sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ANA POPOVIC

ANA POPOVIC

Hoje é segunda-feira, e eu odeio este dia. Adoro o “profeta” Bob Geldof e seus versos filosóficos: “Tell me why? I don´t like Mondays”. Nem lembro por quantas vezes já repeti esta frase no decorrer de tantas manhãs deste dia chato.
A segunda-feira me traz um ar de tédio e inconformismo e quando me sinto assim gosto de ouvir blues, nem sempre aquele blues arrastado ou muito rural, mas aquele blues elétrico, com swing, ritmo de embalo e que me deixa bem à vontade, a ponto de acompanhar batendo a ponta do pé no chão no mesmo ritmo da música.
Selecionei um cd especial para esta ocasião, quem sabe assim me inspiro a levantar da cama e tirar o pijama de flanela todo amarrotado. Gentilmente coloco o cd no compartimento do aparelho e com o controle remoto na mão, escolho a faixa três, “Comfort to the soul” é uma boa pedida para começar o relato. Então vamos lá.

Uma maravilhosa mulher, linda e muito talentosa. Na opinião de alguns críticos ela seria a reencarnação perfeita de Jimi Hendrix ou de Stevie Ray Vaughan.
Ana Popovic é o talento em pessoa, é uma artista completa na forma de expressão musical e simpatia.
Ela toca guitarra com maestria, canta muito bem e domina o palco com alegria, comunicação e muito carisma.
Ana nasceu na antiga Iugoslávia, no dia 13 de maio de 1976 na cidade de Belgrado. Como toda taurina que se preza, tornou-se obstinada e com toda sua determinação escolheu qual caminho trilhar na vida. Sua decisão pela profissão de design gráfico ou artista de blues teria que ser tomada logo e assim ela o fez.

Seu pai era músico, tocava guitarra e baixo e adorava blues, através dele Ana teve seu primeiro contato com a música oriunda do Mississipi e outros estilos de blues, jazz e soul. Aos quinze anos Ana resolve arriscar seus primeiros acordes na guitarra de seu pai, aprende rápido e desenvolve sua própria técnica, no entanto, Ana ainda precisava de aulas particulares de guitarra e também do estudo teórico da música.
Ela evolui rápido na habilidade com o instrumento e logo monta sua primeira banda de blues chamada “Hush”, isto lá pelos idos de 1994, depois de muitos ensaios, começam a tocar em bares e clubes de Belgrado. Nesta época foram mais de cem shows por ano e com direito a aparição na tv iugoslava.
Ana então sai em turnê por outros países, passa por Hungria e Grécia. Em seguida lança seu primeiro trabalho que leva o titulo de “Hometown”, já era 1998.
Nesta época Ana havia enviado uma fita de apresentação para um famoso conservatório de música na Holanda. Ana foi imediatamente selecionada e aceita passar seus próximos meses se dividindo entre os estudos da música e os shows com a banda.
No ano de 2000, Ana termina seus estudos no conservatório e sai em turnê, agora com uma banda renovada cheia de músicos holandeses recrutados por ela em sua temporada de clausura na Holanda.
Em seguida Ana muda-se para Memphis e leva junto consigo sua banda recém formada. E lá eles gravam o álbum “hush”, cujo produtor foi Jim Gaines que entre outros grandes artistas, também produziu os trabalhos de Stevie Ray Vaughan e Carlos Santana. “Hush” é lançado no ano de 2001 com muita euforia e expectativa dos fãs. Agora Ana fazia parte do time dos grandes astros do blues. É convidada para tocar com nomes como Eric Burdon, Bernard Allison, Buddy Miles, Walter Trout e outros. Grava um disco tributo a Jimi Hendrix com esta turma toda.
Ana recebe vários elogios por seu trabalho. Principalmente por ser bem diversificado na evolução rítmica e sonora a qual se propõe, uma mistura fantástica, com muito blues, rock, soul e jazz. O talento de Ana torna-se cada vez mais incontestável. Recebe vários prêmios nos anos seguintes, melhor guitarrista, melhor cantora, melhor álbum e melhor artista na influência do gênero jazz. A coleção de estatuetas e condecorações aumenta numa proporção que nem ela própria imaginava.
Ana e sua banda percorrem os Estados Unidos fazendo mais de 150 concertos por ano e ainda tendo tempo para shows no Canadá.
Assistir Ana Popovic em um show ao vivo seria uma experiência maravilhosa e inesquecível. Ana é sexo, é dor, é alma, é paixão, fúria e perdão. Tudo muito bem combinado numa voz rouca que capta a mais profunda expressão do coração, da alma e da emoção. E para os mais teimosos e incrédulos, Ana manda o seguinte recado: “Nunca é tarde demais para mudar, pois somos nós que criamos a nossa própria história.”
E eu assino embaixo.

2 comentários:

  1. Segunda feira é maior saco...........acredito que ninguém gosta, mas enfim....
    De novo minha curiosidade aguçada me trouxe aqui, não tinha maior noção de quem era Ana Popovic, peguei a referência e lá fui eu para youtube.
    Mulher bárbara, mas ao escutar ela tocando, paralisei, escutei outra e outra... e sou uma fanática por sons de guitarra, passarei a ouvi-la, um gosto musical diferente do que estou acostumada, mas gostei....ainda bem que com música faço como com comidas, mesmo que nunca comi...experimento rsrsrs
    Sr.Renato, nem pense em parar de colocar todas essas informações tão preciosas aqui....
    Adoreiiiiiiiiii

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  2. Interessante,nunca ouvi falar dessa cantora,pode achar pura ignorância da minha parte não sou chegada em blue,mas minha irmã Dea escutava muito com o ex dela,srsr.Mas você relatando da vida dessa cantora me deixou curiosa e como gosto muito de música vou assistir no youtube.Teu blog é super diversificado está de parabéns Renato,escreve um pouco de tudo isso é muito bom pra nós leitoras ainda mais eu que estou chegando agora,srsr.Bjs.Adriana.

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