, por ataque cardíaco, provocado pelo uso de cocaína.

E por falar em bateria, KEITH MOON. O cara era pirado, inovador também dentro do estilo. Era tão maluco que para entrar na banda participou de um teste com vários outros bateristas e foi escolhido porque quebrou as baquetas e rasgou o coro da caixa de repique, se ele não foi o melhor em termos de técnica apurada, pois era pouco ortodoxo, foi com certeza o mais revolucionário. Moon tinha fama de destruidor não só de seu instrumento, mas também de outros objetos, como por exemplo, móveis de quarto de hotel, automóveis e tudo que pudesse encontrar pela frente em seus momentos de fúria causados por drogas e álcool.
Algumas pessoas dizem que o estilo de John Bonham batera do Led Zeppelin foi inspirado no jeito de Keith tocar. Aliás, foi Keith quem sugeriu o nome Led Zeppelin para Jimmy Page.
Keith Moon morreu dia 7 de setembro de 1978, em conseqüência de uma overdose provocada por um medicamento que ele tomava para se curar do alcoolismo. Ele ingeriu 32 cápsulas do tal medicamento e em seu estomago foram encontradas 26 ainda não dissolvidas.

O vocalista ROGER DALTREY era considerado o mais agressivo do grupo, apesar de sua estatura mediana. No início liderava o THE WHO com verdadeiro punho de ferro, inclusive chegando às vias de fato com seus companheiros. O menino não podia ser contrariado sobre os rumos que a banda deveria tomar. Por várias vezes brigou com Keith Moon e Pete Townshend. Inclusive sendo expulso da banda por Keith Moon no ano de 1965 e em seu lugar entraria o desconhecido Robert Plant.
O grande lance de sorte de Daltrey foi que o compacto da música MY GENERATION, Já havia sido lançado e começava emplacar como um sucesso quase repentino.
Então em vista disto os demais integrantes não viam outra alternativa, senão chamar o menino mau de volta e continuar o trabalho. No entanto Daltrey teve que assumir um compromisso diante dos seus companheiros que seria uma pessoa mais tolerante e pacifica. Mas as brigas continuariam durante os anos seguintes principalmente com Pete. Inclusive na gravação deste maravilhoso disco QUADROPHENIA, Daltrey deu um soco no rosto de Pete e este caiu desmaiado.
Independente de tudo isto Pete afirma que sem Daltrey talvez suas letras não fossem tão bem expressadas o quanto o foram em trabalhos como, TOMMY, QUADROPHENIA e WHO´S NEXT
Roger criou um estilo de girar o microfone pelo fio por cima de sua cabeça, tornando isto uma marca registrada repetida depois por outros vocalistas de rock.
Devido sua personalidade conturbada Roger teve que lutar muito para não ser mandado embora de vez do THE WHO.

Caramba! Como o tempo passa rápido quando a gente faz o que gosta.
Minha audição de Quadrophenia esta acabando. A maravilhosa LOVE REIGN O´ER ME, impera nos seus últimos acordes, e então fico imaginando em qual sentimento estes rapazes se inspiraram para escrever uma obra tão magnífica e cheia de encanto.

3 comentários:

  1. Matéria maravilhosa! Parabéns!
    Abs.

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  2. Fala cara!!!! Já adicionei o seu link aos recomendados do ALMA HARD AOR!!! Se precisar de algo avise!!! Sucesso e Abçs.

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  3. Éssa banda é genial,adoro muito os cara.

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